Notas iniciais
Bom, eu espero que curtam e gostem. Acho que é a primeira original que eu posto na qual eu realmente estou curtindo. Hehehe, espero que gostem.

ANTES

O céu estava em chamas.

Literalmente!

Tessa Avalon não conseguia acreditar no que estava vendo. Ela se deitou sobre o chão e começou a chorar para que tudo ao seu redor parasse. Pobre, Tessa. O fogo queimava casas, celeiros, pessoas e palhas na pacata vila de Westwood. As faíscas subiam tão alto quanto um balão pode subir. O céu estava em chamas, mas não porque era o fim do mundo. Mas, sim porque a guerra estava começando. A guerra de Westwood.

As irmãs de Tessa, Kayna, Anyan e Bordeaux estavam bem calmas e tranquilas. Pois as três sabiam que nada podia lhes acontecer já que estão em um porão, com uma porta trancada a cadeados por dentro. Estaria uma escuridão lá dentro, e não fosse pela pequena luz que entrava pelo buraquinho do piso acima de suas cabeças.

Westwood! A pequena vila perdida no meio de uma grande e enorme floresta. Westwood era conhecida antigamente como A Cidade das Bruxas. Mas desde que a família Tountx chegou na vila, nunca mais se quer alguém ouviu falar em bruxas, ou se quer chegaram a ver alguma. Bom, isso até agora.

As irmãs Avalon escondem um segredo. Um segredo que vocês já devem imaginar o que é. Mas diferentemente das outras bruxas, as irmãs Avalon não são más. Nem nunca foram, claro que há sim, possibilidades de uma delas se tornarem más. Mas isso dependerá delas e de ninguém mais.

Bordeaux está em posição fetal, quase chorando. Tessa se deitou debaixo da mesa e não saiu mais até então. Kayna está sentada ao lado de sua mãe sobre o chão frio, úmido e pegajoso. Anyan eu poderia dizer que é fraca, mas ela é durona. Anyan é diferente das outras irmãs, é diferente de todos. Mal sabe ela o que lhe aguarda.

Um estrondo muito alto fez com que todas saltassem para o alto. Tessa se esqueceu de que estava debaixo de uma mesa e bateu sua cabeça um pouco forte na mesma. Bordeaux deu um grito quase que ensurdecedor, mas Anyan conseguiu ser rápida e tapou sua boca antes que seja lá o que for que tenha feito esse estrondo, as ouvisse.

De repente passos começaram a passar de um lado para o outro no piso acima. Estavam todas quietas e assustadas. Os passos estavam ficando cada vez mais apertados e apertados. Bordeaux subiu com cuidado sobre a mesa e pôr seu olho sobre a pequena rachadura que ali havia. Bordeaux revirou os olhos para todos os lados e nada encontrou, mas para sua surpresa um olho apareceu bem de frente para o seu, e então ela gritou.

Não conseguindo se equilibrar, Bordeaux caiu da mesa e acertou fortemente sua cabeça sobre o chão, desmaiando na hora. As outras irmãs gritaram assustadas. Quando sua mãe se levantou e puxou as mangas de suas vestes, uma porrada foi dada contra o piso. Uma. Duas. Três. Quatro. Craft! O piso foi quebrado e o homem pulou dentro do porão. Ele permaneceu parado olhando para as meninas que estavam no canto esquerdo de seus olhos, enquanto a mãe delas estava parada diante dele.

– Por que tu estás aqui, Norab? – Pergunta

– Tu sabes o que eu tenho a fazer aqui, Cassandra. Dez anos hoje.

– NÃO. – gritou Cassandra ficando enfurecida.

– Lhe dou mais uma chance, Cassandra.

Cassandra cerrou seus punhos. Ela fechou os olhos e contou calmamente até três.

– Eu lhe imploro, por favor. Não.

– Só aviso uma vez, Cassandra. Por favor, não quero brigar.

Cassandra fechou seus olhos mais uma vez e tornou a pensar e a pensar. Então ela sussurrou alguma coisa que ninguém ali foi capaz de ouvir. Mas Norab conseguiu ouvir perfeitamente o que Cassandra disse.

Então Cassandra abriu seus olhos lentamente. Ela olhou a sua volta e suas filhas a olhavam com uma cara de assustadas.

– Vai ficar tudo bem filhas, vai ficar tudo bem ... – Ela sussurrou para suas filhas, com uma voz tão calma e doce como se não fossem nunca mais se ver na vida.

