Tequila
9 Beijo
Notas iniciais
Castle e Beckett ficaram se olhando durante alguns minutos, ambos em silencio e sem saber o que estava acontecendo. Beckett foi quem falou primeiro.
–O que está acontecendo aqui Castle? -Ela perguntou aparentemente irritada.
–Eu não sei, me diga você. -Ele disse desenrolando a toalha e secando a parte de cima do corpo, sem se importar de estar apenas com uma cueca.
Beckett virou de costas.
–Eu esqueci meu celular aqui, a Lanie disse que você não estava e eu vim buscar. -Ela explicou.
–Seu celular não ficou aqui. -Ele disse já com uma bermuda vestida.
–É claro que ficou, eu não encontrei nas minhas coisas. -Ela disse. -Me ajuda a procurar.
–Tudo bem, mas eu tenho certeza que não está aqui.
Eles procuraram o celular dela, mas realmente não estava lá.
–Tudo bem, deve estar perdido no meio das minhas coisas. -Ela foi em direção a porta, mas lembrou que o seu cartão-chave estava com Esposito.
–Castle, abre a porta pra mim, meu cartão está com o Espo. -Ela resmungou.
–Porque seu cartão está com ele? -Castle estava confuso.
–Quem sabe porque trocamos de quarto, e ele me deu o dele e eu dei o meu pra ele. -Ela disse impaciente.
–Mas ele pediu o meu, disse que o seu ainda estava com você.
–Não, o meu está com ele. -Ela disse e parou. -E o seu também? Pra que ele quer dois?
Eles ficaram se olhando.
–Enfim, de um jeito de abrir essa porta. -Ela mandou.
–Tá, vou ligar pra recepção. -Ele foi até o telefone. -Não está funcionando.
–Como não? Perdi meu celular, estou presa aqui e essa droga de telefone não funciona? Ótimo. -Ela praguejou.
–Calma Beckett, não é tão ruim assim... -Ele começou a falar, mas parou assim que viu "O olhar".
–Certo, então podemos conversar esperar um tempo, talvez o telefone volte a funcionare ligamos pra recepção. -Castle sugeriu.
–Não tem nada pra conversar. -Ela sentou no sofá com os braços cruzados.
–Tem sim, nós dormimos juntos. -Ele disse.
–Não dormimos juntos. -Ela falou rapidamente.
–Dormimos sim, no sentido de realmente dormir, não... você sabe.
–Eu sei Castle, e dai? O que tem pra falar? -Ela perguntou irritada.
–Você não fala mais comigo, fica irritada como se a culpa fosse toda minha. -Ele sentou ao lado dela. -Eu não quero estragar o que temos por causa do que aconteceu.
Beckett apenas o olhou.
–Se você quiser que eu esqueça, eu vou esquecer, mas eu não quero que as coisas fiquem estranhas entre nós. -Ele disse de forma suave.
–Você não pode esperar que tudo fique normal depois do que aconteceu. -Ela disse com olhar triste.
–Porque Kate? Isso não vai mudar nossa amizade, não vai mudar nada. -Ele disse firme, achando que era isso o que ela queria.
–Mas devia mudar. -Ela gritou se levantando. -Droga Castle, devia mudar, eu acho que já está na hora de alguma coisa mudar. -Ela se virou de frente para ele. -Eu estou cansada de fugir, de fingir que não existe nada além de amizade entre nós.
Ao ouvir aquelas palavras Castle ficou parado sem saber o que dizer. Ele podia simplesmente agarra-la e dizer que seria como ela quisesse. Ou podia ficar parado esperando ela terminar de falar.
–Eu sei que nada aconteceu entre nós por minha causa. Eu sei que sou eu quem fica te afastando quando você se aproxima. Mas eu não aguento mais isso. -Ela andava deum lado para o outro enquanto falava.
–Kate, você quer dizer que...
–Eu não sei o que eu quero dizer. -Ela suspirou. -Eu acho que nós devemos entender o que está acontecendo aqui.
Castle não resistiu e acabou sorrindo para a cena. Kate Beckett era adorável.
–Eu acho que você deve sentar aqui. -Ele apontou para a cama. -Depois se acalmar um pouco. -Ele sorriu.
–Olha Castle, nós somos parceiros, amigos, e eu não quero que isso mude, nunca, mas talvez eu queira mais além disso. -Ela disse sentando ao lado dele.
–Nós podemos tentar, agora que estamos longe dos assassinatos, da delegacia, podemos tentar descobrir quem somos em um relacionamento, e se der certo, vamos conciliar isso com a nossa vida em Nova York.
–E se... e se não der certo?
Castle ficou olhando-a sem saber o que responder.
–Quer a minha resposta sincera? -Ele perguntou com um meio sorriso.
–Por favor. –Ela disse simplesmente.
–Nós vamos brigar, vamos nos desentender, e vai haver momentos que que vamos querer desistir de tudo. Mas eu acredito que juntos vamos conseguir superar tudo isso. Se acreditarmos em nós. No que sentimos. -Ele disse calmamente.
Kate ficou em silencio alguns minutos, perdida em pensamentos.
–Acho que podemos tentar. -Ela disse baixinho.
–Serio? -Castle gritou animado.
–É, eu acho que sim, mas tem uma condição.
–Qualquer coisa. -Ele a puxou, ficando frete a frete.
–Você vai ter que dar um jeito de nos tirar daqui. -Ela disse e se afastou.
–Como? -Ele perguntou rindo.
–Não ria Castle, isso não é engraçado. -Ela avisou se aproximando lentamente.
–Mas a sua cara de brava é, quando na verdade você só está fingindo. -Ele disse puxando-a pela cintura de forma que seus corpos colidiram, fazendo–a gemer.
–Sabe Castle, eu achei que você fosse um cavalheiro, não sabe que não se deve beijar uma dama sem a permissão dela?
–Não é como se eu nunca tivesse feito isso antes, e você não está fazendo nada para impedir. -Ele disse com os lábios próximos aos dela.
–Então aproveite e me beije logo. -Ela mandou. Castle obedeceu.
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