Terapia do Amor
14 Tem Futuro?
Capitulo XIII – Tem Futuro?
"A leucemia é uma doença maligna dos glóbulos brancos (leucócitos) de origem, na maioria das vezes, não conhecida. Ela tem como principal característica o acúmulo de células jovens (blásticas) anormais na medula óssea, que substituem as células sangüineas normais..." – lia Rin o segundo livro dos que Izayoi comprara.
Claro, a família estava fazendo um rodízio com aqueles livros para conhecer melhor a doença que abatera Sesshoumaru, e não só ele, mas toda família. Desde que ele começara o tratamento a rotina de todos haviam sido alterada. Rin e Izayoi faziam revezamento e passavam a maior parte do tempo no hospital, Kagome e Inuyasha dividiam-se entre o trabalho e o hospital, mas ficavam sempre pouco tempo por lá.
- Rin, me desculpe a demora. Acabei perdendo a noção do tempo no trabalho, está com muita fome? – disse Kagome sentado ao seu lado.
- Um pouco, confesso. – disse Rin fechando o livro e sorrindo.
- Até que enfim. Fico feliz em ouvir isso, vamos.
- Mas a Iza ainda não chegou.
- Já liguei para ela, está a caminho. Vou te levar para almoçar e depois te deixar em casa. – disse Kagome levantando-se.
- Tudo bem. – disse Rin seguindo-a.
- Sua mãe ligou hoje de manhã depois que você saiu. – disse Kagome dando partida no carro – Disse que estava preocupada, há três dias que você não mantém contato.
- É que ela não sabe que estou em boas mãos. – respondeu Rin sorrindo e recebendo um sorriso de Kagome de volta – Então fica preocupada.
- Mas você tem que dá noticias a ela. Quando eu vim morar aqui em Londres, meus pais me ligam todos os dias, e ainda apareciam de surpresa. – comentou Kagome – Quando comecei a namorar o Inu, nossa, eles quase se mudaram para cá.
- Você não morava aqui antes? – perguntou Rin.
- Ah não, eu também morava em uma cidade pequena, mas acho que maior que Yama. Vim para cá a estudos.
- Hum, e o que estuda?
- Estudava. Me formei há mais ou menos dois anos, fiz arquitetura. Quando estava perto de concluir e já namorava o Inuyasha, o Sesshoumaru me ajudou. Foi ele que me colocou na empresa que trabalho hoje. – disse ela parando em um sinal – Sou muito grata a ele por isso. O Inuyasha e a Izayoi o acham muito insensível, mas acho que no fundo ele tem um lado bom. – piscou para Rin.
- E como conheceu o Inuyasha? – disse Rin um pouco corada.
- Na faculdade. Na verdade conheci primeiro o Houjo, depois o Inuyasha, que era amigo dele. O Houjo fazia medicina, o que era inacreditável para uma pessoa como ele, até hoje nos perguntamos como ele se formou já que a vida dele era só farra. – gargalhou ela, parando no estacionamento de um restaurante – O Houjo fazia uma optativa comigo não lembro bem o que era, só lembro que ele inventou de fazer a matéria por causa de uma menina que era da minha sala, que ele estava paquerando.
Kagome desceu do carro sendo seguida por Rin, adentraram no restaurante e escolheram uma mesa num canto mais reservado.
- Espero que goste da comida. – disse Kagome sentado-se – Bem, essa menina era minha amiga, assim eu conheci o Houjo. Numa festa da faculdade nos encontramos e ele estava com o Inuyasha, acho que foi a primeira vista, mas ainda demoramos um tempo a começar a namorar. Eu já estava no quinto semestre, mesmo assim não sabia como meus pais iam reagir, porque tinha vindo para cá a estudos, não a namoro.
Foram interrompidas pelo garçom e fizeram os pedidos.
- Enfim, foi assim. – sorriu ela no final. – Mas você que merece o prêmio de 'Consquitadora n°1', conquistou meu querido cunhado de 'pedra'.
