The Battle for Disney World
1 Capítulo 1 - Batalha das Sombras
Antes de dormir Wendy contava para seus irmãos Miguel e João sobre as histórias das aventuras de Peter Pan contra os piratas do Capitão Gancho, já era hora de dormir quando seus pais contrataram uma babá para que tomasse conta deles enquanto eles iam para uma festa. No entanto, enquanto Miguel e João sonhavam com piratas e índios, Wendy tinha um pesadelo em que ela estava sendo perseguida por sombras monstruosas de um bruxo ganancioso que dava gargalhadas malignas e ao tropeçar em uma pedra vira um cavaleiro sem cabeça com sua espada em chamas prestes a degolar sua cabeça.
Ao acordar do pesadelo, percebeu que não só ela estava acordada, mas os seus irmãos estavam imóveis e extremamente assustados.
- O que houve meninos? Por que estão acordados? – perguntou.
Eles não responderam, apenas a fitavam e tentavam falar, mas não conseguiam.
- O que houve? – perguntou de novo.
Eles fizeram gemidos desesperados tentando avisa-la de alguma coisa, João não parava de tentar avisa-la para olhar para a parede, quando ela olhou viu que mãos monstruosas seguravam as sombras dos irmãos e uma se preparava para agarra-la por trás.
Em um gesto de susto recuou a tempo, se esquivou para o criado mudo e sacou uma tesoura bem pontuda para a sombra monstruosa que se aproximava.
- Eu estou avisando se você avançar mais um pouco eu vou... – dizia ela quando viu que a sombra que ela avia capturado na noite anterior saiu desesperadamente da gaveta onde estava presa e começou a combater a sombra monstruosa. Wendy não sabia o que fazer além de olhar para a sombra que combatia valentemente as outras que se aproximavam, a sombra estava decidida de que manteria a salvo a Wendy de qualquer perigo. Em um ataque com seu punhal a sombra boa livrou João e Miguel das garras malignas das outras sombras, e com gestos apontava para a janela, as crianças foram recuando até a janela a medida que a sombra boa mandava.
- O que é aquilo que está nos protegendo Wendy? – perguntou João.
- Aquela João é a sombra de Peter Pan – respondeu Wendy.
A sombra parou de lutar por um momento e tirou seu chapéu para cumprimentá-los, mas as sombras monstruosas a engoliram. Quando as crianças achavam que tudo estava perdido a sombra de Peter Pan emergia em outro lugar e continuava o combate.
- O que nós devemos fazer Wendy? – perguntou o João.
- Podem vir conosco de mãos para o alto – disse uma voz rouca e grossa.
Ao se virarem viram um dos piratas do capitão gancho apontando sua pistola para eles enquanto os outros piratas invadiam o quarto pela janela. Eles os amarraram e colocaram em sacos enquanto a sombra de Peter Pan lutava bravamente.
- Pode subir Ms. Smee! – disse um deles pegando uma corda ligada ao navio Pirata do capitão gancho que flutuava em cima da casa de Wendy.
O navio Pirata começou a navegar pelo céu, durante a fuga dos piratas as sombras pararam de lutar e voltaram para o navio, apenas a sombra de Peter Pan ficara na janela do quarto amaldiçoando os piratas quando ela sentira que fora agarrada por alguém.
- Acalme-se sombra – disse uma voz jovem e corajosa – vamos pegar eles, não vamos Sininho?
Quando a sombra viu quem era, era Peter Pan.
Enquanto os piratas fugiam e as sombras se recolhiam no sótão do navio. Mal eles viram um vulto que passara voando como um raio, todos os piratas se reuniram no convés quando uma pá de escavar arrebentou o crânio de um dos piratas e lá estavam os sete anões liderados pelo Chefe e o Zangado.
- Já vi que vamos ter um pouco de tabaco, opa taberna, NÃO, NÃO, NÃO, eu quis dizer... – gaguejou o chefe desconcertado – acabem com eles! – disse o chefe começando o combate com os piratas.
