The Baby
3 Loser
Notas iniciais
To sem tempo pra escrever algo decente aqui, então só quero dizer... BOA LEITURA *----*
VOCÊS VIRAM AQUELA VADIAZINHA QUE ELES QUEREM QUE EU ACREDITE SER RACHEL BERRY?
RACHEL POV
Depois do desastre que foi o “almoço” de Finn, viemos no restaurante vegetariano que tem na esquina da minha casa.
-Sabe, agradeço a Deus que o seu frango queimou, porque eu sou meio vegetariana, mas não tão flexível assim.
Ele sorriu e encolheu os ombros.
-Talvez seja destino, Rach.
-Menos, tá? Pra começar, destino nem sequer existe!
-Claro que não, Berry. É super normal sonhar que sofreu um acidente com uma pessoa e depois descobrir que ele é primo de sua melhor amiga... faço isso toda hora!
Revirei os olhos.
-Finn, existe algo chamado coincidência, sabia?
-Isso é bobagem, Rach. O destino é que guia tudo para seu devido lugar. O destino nos leva para os lugares certos, nas horas certas. Tudo é destino.
-Meu nome é Rachel Berry, não Rach. E sinceramente eu não consigo acreditar que acredita nessas superstições idiotas.
-Rach..el, não é uma questão de acreditar. São fatos expostos pra quem quiser ver. E eu quero.
-Ah Finn... você é realmente uma pessoa complicada...
-Sou só um adolescente, pequena.
Esse apelido me arrepiou da cabeça aos pés. Ele ficava tão fofo falando isso...
-Pequena?
-Ah, vai reclamar disso também? As vezes eu acho que você parece uma velha reclamando...
-MAS A GENTE NEM SE CONHECE HÁ DOIS DIAS!
Ele encolheu os ombros e sorriu de lado.
-Eu conheço seus erros... Não tem nada novo, nós somos iguais... (N/A então não me chame não olhe pra traz, você diz não saber o que ouve de errado e o meu erro foi crer que estar ao seu lado bastaria).
-Não viaja, Finn!
-É sério pequena, eu conheço todos os teus defeitos e qualidades porque eu sou exatamente igual a você!
Ele sorriu, satisfeito. E eu sorri sarcástica.
-Me mostre Sr.TodoPoderoso.
-Nós somos mandões e amamos ter o controle de tudo. Somos ambiciosos. Competitivos. E ao mesmo tempo focados e confiáveis. Eu achei estranho você ser vegetariana, já que pensei que a sua comida preferida também fosse...
-Sushi- falamos ao mesmo tempo.
Como ele sabia tudo aquilo?
-Eu não sou competitiva. O resto com certeza dava pra deduzir. Finn, nós somos diferentes, eu não sou competitiva. Nem mandona.
Ele deu de ombros sorrindo.
-Vou chamar um garçom e pedir nosso almoço.
-Não. Eu vou chamar Kurt para pedir o nosso almoço.
Bati no sininho da mesa 17 que era minha mesa. Reservada 24h por mim e por isso tinha um sininho que chamava diretamente Kurt. Este veio correndo nos atender, como sempre.
-Oi Kurt! Esse é Finn. Primo da Santana.
Ele me mandou um sorriso sacana quando viu meu “acompanhante”.
-Kurt Hummel, prazer. Trabalho aqui durante a semana de manhã e de noite, canto em eventos nos fins de semana, vendo Avon e sou estilista durante a tarde. Se precisar de qualquer um desses, as ordens. Acho que no caso vai ser o último, né?
Finn o olhou assustado. Eu entendia ele. Conhecer Kurt pode ser meio estranho.
-Hum... Finn Hudson.
-Bom, eu quero panquecas naturais recheadas de carne de soja, acompanhado de salada e um suco de abacaxi com hortelã. E pra ele, o mesmo, mas suco de melancia. -Finn abriu a boca para protestar e eu fiz que não com a cabeça.
Assim que Kurt saiu vi Finn sorrir de lado para mim. Franzi o cenho.
-É disso que eu to falando. Você é a mulher mais mandona que já pisou na terra.
Revirei os olhos.
-Não me faça fazer uma lista de mulheres mais mandonas que eu... e eu só queria te ajudar a escolher o pedido!
-Então tá, vou lá pedir pra trocar.
Ele já ia se levantando quando viu minha expressão de raiva.
-Senta. Agora. Não vai trocar coisa nenhuma.
Ele continuou em pé, mas acho que imaginou que eu iria fazer muito drama quando viu o meu olhar de reprovação e se sentou rapidinho.
-Viu Rachel? Tomando o controle.
-Ah, todo mundo gosta de ficar no controle, Finn. Mas competitiva eu não sou.
O vi segurar o riso.
-Então tá.-Tirou o celular do bolso, apertou em alguma coisa e me entregou, vi um jogo qualquer na tela- Meu recorde é 790. Eu sou o melhor nesse jogo.
Meus olhos devem ter brilhado instantaneamente e eu senti aquela velha sensação.
Eu tenho que provar o contrário. Eu sou melhor que ele.
E durante trinta minutos eu foquei todas as células do meu corpo naquele jogo. E eu provei o contrário.
Sorri. Eu tinha vencido. Mais uma vez.
-Finn Hudson você é um homem vencido! BEM FEITO! EU SOU A MELHOR!
