Terra do Ontem

1 O Anel que Guiava a Caravana


Notas iniciais
Em uma região praticamente inabitada, uma pequena loja de utilidades fixa um ponto onde caravanas, diligencias e andarilhos podem encontrar serviços e abrigo, mas quando uma caravana chega ao local pedindo serviço, a senhora dona do estabelecimento exigi algo grande em troca do serviço, ela consegue, mas se arrependerá do que pediu.

Em um pequeno comercio no meio da estrada, uma senhora observa ao longe o que parecia ser uma caravana. Ao aproximar-se do pequeno comercio, a senhora olha com curiosidade a caravana, de onde desce um senhor com uns 40 anos aproximadamente, que logo lhe dirige a palavra

– Minha nobre senhora, me chamo Gonçalves, um rico fazendeiro que acompanho parte dos meus bens pra cidade a fim de depositá-lo. Infelizmente trouxemos pouca comida, mas vejo que a senhora possui a única propriedade em um grande raio de distancia. Dê-nos algo para comer e nos a recompensaremos.

A senhora olhou de cima pra baixo o senhor de vestis estranhas e maquiagem na cara. Depois olhou pro que pareciam ser seus escravos – Só possuo uma pobre galinha que põe ovos para minha alimentação. Além disso, deve ser pouco para vocês.

– Não se preocupe, eu pagarei bem; e com o dinheiro, a senhora poderá encomendar varias sacas de alimentos e também galinhas. Só não fazemos isso por não podermos esperar.

A Senhora observou o lindo anel no dedo do senhor e logo se põe a falar: “dou-lhes a galinha e ainda a preparo, mas você me dará esse belo anel.

– Não posso! Peça outra coisa! Esse anel é precioso pra mim.

– O anel ou nada feito.

– Tudo bem, dou-lhe todos os meus bens na caravana, mas nada de anel.

Com um sorriso no rosto, a senhora disse: “o anel”

E o acordo foi feito; pelo anel, a senhora matou e preparou a galinha para os homens na caravana. Alimentados, a caravana seguiu viagem e a senhora se põe a contemplar o anel

No dia seguinte, a senhora acordou com o anel solto na cama e o dedo no qual ela tinha posto o anel, sumido. Passou o dia preocupada, mas voltou a usar o anel em outro dedo.

No dia seguinte, ela acordou com uma pontada no braço produzido por algum relevo; ao por a mão e observar o objeto, ela viu o seu anel. Rapidamente ela olhou sua mão e viu que o dedo que ela usava o anel tinha sumido. Pois o anel em outro dedo e logo se arrumou para a labuta. Esperando receber algum freguês que pudesse dar alguma resposta.

No mesmo dia, veio ao comercio uma caravana de ciganos. Enquanto alguns ciganos faziam a manutenção, a senhora afastou-se do comercio e foi ao encontro de um cigano bem mais velho, que estava sozinho num canto.

– Por favor, senhor cigano, quero lhe...

A senhora foi rapidamente interrompida pelo cigano que logo falou: “E mesmo assim a senhora está usando o anel. Não posso ajudá-la já que se trata de algo além da minha compreensão”.

Assustada, a senhora falou: “então, há nada a fazer?”.

– Claro que há. Mate-se e cuide para que façam enterrá-la com o anel.

A senhora ficou petrificada de medo e horror; não conseguia nem mexer nem falar; parecia ter sido levada pra outra realidade, onde apenas o Nada prevalece; não chegou nem a cobrar os serviços prestados à caravana de ciganos.

Esse foi o ultimo registro confiável sobre ela. Alguns comerciantes que chegam a passar pelo comercio da senhora, juram que a viram morta na cama, sem nenhum dedo na mão e aparentemente nenhuma ferida e com o anel solto na cama. Outros chegam a afirmar que a viram ser enterrada por uma caravana de ciganos, que segundo relatos, aconteceu no dia em que foi morta.