The Avenger Dream
2 CHAPTER TWO – Another Day comes
Notas iniciais
- Como de costume, espero que gostem do capítulo, que eu simplesmente gostei muito. Cheio de emoções e introduzindo ao foco da história c:
-Só constatando algo importante: A fanfic acontece quando eles são mais ou menos famosos, e no meu mundo, o JIMMY NÃO MORREU ♥ e eles lançaram o albúm nightmare ok ? u_u há!
boa leitura, suas limdas ♥
Acordei e mesmo sem abrir os olhos tateei a cama ao meu lado. Encontrei uma silhueta e fui subindo até chegar a seus cabelos espessos.
-Adivinha quem é. – uma voz disse fininha e fingida.
Abri os olhos e me agarrei no pescoço dele, por que simplesmente eu achava que era Matt, mas ao ver quem eu estava agarrada –com a camiseta lá no meu umbigo e a calcinha simplesmente indecente- eu corei mais que ontem.
-Achava que era o Matt, acertei? – Jimmy disse, um pouco grogue e rindo. – Tudo bem, eu sei que eu sou mais gostoso. –falou convencidamente enquanto eu tentava ajeitar minha roupa discretamente, e ao perceber que o próprio Matt se aproximava, Rev agarrou-se em mim, e fingiu estar dormindo.
Matt entrou no quarto com uma sobrancelha arqueada e uma xícara de café nas mãos. Li em seus lábios um “What the fuck” e Jimmy deu uma gargalhada alta sob meus cabelos, não conseguindo disfarçar.
Eu parecia uma pateta.
Na verdade, eu era a própria.
-Matt, sinceramente você parece um idiota com essa cara aí na soleira da porta. – Rev falou ao abrir um olho enquanto não largava de mim.
-Mas é óbvio, ver meu melhor amigo agarrado com minha... –ele hesitou me olhando profundamente pedindo permissão para falar a palavra ‘namorada’, mas não consegui olhar de volta. – Bem, te ver agarrado á Anne não é a coisa mais legal de ver, ainda por cima na minha CAMA.
Jimmy riu mais alto ainda, e Synyster apareceu na porta agarrando Matt pela cintura e tentando fazer ciúmes falsos para mim.
-Se a Anne é do Rev, o Matt é meu. –Clamou ele, e deu um passo para trás puxando Matt junto, que riu baixinho.
- Acho que então só sobrou Jonnhy e o Zacky para ficarem juntos. –concluí, e todos riram.
-Falando neles... – Disse Matt, enquanto Zacky se agarrava á Christ tentando beijá-lo, mas o outro se esquivava, fazendo todos rirem.
Mas então minha barriga roncou –me fazendo corar, mas todos não deram atenção á isso- e Matt trouxe o café até mim junto de duas fatias de pão torrado, todos se sentando ao redor da cama, enquanto eu bebia avidamente, e ao terminar percebi que só estava eu e Matt, sozinhos novamente. Estendi a xícara para ele e observei o tempo que se formou lá fora, um clima chuvoso e com pouco vento, e aparentemente frio, mas dentro de casa estava um clima agradável.
-Elena apareceu e trouxe-lhe roupas, e disse que deu ao trabalho de ligar para seu pai avisando que você, hm, dormiria lá e passaria o dia com ela. Viu que tudo se dá um jeito? –Ele deu um beijo em minha testa e deitou em meu colo.
-Graças a você que não foi, Sanders. –ralhei, e ele me olhou profundamente.
-Ouch. Doeu. – E ri baixinho, e o retirei de meu colo delicadamente.
-Vou me trocar.
Liguei a luz do banheiro e me deparei com uma mala de roupas minhas sobre o vaso. Abri, e escovei os dentes, tomei outro banho só que prolongado agora, e coloquei minhas roupas. O dia estava extravagante, típico de dia de verão, então optei por uma camiseta mais curta de ombro nu e um short não muito curto, o que foi a decisão mais difícil pelo fato de minha querida – sinta a ironia da palavra emanando ao seu redor- amiga Elena escolher meus shorts mais curtos do armário para colocar em minha mochila. Por fim escovei meus cabelos rebeldes e úmidos, sem saber realmente se seria uma boa ideia arriscar e prendê-los em uma trança. Ao sair do banheiro Matt já havia arrumado a cama, a xícara sumiu e ele agora estava apenas de cueca em frente ao espelho procurando uma roupa.
