Notas iniciais
Talvez esse é o capítulo mais dramático da história... se precisar mudar no genero,eu mudo depois.
;}

Quando eu tinha uns 7 anos eu costumava ir a um bar chamado The None com o meu pai, encontrar os amigos dele.

Normalmente, ele sempre ficava cheio,e sempre tinha música ao vivo.

Meu pai se embebedava a noite toda com os amigos, enquanto eu ficava correndo pelo bar,descobrindo lugares novos, e de vez em quando fazendo amizade com garrafas de wisky.

Mas havia uma hora em que eu parava perto do palco e via a banda se apresentar.

Eu era o único individuo que ficava de pé para apreciar a banda.

Certo dia, no bar, meu pai e os amigos estavam muito bebados.

Acabei escapando daquilo tudo, e fui parar num corredor com várias portas.

Eu não sabia como tinha entrado lá, então por consequencia, sair de lá eu também não sabia.

Vi que eu estava perdido naquele novo mundo de numerosas portas.

Comecei a abrir a porta da direita, que tinha a maçaneta bem longe do meu alcance.

Não havia ninguém, apenas algumas roupas em cabides estranhos.

Nas outras 3 portas também tive dificuldade em abrir, e por coincidência, estas também comportavam as mesmas roupas em estranhos cabides.

Estava começando a ficar com muito , mais muito medo mesmo.

Queria começar a chorar, mas como se fosse um milagre, eu ouço uma voz vindo da última e mais tenebrosa porta daquele corredor.

Primeiramente estava eufórico e corri para lá.

Quando cheguei a alcançar a maçaneta, já era tarde e alguém já havia o feito.

Como se fosse num filme, um cara alto, magro com a cabeça raspada, e uma barba tipo soul patch sai daquela porta com um baixo de cor rosa choque.

Ele estava conversando com um outro cara, este de cabelos longos e azuis, alto também, mas bem mais atlético. Este, estava segurando duas paletas de madeira.

Em um momento pensei que ia ser massacrado pelo enorme ser que saía.

Mas por sorte, em poucos segundos ele me notou.

Ao me notar, ele deu um sorriso, olhou para o cara de cabelo azul, e perguntou “De quem é essa criança??”

O cara da cavanhaque me levou para o palco, mas no caminho, me fazia várias perguntas.

Eu não lembro o que aconteceu comigo, mas eu sei que eu estava tão concentrado admirando o cara, que eu nem cheguei a escutá-lo.

Como eu não falei nada,ele simplesmente fez o que qualquer pessoa que tivesse em uma situação dessas faria.

“Oi, er...eu queria perguntar pra vocês, se alguém ta dando falta de alguma coisa,sabe...uma coisa pequena...”

Ele me expôs à platéia, e continuou perguntando.

Até que meu pai veio ao meu resgate.

“Uai! Que que esse meninu tá fazendo aí? Hehehe Er...obrigado aê!Valeu mermo!”

“Nada...é sempre bom ajudar um bêbado de vez em quando...”

Naquele momento, eu senti um aperto no coração.

Eu não queria ter sido achado pelo meu pai.

Eu sei que parece estranho, mas eu queria ter ficado mais tempo com o cara do cavanhaque.

Eu gostei dele.

Acho que era uma coisa de criança mesmo.

Era como se, eu, perdido num lugar estranho, sem proteção, fosse encontrado por um cara um tento estranho, mas que me deu o que meu pai nunca tinha me dado: atenção.

Depois daquele dia, meu pai deixou de me levar naquele bar.

Não sei se foi por que ele parou de beber, ou foi por que ele arranjou muito trabalho.

Enfim, eu não consegui mais ver o cara do cavanhaque.

Parece estranho, mas eu havia sonhado com ele.

Sonhei que eu estava num lugar muito escuro, com muita gente.

Quase não dava pra respirar.Então eu ouvi a voz dele.Eu tentei segui-la, mas era impossível se mexer.

Quando eu pensei que eu havia o perdido, uma mão me tira daquela multidão.

Levantei a cabeça, era o cara de cavanhaque.

Ele sorriu e perguntou meu nome. Eu tentei falar, mas o som não saía.

Então o cara de cabelo azul veio e o levou.

Eu entrei em desespero.

Comecei a chorar.

De repente um voz me chama.

Acordei.

Não sei o que isso significa,mas eu posso afirmar uma coisa:

Eu queria muito vê-lo.

Infelizmente, meu desejo não foi concedido instantâneamente.

Aos meus 9 anos comecei a procura do cara de cavanhaque.

Até cheguei a espalhar cartazes na rua, com meus desenhos sobre ele.

Mas eles eram grotescos.

Cresci, então, e deixei a historia do cara de cavanhaque de lado.

Confesso que me custaram 3 anos seguidos para me convencer que eu nunca o veria de novo.

Aos meu 14 anos, meu pai se mudou e fomos morar e um lugar bem longe da cidade.

Lá havia uma escola muito famosa, que situava-se nas montanhas.

Okllest School.

