Notas iniciais
Desculpem a demora, estava viajando... Mais um cap espero que gostem bjus!

POV LAUREN HOLLAN
Acordei completamente nua no sofá e com a cabeça latejante, me vesti, dessa vez eu lembrava de tudo que havia acontecido.
_Merda Lauren! Briguei comigo mesma.
Olhei ao redor não vi Merle, subi até o segundo piso Penny dormia tranquilamente na cama que fora de Lucy. Desci as escadas, olhei nos outros quartos, no banheiro, nenhum sinal dele.
Droga o que eu fui fazer? Transar com o Merle, porque eu fiz aquilo? Bem ele me atraia de certa forma embora mesmo que eu não quisesse admitir por mais grosso e arrogante que ele fosse, ele tinha algo no olhar que me fazia crer que ele era muito mais do que aquela fera que ele queria mostrar. Ontem até tivemos uma boa conversa, ele se abriu um pouco, nunca antes havia falado de algo que não fosse sobre o tal irmão Daryl ou de coisas que havia aprontado. Mas ontem eu conheci outro Merle, não o caipira beberrão e mal educado, que não se importava com nada nem ninguém, pude ver um Merle com sentimentos, um pai ferido, magoado, que deu seu coração e teve ele despedaçado pela dor da repulsa do próprio filho.
_Vamos encontrar meu pai hoje? Perguntou Penny descendo as escadas.
_Oi querida, senta aqui. Nos vamos procurar ou seu pai, mas não sabemos e se vamos encontra-lo, talvez a gente não encontre. Falei calmamente, ela levantou os olhos e me olhou triste.
_Ele me ama não me abandonou, nunca me abandonaria. Disse ela.
_Sim querida eu sei disso, mas bom é difícil encontrar alguém e coisas podem ter acontecido.
_Meu pai não morreu, ele ta vivo eu sei que está. Disse ele já chorosa.
_Da pras duas bonecas paparem de matraquear e arrumarem tudo pra gente cair fora daqui! Disse Merle entrando pela porta.

POV MERLE DIXON
Cinco meses se passaram desde a noite com Lauren, ela tentou tocar no assunto algumas vezes mas eu não deixei que falasse, pois eu sabia o que ela diria e não queria ouvir, era melhor fingir que nada havia acontecido do que ouvir da boca dela que tinha sido um erro ir pra cama comigo, que so tinha feito aquilo porque estava bêbada e triste por saber que nunca mais veria o tal Martinez.

“ Merda Merle que porra é essa seu imbecil? Você nunca se importou com essas coisas? Agora ta ai magoado porque a vagabunda da Lauren é apaixonada por um latino idiota que deve já ta morto? O que quer? Que ela te ame? Você nunca teve isso na vida; acha que vai encontrar agora que o mundo acabou?”

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Olhei pro banco de trás, Penny dormia com a cabeça recostada no colo de Lauren que afagava seus cabelos, a gambazinha tinha se mostrado bem esperta nesse tempo, sabia se esconder bem e aprendeu rápido a usar uma arma, Lauren também estava mais forte, eu lhe ensinei alguns golpes e truques. Embora eu ainda achasse que ficaria melhor sozinho e seria muito mais fácil procurar por Daryl e me alimentar sem as duas, a companhia delas já me agradava de certa forma, não eram choronas, nem reclamavam, na verdade eu acho que fazia isso muito mais do que elas, e era bom ter alguém pra contar caso algo acontecesse.
Lauren permanecia olhando pela janela, o vento batia no seu rosto, alvoroçando os cabelos castanhos escuros, por Deus como ela podia continuar tão bonita depois de tanto tempo na estrada as vezes sem ter nada pra comer?
Chegamos a uma ponte havia centenas de carros parados, não parecia ter errantes por perto. Descemos do carro e começamos a vasculhar os automóveis, mas parecia que alguém já tinha limpado aquele lugar, uma inscrição no parabrisa de um carro me chamou a atenção.
“Sophia espere por nós, viremos todos os dias” havia alguns alimentos e garrafas de água, mas pareciam estar esquecidos ali a um bom tempo.
Penny pegou uma garrafa de suco e biscoitos e começou a comer.
_Ei! Seu nome é Sophia? Essas coisas não são pra você! Falei.
_Problema é dela eu to com fome! Disse ela pegando as outras coisas e enfiando na mochila.
_Boa menina. Pega tudo vou ver os carros. Falei, Lauren balançou a cabeça e riu e também começou a vasculhar os veículos.
Sophia, não era esse o nome da filha da Carol do acampamento? Não, não podia ser, e se fosse aquelas coisas pareciam estar ali a um bom tempo, podiam estar longe agora..
_Lauren! Fica de olho eu já volto. Falei, ela assentiu com a cabeça e eu comecei a andar pelo matagal.
Não demorou muito pra mim dar de cara com um errante, atravessei seu crânio com minha faca e continuei a caminhada, alguns metros depois uma flecha em uma arvore me chamou a atenção, a arranquei, era de Daryl eu tinha certeza disso, eu já tinha feito ele fazer flechas de madeira e ele sempre talhava um D nelas, era dele, meu irmão havia passado por ali e estava vivo. Ouvi gritos e corri de volta a ponte, Lauren e Penny estavam encurraladas dentro de um carro cercadas por mais de uma dúzia de errantes que tentavam entrar pelas janelas, peguei a minha arma e comecei a disparar.