- Ah. – disse Rin sem jeito – Não é bem assim, além do mais a Kagura já tinha feito isso antes de mim.
- Está de brincadeira? Nunca. Poderiam passar anos e ela não seria capaz de tal proeza. O Sesshoumaru nunca gostou dela de verdade, acho que aceitou a proposta dela só para se ver livre. – disse Kagome abanando as mãos – Para começar, ela que 'pediu' ele em namoro e depois, eles quase nunca se viam. Ele sempre fugia dela.
- Mesmo assim não entendo, se não gostava dela, por que ele aceitou? – questionou Rin.
- Sei lá, você que é a namorada dele. Pergunta a ele, ora.
- Eu? Eu não quero me meter em nada disso, o passado é passado. Quero viver só o agora e o futuro com ele.
- E quando ele ficar curado, você vai voltar para Yama? – perguntou Kagome.
Rin sentiu-se confusa, no fim das contas ainda não tinha pensado nada a respeito daquilo. Quando Sesshoumaru estivesse curado, que motivos teria para estar ali? Sua mãe iria querer que voltasse a Yama, mas ele não ia querer ficar em um lugar como aquele. Até porque já tinha uma carreira formada e um grande nome, uma cidadezinha de interior não fazia o perfil de alguém como Sesshoumaru.
- Por que não fica aqui e começa a estudar? Ou pretende ficar em Yama para sempre? – perguntou Kagome.
- Acho uma boa idéia. – sorriu Rin – Antes do Sesshy aparecer minha mãe falava sobre isso, sobre o rumo que minha vida devia tomar. Mas, não vamos ter condições de me manter aqui e ainda pagar meus estudos.
- Podemos dar um jeito nisso, o Sesshoumaru dará. – disse Kagome observando o garçom se aproximar com os pedidos. – Estou faminta. Que tipo de carreira gostaria de seguir?
- Essa é uma pergunta difícil de responder. Gosto de biologia e gastronomia. – respondeu ela já comendo.
- Pensei que talvez pudesse fazer enfermagem ou medicina já que gosta de cuidar de pessoas. – disse Kagome 'devorando' seu prato.
- Mas não gosto de vê-las sofrer, não iria dar certo.
O almoço seguiu embalado em uma conversa animada entre as duas. Kagome incentivando Rin a escolher a carreira que fosse promissora e ela se identificasse. Quando Kagome foi deixa-lhe em casa ela comentou:
- Atrasei-lhe muito? – perguntou Rin preocupada.
- Não. E mesmo se tivesse, meu chefe é grande amigo do Sesshoumaru e está muito sensibilizado com ele. Só não pode ainda fazer uma visita porque estamos muito atarefados. – disse Kagome tranqüilizando-a.
- Ah o Sessshy, vai ter alta amanhã. – disse Rin batendo palmas – Estou tão feliz, foi difícil obrigá-lo a ficar lá todos estes dias. – completou descendo do carro.
- É verdade. Iza já te levou para comprar uma roupa para ir buscá-lo?
- Já, ela não poderia perder essa oportunidade. – despediu-se de Kagome e entrou 'em casa' acenando para o velho porteiro ao passar.
Já sentia-se em casa mesmo, pois todos a tratavam como se fosse. Naquele momento não havia ninguém por lá, já que Kagome e Inuyasha estavam trabalhando e Izayoi no hospital. Quando cruzou porta do seu quarto percebeu o quanto estava cansada depois dos dez longos dias de tratamento inicial de Sesshoumaru. Agora, finalmente ele retornaria e Rin estava ansiosa para revê-lo mais intimamente. No hospital nunca tinham um momento totalmente a sós e que Sesshoumaru estivesse acordado, porém quando isso acontecia ela tinha oportunidade de demonstrar o quanto estava apaixonada por ele, com carinhos e cuidados, recebendo dele a mesma coisa. Ela sabia que Sesshoumaru era um homem de temperamento difícil e quase gélido, isso não impedia de amá-lo e no fundo sentia que ele correspondia de verdade, e da sua forma, aos sentimentos dela.
