Notas iniciais
Oláaa babes, como estão ? Quero pedir desculpas pelos erros e pelas péssimas notas finais e iniciais do capitulo anterior. Eu tive que editar e publicar pelo meu celular, e estava com pressa. Obrigada a todas que comentaram nos dois últimos capitulos, e as 433 vizualizações... Até lá em baixo...

Lentamente as pessoas iam em direção a sala de jantar, eu e Jason estávamos em último lugar enquanto pegávamos um lugar no final da mesa, eu olhei a todos os cantos e somente via a minha mãe e sem sinais do meu pai. Logo a entrada foi servida e senti o cheiro de camarão entrar em minhas narinas, torci o nariz e senti o meu estômago revirar, nunca fui fã de frutos do mar e minha mãe sabia.

"Lia, coma!" Jason adivertiu e eu neguei.

"Se eu gostar do prato principal sim, se não tudo bem, não como" eu sorri-lhe forçadamente e ele respirou fundo enquanto pegava em dois camarões. Eu costumo não comer muito refeições saudáveis, eu quase nunca almoço ou janto com a minha família, sempre pego as besteiras que a minha mãe compra e fico no meu quarto trancada.

Pude sentir dois pares de olhos em mim, levantei o meu olhar do meu colo e procurei os olhos curiosos, logo a minha frente o moreno de olhos negros me fitava com uma expressão dura.

Eu gostava de saber tudo sobre as pessoas que me rodeam, do jeito expecífico que elas se vestem, da cor dos olhos, mesmo não gostando de fazer contato visual. Gostava de saber a cor dos cabelos e a estrututa do corpo, adoro ouvir o sotaque das pessoas, principalmente as britânicas e irlândesas. Gosto das coisas na perfeição e na sua definição, enfim.

Logo depois de longos de tortura a sentir o cheiro de camarão no ambiante o prato principal foi servido. Bife acebolado e ravioli. Passo longe de ser vegetáriana por ter um grande amor por carne, então logo tratei de pegar o bife, também gostava do ravioli, ou os tais pastéis com ingredientes, então logo tratei de colocar alguns no meu prato.

Estáva ouvindo as pessoas falarem, estava ouvindo os ruídos e estava me dando uma leve enxaqueca, só me apetecia sair da mesa e ir para o meu quarto aonde estava repleto de silêncio, mas eu ainda tinha uma maldita festa para ir, como se eu suportasse festas! Já podia sentir a minha cabeça soar zumbidos enquanto lembrava que eu iria a uma festa.

Olhei para o lado e vi os dedos do Jason batucarem freneticamente na mesa, ele estava ansioso ou nervoso, o que não facilitava nada para mim, já Nico não parecia ligar muito, ele estava concentrado em sorrir para o seu crã brilhoso do celular. Eu pude reparar no rapaz a minha frente, os traços finos e o maxilar duro, o sorriso branco e as leves rugas do lado dos olhos, seus lábios eram rosados e mais carnudos na parte de baixo.

Desviei o meu olhar assim que vi o meu pai se sentar em uma das cadeiras ao lado da minha mãe. Ele saudou a todos e logo eu baixei a minha cabeça. Sim, eu achava o meu pai bastante intimidador, e eu não tenho boas memórias dele quando criança, e isso me levou a desenvolver o Mutismo Seletivo.

Eu terminei de comer e logo os dedos de Jason pararam de batucar na mesa, senti ele balançar o meu braço levemente me chamando a atenção.

"Vamos" ele apenas disse e eu engoli em seco, me levantei assentiu e descartando a possibilidade de ele me deixar aqui e subir.

"Aonde vocês vão?" minha mãe disse assim que passámos por perto dela.

"Bom, já que vocês estão todos adultos aqui e provavelmente irão tocar música alto irei levar a Thalia para dar uma volta comigo e Nico" Jason deu de ombros e eu olhei fixamente para minha mãe esperando que ela impedisse eu e Jason de sairmos, mas ao invés disso vi o seus olhos brilharem por ver eu interagir e sair na confusão de Manhattan.

"Tudo bem, não voltem tarde, Thalia precisa ter uma boa noite de sono assim como você" minha mãe logo o avisou e eu grunhi em frustação, ela deu-nos um beijo e logo saímos de casa acompanhos de Nico.

