The Art of Moving On
1 Prólogo
Notas iniciais
Quando deixei Palm Woods pela primeira vez, eu só tinha uma certeza em mente: Que eu amava Kendall. Eu nunca nem imaginei que um dia chegaria a sentir algo tão forte por alguém. E assim, acabei chegando à conclusão de que... Quem ama, quer ver o outro feliz, certo? Eu sabia que eu ficaria muito tempo longe, e seria doloroso para nós dois. Por isso tive uma ideia para fazer com que esse afastamento fosse o menos traumático possível. Tive a tal ideia antes mesmo de viajar, mas quase tudo foi por água abaixo quando eu por pouco não disse “eu te amo” para Kendall quando o contei que faria os filmes. Então, quando cheguei à Nova Zelândia, eu cortei qualquer tipo de lanço que me mantinha ligada à Kendall enquanto eu estivesse longe. Parei de atender as ligações e de responder às mensagens dele ou de qualquer pessoa de Palm Woods. Naquela época achei que seria melhor assim, pois eu sabia que se eu apenas me mantivesse ligada a qualquer coisa que me lembrasse ele, eu não iria aguentar a saudade, e iria me arrepender todos os dias de ter feito o teste para o filme. Mas, acho que por ser muito nova, fui equivocada, e acabei criando a ilusão de que mesmo sem dar nenhum sinal de vida durante três anos, quando eu voltasse, ainda teria o mesmo Kendall esperando por mim. Bem, aparentemente eu me enganei. E me enganei feio.
Então algo me disse que eu deveria deixar Palm Woods novamente. Mas dessa vez, ir e não voltar nunca mais. Ir para longe de toda a dor que eu sentia. Afinal, as coisas nunca mais seriam as mesmas se eu ficasse.
“Se você ama alguém, deixe-o ir. Se voltar, é seu; se não voltar, nunca foi”. É essa frase que usei de consolo. Uma vez eu ouvi uma história de um dentista que uma vez disse que “Deixar alguém ir é como tirar um dente do siso. Depois de tirá-lo, você se sente aliviado, mas quantas vezes a sua língua vai até o lugar onde o dente costumava ficar? Provavelmente milhares de vezes por dia. Só porque não está doendo não significa que você não notou a falta dele. Ele deixa um buraco ali e às vezes você sente terrivelmente a falta dele. Pode demorar um pouco, mas leva tempo para se acostumar. Você deveria ter ficado com o dente? Não, porque ele estava de causando muita dor. Então, siga em frente e deixe-o ir”.
Seguir em frente pode ser difícil, complicado, pode parecer impossível, pelo menos para mim. Mas às vezes é necessário, e ao contrário do que muita gente pensa, isso requer muita coragem. Naquela época era necessário que eu seguisse em frente não importasse o que acontecesse, afinal, é como dizem, a vida não pararia para que eu concertasse os pedacinhos do meu coração quebrado. Então, apenas segui em frente em direção aos meus sonhos, pois eles e tornaram a minha prioridade no momento. Na verdade, sempre foram, mas algumas coisas acabaram atrapalhando meus objetivos desde que eu fui morar em Palm Woods. Mas daquele dia em diante seria diferente, muita coisa iria mudar. Para realizar meus sonhos, eu me prometi que me desapegaria de tudo que me prendia e me impedia de realizá-los. Eu sabia que depois veria que realmente essa era a coisa certa a se fazer. E foi.
A partir daquele dia crucial, eu passei a não ligar mais para o passado, ou o amanhã. Viveria o agora. E o que há de ser, será.
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