Terra Firme.

1 Capítulo 1


Notas iniciais
Enjoy sweetheart ;*

"(...) Mas na verdade, essa historia de que podemos enterrar o nosso passado nunca me convenceu. De uma forma ou de outra ele sempre da um jeito de voltar e bagunçar tudo de novo. Mas dessa vez eu preciso colocar um ponto final. Dessa vez preciso enterra-lo definitivamente para só assim poder viver em paz. Sei que voce não vai entender, e longe de mim querer te fazer entender uma coisa dessas, mas isso é uma guerra e como em toda guerra, alguem tem que perder para alguem ganhar. Então caso eu perca, só quero que saiba que voce foi minha terra firme nesse mar agitado que sempre foi minha vida. Voce me tirou da escuridao, me apresentou á luz, me fez alguem melhor.
Me desculpe por isso.
Love,
KB "

Um dia atras...

–Voce não pode fazer isso! -gritou Castle, indignado. -Voce não pode jogar sua vida idiota fora!!
–O que é isso agora? -gritou Kate -A vida é minha ok? Não me venha bancar o protetor!
–Bancar o protetor? -riu ele sarcastico. -Tudo bem, vá, faça isso mesmo. Arme uma emboscada para matar o Senador, atravesse voce mesma uma bala pela cabeça dele e jogue sua vida fora!
–Castle voce não sabe o que é ter a mae assassinada e por anos nao poder fazer nada. -disse ela, a raiva transbordando por cada palavra — Mais agora eu posso e vou fazer, pela memoria de minha mae.
–Oh claro! — gritou ele, elevando as maos ao ceu. -Sua mãe ficara muito lisonjeada e agradecida por ver a filha dela se tranformar em um mostro.
–Voce nao me conhece... -gritou ela. — Sai da minha casa. AGORA!
–Ok Kate, se vai jogar sua vida fora não espere que eu esteja lá para ver. Alias, não espere me ver nunca mais! -bravejou ele, saindo e batendo a porta do flat atras de si.


Beckett se sentou aos prantos no sofa. Não imaginou que seria assim, não queria ter dito aquelas coisas, não queria te-lo visto saindo daquela forma. Mas agora estava feito, nao dava pra voltar atras. Limpando as lagrimas com as costas da mão, Kate foi ate o quarto, quase que no modo automatico. Tirou a arma da gaveta e a conferiu: Estava carregada. Agora era só esperar a oportunidade certa e mandar pro inferno a alma daquele que matou sua mãe. Era agora ou nunca.

Kate passou a noite em claro, estudando o trageto, estudando as possibilidades. O Senador estaria rodeado de seguranças e não seria tão facil chegar ate ele. Pela manha nada havia mudado. Ela nao havia pregado o olho e ir para a delegacia não estava em seus planos. Logo o telefone começaria a tocar e alguem viria lhe procurar em casa, então ela teria que ser rapida. Antes de partir tinha que fazer algo, ou melhor, escrever algo. Sentou-se a escrivaninha com os olhos marejados e as mãos a tremer, pegou o papel e começou a escrever:

"Dear RC,
A morte de minha mae me fez quem eu sou. Me definiu. E por anos eu fui exatamente uma sombra a procura de justiça e nada mais. É engraçado como um ser humano pode derramar sangue inocente assim, como se fosse nada. Sera que ele pensou na familia de Johanna Beckett quando a matou? Sera que ele pensou em como ficaria a vida daqueles que teriam que dia apos dia aceitar a morte, ou melhor, o assassinado dela? Sera que ele pensou em alguma coisa? Agora nao faz diferença. Minha vida poderia ter sido diferente, eu poderia ter sido diferente, mas a dor me lapidou. Tentei seguir em frente, deixar tudo para tras, enterrar esse passado. Mas na verdade, essa historia de que podemos enterrar o nosso pessado nunca me convenceu. De uma forma ou de outra ele sempre da um jeito de voltar e bagunçar tudo de novo. Mas dessa vez eu preciso colocar um ponto final. Dessa vez preciso enterra-lo definitivamente para só assim poder viver em paz. Sei que voce não vai entender, e longe de mim querer te fazer entender uma coisa dessas, mas isso é uma guerra e como em toda guerra, alguem tem que perder para alguem ganhar. Então caso eu perca, só quero que saiba que voce foi minha terra firme nesse mar agitado que sempre foi minha vida. Voce me tirou da escuridao, me apresentou á luz, me fez alguem melhor.
Me desculpe por isso.
Love,
KB "

Colou o bilhete no espelho, ja que logo o achariam. Vestiu as roupas que havia separado para a guerra, conferiu mais uma vez se a arma estava carregada, beijou o anel de sua mãe e saiu, sem saber ao certo se voltaria. Dirigiu feito louca, repassando mentalmente o plano uma dezena de vezes. Iria agir sozinha, não queria envolver mais ninguem nessa loucura. Estacionou o carro a uma quadra do lugar onde o Senador estaria em menos de meia hora. Agora era só esperar...

Notas finais
Então?