Um frio percorreu o meu corpo assim que senti a fina camada de neve cair pelo o corpo semi-descoberto enquanto caminhávamos até um carro preto e baixo. Logo o carro foi destravado e Nico e Jason entraram, tornei a ir nos bancos de trás e passei a mão sobre os meus braços, Nico ligou o carro e logo um som agudo de guitarra e bateria som alto o suficiente para tomar a minha mente em uma confusão.

Os dedos de Nico levarem ele a aumentar mais o som e fechar os vidros enquanto ligava o aquecedor, eu tapei os meus ouvidos de imediato enquanto sentia uma forte dor de cabeça a me afetar, Jason logo se percebeu disso e desligou o rádio.

"Sem música caralho" Jason exclamou irritado e olhou para trás. Eu tinha a cabeça encolhida e as mãos tapando os ouvidos. Não, definitivamente nunca conseguiria me acostumar com esses barulhos, é como se fosse alguém a me pisotear na cabeça, dói muito, é algo que eu realmente não consigo suportar.

"Está bem?" Jason me perguntou e eu o olhei, os olhos de Nico estavam postos em mim, e logo eu apertei os meus olhos fortemente enquanto me voltava a sentar corretamente no banco, o zumbido ainda estáva na minha cabeça, e sabia que amanhã isso seria como uma pessoa com ressaca, me doeria o dia inteiro.

"Sim" falei em um tom baixo, visto que minha cabeça só doeria mais se eu falasse muito, logo Nico começou a dirigir e tinha um silêncio um tanto constrangedor entre nós no carro. Podia ver a neve a aumentar aos poucos e as pessoas na rua a se aconchegaram mais aos seus casacos, lembrei-me que eu não havia pego nem um casaco e talvez morrerá de frio.

"Hm, Jason?" eu chamei o meu irmão e os dois despertaram do seu transe.

"Fala" ele apenas disse e eu engoli em seco me debatendo mentalmente sobre ou não perguntar isso a ele.

"Será que você tem um casaco?" eu me arrumei no banco e vi Nico olhar-me pelo o retrovisor.

"Droga! Não! Esqueci-me que você está de vestido" Jason se culpou e eu apenas respirei fundo.

"Eu devo ter um dentro do porta-malas" a rouca voz do Nico falou e eu fitei os seus olhos por segundos e assenti.

O resto do caminho foi feito em repleto silêncio, eu podia me sentir nervosa quando Nico dirigia até o final da rua, já podia ver pessoas aglomeradas dentro da casa e logo o carro parou em frente estacionando mesmo ao lado da quia. Logo saímos os três do carro e Nico se dirigiu até o porta-malas, ele pegou o seu casaco e logo veio ter comigo.

"Aqui" ele me entregou. Eu peguei na sua mão e murmurei um 'obrigada' baixo, não tendo a certeza que ele o ouvirá.

Eu coloquei sobre o meu corpo e ele quase do tamanho do meu vestido, as mangas ficavam grandes e ele era preto por inteiro, senti as minhas bochechas corarem enquanto ele me olhava, passei a mão sobre os meus cabelos e logo ele riu maliciosamente e começou a andar até aonde Jason estava.

Parei por um momento e fiquei a olhar em volta, respirei fundo e logo soltou todo o ar dos meus pulmões vendo no ar se formar um pouco de fumaça, logo andei até eles e senti Jason passar seu braço pelo os meus ombros, incrivelmente a casa não estava com uma musica tão elevada, dentro da própria não tinham muitas pessoas, o que eu podia considerar e suportar para tentar ter uma agradável noite.

"Aqui é uma festa Lia, aqui tem gente se beijando, fumando, bebendo e transando, se eu alguém mexer com você me avisa, e por deus, não saía do meu pé" ele mandou e eu logo assenti, ele tirou o braço de cima dos meus ombros e eu logo eu agarrei no mesmo, eu não via mais Nico perto de nós, logo Jason avistou algumas pessoas e me puxou até lá.

"Ae seu puto!" ouvi um garoto gritar para o meu irmão e logo ele riu, os comprimentando.

