Notas iniciais
Olá leitoras Amando os comentários de vocês Fico muito feliz em estar agradando Boa leitura

Lydia Martin

Infelizmente tive que desfazer o abraço que havia me acalmado, e que eu não fazia ideia de quanto tempo durou. Precisávamos descobrir o que os três gritos significavam e eu não tinha ideia de como fazer isso. Certamente, se havia alguém naquela cidade que sabia um pouco mais de Banshee do que nós eram os Hale, Peter em principal, mas não perguntaria, de jeito nenhum.

Faça alguma coisa, Lydia!

Uma voz no meu subconsciente repetia isso o tempo inteiro. Sabia que precisaria tomar alguma atitude, mas eu não queria. Precisava me afastar desse mundo, e de tudo o que me ligava a ele.

Allison me veio a cabeça naquele momento, ela certamente saberia o que fazer, sempre tinha ideias que muitas vezes nos livraram da morte. Meu coração se apertou e os joelhos cederam. Tive de me sentar para que não caísse no chão.

Stiles mantinha os olhos em mim, ainda, no mesmo lugar que antes.

— Você sabe que precisa escolher, não sabe? – perguntou e eu assenti. – O que você quer, Lydia? Procurar saber o que esses três gritos significam ou como para-los?

Eu não era egoísta ao ponto de me preocupar comigo mesma em quanto alguém estava prestes a morrer, os gritos significavam isso, certo? Mas, por que três? Perguntas e mais perguntas rodavam a minha mente sem obter nenhuma resposta.

— Vamos descobrir o que significa. – falei com convicção.

— Se importa se eu chamar o Scott? – perguntou, sentando ao meu lado. – Ele pode ajudar.

Na verdade, eu me importo, e muito! Toda vez que olho para o Scott lembro da Allison e de como ela o amava. Ele estava em melhores condições do que eu, tinha uma ponta de inveja por isso.

— Não, pode chama-lo.

****

Scott chegou a casa de Stiles cinco minutos depois da ligação. Os dois me olhavam sem parar, esperando que algo fosse dito, mas eu não sabia o que dizer ou fazer. Faltava alguém naquele quarto, naquele quarteto, sabia muito bem quem era.

— Lydia? – o Alfa chamou. – Tudo bem?

— Allison deveria estar aqui. – falei, sem olha-los.

Ouvi um suspiro pesado sair de Stiles que deu alguns passos em direção a janela.

— Ela está – Scott disse. – Allison sempre estará conosco.

— Você não entende – falei, me levantando. – Falta ela.

— Lydia, eu não imagino o quão difícil está sendo pra você – Stiles disse, andando até mim. – Não consigo imaginar como seria se algo acontecesse com Scott, mas nós precisamos saber o que esses gritos significam e não temos muito tempo.

Sabia que ele estava certo, apenas assenti cruzando os braços.

— E o que vamos fazer? – Scott perguntou.

— Procurar – Stiles respondeu. – Tem uma biblioteca à uma hora daqui, ela é aberta vinte e quatro horas, temos que tentar.

***

A tensão era quase palpável no velho Jipe de Stiles, nenhuma palavra era trocada, o único barulho pronunciado era o da chuva entrando em atrito com o capo do carro. Entramos na enorme biblioteca, e nos dividimos rapidamente para que o trabalho fosse mais rápido. Foram encontrados quatro livros que citavam algo sobre Banshee’s, o que me surpreendeu, pois nunca havia encontrado nada.

Fizemos o aluguel dos livros o mais rápido que podíamos e seguimos de volta até o quarto de Stiles, onde cada um ficou responsável por uma função. O dia já estava quase amanhecendo, e não tínhamos nada descoberto ainda. Os livros diziam poucas coisa, algumas que eu já sabia e outras que me surpreendiam e assustavam bastante. As premunições nem sempre vinham através de gritos, poderiam ter diversas formas de se manifestar, como sonhos, ilusões, barulhos.

Eu estava deitada de bruços na cama, com os livros em mãos. Scott lia outro livro também sobre o mesmo assunto, sentado no tapete do quarto, mas com as costas de apoio na cama. Stiles estava na mesa do computador em quanto digitava coisas diferentes sem parar.

— Acho que precisam ver isso. – Stiles disse, afastando a cadeira da mesinha.

Scott e eu nos entreolhamos e seguimos até a mesa lendo a parte que se destacava no texto.

As Banshee provêm da família das fadas, e é a forma mais obscura delas. Quando alguém avistava uma Banshee sabia logo que seu fim estava próximo: os dias restantes de sua vida podiam ser contados pelos gritos da Banshee: cada grito era um dia de vida e, se apenas um grito fosse ouvido, naquela mesma noite estaria morto. Ou seja, banshees são seres sobrenaturais que preveem a morte.

Após o trecho lido me afastei do computador, sentindo dois pares de olhos pesarem sobre mim. A claridade entre as cortinas fez com que despertasse em mim a vontade maluca de gritar, novamente.

— Tudo bem? – Stiles perguntou, tocando o meu braço.

— Seu pai está em casa? – perguntei, engolindo seco.

— Não, ele saiu cedo. – disse confuso.

— Preciso gritar.

— Grita – ele disse, se afastando. – Lydia, grita!

Os dois puseram as mãos nas orelhas afim de abafar o som. Respirei fundo, deixando que o som agoniante saísse entre meus lábios.

Foram dois.

Apenas dois gritos.

Notas finais
E então? Beijos