-Ah! –foi tudo que exclamei, sentindo o sangue fugir de meu rosto e voltei para dentro do banheiro, envergonhada.
-Anne? –Falou Matt, e ouvi suas passadas até a porta do banheiro, que ao acabarem bateram duas vezes. – Tudo bem aí? ...
-Ahn, é... To bem. Já terminei. –Falei, sem jeito e fitando o assoalho.
-Então saia pra fora, criatura. –Pediu ele dando um riso gutural e aparentemente se afastando.
Não vi outra saída a não ser obedecer. Sinceramente não quero que me levem á mal, mas ver Matt seminu não era algo que eu estava acostumada a ver por mais que eu tenha causado uma má impressão por causa das sacanagens de ontem. Tomei coragem, juntei minhas coisas que estavam um chumbo sem igual, e saí.
E dei de cara com o peito de Matt, nu e resplandecente junto á minha pele que começou a ferver e em defesa recuei para trás. Ele passou as mãos em minha cintura e aproximou nossos corpos no exato momento que me afastei, e derrepente a mochila em meu ombro esquerdo não estava tão pesada assim. Claro, estava no chão, e ele entrelaçava nossos dedos, enquanto sorria de um jeito que fazia seus dentes alinhados ser mais invejáveis que tudo. Shadows se aproximou perigosamente de meus lábios e hesitou, arrepiando toda a minha espinha. E então pronunciou baixinho suficientemente para que apenas eu ouvisse, seu hálito batendo em minha pele causando a melhor sensação do mundo.
- Quer ajuda para secar o cabelo? –disse, enquanto tocava nas pontas molhadas destes.
Tive que rir com a situação e de meu próprio desapontamento, pensando que ele iria fazer mais um de seus enigmas que desencadearia uma carranca para o resto do dia, aonde eu teria que recorrer á Jimmy para me manter animada e para cima. Mas não, ele perguntou se eu precisava de ajuda para secar o meu cabelo. COMO ASSIM?
- O que é tão engraçado? –começou ele, encostando a testa em meu ombro enquanto sentia meu perfume.
Apenas neguei com a cabeça e dei um beijo em sua bochecha.
-Não é nada, apenas um pensamento bobo. –Matt ergueu a cabeça para fitar meus olhos indecifráveis, e me desvencilhei de seu corpo relutante, pois não queria de forma alguma largar dele, mas era necessário.
Agachei-me e procurei meu celular por entre as roupas abarrotadas em minha mochila, e ao achá-lo, liguei e recebi a notificação das 23 ligações de minha mãe, nada preocupada comigo noite passada. Ela interrompeu as ligações horas atrás, quando provavelmente Elena com toda sua paciência e mente desenvolvida de melhor amiga teve o prazer de mentir á minha mãe. Guardei o celular no bolso como de costume, e quem tinha os olhos indecifráveis agora era Matt, que analisava cada movimento meu. Sem falarmos nada, descemos as escadas em silêncio de mãos entrelaçadas como sempre. Todos estavam sentados ao redor da sala debatendo sobre algo, e observei também que todos tinham papéis em mãos. Matt e eu nos sentamos, e não demorou muito para que eu ficasse em avulso com o assunto que se prorrogou durante longas horas. Pelo que captei era uma música que eles planejavam, mas que eu não pude distinguir nada, pois era como falassem grego para mim. Kim apareceu no final da conversa perguntando o que queríamos de almoço. Almoço? Eu ainda mal podia pensar naquilo pois o café da manhã, mesmo não sendo um banquete que a jubarte aqui tomava toda manhã, ainda estava sendo triturado em meu estômago ocupado, então almoço –negativo, a fome nem passava em meus pensamentos.
Mas é claro que Zacky realmente topou a ideia de comer fora de um jeito óbvio e simples como todos os outros, mas permaneci em silêncio durante 90% da conversa desde que sentei aqui.
Enquanto me despedia da mãe de Matt, Kim Sanders, e pedi mil vezes desculpa por qualquer incômodo á ela e ao pai, Gary, Shadows não largou minha mão um segundo, o que me deu um certo tipo de segurança – o que era algo que eu mais precisava naquele momento. Saindo da casa, puxei meu celular pois este começou a vibrar, e vi que era Elena. Ao atender, uma melhor amiga atônita me ligava.