"Olá amor" uma voz feminina falou e eu olhei na direção, eu agarrei firmemente no braço de Jason e ele pareceu perceber. Nota mental, Jason sabe o quanto eu sinto ciúmes dele.

"Olá" ele apenas disse e deixou um beijo no queixo da garota.

"Quem é essa agarrada ao seu braço?" e nesse momento todos pareceram notar em mim, eu baixei o meu olhar e senti as minhas bochechas corarem com tantas pessoas a me olharem.

"É a ..." eu vi Jason ficar atrapalhado, bom, agora de certo eu sabia que ele tinha algo com esse garota.

"É a garota do di Ângelo" eu fiquei estática no lugar. Mas que raios ele acabou de falar? Por irônia do destino vi Nico chegar com dois copos na mão.

"Oh di Ângelo!" um garoto o chamou e ele apenas o olhou e ficou ao meu lado

"Gostosa a garota" droga! Mas porque todos ficam me chamando isso? Odeio isso.

"O que?" ele ficou olhando por momentos e logo olhou para o meu irmão, discretamente o mesmo apontou para a garota grudada a sua cintura e eu me afastei o máximo possível e esbarrei contra o corpo de Nico, senti ele passar o seu braço pela a minha cintura a eu pulei com o seu toque, ele estava quente e atravessava o seu braço por dentro do casaco, eu senti a mina respiração ficar falha com o seu toque e logo Jason olhou, o vi pedir desculpas e eu apenas neguei.

"Sim, minha garota" ele disse enquanto mostrava a todos que ninguém deveria me tocar, os garotos pareciam finjir-sem de inocentes e acabaram por gargalhar. Ainda sentia o braço de Nico me apertar contra o seu corpo e eu só queria sair do seu aperto e bater na cabeça do meu irmão. Vi o copo de Nico na mão dele e pude sentir um forte cheiro, ele levou o copo até a sua boca e eu fiz o mesmo trajeto parando nos seus lábios, ele tirou o copo vermelho típico de festas e lambeu lentamente os mesmo apreciando mais profundamente o gosto da sua forte bebida.

"Você quer?" ouvi ele falar ao pé do meu ouvido e eu estremi por estar mais perto ainda de Nico, seus lábios rasparam contra o nódulo da minha orelha e pude sentir o quão gélidos os mesmo estavam.

"Não" eu neguei e logo ele riu enquanto voltava a sua posição anterior, senti ele me apertar mais contra ele enquanto engolia o líquido de cor alaranjada. Ele reprimiu os lábios e logo olhei para o lado, não via o meu irmão a nem um lado e fiquei ligeiramente nervosa, me afastei de Nico tirando suas mãos de minhas ancas e ele ficou a me olhar.

"Ele deve estar com a sua ficante" Nico disse derrepente e eu me virei enquanto enrrugava as sombrancelhas, eu respirei fundo, eu estava me sentindo pequena nesse espaço enquanto mais pessoas se aglomeravam dentro da casa, eu podia ouvir mais barulhos e isso estava começando a me irritar.

Logo um som estridente e absurdamente alto soou por toda a extensão da casa e a um metrô do quarteirão, eu arregalei os olhos e logo uma pontada na minha cabeça veio. Eu dei um passo para trás quando senti uma tontura forte, logo eu agarrei nos meus cabelos sentindo pessoas esbarrarem no corpo, havia uma multidão dentro daquela casa e eu estava me sufocando cada vez mais, o meu corpo estava em chamas e minha mente estava tão silênciosa fazendo os barulhos alheios ficarem fazendo eco dentro da minha mente.

Gritei com a dor aguda que me atingiu na nuca e pude sentir os meus joelhos se dobrarem, rapidamente eu estava perdendo os meus sentidos e eu não tinha absolutamente ninguém. Podia ver a minha visão se tornar cada vez mais escuro, era tudo um grande borrão e um barulho imenso, caí contra o chão e me encolhi o máximo que conseguia, logo senti as lágrimas molharem as minhas bochechas e eu estava consciente, mas apenas estava perdendo as minha visão, o meu corpo tremia, e minha cabeça estava dando voltas, podia sentir o meu estômago a se revirar, odeio profundamente todos esses multifatores do Mutismo Seletivo, odeio profundamente ter esse maldito distúrbio.

