Notas iniciais
Era pra ser crack pwp mas acabei jogando feels nela *suspira* alguém me bata please ;-; (#o que fazer quando sua fic não se encaixa em nenhuma categoria?)

Naquela tarde havia chovido o previsto para todo o mês e a tempestade parecia que não daria trégua tão cedo. Nanase Haruka – Haru para poucos – encontrava-se sozinho e entediado. Makoto estava longe e a linha telefônica havia parado de dar sinal há algumas horas. Só lhe restava pensar e seus pensamentos sempre terminavam desviando-se para Rin ou para a água, e ambos estavam longe de seu alcance. Bom, talvez nem tanto. Havia água, pois ela era constante em sua vida mais do que qualquer coisa, em qualquer forma. E estava chovendo.

Decidiu, por fim, que tomaria um banho. E, como se alguém lá em cima o odiasse, toda a luz morreu. Por sorte conhecia com perfeição o caminho de sua sala até o banheiro e conseguiu chegar sem nenhum imprevisto. Não era do tipo de deixar coisas espalhadas pela casa, afinal, nem tinha dois pés esquerdos como seu melhor amigo.

Abriu a torneira e se pôs a se livrar das roupas sem pressa, desabotoando preguiçosamente cada botão de sua camisa. A calça também desapareceu em segundos, jogadas em algum canto daquela escuridão.

Colocou a mão na água para ver se já chegava à borda da banheira. Estava suficiente para si. Ponderou se deveria tirar o traje de banho; não estava esperando ninguém e estava escuro, não haveria problema.

Pelo visto estivera com o traje por tanto tempo que o mesmo se grudara ao seu corpo. A lycra parecia agarrar-se à sua pele e cada puxão que dava parecia queimar, mas por fim conseguiu livrar-se daquela peça e atirou-a longe, junto com o resto. O alívio foi instantâneo e a sensação de liberdade não poderia ser quebrada nem mesmo pelo frio que fazia.

Entrou na banheira sem demora e todo seu corpo tremeu com a súbita mudança de temperatura, mas por algum motivo ele gostava daquela sensação. A água estava fria, quase gélida, e se houvesse luz, veria o azul de sua pele na mesma. Aquilo era tão bom.

O silêncio, preenchido apenas pelo som da chuva, era agradável e acolhedor. Deixou a cabeça afundar na água e tentou não pensar em nada. Tentou, pois mais uma vez tudo voltou a Rin, natação e Makoto, e tudo parecia tão longe de seu alcance naquele momento.

Havia a água, porém, e ela era bela e constante.

A água envolvia seu corpo e sussurrava palavras doces em seu ouvido. Não havia uma forma, nem era preciso haver. Suas carícias o fazia esquecer de tudo que não o fazia bem. Ela não precisava de palavras ou expressões para saber o que ele necessitava, ela apenas estava ali o tempo todo e nunca iria embora; isso era tudo o que poderia pedir.

Uma voz doce proferiu seu nome, lenta e sensualmente. O frio pareceu extinguir-se e uma quentura subiu por todo seu corpo até o rosto. Tirou a cabeça de baixo d’água e tudo que podia escutar era a chuva.

- Estou louco – falou baixinho e fechou os olhos mais uma vez.

Haru sentia-se cada segundo mais tonto. Talvez estivesse ficando doente, era melhor sair da água o quanto antes... mas seu corpo parecia tão pesado. Quis apoiar-se na borda da banheira, mas sua mão escorregou e ele caiu de volta na banheira, como se puxado por uma força invisível e não havia ninguém para puxá-lo e tirá-lo dali.

Estava cada vez mais frio e ele sabia que se continuasse daquela forma teria uma hipotermia. Talvez houvesse um jeito...

Os dedos já enrugados começaram a tocá-lo lentamente. Há tanto tempo que não fazia aquilo. Fechou os olhos, mas não conseguia pensar em nada que pudesse excitá-lo. Estava a ponto de desistir, quando uma pequena gota gelada de água deslizou de seu queixo até o mamilo, a sensação foi boa.

“Haru... ka” a voz retornou, tão doce quanto o canto de anjos. “Não tenha medo, Haruka. Estou aqui. Sempre estarei.”

Suas pálpebras se fecharam, a fim de mandar sua mente descansar, contudo não foi possível. Sua mão tocou seu pênis, massageando-o lentamente, fazendo com que seu membro começasse a acordar.

Sua respiração estava mais e mais irregular, permitiu que a mão livre esfregasse seus mamilos enrijecidos, enquanto prosseguia com sua libido, e de seus lábios saiu um som que até então não sabia que poderia produzir.

O prazer o invadiu e apenas aquelas carícias já não eram suficientes. Massageou seu pênis com mais força, apertando a cabeça sempre que chegava a ela. Seus próprios gemidos se misturavam ao som da chuva e o excitavam.