-Pois é, Rachel... Você realmente não é nada competitiva.
Sorri. E então meu celular começou a tocar So Emocional, ou seja: Santana Lopez.
Atendi com toda naturalidade do mundo e ouvi uma latina histérica do outro lado. Eu não entendia nada do que ela falava. Só entendi “Lea, prematura, Quinn, bebe, hospital, parto” e deduzi...
-FINN, O BEBE!
QUINN POV
Acordei meio zonza em um quarto branco. Vi Santana segurando minha mão, Finn falando com o médico e Rachel caminhando de um lado para o outro.
-Ela acordou!- Santana disse e logo os três se amontoaram na minha volta.
Finn se ajoelhou ao meu lado e largou umas dez perguntas de uma vez, me deixando cada vez mais tonta.
-Só me traga Lea, Finn.
-E-ela não pode sair da incubadora, Quinn.
-Por quê?
Meu noivo engoliu em seco.
-Nossa filha é prematura, Q, ela não pode sair de lá ou ela morre.
-Quanto tempo até ela sair?
-Eu não sei... Pode levar vários meses...
-Mas... Ela não ta bem?
Eu me sentia tonta e confusa por causa da anestesia.
-Hum... Quinnie, desculpa me meter, mas aconteceu um problema no parto. Lea ficou algum tempo sem respirar. Você quase morreu, mas conseguiram salvar as duas. Ela não ta muito bem e vai ter que ficar algum tempo no hospital, para poder crescer e ficar forte. Se ela não ficar aqui sob o cuidado dos médicos tem uma grande probabilidade de morte.
Talvez tenha sido a minha fraqueza para remédios, ou pelo fato de que todos pareciam tão nervosos com a situação de Lea, mas com a fala de Santana foi como se eu estivesse em um desenho animado e um piano tivesse acabado de cair na minha cabeça. Comecei a chorar desesperadamente e todos ali me olhavam como se eu fosse louca.
-Quinn!- olhei para Rachel- Lea não vai morrer, ta? Menos drama! Ela ta relativamente bem para um bebe que nasceu dois meses antes da hora. Ela tem um problema respiratório, sim, mas eu também passei pela mesma situação que ela ta passando e eu não morri!
-Rachel Berry, você não tem nada a ver com a minha vida, ok? Se for drama ou não, não importa pra você. E eu não te devo satisfação nenhuma!
Ela revirou os olhos e cruzou os braços. Santana mandou um olhar de reprovação para a anã e eu me controlei para não sorrir. Tudo estava indo exatamente como planejado.
FINN POV
Uma semana depois de Quinn acordar e ela finalmente foi para casa. Ela recebeu alta no mesmo dia, mas ela estava doente e deprimida e teve que ficar lá durante uma semana. Na verdade isso foi um pouco de drama, mas não ouse insinuar isso para ela.
-Finn... sabe onde a Quinn foi?
Franzi o cenho.
-No mercadinho ali da esquina, não foi?
-Mas isso já foi a uma hora...
Me levantei da cama indo imediatamente até a entrada da casa com Rachel me seguindo. Fomos em silêncio até o mercadinho de Sue. A próprio estava sentada na frente do mercado olhando para todos com uma expressão de nojo. Rachel se aproximou e vi a dona do lugar dar um leve sorriso.
-Mini-diva!
-A Quinn veio aqui?
-Quem? Aquele projeto de vadia loira?
Rachel concordou com a cabeça.
-Aham... Ela veio aqui e me pediu para entregar...-ela procurou dentro do casaco antigo de treinadora de lideres de torcida alguma coisa-...isso aqui.
A mulher tirou um envelope já aberto- provavelmente pela mesma- e entregou para Rach. Voltamos no mesmo silencio constrangedor. Aparentemente Rachel só leria com Santana e dentro de casa. Esta, já nos esperava na porta. Delicadamente, a mais baixa abriu o envelope e revelou um papel meio amassado e escrito com uma letra impecável que eu reconheci como de Quinn.
Queridos Finn, Santana, Rachel e Lea;
Enquanto vocês leem essa carta, eu provavelmente já estou a caminho do meu destino. Por enquanto, é melhor não dizer para onde estou indo, ou é capaz de Finn vir atrás de mim.
Eu estou em busca da minha própria felicidade já que Lea nunca me deixaria ser feliz. Espero que um dia ela entenda que eu nunca vou deixar de amá-la. Lea é a segunda coisa mais importante para mim. E eu só a deixo para poder cuidar da única coisa mais importante que ela: eu mesma.
Vou ser breve, então só quero mandar um recado para cada um de vocês:
Finn: Eu não te amo do jeito que eu pensava que te amava. Na verdade, nem sei se te amo. Não quero me casar com 18 anos e por isso, estou indo embora com Puck. Lembra dele? Pois é, agora ele cresceu e ficou bem mais gostoso.
Santana: Eu amei te conhecer, Santy. Talvez algum dia a gente se reencontre e tudo se ajeite... Mas por enquanto, vamos deixar tudo como está.
Rachel: Você é uma vadia e eu sei muito bem que quer pegar o Finn.
Eu estou indo ser feliz. Cuidem de Lea. Por favor, a batizem como Lea Michele. E quando ela for madura o suficiente para entender, expliquem que eu a amo.
E é isso... adeus, perdedores de Lima!
Quinn Fabray
9/12
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