-ANNE!!!!!!!!!! – Exclamou ela, quase que em um berro. Fiz sinal para que todos me esperassem, e os bufos de Elena me chamaram atenção. De certa forma, Syn não estava ali. Por precaução,me afastei do resto, e pedi para que minha amiga prosseguisse. – EU ESTOU FRUSTRADA ANNE!
-Ai meu deus. –balbuciei, esperando o pior. — O que houve?
-É o Brian. –rosnou ela, e quando ela chamava-o pelo nome de nascença... Bem, as coisas estavam feias. – Tu acredita que ontem eu vi umas mensagens de um número suspeito no celular dele? –ela estava segurando-se para não gritar, aposto. Elena não era ciumenta ao extremo, mas mensagens no celular do Matt de um número não identificado não iriam me deixar mansa.
-Mensagens? –Analisei, tentando manter o tom baixo. Olhei para Shadows que insinuou para o relógio e Zacky ao mesmo tempo, e me segurei para não rir. – O que dizia?
-Eu não li com muita cautela, mas... –ela hesitou, e ouvi sua mãe falar algo por trás de toda a respiração ofegante. – Olha, agente se encontra no almoço, ok? Eu te explico tudo lá, se possível até levo o celular do Brian para te mostrar tudo, tá?
-Tudo bem, se acalma, trata ele bem. Resolve isso depois, comigo. –ela iria protestar, dizendo que não ia perdoá-lo se fosse alguma garota e blablábla, mas a cortei:- ELENA! Respira, e vai.
-Ok. Vou –tentar- fazer isso. Beijos. Amo você.
-Eu também. Até mais.
Terminada a ligação, fomos almoçar, e Jimmy desta vez foi com o outro carro, deixando apenas eu e Matt sozinhos. Bom, pelo menos não tinha carranca, ou tentativa de beijos bêbados, e era um único caminho reto e rápido a se tomar, o que me deixou certo alívio. As últimas 12hrs foram uma tormenta.
A festa.
Matt.
As sacanagens.
Eu não conseguindo relutar.
Gary.
E agora, Elena e Syn.
Respirei fundo, e repeti a mim mesma que eu já havia passado por piores. Tudo estava bem, eu já enfrentei todos os males citados a cima, menos o de Elena, mas era coisa simples, creio eu. Chegando ao almoço, nos juntamos em uma mesa complementar e me servi com pouca coisa — Saladas para dar volume ao prato, arroz, feijão e um micro pedaço de carne. Mas não comi praticamente nada do que pus no prato, o que me deu repulsa de mim mesma. Durante todo o almoço, Elena e Syn pareciam os mesmos de ontem á noite, mas quando ela me olhava, seus olhos tremiam de pura incerteza. Pedi com licença e fui ao banheiro, convidando Elena á me seguir, que entendeu o recado.
-Conte agora, que mensagens especificamente você leu ontem? –Falei, já tão atônita quanto ela.
-Eu ia te confirmar, mas ele apagou algumas! Mas vou tentar lembrar, era como “como foi seu dia?”ou “o quê você fez hoje syn?” e coisas querendo saber sobre ele.
-Mas você falou com ele sobre isso? –indaguei estreitando os olhos, e ela fitou o assoalho.
-Não.
-Bem, então ponha as cartas na mesa. E não o deixe te acusar de qualquer coisa como ciúmes: Diga que você tem medo de perdê-lo, o que não deixa de ser mentira. Mas antes de tudo... –Coloquei as mãos sobre os ombros dela, e sorri. – Se acalme e complete as lacunas com seus sentimentos, para que ele não te leve á mal, está bem? Mostre que está tudo bem — por mais que não esteja, pois isso é a chave para demonstrar segurança e que você confia.
Elena já tinha a respiração mais calma e um sorriso esboçando no rosto.
-Obrigado, Anne. –Ela me abraçou, e voltamos ao ambiente, quando li em seus lábios. — “Eu não seria nada sem você.”
****************
No fim do dia, Matt me deixou em casa, depois de longas horas passeando pelo parque, o único momento do dia que o tive apenas para mim. Durante as outras horas, a banda visitou um set de gravação, e conversaram sobre a mesma música que estavam falando o dia todo. Eu queria muito que aquilo não tivesse que se repetir, por mais que eu soubesse o quanto meu pedido fosse ser inútil. Essa era a única parte mais irritante de todas quando se está junto de uma banda.