O Chefe usava uma pá, enquanto que o Zangado usava seu machado de lenhador para enfrentar os piratas. Entretanto enquanto os anões lutavam contra os piratas, Dunga, o anão mudo procurara pelas crianças no sótão do navio, ao encontra-las tirou-as dos sacos e as libertou. Mas, quando eles começaram a subir ao convés, Dunga sentiu alguma coisa agarrar sua perna, mas quando percebeu que era uma das sombras quebrou sua lamparina na parede e com um gesto de mão mandou as crianças avançarem para o convés. Chegando lá um tiro de uma pistola quase acertou o pé de Wendy, ao olhar para frente depois do susto viu que um dos piratas estava prestes a degolar sua cabeça, mas neste instante Feliz pulou em cima dele, quebrando a coluna do pirata.
- Venham, venham! – disse Feliz para as crianças – Arquimedes está trazendo ajuda.
- Quem é Arquimedes? – perguntaram os três ao anão, mas nesse momento ele fora atingido por um tiro no peito e caiu no chão.
As crianças olhavam boquiabertas para o cadáver do anão gordo no chão, quando uma coruja falante começou a sobrevoar sobre suas cabeças.
- Eu acho bom vocês começarem a correr, porque este navio está um caos sem cura – disse a coruja ironicamente – pulem do convés! Andem, vamos, vamos!
Neste instante as três crianças começaram a obedecer as ordens da Coruja, mas quando chegou a hora de pular não tiveram coragem.
- O que estão esperando!? – gritou a coruja – Pulem!
As crianças pularam do convés ao ver que Dunga fez o mesmo.
Enquanto elas gritavam no ar desesperadas um garoto começou a voar em suas direções, e disse: — “Segurem as mãos de quem estiver do lado!”
Dunga agarrou a mão de João e Miguel, João agarrou a mão de Wendy e Wendy agarrou a mão do menino.
- Sininho! Pó mágico, agora! – disse o menino.
Sininho jogou nas crianças seu pó dourado como ouro e elas começaram a voar junto com o garoto e o anão.
Wendy e seus irmãos não acreditavam no que viam, estavam voando sobre Londres! Wendy olhou para o menino que vestia uma armadura feita de folhas e usava um chapéu com uma pena vermelha em seu chapéu.
- Peter Pan! – disse Wendy.
- Impossível... – disse João não acreditando no que via.
- Para onde está nos levando? – perguntou Wendy.
- Para a terra do nunca, eu atrai essa batalha até vocês e eu irei protegê-los – disse Peter – Já vi que conheceram o Dunga! – disse ele contente.
Dunga apenas sorria para as crianças com o seu olhar carinhoso.
- Mas... e aqueles outros anões irão ficar bem? – perguntou Wendy.
- Talvez – disse Peter não muito contente.
Ao dizer isso os anões apareceram montados no Pégaso e o Feliz sendo carregado pelo Dumbo.
- Ele vai ficar bem? – perguntou Wendy.
- Se o levarmos até a Fada Madrinha, sim, mas por enquanto podemos retardar sua morte com os curativos dos índios da terra do nunca. – disse Peter.
A conversa deles não pode durar muito, pois uma bala de canhão passou de raspão no grupo. Quando viram se tratava do navio dos piratas perseguindo eles.
- Droga... – disse Peter – Sininho...
- Pode deixar Peter Pan – disse a coruja falante se aproximando do grupo – eu os levarei até a terra do nunca.
- Ótimo Arquimedes – disse o Peter Pan – eu vou atrasa-los.
E assim Peter Pan foi para o combate abandonado o grupo.
- Então quer dizer que você é o Arquimedes? – disse Wendy curiosa.
- Sim claro – respondeu.
- João, a coruja fala – disse Miguel alegre de ver ela falando.
A coruja resmungou.
- Garanto que falo muito melhor do que você! – disse Arquimedes.
Wendy não segurou uma risadinha da coruja.
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