Notas iniciais
Não faço a menor ideia de quando poderei voltar a postar, esse é o primeiro capitulo que com muita dificuldade consegui postar. espero que gostem! beijos e boa leitura

América acordou com os raios de sol que via brilhar pelas frestas da cortina e que queimavam seu rosto. Incomodada e tentando fugir do calor, ela procurou mudar de posição e voltar a mergulhar no seu sono. Contudo, já havia o perdido e a lentidão normal de todas as manhãs a atingiu. Gemendo irritada ela se levantou e, percebendo sua nudez por baixo do lençol, ela segurou o tecido cobrindo seus seios, vasculhou com os olhos o quarto em busca das roupas e acabou por constatar que este estava uma completa bagunça. O vestido rasgado e as roupas de Maxon estavam jogadas no chão, botões da camisa e as duas abotoaduras do jovem estavam no chão próximos a cama. Sobre o criado-mudo posto ao lado da cama estava o envelope e a foto da nova casa oferecida como presente de casamento por Maxon para ela.

O sorriso surgiu em seus rosados lábios com a proposta da noite ainterior ainda em seu pensamento. Casaria com Maxon. Ela havia sido a escolhida, e isso inegavelmente a deixava feliz. Ela o teria definitivamente e isso a deixava sem ar. Respirando fundo buscando acalmar o seu ritmo cardíaco, ela levantou os dedos para tentar ajeitar seu cabelo que, por causa da noite cansativa e do seu costume de se movimentar continuamente enquanto dormia, estava incontrolável.

Porém o príncipe que estava a tempos acordado apenas observando a ruiva dormir e havia decidido não intervir no seu despertar, ergueu a mão no instante em que os dedos dela ameaçaram tirar os fios ruivos de seus lugares. Justificando-se do ato, a voz rouca de Maxon acalentou os ouvidos de América fazendo um arrepio percorrer suas costas:

—Gosto dos seus cabelos assim — Ele a puxou pelo pulso de vagar para que ela se deitasse com sua cabeça no peito dele. Ele beijou um pouco abaixo da palma de sua mão e ambos aspiraram o odor do outro, sentindo o cheiro do suor de seus corpos — Parece puro magma movendo-se durante uma erupção.

—Ei!- Exclamou Ames risonha enquanto delineava as curvas do peito e barriga do futuro marido — Isso não foi nada elegante. Eu sou uma dama afinal de contas. E se esse for o tratamento que receberei — Ela se ergueu para assim encontrar seu olhar com o dele — sinto muitíssimo Vossa Alteza mas não poderei ser a esposa que deseja — Ela completou com um leve sorriso nos olhos.

—Primeiro: você não é uma completa dama — disse Maxon ao girar seus corpos para assim a colocar sob si. Fingindo irritação, América vestiu uma expressão emburrada — e segundo: você será sempre exatamente o que eu preciso. Tanto como rainha quanto minha esposa. — O homem selou seus lábios rapidamente e logo passou distribuir beijos por suas bochechas até que um sorriso surgisse na feição corada de Ames.

—Exatamente o que precisa?- perguntou a garota atenta as feições do homem que amava.

Se apoiando nos cotovelos e assim tirando algumas mechas dos rubros fios que cobriam a testa e olhos de América, o moreno respondeu com um sorriso brincando em seus lábios:

—Exatamente tudo, minha querida.

—Te amo...- disse a garota sem poder se conter de alegria. Um risinho escapou de seus lábios ao lembrar de quando ele me chamou de querida pela primeira vez, ela esperneou de leve — E eu não sou sua querida — completou arrancando um sorriso maior ainda dele e sem condições para o contrário, sorriu de volta.

☆☆☆

—Maxon eu te amo- disse ela quase chorando.

—De todas as suas mentiras essa foi a que doeu mais — disse extremamente nervoso — e peça para suas criadas capricharem. Você vai sair daqui em grande estilo.

☆☆☆

Já era hora da escolha e lá estava o príncipe sentado na cadeira principal do palanque, concentrado nas pessoas que lotavam a área do palácio escolhido para o momento de maior importância para seu futuro e do reino. Ele manteve-se incrivelmente calmo durante aquela manhã. Havia monitorado de perto todos os preparativos mesmo sem sequer imaginar para quê todos aqueles objetos tão intensamente analisados e reposicionados servia. O seu único objetivo em tamanho foco na preparação era apenas de distrair-se, esquecer tudo referente aos fatos do dia anterior. Para ele, naquele momento, pensar significava relembrar da intimidade de América com o guarda e da intimidade que ele próprio e sua Ames tiveram quando a disse de sua escolha, do calor que tomou seu peito ontem.

