Thank You For The Venom, Yuuki.
1 One-Shot
Notas iniciais
Prefiro a fic do Ichiru e do Zero que fiz, mas essa tbm tah legal, creio eu XD
Minha primeira songfic ._.v
Música: Thank You For The Venom
Artista: My Chemical Romance ~
Irmã, eu não sou um grande poeta, mas sim um criminoso.
E você nunca teve uma chance.
Ame-o, ou deixe-o, você não consegue entender.
Um rostinho bonito, mas você entende, então continue, e continue, e continue.
Não, não. Não sou mais do que um humano transformado em vampiro. Apenas isso. Alguém que não tem a chance de viver plenamente (e eu mereço isso?). Eu nem sequer lhe dou a chance de negar, mas você nem conseguiria, não é? Não conseguiria negar a chance de me “salvar” por algum tempo, por menor que seja.
É meio estranho, mas sinto que você não queria que fosse eu ali, a sugar seu sangue. Aquele sangue-puro, eu sei que é ele que você quer. Não precisava do seu sangue para perceber isso.
Por que? Aquele sangue-puro falso, com aquele sorriso falso, mas que faz as menininhas derreterem. Não me importo com as outras, mas você...
Só que você entende, não? A barreira entre vocês dois. Mas continue, de qualquer jeito, ele já sabe.
Eu não iria me expor se você me pagasse.
Eu sou apenas do jeito que o médico me fez, e de novo, e de novo, e de novo.
O amor é o vermelho da rosa na tampa do seu caixão.
O que é a vida assim sangrando no chão?
No chão...
No chão...
Eu não estaria lhe escrevendo essas coisas se você me pagasse. Com seu amor, somente com isso.Mas tenho medo de matar esse amor, que não é igual ao meu. Tenho medo de drenar todo o seu sangue. Tenho medo de deixá-lo no chão, sangrando, mordido, como você. Mas se ele morrer, eu colocaria uma rosa vermelha em seu caixão. Ela significaria nossa relação.
Você nunca me fará ir embora.
Eu uso isso na minha manga.
Dê-me uma razão para acreditar.
E você nunca me diria o quanto sofre. E não me deixaria partir para buscar minha vingança. Mas você pode me dizer o por quê disso... Se seu coração não é meu... Fale-me, e me dê motivos para acreditar que seja verdade.
Então me dê todo seu veneno.
E me dê todas suas pílulas.
E me dê todos os seus corações sem esperança.
E me faça doente.
Me dê, me dê, agora. Pois estou sedento por sangue. Não, não. É isso que quero, mas resistirei. Mesmo que você venha sorrindo. Então me dê suas pílulas de sangue artificial. Não tenho mais esperanças, e isso não adiantará por muito tempo. Ficarei doente. Doente por você. Doente por seu sangue. Mas, por favor, não me venha sorrindo. Por favor. Amo seu sorriso gentil, mas não quero te machucar, não quero, pois sei que dói, não minta.
Você está correndo atrás de algo,
Que você nunca matará.
Se é isso que você quer,
Então atire à vontade.
Se eu me descontrolar, você cumprirá a promessa que fez? Sem piedade, sem dó? Se você quer mesmo me salvar, então, quando a sanidade me abandonar, atire à vontade. Não chore. Não tenha medo. É só atirar.
Pregue tudo o que quiser, mas quem me salvará?
Eu guardo uma arma no livro que você me deu, aleluia,
engatilhada e carregada.
Talvez você não consiga me salvar. Talvez eu atire em mim antes de você. Em um dia em que a dor me sufocar. Aquela arma que lhe dei não era a última. Guardo outra. Engatilhada e carregada. Em cima dos livros que me deu, que já estão manchados e empoeirados.
Negro é o beijo do toque de um filho traiçoeiro.
Não é a marca ou a cicatriz que te faz único, e único, e único, e único.
Me lembro como se fosse hoje do primeiro dia em que lhe tirei um pouco de vida. Seu doce sangue escorria entre meus dentes afiados e seu pescoço. Aquele momento me parecia perfeito, até perceber o que havia feito. Lutei internamente. Não, não. Estou mentindo. Suguei até ficar satisfeito. Me envergonho disso agora, mas, naquele momento, me parecia tão perfeito. Meus lábios em seu pescoço. Seu sangue em minha boca. Meu selo, de nada adiantou naquela hora.
Eu não confrontaria a cena se você me pagasse.
Eu sou apenas do jeito que o médico me fez, e de novo, e de novo, e de novo.
Você nunca me fará ir embora.
Eu uso isso na minha manga.
Você quer seguir algo.
Me dê uma causa melhor para guiar.
Apenas me dê o que preciso.
Me dê uma razão para acreditar.
Me faça acreditar que há algo nesta vida que valha a pena. Continuarei lhe protegendo, com o medo de estar errado, mesmo que isso não valha a pena. Seguirei em frente, rumo à minha vingança, de arma na mão, mesmo que isso não valha a pena. Apenas quero acreditar que quando eu for, você se lembrará de mim.
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