-Te vejo amanhã na escola? –Matt perguntou, acariciando meu rosto enquanto eu devolvia o carinho recíproco mexendo em seus cabelos.
-É claro. Não se atrase. –Dei um beijo demorado em seus lábios. Um calmo beijo, que eu ansiei o meu dia inteiro. – Até mais, Shads.
-Tchau, meu anjo.
Desci do carro com um sorriso babaca no rosto e esperei que a silhueta do Lamborghini se fosse na esquina para ter certeza que ele se fora. Peguei minha mala e fui para dentro da minha casa, o silêncio interrompido pelo som do cachoalhar de algo metálico que me chamou a atenção enquanto eu trancava a porta. Virei na hora e me agachei, abrindo os braços para a silhueta peluda que veio até mim saltitante dando “boas vindas”. Puck, um husky siberiano de 2 anos e meio era um exemplo vivo de cão leal. Pelo menos para mim, pois apenas respeitava-me, ninguém mais dentro de casa. Algumas vezes quando ele estava por perto e minha mãe me xingava ele mostrava os dentes para ela, o que era algo legal, de certo ponto de vista.PK, como eu geralmente o chamo, tinha uma pelagem de formato tradicional, mas ao invés do preto, era caramelo com olhos azuis. Estes tinham uma profundidade tão grande quanto os de Matt.
-Hey, PK ! –Abracei-o, por mais que ele não fizesse como cães de filme que abraçam o dono de volta, mas sabia que ele retribuía o mesmo amor que eu cultivava por ele em uma mesma proporção, ou até mais. –Senti sua falta, grandão!
Outra silhueta apareceu no arco de entrada, desta vez humana com os braços cruzados sobre o peito.
-Olá, Anna Pierre. –falou a voz masculina, e engoli em seco.
-Ah, oi pai. –me ergui e fui até ele cumprimentá-lo, Puck em meu flanco, observando cada movimento. Antes que eu pudesse me justificar, Jonas me entrecortou.
-Quem te trouxe? –perguntou ele, franzindo a testa.
-Hmm... –falei,desviando os olhos por sob seu ombro, á procura de minha mãe.- Matt. –disse em um tom solene, quase um murmúrio. – Por quê?
Eis o fato: Meu pai, Jonas, tem um ciúme excessivo e desnecessário por Matt por causa do fato de que ele aparenta ser... Mais velho do que parece. Sim, é por causa da estatura e físico dele. Não, eu não gosto da forma que meu pai nos trata, mas o máximo que ele faz é dar sermões, e duvido que ele me dê uma bronca agora com Puck perto de mim.
-Passou o dia com ele, pressuponho? –o indagou, agora erguendo uma sobrancelha e cruzando os braços de forma diferente, demonstrando sua inquietude. Suspirei e escolhi minhas palavras cautelosamente.
-Não. Passei a manhã na Elena, e resolvemos almoçar com a galera da banda. –fitei seus olhos verdes aos quais eu tive a misericórdia de herdar, e esbocei um sorriso fraquinho. — Aí em diante ficamos todos juntos, mas nada de interessante. –remexi os lábios, o sorriso sumiu. O silêncio ficou revelando a ausência de minha mãe. — Por quê? Algo a dizer sobre a minha tarde com o M?
-Por nada. Sou seu pai, oras. –Bufou ele, e se afastou.
-Onde está a mãe?-disse, um pouco deixando transparecer minha irritação por ele esconder o verdadeiro motivo. Jonas parou no meio da escada e respondeu rispidamente.
-Não sei.
E saiu trotando.
Parecia que as coisas não estavam legais entre eles, pelo seu tom de voz ácido. Ok, chequei em minha memória que desde que saí de casa, os dois estavam amáveis. Lógico que estavam. Por algum motivo que não dei muita importância, mesmo que óbvio, mas que minha mente não conseguia lembrar. Puck roçou em minha perna como um gato, um cacoete dele desde que vira um gato fazer isso, e repetia a ação toda vez que queria fazer algo. Afaguei suas orelhas e subi para meu quarto seguida do meu guarda costas, que sentou-se em sua caminha e ficou me olhando guardar as roupas e ajeitando o mural com fotos novas que eu decidi imprimir da máquina fotográfica. Escovei os dentes e decidi ler um pouco, para tirar a ideia de que algo ruim possa ter acontecido com minha mãe e meu pai.
