Thalico Never Can Die
2 Our Song
Notas iniciais
Nico suspirou e bateu na porta da casa de sua namorada, ele estava nervoso. Thalia abriu a porta e sorriu para ele, gritando para sua mãe que já estava saindo, então fechou a porta atrás de si e começou a andar lado a lado com o garoto.
– Para onde vamos? — Perguntou, entrando no carro dele. Nico sorriu.
– Para um lugar especial. — Respondeu.
Era véspera de natal e estava frio. Thalia usava uma blusa de frio que tinha pego do garoto logo no começo do namoro, ela adorava aquela blusa, era quentinha e confortável. Nico não deixou de reparar nisso, ele achava que ela ficava linda usando as roupas dele. Aliás, ela ficava linda de qualquer jeito, ela era linda.
Parou o carro perto de uma trilha na floresta. Saiu do carro e abriu a porta para Thalia, que sorriu e saiu do carro se abraçando por causa do frio. Ele passou um de seus braços nos ombros dela e a puxou para perto, afim de esquentá-la.
Andaram pela trilha, nesse ponto Thalia já sabia onde estavam, e para onde estavam indo. Só pararam de andar quando chegaram em uma clareira. Nico tirou a mochila que tinhas nas costas e a apoiou no chão, tirando de dentro dela um cobertor. O jogou no chão, bem perto do pequeno rio que tinha ali, e se sentou nele, fazendo um gesto para que a garota se sentasse do seu lado, e assim ela fez. Nico, então, tirou outro cobertor de sua mochila, dessa vez para se cobrirem, e uma garrafa de chocolate quente.
– Se lembra desse lugar, Lia? — Perguntou. — Nosso primeiro encontro foi aqui.
– É claro! — Ela respondeu. Tinha se aninhado ao garoto, como um gatinho com frio, e agora olhava para ele. Nico sorriu.
– Eu te chamei para dançar, você ficou corada e riu, lembra? — Ele perguntou. — E eu esperei até você parar e perceber que eu estava falando sério, e aceitou. Eu sussurrei um pouco mais alto que o barulho da água que eu conhecia uma música que você ia gostar, e comecei a cantarola-la enquanto nos mexíamos ao som dela. Era fim de tarde e parecia que a cada movimento que fazíamos uma estrela nascia.
Thalia encarava Nico, ela não queria interrompê-lo.
– Nós estamos namorando faz tempo não é? — Perguntou. — Há quantos invernos estamos juntos? Esse é o segundo não? Conheci cada um de seus irmãos — Apolo, Hermes, Hefesto e Jason. Sua mãe gosta de mim, não é? Assim como você, ela ri das piadas que eu faço, e sempre faz massa quando vou comer na sua casa, só porque isso me faz lembrar da minha infância na Itália.
Ele parou de falar e se levantou, estendendo a mão para a garota.
– Quer dançar comigo? — Ele perguntou. Thalia riu e aceitou a mão dele, se levantando também.
Nico começou a cantarolar a mesma música do primeiro encontro deles, e dançou com Thalia, que ria. Ele parou de cantarolar, mas não de dançar, e colou a testa deles enquanto se moviam lentamente.
– Semana passada pedi á Annabeth que te arrastasse para algum lugar para que eu pudesse ir até sua casa sem você saber. — Ele disse. Thalia o olhou surpresa. — E eu conversei com seu pai. Disse para ele tudo o que eu sinto por você, e perguntei se eu podia te pedir em casamento. Ao contrário do que eu pensava,ele não me expulsou de sua casa. — Thalia riu com esse comentário. — Não, ele disse que seria maravilhoso.
Nico então soltou as mãos de Thalia e se ajoelhou, pegando a pequena caixa que estava gasta pelo tempo. Ele se lembra quando sua avó lhe deu isso. "Seu avô me pediu em casamento com ele, e seu pai pediu sua mãe em casamento com ele. Quero que você peça a mulher da sua vida em casamento com ele".
E ali estava Nico, ajoelhado, olhando naqueles olhos azuis elétricos que estavam marejados antes mesmo que ele dissesse algo, prestes a pedia a 'mulher da vida dele' em casamento.
– E então Thalia Grace, você vai aceitar minha mão? Meu coração? — Ele perguntou. — Olhe, eu não posso prometer um conto de fadas, mas prometo que você sempre será minha rainha, não importa que tipo de castelo eu construa. Eu moveria montanhas por você, eu escrevia seu nome no céu, eu faço qualquer coisa que você precise ou queira, mas eu quero que você prometa que nunca mais vai parar de dançar, uma vez que já tenhamos começado.
Nesse momento, Thalia chorava de alegria. Parecia uma garotinha e não se importava com isso, ela sempre parecia uma garotinha quando estava com Nico. Sorriu para ele e se agachou até ficar com seus rostos próximos um do outro. E então sussurrou, com o fio de voz que lhe restava:
– Eu prometo. — E acabou com a distancia entre eles, beijando-o.
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