Era uma escola interna e para estudar lá, você precisava de muito dinheiro, ou um cérebro de gênio.

Eu tinha a segunda opção.

Passei como aluno bolsista.

A primeira vez que soube sobre a escola, eu vi algo que me surpreendeu muito:

Era uma escola só para garotos.

Não que eu tenho algum preconceito, mas isso não estava nos meus planos.

Eu pretendia entrar no ensino médio, sem problemas com valentões que me atormentavam desde a época do jardim de infância.

Entrando na escola, já se pode ver o pátio enorme, com o chafariz no centro.

Arbustos e árvores enormes nos lados enfeitavam as espreitas da escola.

Mas o que mais me fascinou foi a imensidão dos prédios que comportavam as salas.

Fui dirigido até meu quarto, onde ia dividi-lo com um garoto que não havia chegado.

Peguei minhas malas com o coordenador e o agradeci.

Subi as escadas para meu quarto, quando passa um cara a mil gritando:

“Não!Devolve minha cueca!!”

Em primeiro, pensei em ajudá-lo, mas logo vi que ia ser problema.

Ao entrar, levei um susto com a quantidade de malas no chão.

Havia aumentado consideravelmente.

E percebi que não eram minhas.

“Meu colega de quarto finalmente chegou”-pensei

-Ooi!Maus aí das malas tudo, falou?

-Er... então voce é meu colega de quarto?

-É , sou eu mermo.

-Bem!Muito prazer... meu nome é Max

-O meu é Kyle.Mas pode me chamar de Noni.

- Er, Tudo bem...

Minha primeira impressão não foi muito boa.

Ele parecia um hippie moderno, com um sotaque do Brooklin, e roupa surrada.

Mas a coisa que mais me impressionou dele foi a semelhança com uma pessoa que eu não conseguia me lembrar.

-Que que foi??Por que tu ta me olhando assim?

-N-nada!Desculpe...

Eu comecei a desarrumar minha mala, e guardar as minhas coisas.

Noni estava deitado lendo um gibi.

De repente, o monitor da ala chama Noni.

“Noni!Telefone pra você!”

“Falou careca!”

Parecia que Noni já era bem conhecido la.

Depois de desfazer as malas, eu fui para o salão de eventos.

Já era hora da cerimônia de entrada.

Enquanto eu atravessava o jardim da escola,eu vi dois garotos batendo num menino no pátio.

Parecia muito sério.

Eu cheguei mais perto e tentei identificar quem era.

Quando cheguei mais perto, eu tropecei e cai na frente deles.

Eu estava ferrado.

Eles iam com certeza me espancar até eu ficar roxo.

Um deles falou:

“Mas quem é esse cara??”

“Perae...eu conheço ele!Ele é o colega de quarto do Noni!”

“Aquele Noni?”

“E voce conhece outro idiota chamado Noni?”

“Ih carai,o Noni vai fica puto com nois se ele souber que agente ta aqui"

“Prestenção moleque!Voce não viu nada!”-falando com o menino que eles estavam espancando.

“T-t-ta-a-ta-ta!!!E-eu não v-vi nada!”

“Melhor assim...”

Eles fugiram.

Eu fiquei mumificado.

Era a primeira vez que eu me metia nesse tipo de confusão e a primeira que eu me safava.

Quando olhei para baixo, eu vi o menino todo machucado.

Resolvi dar alguma assistência ao menino.

“Qual é os eu nome?”

“J-jason...”

“Voce está muito machucado?”

“Um pouco...”

Eu o levei até a sala de enfermagem.

Como a enfermeira não estava la, eu resolvi tomar algumas providencias.

Ele estava com alguns hematomas nas pernas, e estava com o olho roxo.

Eu coloquei uma compressa de água quente, e deu um remédio para dor.

“P-por que você ta sendo t-tão bom comigo??” — Jason

“Mas isso não é ser bom...isso é uma obrigação que o ser humano tem que ter:cuidar do próximo.”

“Mas ent-tão p-por que as pessoas n-não me tratam bem?”

Eu não sabia responde-lo.

Eu queria fazer um discurso enorme sobre a natureza cruel do ser humano.Mas a aparência horrorizada que ele emitiu, me deu pena.

Logo a enfermeira chegou e o tratou como devia.

É claro que todos esse acontecimentos me impediram de participar da cerimônia.

Quando cheguei la, não havia uma viva alma.

Fato.

Todos estavam no refeitório, que estava servindo estrogonofe.

Peguei um pouco e fui para uma mesa vazia.

Logo tenho companhia.

Como era um pouco reservado eu nem olhei para pessoa. Nem sabia que era.

Mas então eu ouço meu nome.

-Max!Falaê mermão!

-Hum...? Ah! Oi! Er...Noni, não é mesmo?

-Oh, cara...já esqueceu meu nome é??

-É que eu não sou bom com nomes exóticos...

-Fica tranqüilo!Voce vai aprender!

-Er...talvez...

Enquanto eu escutava o meu colega de quarto falar estupidezes no meu ouvido, eu avistei uma coisa que me surpreendeu...

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