O meu corpo foi elevado do chão e eu não conseguia ver nada, não conseguia ouvir, apenas sentia, era quente mas nem tanto, era alto e forte o suficiente para me pegar do chão, os borrãos na minha frente estavam mais escuros e a minha cabeça mais perturbarda, um súbito frio se passou pela as minhas pernas e minhas narinas se encheram com um ar puro e amplo, fechei os olhos fortemente e o meu corpo foi repousado sobre algo mácio, duro e um pouco molhado, agarrei os meus joelhos rapidamente e enterrei a minha cabeça nas minhas pernas, esses barulhos, esses zombidos, essa dor de cabeça, essas pessoas, tudo isso doí muito, era como ser pisoteada, amarrada, espancada e esfaqueada dezenas de vezes, eu não tinha uma definição de dor para tudo isso.

Senti o meu estômago vibrar rapidamente e eu levantei a minha cabeça ainda com a perda de visão e me inclinei para frente de modo que eu me apoiasse contra os meus joelhos e mãos, vomitei tudo que havia comido pelo o dia inteiro, eu deitei tudo fora, o meu estômago fervia furiosamente e logo eu limpei a minha boca enquanto voltava a me sentar, respirei profundamente e apertei os meus olhos, vi o céu azul escuro, a piscina da casa congelada e a neve branca cobrir o gramado verde, respirei profundamente e pude estremecer de frio assim que recuperei todos os meus sentidos.

Olhei para o lado e um pouco para cima vendo um moreno com uma expressão dura e braços cruzados, podia ver um pouco de neve acima dos seus ombros e seus cabelos, ele estava me observando com desdem e eu estaria me perguntando aonde estava o meu irmão. Logo o moreno se curvou para baixo e agarrou em meus braço me trazendo para cima bruscamente, medo percorreu-me o corpo enquanto sentia a sua força e raiva sendo depositadas contra o meu braço direito.

"Vamos" ele rosnou para mim enquanto me puxava, eu tinha o corpo fraco e vunerável por ter vomitado e tido um ataque de ânsiedade no meio de uma festa repleta de adolêscentes dançantes. Ele estava me puxando para dentro da casa novamente, eu travei assim que ouvi e vi uma grande multidão, eu passei a mão sobre as minhas bochechas e balancei a cabeça frenteticamente fazendo cara de choro, ele olhou-me e logo puxou o meu braço, ele pegou nas minhas pernas e me pôs por cima do seu ombro, eu queria gritar, queria bater-lhe e ordernar que me soltasse, mas fogo! Eu estava tão mal por ter tido um ataque, eu estava realmente fraca.

Ele passou por meio de todos os barulhos e multidões e logo estava cá fora na parte da frente, ele tinha passos longos e rígidos até de volta para o seu carro. Ele pegou as chaves dentro do bolso e destravou a porta, ele colocou-me no banco do passageiro e bateu com a porta brutamente, logo a porta do motorista foi aberta e pude ver as suas feições irritadas, ele sentou-se logo e arrancou com o carro, rapidamente mais lágrimas me caíam as bochechas, soluços audíveis eram saídos dos meus lábios e eu não tinha certeza de porque estáva chorando.

Se era por causa de ter tido um ataque em público, o que frequentemente não acontece mais, ou por estar ao lado de alguém tão zangado comigo novamente.

"Cadê o meu irmão?" eu disse um pouco baixo e pude perceber que aquilo foi a gota d'água para Nico.

"Mas que porra foi aquilo?" ele explodiu e gritou comigo, merda! Todos estão contra mim nesse infeliz dia?.

Notas finais
Oque acharam dessa desculpa do Jason, do ataque da Lia e da reação do Nico ? Se não me engano a partir desse capitulo Thalia e Nico vão começar a se envolver mais... Gente preciso da ajuda de vocês, na fanfic original zayn fala de uma música que lembra a bella, por isso preciso de sugestões de músicas que tenham a ver com a bella... Comentem, compartilhem, enfim façam oque quiserem, não mando em ninguém... Desculpem qualquer erro... XXX DUUH