Terapia do Amor

11 Sono Profundo, Sono Final?


Notas iniciais
Tristinhaa!

... Terapia do Amor, pros seus sentimentos...


Capítulo X – Sono Profundo, Sono Final?

Rin observava a paisagem lá embaixo absorta em seus pensamentos. Nada sabia do que a esperava em Londres, um lugar distante de onde vivia e onde ninguém conhecia a não ser, ele.

Ele que naquele momento permanecia dopado no fundo do helicóptero. Será que realmente valeria à pena ariscar-se assim por Sesshoumaru? Ele nem sabia que ela estava ali...

De repente uma mão tocou a sua, Rin assustou-se e viu a mão da cunhada de Sesshoumaru sobre a dela, ela estava sorrindo. Como se chamava mesmo? ...

Kagome. Rin também sorriu meio sorriso e apertou a mão da outra.

A viagem demorou poucas horas e logo Rin estava novamente em terra firme. Diferente do hospital de Yama, o hospital de Londres, que em nada parecia um hospital normal, tinha heliporto.

Desceram e Sesshoumaru foi levado ao quarto, os médicos começaram imediatamente exames para avaliar sua situação atual.

- Kagome, por que não leva Rin para casa para que ela possa comer alguma coisa e tomar um banho. – perguntou Inuyasha – Vou ligar para Izayoi e pedir que prepare tudo para chegada de vocês.

- Não senhor Tashio. Eu posso me virar sozinha, não se incomode. – respondeu Rin que na verdade não tinha idéia do que fazer.

- Faço questão Rin, se você veio até aqui é porque se preocupa com o meu irmão. Isso é o mínimo que posso fazer. Aceite, por favor. – replicou Inuyasha.

Rin acenou positivamente com a cabeça, estava mesmo cansada eram 17h05min. Ela seguiu Kagome para fora do hospital e pararam no meio da rua.

- Não sabe o quanto é difícil conseguir um taxi desocupado essa hora em Londres. – sorriu Kagome. – Rin, não é?

- Sim. – elas entraram no táxi.

- Você é sempre tão calada ou já está pegando as manias do Sesshoumaru? – sorriu a outra.

- Não. – Rin sorriu também. – É só...

- Preocupação, eu entendo. Lembro-me quando o Inuyasha teve pneumonia, eles adoecem e parece que nós também. A aflição nos deixa cansada. Concorda?

- Concordo. Pensei que já tinha me acostumado com todos os hóspedes que temos, mas é... Diferente com ele. – ela estava corada.

- Entendo, não precisa ficar com vergonha. É bom que está aqui para nos ajudar a lhe dar com isso. Sesshoumaru é um homem muito fechado.

Rin sorriu. Kagome era uma mulher muito agradável, com seu enorme cabelo negro. Foram conversando todo o caminho. Rin pouco falava, mas Kagome insistia em distraí-la puxando sempre assuntos.

- Você vai gostar daqui. Digo de Londres, lá de casa. Quem sabe possa até ficar, não é mesmo? – perguntou ela piscando para Rin, em seguida desceu do taxi em frente a uma casa de muros altos. – Bem vinda ao lar Tashio.

Rin desceu e ficou observando ao redor. Todas as casas da rua tinham o mesmo estilo, porém não eram iguais. Kagome passou pelo portão cumprimentando um homem de meia idade ao entrar, e apresentou Rin. Mas a bela surpresa foi a casa, ou melhor, o casarão. Uma enorme casa de dois pavimentos em um terreno de muita área verde, como a sua em Yama.

- Olá, tem alguém em casa? – Kagome riu – Sempre tem alguém em casa, Izayoi?

- Kagome querida. – disse uma mulher entrando na sala – Eu estou tão preocupada, como ele está?

- Estável. Os médicos começaram exames para saber a situação atual dele. Assim que tudo estiver pronto o Inuyasha ligará para cá.

- Certo. – ela parou e olhou para Rin. – Oh queira desculpar minha falta de educação, eu sou Izayoi Tashio, mãe do Inuyasha e do Sesshoumaru. – ela parecia envergonhada.

- Rin Higurashi, é um prazer senhora.

- Oh meu Deus, será que estou tão velha. Nasceu-me uma nova ruga Kagome? – perguntou Izayoi em claro drama.

- Liga não Rin, a Izayoi odeia a palavra \'senhora\'. – explicou Kagome. – Onde a Rin vai ficar?

- No quarto ao lado de Sesshoumaru, já está quase tudo providenciado. Menos as roupas. Não sabia como ela era.

- Posso emprestar umas minhas, depois a gente ver o que faz. Venha Rin, vamos subir.

- Vou mandar servir o lanche a vocês lá em cima. – disse Izayoi a Rin.

- Obrigada. – disse Rin e seguiu Kagome.

A casa era simples, mas aconchegante. Simples em termos de decoração. Porque tudo ali deveria ser muito caro em termos financeiros. \' Coisas que não se encontram em Yama \' pensou Rin.

- Este é o quarto do Sesshoumaru. – indicou Kagome a primeira porta do corredor – Quando ele está aqui, mas normalmente passa a maior parte do tempo no apartamento dele no centro da cidade. Esse será o seu. – disse abrindo a segunda porta.

Rin observou o quarto alguns instantes, enormes janelas mostravam o dia escurecendo lá fora, havia bastante espaço para construir outro quarto ali dentro. A decoração em rosa, um enorme tapete felpudo, armários brancos combinando com a cama.