Só que, obviamente não consegui desviar minha mente.
O livro não captava minha atenção, eu só pensava preocupadamente em minha mãe. Não, minha mãe NUNCA saiu de casa dessa forma, e geralmente ao fazê-lo, pedia ao meu pai avisar-me. Fui até a cozinha, tomei um copo d’gua e vi que havia jornal enrolando algo dentro do lixo seco, o que indagou a minha curiosidade de forma muito preocupante. Devagar, desembrulhei o pacote e vi um copo de vidro quebrado ao meio, com um pouco de sangue em sua borda.
É isso. O necessário para que eu soltasse um grunhido de agonia e puxasse o celular do bolso, discando para minha mãe. Tocou uma,duas... cinco vezes. Ela atendeu na sexta.
-Alô? – a voz forçada me fez tremer.
-Samantha Pierre, onde você está? –cortei, me apoiando no balcão, PK andando para lá e pra cá, preocupado.
-Ah, Anne! Já chegou em casa filha? –a voz forçada estava atingindo algo dentro de mim que queimava a cada toque.
-Ahãm. –sibilei.
-Estou com saudades anjo!
-Eu também. Onde você está? – reforcei, me amolecendo um pouco com a força que sua voz perdeu na última frase, tornando-se quase que um choramingo.
-Na casa de sua Vó, Anne. Resolvi passar a noite aqui.
Respondeu rispidamente. Exatamente como meu pai.
-O que aconteceu? –trinquei os dentes, tentando compreender a situação com minhas suposições criativas.
-Ah, nada com que deva se preocupar, só decidi... Visitar sua vó. –Ela hesitou, apenas aguçando-me mais e mais á descobrir a verdade. Prosseguiu.- Apenas isso. Mas voltarei amanhã, e venha para casa depois da aula, está bem? -uma pausa, um murmúrio. Senti meu coração se encolher, como se soubesse que havia acontecido algo que minha mente tentava entender. – Filha, tenho que desligar, beijos e se cuida!
Antes que eu pudesse dizer “ok”, o telefone estava mudo, e eu fixa olhando para o chão da cozinha enquanto o mundo ficava sem som. Minha mãe e meu pai, afastados por uma noite. As reações rudes e ríspidas a mencionar o outro. Não poderia acontecer algo de tão horrível em menos de 24 horas, em tão pouco tempo. Nada trágico. Quem sabe, só uma briguinha, um desentendimento. “É. Pode ser isso.” Repeti a mim mesma, tentando me convencer de que não era nada enquanto ia ao meu quarto. Mas foi em vão. A criatividade explodia em meus pensamentos, pensando o que aconteceu, e se perguntando se não era paranoia mesmo. Despertei com o meu celular tocando. Era Elena.
-Anne ?- chamou ela, e tentei fazer a melhor voz possível.
-Ah, Elena! Como estão as coisas?
-Está tudo tranquilo. –Ela murmurou, mas não senti firmeza alguma em sua voz.
-Mesmo?-rebati, estreitando os olhos.
-Ahn... É. Naquelas. — ouvi-a fungar, o que apertou meu coração. E eu pensava que ele estava comprimido ao máximo.
-O que o Brian aprontou agora? – deite-me na cama e Puck se ajeitou ao meu lado solidariamente, e de forma automática eu afaguei seu pelo macio.
-Ah Anne. Eu... Conversei com ele.
-... Conversou? – Conhecia bem Elena e seu tom de voz quando tinha ciúmes. Talvez não tenha sido uma conversa light.
-Sim! Só que depois ele me tirou do sério e... Bem, você sabe como eu fico quando me tiram do sério. — Elena fungou de novo, e eu suspirei, afundando o rosto no travesseiro.
-Ok. Conta tudo, não irei interromper.
- Eu peguei o celular do Syn e já expliquei logo de cara que havia visto ontem umas mensagens suspeitas que me deixaram muito.... Triste. E hoje ele havia deletado-as, e pedi a explicação. Só que ouvi o mesmo de sempre: uma enrolação sem fim, aí explodi, é claro. –Um silêncio se prosseguiu, e como prometi não interromper, respeitei a reflexão desta. – O Gates entrou em colapso por que achava que eu estava exagerando demais, eu até podia estar, só que eu queria muito que ele entendesse meu ponto de vista, o que foi falho de minha parte. Discutimos e ameaçou um fim de relacionamento, e estou aqui agora me segurando para não ligar á ele.
