Tequila
11 Morta
Notas iniciais
Os seis estavam na porta do banheiro, cuidando para que ninguém entrasse enquanto o corpo estivesse ali.
Quando uma equipe de policias chegou, ninguém teve a chance de dizer nada.
–Todos vocês vão para a delegacia comigo. -Ele mandou.
–Você está nos prendendo? -Esposito perguntou parecendo irritado.
–Estou!–O policial disse.
–Você não pode nos prender. -Kate se meteu na frente do amigo, e ficou cara-a-cara com o policial.
–Eu acho que posso sim. -Ele quase esfregou o distintivo na cara dela. -Agora, calem a boca e vamos logo.
Todos foram algemados e levados para a delegacia, os policiais olhavam feio para eles.
Assim que entraram, todos foram levados para uma sala de interrogatório e sabiam muito bem o que aconteceria agora.
Eles eram suspeitos de um homicídio. Teriam suas vidas investigadas e então seriam interrogados.
–Nós somos assim tão chatos com um suspeito? -Ryan perguntou.
–Quando eu sou o suspeito sim. -Castle respondeu e olhou diretamente para Beckett.
–Cala a boca Castle, você não está ajudando.
–Ele acha que nós somos assassinos?–Janny perguntou olhando para o marido.
–Ele acha. -Ryan respondeu.
–Esses policiais vão ver como eu posso ser uma assassina se não me soltarem logo. -Kate reclamou.
Castle estava pronto para fazer uma piada, mas a porta se abriu e dois detetives entraram.Antes de dizer qualquer coisa, tiraram as algemas de todos.
–Imaginem a minha surpresa ao descobrir que os meus suspeitos são detetives de homicídios da NYPD? -Um deles se sentou, jogando uma pasta em cima da mesa.
–Quem de vocês encontrou o corpo? -Ooutro policial perguntou.
–Você sabe que deve iniciar um interrogatório se identificando não é? -Esposito disse, antes que Jenny pudesse responder.
O policial sorriu. -Eu sou o detetive Parker e esse é meu parceiro Adams. Agora repetindo a pergunta: Quem de vocês encontrou o corpo primeiro.
–Eu. -Jenny disse em olha-lo.
–Senhora Ryan? Então vamos começar. Me conte tudo.
Jenny olhou para o marido, que deu um pequeno aceno com a cabeça.
–Nós já estávamos indo embora, mas eu precisei usar o banheiro. Quando entrei tinha uma mulher morta, toda cheia de sangue. Eu sai correndo e chamei meus amigos. Depois disse esperamos você chegarem.
–Só isso, não viu ninguém, nada suspeito?
Ela apenas fez que não com a cabeça.
Kate já estava impaciente, ela mexia a perna e batia com os dedos na mesa.
–Muito bem detetive Beckett, já vi que você é a nervosinha da turma. -O detetive Adams disse. -Fale.
–O assassino deu cinco tiros dentro do banheiro, quatro atingiram a vitima, e depois disso ele tirou as roupas dela, que por sinal então dentro do lixo na ultima cabine. -Ela sorriu orgulhosa. -O quinto tiro foi parar na parede de trás.
Beckett terminou de falar e olhou para Lanie, que até então estava calada.
–Apesar de todo aquele sangue, o que a matou foi o tiro na cabeça. A vitima provavelmente estava transando com alguém, você vai perceber quando olhar para o pescoço dela, ela também tem marcas roxas pelo corpo, isso indica luta e indica também que o assassino é um homem mais alto e bem mais forte que ela. -Lanie terminou de falar e sorriu, também orgulhosa de si.
–Um homem alto e forte como o senhor Castle? -O detetive olhou para ele.
–Eu sei que sou alto, forte e bonito, mas se está insinuando que eu sou o assassino, sinto muito. Não sou o seu cara. -Castle disse e sorriu.
–Eu não acusei o senhor de assassinato. -O detetive também sorriu.
–Detetive Parker, já viu quantos casos eu resolvi? -Beckett começou a falar, tentando ajudar Castle. -Acha que eu seria tão estupida a ponto de matar uma mulher e ainda chamar a policia? Acha mesmo que se eu matasse alguém o corpo seria encontrado? -Ela perguntou e todos ficaram em silencio.
–Detetive Beckett, você percebe que está sendo interrogada, não é?
–Sabe porque a Beckett é a melhor de New York? -Esposito perguntou aos detetives.
–Por que ela sabe como dominar um interrogatório. -Ryan completou.
–E vocês estão perdendo. -Castle sorriu.
Os dois detetives se olharam.
–Tudo bem, esperem aqui. -Dito isso saíram.
Não demorou muito, os dois voltaram, liberando todos.
(...)
–Rick?
–Sim. -Ele virou-se para Kate.
–Quero falar sobre aquelas filmagens... -Kate hesitou.
–Esquece aquilo, estávamos bêbados. -Rick deu um sorriso sem graça.
–Do mesmo jeito. -Kate passou a mão pelo cabelo. — Estou desconfortável com aquilo que aconteceu. -Kate sentia-se envergonhada.
–Calma Kate, foi até legal! -Ele sorriu, descontraindo.
–Isso que me irrita, estou aqui falando sério com você, e você fazendo piadinhas. -Kate o olhou seriamente.
–Kate, não é isso, me entenda. Estávamos bêbados, não foi nossa culpa. -Rick tentava convencê-la.
–Só falta você colocar a culpa na Tequila. Rick, por favor, né? -Ela cruzou os braços, claramente irritada.
Rick riu.
–Kate, só bebemos além dá conta. -Ele a olhou com cara séria. -As vezes parece que sou um completo estranho para você. — Rick disse.
–Não é isso...
–Ok. — Richard olhou-a fixamente.
Os dois estavam na frente da delegacia, esperando duas viaturas que iam leva-los de volta ao hotel. Os outros estavam um pouco distantes.
–Ei, vocês, as viaturas chegaram. -Lanie os chamou.
–Já vamos. -Rick e Kate disseram, trocando um ultimo olhar.
–Boa noite, sou o policial Travis e aquele encostado na outra viatura é o Moby, vamos leva-los de volta ao hotel.
–Oi, eu sou Ryan, essa é minha esposa, Jenny. Esses são Javier e Lanie. E aqueles dois são Castle e Beckett. Eles estão um pouco... irritados.
–Certo, vocês quatro vem comigo, e os dois de cara amarrada vão com o Moby. -Travis disse, indo em direção ao seu carro.
Lanie, Espo, Ryan e Jenny foram com Travis, Kate e Rick com Moby. Kate sentou-se no banco da frente e Rick no banco traseiro, fizerem o caminho todo em silêncio.
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