Jogou uma perna por cima da borda da banheira e deixou os mamilos de lado para acariciar a parte interna de sua coxa. E assim os movimentos prosseguiram, alternadamente entre uma e outra, até que tornaram-se, também, insuficientes.

“Ha...

..

..”

Ele ouvia e embora soubesse que era apenas sua mente lhe pregando uma peça, não podia deixar de imaginar que aquela era a água que o chamava e o guiava. E ele estava tão disposto a segui-la. Sentiu seu corpo ser empurrado e ficou de joelhos na banheira.

- É isso mesmo que você quer? – falou.

A água não respondeu, mas não era preciso palavras naquela relação. Sua amante invisível pareceu sorrir-lhe, encorajando-o. Ela acariciava seu falo com suas mãos geladas, enquanto ele o pressionava contra o mármore. Ele gemeu e continuou com um movimento de vai e vem, no momento que sua mão alcançou seu ânus, que pareceu contrair-se com o leve toque de seus longos dedos.

Ele mordeu o lábio inferior para abafar o gemido de intenso prazer quando dois dedos se forçaram na sua entrada. Começou a investir contra si mesmo, rápido e forte, permitindo que a água também o invadisse e o acariciasse por dentro.

- Oh, isso... estou tão... hmm... AH!

Um terceiro dedo molhado o invadiu e começou a estocar intensamente até alcançar sua próstata. Um calafrio percorreu sua espinha e seu corpo começou a ter espasmos. A partir daí todos os movimentos foram direcionados aquele ponto e não demorou muito para que alcançasse o ápice com um longo e delicioso gemido.

Ele veio na água e ela adorou. Seus dedos continuaram estocando até que não aguentasse mais prosseguir com aquilo. Os retirou e tentou se acalmar, sentido a água que saia de si escorrer por suas pernas.

Deixou-se cair na banheira, apenas com a cabeça para fora o suficiente para que pudesse respirar e recuperar o fôlego. Levou os dedos até os lábios e os molhou, completando aquele ato de amor e por fim, entregou-se completamente à exaustão.

Na manhã seguinte, Haru despertou ainda levemente embriagado pelos seus atos libidinosos. Diferente do que esperava, não encontrava-se mais na banheira. Talvez houvesse morrido pela noite, mas não se importava. Estava quente e os pássaros cantavam do lado de fora, a chuva havia cessado por completo.

Sua cabeça começou a doer como se alguém a martelasse sem parar. Sua garganta estava seca e ele precisava de água. Quis sentar-se, mas a dor em seu traseiro fazia esse simples ato parecer uma missão impossível. Em sua segunda tentativa falha, foi impedido por um par de mãos grandes e bastante conhecidas e uma voz que oscilava entre preocupação e alívio proferiu seu nome.

- Você não sabe o susto que me deu, Haru-chan! Quantas vezes já disse para não dormir na banheira?! O que poderia ter acontecido se eu não chegasse? Você poderia ter morrido de hipotermia ou tido um choque anafilático ou...

Ele prosseguiu com aqueles nomes longos que Haruka não prestou atenção. O garoto dos olhos azuis abriu a boca mas a voz não saiu, e sua garganta parecia rasgar-se. Makoto parou imediatamente seu discurso e o entregou o copo d’água que havia trazido para Haru, mas esquecera em meio a bronca. O maior o observou beber até a última gota, enquanto aquela animosidade– que já não era tanta – deixava seu ser por completo.

Makoto pôs a mão na testa de Haru para sentir sua temperatura. O menor não sabia se era pela febre ou por algo mais, mas a mão gelada de Makoto fazia seu corpo estremecer e lembrar-se da noite anterior.

Makoto sorriu ao vê-lo assim, tão afetuoso. Acariciou a bochecha corada do menor e perguntou:

- O que você queria dizer, Haru-chan?

Seus olhos se fecharam, ainda sentindo o toque delicado de Makoto. O cansaço foi lentamente tomando conta de seu corpo. Makoto estaria ali quando acordasse e, mesmo se não tivesse, ainda haveria a água. Ambos eram constantes e alcançáveis naquele momento.

Mais tarde convenceria Makoto a entrar na banheira com ele. E talvez tivesse mesmo morrido naquela noite, pois aquilo parecia o paraíso, de fato.

E suas palavras de despedida foram:

- Esqueça o –chan.

Por algum motivo ele sabia que o idiota estava rindo.

Notas finais
E daí que tenho que acordar cedo amanhã??? E daí que isso não faz sentido??? WaterHaru é o melhor. ship. evah!!! Mas falando sério, depois de anos sem postar nada venho com essa desculpa fail pra pornô. Como disse antes era pra ser um crack digno de pérola mas feels e Makoto aconteceram. Gomen I'm not gomen ;u;
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