Thalia { HIATUS }
14 Capitulo 13
Notas iniciais
Pânico crescia dentro de mim enquanto ele me fitava intensamente, não pude dizer se alguém chegaria como toda a história normal, ou que ele me calaria com um beijo, eu não tenho certeza de nada, além do meu medo e tremor visível no corpo.
"Nico" eu o tentei chamar e o seu olhar duro e intenso continuou a me fixar.
"Não o faça" eu tentei soar o mais calmo, mas pude ouvir a minha voz fraquejar no vazio da sala.
"Deixa-te mostrar" ele quase sussurrou e pude ver as íris de seus olhos se tornarem claras de ansiedade e eu neguei tento o empurrar pelo o seu peito, agarrei na sua camisa em forma de dois punhos e o tentei empurrar falhando miseravelmente, tentei mais uma vez e ele só se empurrou mais contra mim.
As suas ancas estavam pressionadas sobre a minha enquanto as nossas diferenças de altura estava igualadas conforme ele descia as suas mãos e as tentava colocar na minha cintura.
"Nico, não" eu falei mais uma vez tentando afastar as suas mãos e ele apenas pegou meus dois pulsos com uma só sua e levou até acima da minha cabeça.
Tentei me soltar com a apernas e logo ele meteu a tua mão livre na minha cintura, fazendo o meu estômago se revirar, ele se botou mais alto que eu e puxou a minha cintura para cima, eu estava encurralada de todos os jeitos e só conseguia sentir as lágrimas deslizarem pelo os meus olhos.
Ele é um monstro! A sua respiração pesada passou da minha bochecha para perto da minha orelha e senti um leve ardência, e um arrepio me correu na espinha, tentei me livrar mais uma vez e meus pés já estava fora do chão, gemi um pequeno choro e senti os lábios do moreno se grudarem no meu me fazendo todo o corpo gelar, a sua barbara raspou pelo o meu queixo me fazendo cócegas.
Os meus olhos estavam arregalados em desespero e só queria saber aonde estava o meu irmão nessas horas. Nico exerceu mais pressão sobre os meus lábios os sugando me fazendo um gemido de reprovação e me apertou mais a cintura, ele começou a mover os seus lábios contra os meus e o meu corpo fitou estático sem reação.
Uma ardência surgiu no fundo do meu estômago e eu tentei reprimir as pernas e isso pareceu o intimidar. Ou não. Ele soltou as minhas mãos e pegou mais fortemente na minha cintura, eu continuava sem reação mas as minhas lágrimas haviam secado, lentamente os meus braços deslizaram da parede e pararam no seu ombro.
O meu corpo foi empurrado mais um pouco contra a parede e suas ancas fizeram mais pressão sobre as minhas e senti o meu interior se arrepiar enquanto eu levemente abri a boca para aquela sensação desconhecida. Senti a sua língua raspar pelo o meu lábio e eu me afastei dele arregalando os olhos, ele ficou confuso e eu respirei ofegante tentando afastar todos os meus pensamentos, empurrei os seus ombros o pegando desprevenido e com as pernas ainda trêmulas me afastei ouvindo os seus passos me seguirem.
|| N A R R A D O R ||
A garota morena subiu a correr as escadas com os sentimentos a flor da pele, ela só queria correr e se esconder de tudo e de todos, ela estava com medo, e se sentindo suja mais uma vez. Os sentimentos que estavam fluindo na sua mente eram tão obscuros para a garota frágil, justo para a sua personalidade fraca que a torturavam em todos os seus sonos.
Ninguém sabia do passado da pequena Thalia, ninguém sabia dos seus problemas e traumas, nem mesmo os seus psicólogos, e todas as noites a pequena se deitava sobre a sua cama e pensava o quanto mais ela iria aguentar. A garota dos olhos azuis cintilantes caiu sobre a sua cama e enterrou o seu rosto entre as almofadas se amaldiçoando pelo o ocorrido.
Ela se encolhe sobre a sua cama tentando, se possível acabar com a sua mente, ou talvez consigo mesma. Ela respira profundamente como todas as vezes que tenta seguir em frente, mas dessa vez, ela apenas puxou o ar para o pulmões e voltou a chorar selvagemente, desejando estar em outro lugar, ou ser até outra pessoa.
Como se os fragmentos do seu coração estivessem cada vez mais partidos e espalhados sobre o seu quarto, ou pela a aquela tarde de quando era criança.
Ela chorava mais ainda a se lembrar do ocorrido e relacionar a sua infância atordoada, como se com as lágrimas a sua dor também iria sair, mas mesmo assim ela estava ali, presente com a morena.
Ela se sentia afogada pela a as próprias lágrimas e sendo esfaqueada pela a própria dor, como se ela estivesse em uma ruína, caindo cada vez mais, estando mais sozinha e presa nos inúmeros pensamentos.
E então nos últimos anos ela aprendeu a evitar as pessoas. Todo mundo.
O garoto moreno estava parado na sala de piano, com o seu maxilar tenso e a camisa amassada, ainda com o gosto dos lábios de Thalia. Ele nunca teria tido essa reação se não fosse o irmão da garota a falar para se manter afastado da mesma. Mas aliás, quem na vida não gosta de desafios?. Ele pensou em correr atrás da garota, e pedir-lhe desculpa pelo o seu jeito agressivo e infantil, mas o seu orgulho gritava mais alto.
Ele apenas arrumou a camiseta e os cabelos negros os ajeitando e passando a mão sobre os seus lábios carnudos e inchados pela a pressão do beijo. Ele saiu da sala recendo um ar frio da sala de jantar e respirou fundo indo para a sala de estar.
Jason ainda permanecia adormecido no sofá enquanto passava um jogo de lacrosse qualquer na TV. Ele pensou em acordar o amigo e pedir indiretamente um conselho, mas descartou essa possibilidade quando o seu celular tocou revelando o nome de uma garota no crã brilhando, o fazendo sorrir, e sair da casa dos Grace.
|| THALIA ||
Gostava de poder parar com os meus choros e pequenos gritos, mas eu fui interrompida quando a porta da frente bateu com tamanha violência e eu sabia que o moreno selvagem teria ido embora, junto com a minha dignidade.
Forcei a me sentar na cama e limpar as minhas lágrimas, eu me sentia exausta mesmo por esses poucos minutos a chorar, já podia sentir a minha cabeça dar sinais de enxaqueca, mas não teria eu forças para ir pegar um comprimido.
Passei a mão pelo o meu rosto limpando as lágrimas da minha bochecha e recolhendo os meus joelhos para o meu peito, colocando o meu queixo em cima dos mesmos.
Era como se eu tivesse vivido o mesmo episódio de novo, mas de uma maneira menos traumática, era como se ambos estivessem relacionados a um trauma e eu fosse forçada a o encarar diante dos meus próprios olhos, e sozinha. Então de um momento para outro era como se o suicídio me parecesse uma ideia confortável, e então eu penso mais um pouco e descubro que eu sou suficiente fraca para acabar com a minha própria vida.
Voltei a me deitar sobre a cama fitando o teto branco e sem graça, por momentos pensei em dormir mas um sentimento de medo me percorreu as veias a lembrar dos sonhos que tenho, e com esse ocorrido só pioraria.
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