- Vou buscar algumas roupas, o banheiro é por ali. – indicando a porta à esquerda. – Pode ficar a vontade. A casa é sua, digo, nossa. – riu.

Já estava acostumando-se com Kagome, ela era sempre espontânea e alegre. Foi até o banheiro e despiu-se tomando um banho bem demorado, quando retornou encontrou uma pilha de roupas e uma bandeja com bastante comida. Sentou-se na cama de roupão e começou a comer, e seguida deitou-se. A imagem de Sesshoumaru desacordado lhe veio a mente, tão pálido. Tudo fruto da sua teimosia, orgulho.

Adormeceu. Nem percebeu que estava tão cansada assim, dormiu até o outro dia.

- Rin. – Kagome estava sentada ao seu lado.

- Senhora Tashio? Que horas são? – perguntou ainda sonolenta.

- Por favor, me chame de Kagome. – disse Kagome sentada em sua cama — São 09h00min Rin. Nós estamos indo ver o Sesshoumaru. Você vem conosco ou quer descansar mais um pouco?

- Eu vou com vocês, pode esperar enquanto me arrumo. Prometo que não demoro.

- Claro Rin. Eu ainda vou me arrumar também. O Inuyasha não ia gostar da idéia de me ver de roupão no hospital, não acha? – ela riu.

- Com certeza.

- Trouxe mais roupas, mas a Izayoi já vai providenciar algumas novas para você, depois que sairmos do hospital.

- Não queria dar todo esse trabalho a vocês.

- Quer isso, Rin. Estamos contentes que você esteja aqui, a Izayoi deve estar dando pulos de não ter a Kagura por perto.

- Como assim? – perguntou Rin curiosa.

- É que ela sempre se achava superior em tudo, a todos. Era irritante conversar com ela mais de 10 minutos, não sei como o Sesshoumaru a suportou. – disse Kagome revirando os olhos. – Vou me arrumar, esperamos você para o café, é uma espécie de cerimônia da casa, todos reunidos.

Rin acenou positivamente com a cabeça.

O café ocorreu tranqüilo, Kagome e Izayoi eram bem agradáveis e Rin sempre ria ao lado delas. Chegaram ao hospital as 10hr45min.

- Oh que bom que vocês finalmente chegaram. – disse Miroku quando as viu entrar, Izayoi estava com um enorme chapéu e óculos escuros chamando atenção por onde passava. – Izayoi pra que tudo isso aqui dentro?

- Tenho que me sentir confortável em todas as ocasiões. – disse ela retirando o chapéu – Onde estão meus filhos?

- Um saiu para o trabalho, o outro ainda dorme. Acompanhem-me até minha sala, por favor, precisamos conversar. Está ainda mais encantadora essa manha, senhorita Higurashi.

- Obrigado senhor Houjo. – respondeu Rin.

- Miroku para você. – disse ele gracioso.

- Tenho um pressentimento que o Sesshoumaru vai torcer seu pescoço Houjo, quando ele puder. – sussurrou Kagome enquanto entravam na sala.

Miroku fingiu não estar escutando.

- Bem senhoras – disse olhando para Izayoi e Kagome — E senhorita – olhando para Rin. – O estado de Sesshoumaru é complicado. Ele já deveria ter iniciado o tratamento, por isso que estamos planejando a primeira sessão de quimioterapia para esta tarde. – disse ele tenso.

- O processo é doloroso? – perguntou Rin.

- O processo não, mas as conseqüências podem ser. Frio, enjôo, vômitos, fraqueza, dores musculares são algumas delas. – respondeu o médico. – Começaremos com sessões de 7+3, ou seja, ele receberá tratamento intensivo nesta fase de dez dias, terá que continuar internado aqui.

- E quanto tempo pode durar o tratamento? – perguntou Kagome.

- Até três anos.

- Oh Deus nos ajude. – choramingou Izayoi apoiando a cabeça no ombro de Rin, ela estendeu a mão e tocou os cabelos da mulher.

- Ele ainda está dormindo, mas vocês podem vê-lo. Quer dizer, uma de cada vez e rápido. – disse Miroku.

- Vai você Rin. – disse Kagome – Eu tenho certeza que você deve estar querendo muito isso não é?

- Sim, mas a Izayoi é a mãe dele.

- Ela não pode entrar nessas condições, vai você. – incentivou Kagome.

Rin seguiu Miroku pelo hospital sendo levada a uma área mais afastada.

- Aqui é a UTI, não tem muito tempo senhorita Higurashi. – disse ele abrindo a porta e entrando em seguida.

Rin entrou e assim que seus olhos encontraram Sesshoumaru, lágrimas lhe vieram. Ele continuava na mesma situação, porém sem os tubos de oxigênio. Dormia profundamente, ela aproximou-se da cama lentamente segurando em sua mão.

Fria, como estava fria. A pele cada vez mais pálida, cada vez mais frágil, a cena era desesperadora.

Onde estava aquele homem forte que corria no jardim com Sango?

Lembranças.

Estava emagrecendo cada vez mais.

Rin não pode mais suportar, virou-se para janela, tentando conter o choro.

Notas finais
Aloo?
Tem alguém aii?
Se tiver respondeee...
eu não quero ficar sóoo....
T.T

A propósito que vocês estão achando dos ataques do galanteador Miroku para Rin? Rsrsrs...