Notas iniciais
Oi gente infelizmente aconteceram algumas surpresas nada agradáveis desde a minha ultima postagem, por isso demorei a postar. Bjus e obrigada pela compreensão.

POV Martinez

Eu já havia esquecido como era ter que sobreviver fora da cidade, sobreviver pela própria conta, lutando o tempo todo sem poder nem ao menos fechar os olhos despreocupado, estava exausto e faminto. Era o terceiro dia que eu passava sem nada no estômago, e a falta de alimento começava a afetar os meus sentidos, se não encontrasse comida logo com certeza viraria jantar do próximo grupo de malditos mordedores que cruza- se meu caminho. Avisto uma casa de chá a longo da estrada, um pequeno Chale de madeira nas cores verde e branco com uma placa de letras manuscritas que indicavam o nome do local

Cha da Lulu, arombei a porta e entrei a fechado imediatamente, o interior do local parecia intocado, as mesas de madeira dispostas simetricamente enfeitadas com toalhas de rendas e jogos de cha de porcelana trabalhados com desenhos de flores, por um instante lembrei das minhas meninas, das vezes que me sentei na pequena mesa de madeira cor de rosa ao lado de bonecas e ursos de pelúcia para o chá da tarde, no qual eram servidos em pequenas xícaras de brinquedo com o emblema das princesas da Disney acompanhados por rosquinhas e cupcakes de plástico. Tento me controlar, mas é impossível ao lembrar da carinha sorridente delas, dos beijos, abraços e dos gritos empolgados chamando “papai” cada vez que eu retornava pra casa depois de um dia de trabalho. Entrego-me a um pranto dolorido, durante todos esses meses eu não havia me dado a luxo de chorar por elas, estava preocupado demais tentando manter-me vivo que o luto acabou sendo adiado. Caminho até um sofá e me encolho como uma criança assustada, não sei por quantas horas fiquei ali perdido nas lembranças até finalmente me adjudicar ao cansaço e dormir. Acordo com os grunhidos de um grupo de errantes do outro lado da vidraça, levanto e caminho até atras do balcão vasculho e encontro uma pistola calibre 38, não parece algo que uma velhinha dona de uma casa de chá teria no balcão, mas estou na Georgia até os cães andam armados aqui. Adentro a cozinha e reviro tudo, a única coisa que encontro são rosquinhas e biscoitos mofados e algumas caixas de suco concentrado, aquilo parece um banquete tamanha a minha fome. Me alimento, termino de vasculhar o local e coloco tudo de útil dentro de uma mochila, respiro fundo empunho meu taco de beisebol e mal saio pela porta da frente e tenho que acertar um errante usando um terno esfarrapado, o som de seu cérebro espatifando com o golpe do taco é estimulante, um outro mordedor caminha na minha direção, essa é uma mulher mas precisamente aquilo um dia foi uma adolescente isso é facilmente reconhecido pelos traços delicados mesmo tomados pela cor cinzenta da morte ainda estão presentes no rosto da menina.

Acerto sua cabeça com toda a força, ela cai, mas permanece se remexendo no chão tentando levantar-se, não parecia estar naquela condição há muito tempo, suas roupas estão razoavelmente limpas e o corpo ainda não tomou a forma cadavérica da maioria deles. Acerto mais meia dúzia de vezes a cabeça da jovem errante com o taco até seu rosto estar totalmente desfigurado e pedaços da massa encefálica verter pelo buraco aberto em sua testa.

Volto a caminhar pela estrada eu ainda precisa encontrar um carro, gasolina e mantimentos pra finalmente poder voltar a Woodbury e resgatar Lauren das mãos daqueles dois psicopatas.

POV Merle Dixon

Alguns dias passaram-se desde a chegada de Andrea e a negra amiga dela. Andrea estava muito diferente do que eu lembrava no acampamento, estava mais forte e dura, características imprescindíveis pra sobreviver num mundo como este. Ela já parecia bem entrosada com a cidade principalmente com o Governador, sua amiga que não parecia muito contente em permanecer na cidade, mas o governador achava que elas poderiam ser uteis então continuava enrolando-as pra mante-las conosco o maximo de tempo possível.

_Merle. Ouço a voz de Andrea aproximando-se enquanto eu me preparava pra mais uma busca.

_Hey loira... O que você quer.

_Michonne e eu vamos embora hoje, queremos as nossas armas.

_Qual o problema? Achei que estivessem apreciando a cidade. Digo em tom sarcástico.

_Michonne acha que estão nos mantendo presas aqui, nos dê nossas armas queremos ir embora.

_Michonne... Estão vendo correntes aqui? Não estão presas.

_Queremos as nossas armas! Diz ela em tom imponente.

_Tudo bem, eu vou falar com o governador. Me diz uma coisa loira... Como foi que a gente nunca se enroscou enh?

Ela balança a cabeça e ri.

_Você me chamou de vadia... e de sapatão. Diz ela.

_É acho que eu tenho um jeitinho especial com as mulheres.

_Quero as nossas armas Merle. Insiste ela.

_Sem problemas, espero que tenham aproveitado as nossas acomodações. Digo irônico.

Entrego-lhe as suas armas, Michonne continua com aquela cara de poucos amigos com aquele olhar desafiador como se fosse fatiar meu cérebro com aquela espada. Abro os portões e desejo-lhes sorte como o Governador havia me instruído. As duas parecem um pouco incrédulas ao verem os portões abertos, Michonne caminha pra fora da cidade mas Andrea permanece imóvel, as duas discutem por alguns minutos até finalmente Michonne deixar a cidade e Andrea permanecer olhando-a ir embora sozinha. Sinto que o plano do governador parece ter dado certo, fecho os portões e aceno pra Andrea que permanece estática olhando a negra partir.

_Ela fez a escolha dela Loira. Digo me afastando, eu já tinha ordens a serem cumpridas caso elas deixassem a cidade.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.