Fechou os olhos com força e obrigou-se a pensar em outra coisa. Dedicou-se a observar as máquinas fotográficas, os flashes e vestidos coloridos que se movimentavam com frequência no salão. Todo glamour dedicado à um simples nome, à uma simples pessoa, e a ele. Mesmo compreendendo ou procurando compreender que tudo aquilo eram características necessárias do papel de um príncipe, ainda lhe perturbava a mente com frequência a existência de uma realidade sem nada daquilo, sem fartura ou segurança, ou beleza.

"A glória era para poucos", concluiu. Um riso quase irônico e frio passou pelos seus lábios. Ames teria se indignado com essa ideia, afinal ela veio de um lugar sem luxos e lutou com garra desde o inicio para não se esquecer de onde vinha, enquanto ele sempre teve o prazer dessa realidade farta.

"Agora aqui estou eu, um rapaz tentando virar homem pelos critérios centenários que dizem ser necessário escolher outra pessoa a se juntar ao esplendor da realeza, para que assim o herdeiro se torne rei". Ele definitivamente não queria fazê-lo, não agora, e não sem ela.

Mas América havia traído sua confiança. Ele a queria, queria para si. "Mas ela não tinha o que, por tanto tempo, considerei o mais importante." Era necessário alguém como Kriss para ser uma boa rainha. Ela não mentiria, não o traíria. Ela seria o suficiente, afinal amor não é relevante para espalhar toda aquela glória para o resto do reino.

O olhar perdido do futuro rei focalizou em seu pai assim que este terminou o seu discurso. Maxon já tinha uma escolha e não poderia mudar. Sem confiança, apenas jogou-se de um precipício achando já ser um homem.

—Agora meu filho escolherá sua rainha.

Ele se levantou austero e agradeceu o pai com um leve aceno da cabeça.

—Senhoras e senhores — pigarreou e respirou fundo mantendo um sorriso logo depois — Depois de um longo período ao lado de belas e inteligentes moças, pelas quais mantenho grande apreço e alimento expectativas de futuros grandes feitos — seu olhar recaiu sobre as antigas selecionadas com gratidão — eu venho saciar a curiosidade e aplacar suas aflições — voltou-se para os convidados risonho tentando soar descontraído causando leves gargalhadas à quem o ouvia — eu venho anunciar que — ele suspirou uma ultima vez, lançando um olhar firme na tentativa de passar confiança — já tenho uma decisão. Já tenho a minha escolhida. — O silêncio reinou na platéia ávida à sua frente. Tantos olhos em uma única pessoa, apenas esperando um único nome. O nome. Surpreso consigo mesmo, ele se aflingiu por esquecer o que dizer. Posicionado entre América e Kriss, ele simplesmente virou-se e, extremamente nervoso, tentou não dizer o nome errado — Por favor senhorita Ambers dá me o prazer de ser minha esposa e rainha?

Kriss levantou-se surpresa e emocionada. Não ouve tremor ao responder a tão desejada pergunta.

— Sim — Kriss sorriu e com lágrimas nos olhos ela o beijou. Contudo sua resposta sequer foi ouvida em meio aos aplausos e ovações, todos saudaram a futura rainha e o rei. E então o delicado anel de ametista foi encaixado no dedo da mulher errada.

Depois de muito evitar e lutar contra, inconscientemente seu corpo não resistiu e seu olhar pousou nela. América estava linda e ele sequer havia reparado antes. Ela era simplesmente linda, mesmo com os olhos cheios de lágrimas. Kriss que mantinha a mão da aliança no peito de seu noivo, virou-se também para a Ames, levando assim o resto de Maxon a se virar. América sorriu para os dois e manteve-se aplaudindo, mesmo quando suas bochechas com sardas ficaram marcadas com as lágrimas e maquiagem.

America, depois de uma reverencia à eles, virou-se ao publico e segurando as saias do vestido, desceu de leve curvando a cabeça, saudando-os uma ultima vez antes de dar as costas para o passado e deixasse o local. Logo um sentimento de aflição atingiu Maxon. Foi inevitável ter a certeza de que, assim que America voltasse para Carolina ela levaria consigo toda a glória daquele lugar.

Notas finais
Como disse não sei quando voltarei a publicar mais capítulos. Talvez ainda hoje volte com mais.Se gostaram comentem, isso é de um grande incentivo para mim!beijos! até! P.S.(14/01/18): Decidi fazer alterações na narrativa, tanto que pra quem se lembra esse capítulo era na primeira pessoa. Tentarei fazer isso com os outros enquanto ainda não atualizo a fanfic em si.