- Ah, Elena... Não fique assim. Por que não fala com ele amanhã? Pede desculpas, descansa. Diz pra ele que tem medo de perder... Essas coisas que você é melhor que eu. –rimos baixo e em conjunto, e sua voz pareceu melhor ao me responder.
-Tá bom Anne. Obrigado por não me xingar, e ao invés, me apoiar.
-Nem se preocupe, sempre vou te apoiar, entendeu? –Ela largou um “uhum” silencioso, e decidi perguntar antes de desligar quem era a culpada por tudo aquilo. — Elena?
-Sim?
-Quem é a garota?
-Synyster disse que ela é uma antiga daqui da cidade, mas se mudou para Ohio e está voltando para morar fixamente pelo resto da vida... Acho que é Daniela... Isso! É Daniela Grown!
Todo meu mundo se encolheu ao meu redor e eu me senti congelando aos poucos. Aquele nome assombrava meus dias desde sempre. Daniela Grown. Na época que fiquei sem Elena, ela foi minha “melhor amiga”.
-Hm. –foi tudo que pude dizer com o máximo de calma. — Hey, vou dormir. Pensa no que eu te disse, tá bem? Durma bem, te amo.
-Tá bom Ann. Te amo.
E desliguei, sem mais. PK olhou para mim sonolento, e por um momento ele era mais humano que eu ao tentar ler minhas feições. Dei um beijo em seu pelo e ele saltou da cama indo embora de meu quarto em silêncio para dormir sossegado. Puxei as cobertas e me enrolei no edredom, desligando a luz na esperança de conseguir dormir.
A insônia colou em mim como um chiclete. Não conseguia tirar nada de meus pensamentos, desde Matt e eu ontem á noite com a surpresa inesperada de seu pai, eu não consegui dormir direito, depois na manhã Jimmy para melhorar meu humor, depois Elena com seus problemas com Gates para me atormentar. E agora isso. Daniela. Rangi os dentes e senti meu corpo esfriar, o que me impossibilitou de dormir cada vez mais. Quando eu pensava que as probabilidades tinham chegado a 0%, eu peguei no sono.
Menos de duas horas depois, o despertador tocou. Levantei-me da cama com muita dificuldade, coloquei um corretivo para tirar olheiras que se produziram em mim, coloquei uma roupa e peguei minha mochila, e corri para tomar café da manhã. PK ao ver a movimentação da casa, levantou-se do sofá e me perseguiu enquanto comia uma torrada com geleia. Enquanto engolia o café, liguei meu celular para se havia alguma mensagem. Nada, nem ligações de Matt dando boa noite, mas não me deixei abalar mesmo que estivesse acostumada com tal ação romântica dele. Terminei o café e fui para escola afagando o husky que eu deixei para trás. A Fernandez High School era a cinco quadras de casa, e eu chegava lá rapidamente. Coloquei meus fones de ouvido e fiquei ouvindo –e tentando me acalmar- com a voz de Matt em ‘Tonight the World Dies’.
Chegando na escola, fui recebido por todo o pessoal que repararam em minhas olheiras –mesmo com o corretivo- mas dei a desculpa que esqueci de fazer um trabalho, o que era mentira, pois eu já havia adiantado-o tempos atrás. Matthew ainda não tinha chegado, e eu apostava que ele ia se atrasar, como sempre. Elena não saiu de meu lado um segundo, e dei a ela todo o apoio que eu podia dar, e Syn desapareceu desde ontem. Ele não iria vir a aula, quem sabe? Bom, vindo ou não, em último caso iria fazer os dois se acertarem. Fomos para a aula de sociologia, e não dei bola para a professora como sempre; o sono me consumia, mas, eu tinha a fé de que Shadows ia adentrar naquela porta com seu sorriso perfeito, ia sentar-se ao meu lado e iríamos começar a rir do jeito que a professora ajeitava suas roupas quando estava incomodada até sermos expulsos da sala, como em qualquer outra segunda feira normal.
