Notas iniciais
Hey pessoas lindas! Estou muito feliz com vocês que comentaram! Fico REALMENTE feliz que tenham gostado. EEEEEE quero agradecer à Dama do Poente, que favoritou a fic ♥ ÚLTIMO CAPÍTULO, AGORA SÓ TEM MAIS O PRÓLOGO!! P.S.: O título quer dizer "Para me sentir viva". Mó estranho o título. Mas dá certo com o capítulo então foda-se de novo a lógica. Have fun!

É como se eu estivesse caindo na água. Meu espírito parecia não precisar mais de cuidados. Eu estava nas nuvens. O sol nasce e lança um feixe de luz em seu rosto. Então, como a beleza, ela acorda.

*****

Pov Thalia

Acordei. O sol batia em minha face e eu ouvi alguém sussurrar: "Eu sou o único que vai nos ensinar a manter os votos que fazemos". Abro os olhos e me deparo com uma cena completamente diferente da última cena que eu me lembrava. Eu estava em alguma casa de curandeiras ou bruxas, ou algo assim.

Subindo em direção ao sol

Uma voz sussurra:

“Eu sou o único que vai nos ensinar a manter os votos que fazemos”

Olho ao redor e percebo lindos olhos negros me encarando. Senti minhas bochechas ficarem vermelhas quando ele sorriu. Um calor estranho passou por mim.

– Olá – disse o garoto se sentando na beirada da cama. – Sou Nico di Angelo. Qual é o seu nome?

Levei um tempo para processar a pergunta. Estava presa por aqueles olhos negros espetaculares.

– Ahn, sou Thalia Grace – eu disse fazendo uma reverência deitada. Ele pareceu estranhar a reverência, depois pareceu surpreso ao processar o meu nome, mas sorriu.

– Lindo nome – disse ele.

– Obrigada – respondi.

– Do que você se lembra antes de eu te trazer aqui? – perguntou ele.

– Você me trouxe aqui? – perguntei. Eu fora... carregada por um homem?

– Sim, você estava presa naquele pinheiro, toda coberta de neve. Eu não podia deixar você morrer, então eu te trouxe. A pergunta é: como você entrou dentro daquele pinheiro?

– Eu não sei – disse. – Eu só me lembro de estar lutando contra um ciclope para salvar... – então me dei conta de uma coisa. – Onde estão Annabeth e Luke?

– Eu te conto depois que você terminar de contar a sua história – ele disse parecendo sério.

– Eu estava lutando contra o ciclope. Fui derrotada. Então um feixe de luz desceu do céu. Foi como um sonho. A árvore...

– Nós a chamamos de "árvore da vida" – comentou Nico. – Depois eu explico por que.

– Continuando, foi como um sonho. A árvore da vida pareceu me cobrir e entorpeceu os meus olhos. Eu adormeci. E agora acordo aqui.

– Santo Zeus. Milhões de anos depois – ele murmurou.

Como um sonho

A árvore da vida cobre-me

E entorpece os meus olhos

Adormeço

Mil noites antes de eu acordar

– Como assim "milhões de anos depois"? – perguntei.

– Thalia, em que ano estamos? – ele perguntou preocupado.

Que pergunta estranha.

– Ora. É 3.256*.

– Não, Thalia – disse ele. – Isso foi há 4.767 anos atrás.

Tomei um choque.

– Não brinque com isso, di Angelo – eu disse. – Eu não sei como eu escapei daquele ciclope e tive aquele sonho com a árvore, mas...

– Deixe-me te contar o que aconteceu – ele disse.

E ele me contou o que aconteceu. O que houve com Annabeth. O que houve com Luke. O que meu pai fizera para me salvar.

Talvez Zeus tivesse coração afinal.

Chorei. Não vou negar. Chorei mesmo. Nico me abraçou e ficou murmurando "Vai ficar tudo bem. E se não ficar, eu faço ficar."

Depois que chorei bastante, senti que minha esperança se tornava viva. O abraço quente de Nico me acalmava. Olhei para ele e vi amor nos seus olhos quando me olhava. E eu percebi que sentia o mesmo. Luke se fora. Annabeth era uma deusa. Só me sobrara ele, o homem que eu conhecera alguns minutos atrás. E já conseguira me fazer ficar apaixonada por ele. Como uma faísca numa chama, senti em meu coração que isso não ia desaparecer. E eu não vou conseguir esconder.

Assim que minha esperança se torna viva

Um abraço febril, eu não consigo esconder

Como uma faísca numa chama

Sinto em meu coração que isso não irá desaparecer

Ele me olhou como se pedisse permissão.

– Posso? – perguntou chegando o seu rosto perto do meu.

– Pode – respondi e seus lábios tocaram os meus em um beijo casto.

Eu me senti... viva. Pela primeira vez na vida, eu não tive que lutar para poder viver. Era a primeira vez que eu beijava um homem e eu senti que ele seria o único. Ele entrelaçou nossos dedos em meio ao beijo e sorriu. E eu senti que juntos nós éramos apenas um.

Livre para levantar-me novamente

De mãos dadas contra todas as probabilidades

Nós superaremos

Juntos nós somos um

Pela primeira vez nessa vida

Não tenho que lutar para me sentir viva

Não tenho que lutar para me sentir viva

Notas finais
*De acordo com o calendário Maia, que era o usado antes de cristo. E aí, o que acharam? Posto o epílogo ou não?? Mereço rewiews? Recomendações? Tiros na testa? Declarações de amor? Planos para dominar o mundo? Talvez planos terroristas? Bombas nuclares? ~beijos com gostinho de Ronnie Radke *OMFGs*