Terapia do Amor
5 Uma Outra
... Mas o que eu sei ...
Capitulo 4 – Uma Outra.
Rin ficou muda, gostaria de conhecer tudo sobre aquele homem, ajudá-lo, mas ele era mais fechado que uma árvore, mais silencioso que um relâmpago, mais bonito que Brad Pitt (*.*). Queria salvar sua vida.
Continuaram a caminhar em silêncio, entrando na cidade Rin começou a tagarelar novamente, apontava em todas as direções mostrando a Sesshoumaru como chegar ao parque e os pontos mais importantes da cidade. Sentaram-se em um banco para descansar. Sesshoumaru olhava as estrelas impressionadas com um céu tão limpo.
- Aprendeu o caminho? – perguntou ela.
- Sim, na verdade senhorita Higurashi, eu nasci aqui em Yama.
- Sério? – perguntou surpresa. – Aliás, tudo em você é serio, queria me desculpar.
- Sim, eu nasci aqui e vivi durante cinco anos, quando minha mãe abandonou nossa casa meu pai decidiu se mudar para Londres, ele tinha parente lá.
- Entendo. Onde ele está agora?
- Faleceu há alguns anos. Hoje tenho um meio-irmão, uma cunhada e uma madrasta que foi minha verdadeira mãe.
Rin sorriu.
- E o que sabem sobre sua doença?
- Não muito, eu desapareci antes dos diagnósticos totais e segui viajando durante duas semanas até vir parar aqui.
- E pretende ir embora? – perguntou aflita.
- Depende do que me prende aqui. — ele encarou-a e ela prendeu a respiração.
- Então ai está? Pensei que tinha aceitado sair comigo hoje Rin.
- Oh Kohaku. – disse levantando-se – Eu esqueci completamente, me perdoe. O senhor Tashio me pediu um favor e eu esqueci.
- Não seja por mim, pode ir Rin.
- Não senhor, não posso deixá-lo voltar sozinho. O senhor pode passar mal, visto sua condição. – disse ela, ele franziu o cenho.
- Pensei que tinha mais consideração por mim Rin, pelo menos tivesse recusado não me dado um bolo. – disse Kohaku irritado. – Para sair com outro homem, o que há demais nele? – gritou Kohaku.
Sesshoumaru ergueu uma sobrancelha.
- Ora Kohaku, não se trata disso. — disse ela corada.
- Esqueça Rin – disse ele indo embora. Ela sentou-se confusa.
- Acho que o seu namorado ficou irritado. – comentou Sesshoumaru.
- Ele não é meu namorado. – rebateu Rin – Apenas um amigo que me convidou para sair, porque passo maior parte do tempo em casa, trabalhando.
- Então não vou te fazer perder essa noite. Onde posso levá-la para jantar?
- Não se incomode senhor Tashio. Não há porque fazer isso se não quiser.
- Eu quero. Deixe-me agradecer por ter me trazido até aqui.
Ela indicou o lugar do outro lado da rua e tiveram um jantar agradável, de pouca conversa, mas Rin já estava se acostumando com aquele homem de modos estranhos e poucas palavras. Saíram do restaurante e Rin encontrou duas amigas que ficaram visivelmente encantadas com Sesshoumaru. Começaram a fazer o percurso de volta, saindo da cidade e pegando a estrada secundária que levava a mansão, ventava e Rin encolheu-se de frio.
Como se fosse algo normal Sesshoumaru passou o braço em torno dos ombros dela.
- Acalme-se. – disse ele quando ela o olhou atordoada – Só estou tentando ajudá-la.
Rin nada disse, mas aproveitou o calor oferecido por ele, dando uma risadinha quando se lembrou de Sango chamando-o de homem de gelo. De repente ele parou.
- O que foi?
- Parece que vocês têm visitas.
- Não conheço esse carro. – disse ela.
\' Mas eu conheço \' pensou ele.
- Que bom que chegou senhor Tashio. O senhor tem visitas. – disse Maeda sorridente.
- É percebi. Onde ela está?
- Na sala de visitas esperando o senhor.
- Obrigado senhora Higurashi. – Sesshoumaru se foi.
- Quem está ai mamãe? – perguntou Rin.
- Uma moça elegante, disse que era namorada dele.
- Namorada? Ele não me disse que tinha uma. – disse Rin triste.
- Rin... O que aconteceu? – perguntou Maeda.
Rin explicou tudo com detalhes à mãe, a historia dele, o encontro com Kohaku, o jantar...
- O café está pronto. Pode servir a eles por mim? – perguntou Maeda.
- Claro que sim. – respondeu Rin pegando a bandeja.
Rin parou a porta escutando a conversa alguns instantes, não que fosse intrometida, mas queria saber o que se passava dentro da sala.
\' – Mas eu não entendo Sesshy, porque nos deixou repentinamente. E terminou comigo sem explicação? Acho que eu tenho direito de saber. – disse uma voz pouco irritada dentro da sala.
- E eu já lhe respondi Kagura. Eu resolvi mudar de vida, começar novamente e estou reunindo tudo que preciso, e você não está nesta lista. – disse ele simplesmente.
- Como assim? Achei que fossemos nos casar, sei que você ainda me ama.
- Então entendeu errado. Mas uma vez Kagura e pela ultima espero que entenda que o que eu ainda sinto por você ...
Rin não queria mais escutar, estava magoada e nem sabia o porquê. Também não era de sua conta aquela conversa. Bateu na porta e a voz da mulher soou depois de alguns instantes ordenando que entrasse.
- Licença. Minha mãe pediu que servisse o café.
- Obrigado, demorou demais, já perdi até a vontade. Pode levar. – disse Kagura observando Rin da cabeça aos pés.
É claro que ela nem se comparava com uma mulher tão rica e fina. Rin continuou onde estava com a bandeja nas mãos.
- Pode deixar Rin, muito obrigada. – Sesshoumaru aproximou-se. – Pode me servir uma xícara? Pouco açúcar, por favor. – e ficou ao seu lado brincando com algumas mechas do seu cabelo negro enquanto ela servia.
Kagura ficou a observar a cena sem nada dizer.
- Licença. – disse Rin e saiu levando consigo a bandeja voltou a escutar atrás da porta.
\' – Como eu dizia, espero que entenda que nada mais existe entre nós. Não tenho mais desejo de continuar esse relacionamento. – disse ele sentando-se.
- Por uma camponesazinha – disse Kagura, ele ergueu as sobrancelhas — Ora Sesshoumaru pensei que tivesse gostos mais refinados. Quando você cansar do seu novo brinquedinho como da ultima vez, me liga. Talvez eu ainda esteja disponível pra você. Pode não confessar, mas sempre volta pra mim.
Rin deixou a bandeja sobre a mesa da cozinha e correu ao seu quarto, naquele momento sozinha, se pôs a chorar.
Notas finais
Oie...
me senti muito feliz com as reviews dessa semana.
Espero que eu continue sendo digna de receber mais,
e pra criar expectativa...
No próximo capitulo...
- Pode me dar amor? – perguntou ele de repente.
- Amor? – Rin estava visivelmente confusa. – O que quer dizer com isso?
- Não dizem que o amor sara todas as feridas.
hahahahahaha....
Kissus
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