Mas algo cheirava estranho naquela segunda. Pela primeira vez eu prestei atenção no que a professora tinha á dizer, e esta parecia estar descrevendo alguém enquanto lia uma folha. Não pude deixar de notar uma cabeça loira na primeira classe naquela manhã, assim como o perfume que contorcia meu nariz. Tudo aquilo estava revirando meu estômago e eu olhava a cada segundo para a porta, esperando um anjo adentrar nesta. Mas nada aconteceu, e antes que eu pudesse protestar com um grunhido, a garota loira se ergueu e a professora apresentou-a para a turma.
-... classe, está é Daniela Grown. –A professora aplaudiu a garota junto com outros membros da turma, mas minhas mãos estavam imóveis sobre a lateral da classe enquanto eu tentava me controlar para não sair correndo.
Ouvi umas provocações dos garotos acompanhados de assovios, mas como eu, todas as meninas da sala permaneciam imóveis. Por fim a loira se manifestou com um sorriso angelical no rosto enquanto arrumava sua camiseta de um jeito blasé.
-Obrigado professora Yngrid.
Assim que aquela voz soou em meus ouvidos, meu pulmão não conseguia sugar nenhum tipo de ar, e todas as terminações nervosas de meu corpo trabalhavam enlouquecidamente, como se aquela pessoa tivesse o dom de desencadear um alerta vermelho em mim. É claro que sim, Daniela tinha até o dom de apenas com seu nome me fazer querer mutilar meu corpo sem dó; meu corpo estava completo: misturado em ódio, frustração e algo mais que eu não podia descrever. A loirosa se sentou em sua mesa empinando toda sua coluna vertical, e então pude observar suas roupas. Uma saia jeans acompanhada de uma camiseta polo, simples, mas os decotes ajudavam a reverenciar seu corpo que criou curvas –até demais- nos últimos anos. Minha única lembrança dessa garota é dela ser desfavorecida de corpo enquanto fazia minha vida arder.
Durante toda a aula de sociologia, não pude desgrudar os olhos ferventes dela, e Matt não surgiu para salvar minha vida. Lembro-me de ter tentando mandar uma mensagem pra ele, mas tudo que escrevi foi: “você”. Quando o sinal tocou, disparei por aquela sala com o intuito de nunca mais voltar, mas esbarrei com um corpo esguio que fazia o encaixe perfeito no meu, e aquela voz parecia me acalmar pelo menos um pouco.
-Woah! –exclamou ele.- Anne?
Tive vontade de espancar o dono daquela voz: Matthew.
Porquê ele estava me esperando FORA da sala de sociologia? Por que ele não entrou no meio do período, mesmo que ganhasse falta? Por quê não respondeu minha mensagem? Quando fitei aqueles olhos não surgiu nenhuma resposta, e tudo que pude fazer foi abraçá-lo com fervor, esperando que eu fosse tirada dali em um átimo. Pessoas passavam por mim no corredor em silêncio total, e eu não ouvia nem a própria voz de Matt. Quando consegui me acalmar, estávamos no mesmo lugar aonde eu parei para abraçá-lo, e não havia nenhum sinal do turbilhão de alunos.
-Anne,vou repetir de novo: o que foi? Estou preocupado! –Exclamou ele enquanto agarrava-me pelos ombros. – O que são essas olheiras? Por que está chorando?
Por reflexo levei meus dedos longos e finos até a borda dos olhos que estavam úmidos, e eu nem sabia explicar o porquê de eu estar tão frustrada. Não encontrei minha voz e entrelacei a mão esquerda nos dedos dele, levando-nos para outro lado da escola.
-Ann, a sala de português é pra lá. –Disse ele delicadamente, apontando para o lado inverso do qual estávamos indo, e eu apenas neguei com a cabeça.
Notas finais
Quem será a Daniela?? O que ela fez pra Anne??MAUHWUWHUWAHUWA esse é meu trama,zent, e tem muitas surpresas para virem tb u_u meu semi roteiro tá feito, então é meio caminho andado ♥ Espero que não me abandonem (por mais qe eu tenha feito isso com vocês por um período de tempo ): ) e que mandem reviews, e só pra ajudar::
QUEM QUISER MEU MESSENGER PRA FICAR ME ESTUCANDO E MANDANDO EU ESCREVER COMO A LÍVIA L, OK, ME MANDEM UMA MENSAGEM c(:
fuiz, até logo ♥
ah, e se serve de consolo, metade do cap. três tá feito -q
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