Uma rajada de vento entrou fortemente pelo buraco onde Norab entrara e começou a girar em torno dos dois. As irmãs começaram a gritar pedindo por ajuda, mas ninguém conseguira escutá-las. O barulho que o vento estava fazendo era tão forte, que poderia deixar alguém surdo. Mas o curioso, era que nada ao redor deles se movia. Apenas balançava.

O vento foi ficando cada vez mais forte. Havia um enorme circulo entre Norab e Cassandra. Cassandra pôs sua cabeça para trás e se deixou levar. O vento foi sugando e sugando todo o ar que havia dentro de si, ou parecia que estava sugando. Bordeaux e Anyan tentaram parar com aquilo atirando objetos, mas eles viravam pó a partir do momento em que tocavam aquele vento. Então algo surpreendente aconteceu. Uma enorme luz branca começou a sair de dentro daquele vento. O vento foi diminuindo de tamanho, diminuindo até que nada sobrasse. Um clarão enorme iluminou todo o lugar, fazendo as irmãs ficarem cegas completamente. Quando enfim o clarão se apagou, elas olharam para onde sua mãe estava a poucos minutos. Não havia mais nada ali. Ela se fora.

Enquanto isso lá fora, um homem viu a claridade e correu para ver o que era. Ao chegar na casa ele se depara com tudo destruído e um buraco enorme sobre o chão. Ele caminha lentamente até o buraco e olha para baixo. Então ele vê as irmãs com umas vestes estranhas. E, então ele grita.

– BRUXAS!

– O quê? – Disse Anyan

– MATEM! BRUXAS! – Gritou novamente o homem.

As irmãs assustadas abriram a porta do porão e saíram do mesmo. Ao saírem elas se chocam contra uma pequena multidão com estacas, espadas e fogo. Anyan pela primeira vez ficou assustada de verdade.

– Bruxas merecem morrer! – Disse uma senhora de mais ou menos 72 anos.

– Nós não somos bruxas. – Quase gritou Bordeaux

– Expliquem o clarão, estas coisas estranhas. Livro de feitiços. Bruxas!

Então a multidão começou a amarrara as irmãs e a empurrá-las.

– Queime as bruxas, queime as bruxas, queime as bruxas, queime as bruxas. – Gritava a multidão.

As irmãs não sabiam o que fazer. Correr poderia causar a morte de todas. Mas de qualquer jeito, se ficassem iriam morrer do mesmo jeito. Andando de cabeça baixa, Bordeaux empurrou Manran para longe, fazendo-o parar do outro lado do rio. Incrédula com o que acabou de fazer, Bordeaux gritou para todos se afastarem. Mas ninguém os ouviu, e foi quando uma garota de mais ou menos 17 anos de idade bateu com uma pá em sua cabeça. Bordeaux caiu no chão na mesma hora.

O sangue de Anyan estava fervendo. Com um grito ela calou todos a sua volta. Estirou os braços até as cordas que estavam em suas mãos se arrebentarem. O pequeno grupo olhava para elas sem vontade de acreditar no que estavam assistindo. Tessa apenas abriu um sorriso e as cordas caíram de suas mãos feito mágica. Kayna não conseguiu nada, ou nem se quer tentou algo.

– Eu falei! Bruxas! – Gritou novamente o homem.

O homem veio correndo na direção de Tessa. Mas Tessa foi rápida e deu um assopro bem calmamente. O homem foi correndo mais devagar e mais devagar, até que por mim parou por completo. Ele estava petrificado. Todos olhavam para as irmãs incrédulos. Até suas próprias irmãs estavam incrédulas com o que estava acontecendo. Tessa se virou para suas irmãs e as ajudou a levantar Bordeaux. Lentamente elas foram caminhando enquanto o pequeno grupo ficava para trás.

– Vamos combinar algo? – Sugeriu Anyan

– Não vamos voltar nunca mais pra Westwood.

– Feito.

O silêncio tomou conta de todo o ar. Mas logo ele foi quebrado pela pergunta de Bordeaux, que levou Tessa a derramar lágrimas.

– Nossa mãe morreu?

– Talvez sim, talvez não. Porque eu sinto que ela ainda está viva em algum lugar por ai.

– E se ela estiver? Como nós vamos encontra-la?

– Parece que vamos ter de descobrir isso sozinhas.

Então as irmãs deram as mãos selando um voto de que nunca mais iriam voltar para Westwood. Juntas, as 4 irmãs se viraram para o horizonte e caminharam lentamente. Saindo de Westwood, saindo da grande floresta que ali escondia a vila.

Notas finais
Bom, espero que tenham gostado. Hahahaha, então é isso. Até a próxima pessoas :*