_ Venham me pegar seus cabeças ocas! Gritei.
Acertei o maximo que pude, alguns começaram a andar na minha direção, eu chutava-os pra longe e acertava suas cabeças putrefatas com a faca presa ao meu punho, consegui chegar até o carro e arranquei um que tentava entrar pelo para-brisa quebrado, Lauren matou ou outros, e saiu do carro. A pequena Penny me abraçou.
_Obrigada tio Merle. Disse ela.
Tio Merle? Que historia é essa? Eu a afastei.
_Não tenho sobrinhos! Falei rispidamente. _Vocês estão bem?
_Estamos, Obrigada. Disse Lauren com um sorriso.
_Vamos embora, os tiros chamaram muita atenção... Falei.
Seguimos a pé, encontramos uma igreja pequena onde poderíamos passar a noite, eu tranquei tudo comemos as coisas que encontramos na estrada arranjei um canto e fui deitar.
_Merle.
_Que você quer? É sua noite de vigiar eu vou dormir. Falei.
_Eu sei, só queria agradecer pelo que tem feito por mim e pela Penny. Eu sei que ficaria bem melhor sozinho, mas mesmo assim não nos abandonou. Obrigada. Disse ela me olhando firme nos olhos.
_Estamos nessa juntos não é, hoje eu salvo vocês, amanha vocês me salvam é isso. Falei.
_Não é só isso. Obrigada. Disse ela me dando um beijo na bochecha.
_Você bebeu?


Lauren apenas riu e levantou se afastando.


Fui acordado pela gambazinha me sacudindo.
_Acorda, tem um monte de errantes la fora acorda! Gritava ela.
_Merda! Levantei rapidamente, Lauren tentava fechar a porta empurrando os errantes, eu fui até ela e ajudei, passamos a tranca.
_Estamos cercados!
_Droga Lauren como não viu eles se aproximarem! Merda sua idiota! Gritei enfurecido, como ela não viu uma horda daquele tamanho se aproximando, ela devia estar vigiando.
_Eu cochilei ta bem? Temos que sair daqui.
_Como? Vai convencer aqueles bixos com um sorriso bonito?
_Não com isso, disse ela tirando uma granada da mochila.
Abrimos uma fresta da porta e lançamos a granada, a fechamos imediatamente e nos abaixamos, ouvimos o som das explosões.
Abrimos a porta, a carnificina do lado de fora era digna do inferno, o cheiro de carne queimada adentrava pelas nossas narinas e embrulhava o estomago, os corpos despedaçados, outros ainda rastejando pelo chão soltando grunhidos aterradores. Penny segurou na mao de Lauren e fechou os olhos.
_Sem frescura gambazinha, temos que sair daqui rápido.


Corremos até a rodovia, não encontrei um carro que funcionasse e decidimos seguir a pé. Caminhamos por oito km até chegar a um posto de gasolina, matei o frentista zumbi e fizemos uma pausa pra comer. Penny estava exausta e com os pés cheios de bolhas pela caminhada, mas não reclamou apenas os encheu com esparadrapos e os enfiou de volta nas botas de camurça cor de rosa.


_Tio Merle?
_Ja disse que eu não sou seu tio, não sou nada seu. Falei enquanto afiava a minha faca.
_Tudo bem, Merle, eu vou ficar doente e virar uma daquelas coisas? Perguntou a menina com os olhos apreensivos.
_Não. Respondi.
_Mas você disse que eu morreria logo e so servia pra isca de zumbi.
_Você ta viva não tah? Eu me engano as vezes, mas so as vezes, agora chega de papo furado e dorme.