Cáp-02




- Quem foi o bastardo que colocou essa merda de despertador pra tocar no domingo de manhã? — gritei, mas mais que óbvio não iria ter ninguém para responder já que a Avery tá viajando — Puta merda, será que dá pra esperar um pouco ates de começar a \"berrar\" na minha cabeça? — falei com o aparelho que não cessava seu escandalo matinal.


Não diga que sou maluco por falar com objetos inanimados, falar com eles não é exatamente o grande problema. Esse acontecerá no dia em que eles começarem a responder.


Levantei com uma ridícula dor de cabeça sem me lembrar de um motivo claro para isso. Fui até o banheiro, tomei banho, troquei de roupa e desci. Peguei o jornal na porta e fui preparar meu amado café.


Algumas coisas de tão repetidas e simples, acabam se tornando automáticas. Geralmente somos só eu e Avery de lingerie sentados à mesa durante o café da manhã, poucas palavras trocadas e mais nenhum barulho. Só que hoje a manhã estava barulhenta demais no andar de cima, mas antes que eu pudesse pensar no que poderia ser, meu irmão e seu marido aparecerm na porta da cozinha como se aquela fosse a coisa mais rotineira possível.


E detalhe, tinham no rosto aquela expressão de: \"tomei todas, a festa acabou e não comi ninguém\".


Não que fosse exatamente verdade.


- Heey, pulou da cama? — disse Frank se sentando.


- Não exatamente, mas sem querer ser grosseiro já sendo. O que voces fazem na minha casa?


- Dormimos aqui. — disse Mikey.


- Bom, isso eu percebi sozinho por mais incrível que pareça ser. O que eu estou perguntando é porque extamente vocês dormiram aqui?


- Depois de algumas doses de vodka digamos que você não se encontrava em condições de voltar pra casa sozinho. Resolvemos te trazer e como estava muito tarde ficamos por aqui. — respondeu meu irmão olhando pra mim com um rosto sem expressões.


- Quando você diz que eu não me encontrava em condições de voltar pra casa sozinho você quer dizer exatamente o que?


- Você perguntou se eu queria foder com você. — disse Frank envergonhado.


- Hum... Okay, esqueça isso. — falei alarmado. — Mas me responde uma coisa. Onde nós fomos ontem?


- Frank, o que diabos tinha naquela bebida?! — perguntou meu irmão exaltado. — Gerard! Acorda! A gente saiu pra beber sua besta! Se lembra pelo menos que a Avery viajou?


- Claro que eu lembro... Ou percebi pelo menos. A cama tava vazia hoje de manhã.


- Realmente desisto. — disse Mikey.


Depois disso, terminamos de tomar café, nos despedimos e eles foram embora.


Eu fiquei em casa com um dia pela frente e sem idéia de como preenchê-lo, mas como isso acontece com mais frequencia do que eu julgaria necessário, fui dar umas voltas de carro. Rodei pelo quarteirão algumas vezes e quando voltei pra casa fui recompensado com uma boa surpresa.



- Hey, demorou. Pensei que não fosse voltar hoje.


A linda voz angelical que invadiu os meus ouvidos pertencia à minha Avery. Ela me esperava apenas de calcinha e sutiã deitada no sofá da sala, mas logo se levantou quando entrei pela porta.


- Eu, pensei que você não voltava hoje. — disse abraçando- apela cintura. — deu tudo certo?


- Tudo perfeitamente bem, trafico não é tão difícil como os métodos que a polícia usa para nos impedir de fazê-lo.


- Senti sua falta. — disse beijando seu pescoço.


- Então mate as saudades.