Assustou- se quando ouviu o toque do celular.
- Alô. – disse sem prestar atenção ao nome que aparecia na tela.
- Oi meu anjo, você foi embora sem falar comigo. – reclamou ele do outro lado.
- Sesshy. – exclamou ela muito contente – Quando eu saí você ainda estava dormindo, e eu tinha que vir logo porque a Kagome ainda ia trabalhar.
- Não aceito a desculpa. – disse ele do outro lado.
- Sesshy, não posso dar trabalho a sua família. Eles já estão sendo bons demais comigo.
- É obrigação deles Rin. Bem, preciso desligar o Houjo chegou para me tirar à paciência de novo, não vejo à hora de sair daqui.
- Beijo Sesshy.
- Tchau.
Rin tomou um banho para dormir um pouco, mas quando percebeu já era noite e Kagome estava chamando na porta do quarto. Levantou ainda sonolenta e meio confusa.
- Kagome. – disse abrindo a porta e bocejando.
- Ah, estávamos preocupados. Não vai jantar? – respondeu a outra.
- Sim. – disse Rin – Não sei.
- Vamos. – disse Kagome rindo e conduzindo-a a mesa.
O jantar foi embalado a poucas conversas entre Kagome, Inuyasha, Izayoi e Rin. Todos cansados demais até para conversar. Depois da breve refeição, Rin recolheu-se novamente e voltou a dormir logo. Estava ansiosa pelo dia seguinte, por isso acordou cedo, bem disposta e muito feliz.
- Bom dia. – disse com o sorriso reluzindo.
- Nossa, isso tudo é felicidade. – perguntou Inuyasha – Como a vida pode ser tão injusta? O Sesshoumaru não merece isso. – fez um breve comentário para ele mesmo, mas sendo ouvido por toda mesa.
- Não fale assim do seu irmão. – repreendeu Izayoi batendo nele com um guardanapo – Ele nunca foi má pessoa.
- Depende dos termos. – replicou Inuyasha.
Izayoi lhe fez uma careta. Inuyasha passou a se distrair com o jornal matinal e as mulheres embalaram numa conversa animada sobre a decoração da área externa da casa que estavam pensando em reformar. Foram conversando todo o caminho até o hospital, diante de tantas idéias.
- Olá Houjo. – saudou Inuyasha – Vejo sua tristeza em separar-se do seu paciente mais querido. – continuou, sarcástico.
- Com certeza. – afirmou Miroku – Chorei a madrugada inteira por isso.
- Está mais magro doutor. – comentou Rin.
- Obrigado por notar senhorita Higurashi, é mesmo um anjo.
- Já podemos ver o Sesshy. Quer dizer, e levá-lo para casa? – perguntou empolgada.
- Bem, o Sesshoumaru tem uma surpresa para vocês e eu tenho outra. É melhor ver a dele primeiro.
Os quatros de entreolharam se questionando o que seria, por fim Rin antecipou-se abrindo a porta.
- Bom dia... Sesshy o que você... ?
Notas finais
Não podia perder a oportunidade de deixar o fio da meada solto! Obrigado pelas palavras de apoio e carinho que recebi essa semana: Arlequina, Laica (seja beem viindaa!)sinto-me honrada em ser a primeira; vocês me fizeram postar o capitulo dessa semana.
Senti que não fui digna de outros reviews, e me senti abandonada ... =(
(quanto drama!)...
Mas, postei esse assim mesmo, tenho que recuperar o tempo perdido... O próximo também já está pronto, se eu tiver apoio (alguém pra ler) eu posto logo. Estou arrumando as coisas aos poucos!
Só isso...
Kissus
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