Terra do Ontem

3 Meu revolver não atira balas de prata


Notas iniciais
Um xerife é chamado para resolver uma ocorrência em seu pequeno condado, mas vai descobrir que não é uma ocorrência qualquer. Enquanto escrevia essa historia, tive muitas imagens das cenas, talvez influencia de filmes westerns que ando assistindo. Espero que gostem

O xerife Rhames para a viatura, abre a porta e sai do carro

– Xerife, ainda estamos longe – o policial amigo do xerife sai do carro

– Não estamos, consigo sentir a presença – ele ajeita seu chapéu de couro com abas largas dobradas no meio – Vamos, no caminho você me conta melhor.

Enquanto eles caminha entre uma pequena estrada de terra em meio a uma floresta, o policial comenta o ocorrido.

“Dois rapazes bem apessoados chegaram ao condado alegando que estavam a negócios e foram bem recebidos pelos moradores e logo conseguiram arranjar namoradas. Todas as manhãs, essas garotas do condado iam até o quarto dos forasteiros, que estavam no chalé da dona Ann, e só saiam no crepúsculo e era quando os dois rapazes iam “trabalhar”. Essa rotina estranha ficou mais estranha quando começaram a acontecer crimes brutais à noite e em alguns casos, as vitimas tinham o pescoço estraçalhado e com pouco sangue.

– Não era por causa do pescoço estraçalhado, era?

– Não. Foi verificado que o sangue havia sumido. Mas isso até o corrido de hoje, no qual foi relatado que os forasteiros foram vistos estuprando as respectivas namoradas, aí tentando fugir, os dois fizeram-nas de reféns em frente a chalé onde estavam.

Após alguns segundos, o xerife comenta consigo mesmo: “São vampiros. Sem duvidas. Espero que não haja policiais, eles gostam de serem reféns dessa corja”.

– Não há policiais. Você foi o único que foi chamado.

– Ainda bem. Veja! Estamos chegando.

“Saiam daqui seus idiotas! Só assim ela vai viver!”, diz um dos vampiros segurando com força o pescoço de uma das vitimas, abraçando-a com bastante força.

Um tiro é dado e arranca o braço do vampiro. Ele grita de dor e abre monstruosamente a boca, deixando a vista seus grandes e afiados dentes. Logo o mesmo vampiro recebeu um tiro no pescoço, que deixa a cabeça com um pequeno suporte do resto do pescoço e cai.

O xerife e o policial aparecem ao longe.

– Belo tiro xerife. È difícil acreditar que o senhor é humano – diz o policial

– Por quê? Eu apenas atirei nessa aberração.

– Seu policial! Abaixe a arma! – grita o único vampiro vivo, segurando a refém – deixe-me ir e nada farei de mal a essa refém!

– Eu sou xerife! E como assim “não fará mal”? Olhe só para a sua refém! Você não acha que ela já foi bem maltratada? Olhe a refém do seu amigo que acabei de matar. Deitada num poço de sangue, abalada, cansada...

–Cale a boca! Abaixe a arma! – o xerife abaixa a arma- agora se vire enquanto fujo! Eu prometo deixá-la num local seguro.

– Tudo bem – o xerife põe a arma no coldre – posso ajeitar meu chapéu? – ele espera receber alguma resposta, mas quando não recebe, ele ajeita o chapéu – olha garoto, não posso deixá-lo ir. Não tenho como acreditar que você deixará a refém num local seguro e ainda tem o fato que eu tenho uma reputação a zelar.

– Cale a bo... – ele recebe um tiro na cabeça.

O vampiro fica tonto e ergue a boca para matar a refém, mas recebe vários tiros dos quais três foram no pescoço, que é despedaçado e cai a cabeça.

– Não é á toa que você é conhecido como o “tiro mais rápido do leste” – diz o policial.

– Espero que por hoje seja só.

– Ahn, é sim. Vá descansar, você merece.

– Quer carona?

– Não, não. Eu vou ter que esperar a pericia, muito obrigado.

Rhames apenas sorri para o policial, ajeita o chapéu, põe a arma no coldre e segui caminho em direção ao carro.