Tentazione
39 Capítulo 38 – MEU, SOMENTE MEU!
CAPÍTULO XXXVIII – MEU, SOMENTE MEU!
“Lamentar uma dor passada, no presente, é criar outra dor e sofrer novamente.”
Já estava acordada há algum tempo sentindo os braços de Edward ao meu redor, ele dormia profundamente, mas sempre me mantendo presa ao seu corpo, como se estivesse com medo de eu pudesse fugir a qualquer momento.
O nosso primeiro dia em Londres havia sido muito mais intenso e dramático do que tinha imaginado, me fazendo deixar de ser a pessoa calma e centrada que sempre procurei ser, fazendo que houvessem momentos em que não me reconheci. Sacudi a cabeça ao me lembrar da maneira que me sacudia tentando me livrar dos braços de Edward, para chegar o mais rápido possível à garganta da aeromoça vadia e trucida-la. A inusitada presença daquela mulher no nosso voo, a maneira despudorada com que ela se jogou em cima do meu marido tinha me tirado do sério.
Não sou tola ou mesmo cega, tenho consciência que meu marido é um homem vivido, lindo, inteligente, charmoso e sexy, que possui olhar faz com que você se esqueça de tudo, e um sorriso sacana “molhador de calcinhas”. Não me casei enganada sem saber do seu passado, antes mesmo de conhecê-lo tinha ouvido de Jasper e Alice, varias histórias a respeito de Edward, todas sempre narrando a sua agitada vida de solteirão. Me lembro de ter perguntado a Alice como ele conseguia que todas essas mulheres, que mesmo sabendo que o caso deles não durariam mais do que uma noite, se submetiam a isso, ela apenas balançou os ombros sem me dar uma resposta, mas hoje depois de conhecê-lo, eu sabia. Edward era o homem mais apaixonante que existia, nenhuma mulher deixaria passar a oportunidade de estar ao seu lado, mesmo que fosse por uma noite.
Então o porquê eu estou tão magoada com o que aconteceu, se eu tinha certeza do seu amor por mim, essa era a pergunta que martelava na minha cabeça. Desde momento em que ele entrou na minha vida Edward não tinha feito outra coisa a não ser me fazer à mulher mais amada do mundo, em todos os momentos. Prova disso era a nossa lua de mel, ele tinha me dado dias inesquecíveis em um lugar deslumbrantemente lindo, longe de tudo e todos, fazendo um mundo só nosso. Talvez a resposta seja exatamente essa, nós ficamos tanto tempo num mundo onde não havia nada além de nós dois e nossos planos juntos, que foi um choque de repente ver aquela aeromoça vadia ser esfregar no meu marido, me lembrando de que nem sempre ele foi meu e que com certeza haveria outras tantas como ela.
Como um lembrete de como eu estava errada em me lamuriar daquele jeito, as palavras de Edward ecoaram na minha cabeça, “elas não podem ter nada do eu dou para você, porque amar e desejar assim, foi você que me ensinou”. Ele tinha toda razão, eu não tinha que ficar lamentando e sofrendo por um passado que não existia mais. Eu tinha me casado com o homem mais integro, respeitador, apaixonado do mundo, que não pensaria duas vezes em mudar toda a sua vida por mim, que estava construindo comigo uma família e um futuro, ele não poderia ser mais diferente do homem que elas conheceram. Essas vadias que ficassem com as lembranças daquele homem que eles tiveram por um ínfimo momento, porque esse aqui era somente MEU.
Essa constatação me trouxe o primeiro sorriso verdadeiro que dei desde que chegamos aqui na nossa nova casa. Hum... adorava falar isso nossa casa, Londres era aqui que eu e meu marido viveríamos e criaríamos nossos filhos. Bastava fechar meus olhos, como agora, para facilmente conseguir ver essa cena, nos dois sorrindo ao lado da nossa família.
– Qual o motivo desse lindo sorriso que está no seu rosto, mesmo sendo tão cedo? –a voz rouca pelo sono de Edward me fez abrir os olhos. Seus olhos estavam presos em mim, e eles estavam cheios de amor e carinho, como sempre. Meu sorriso aumentou por ver estampado no homem em que amo que ele sempre seria meu, somente MEU!
– Você! Você colocou esse sorriso no meu rosto, assim que me escolheu para ser sua, e ele vai continuar aqui enquanto estiver ao meu lado – eu sempre seria feliz se tivesse Edward comigo.
– Então seremos o casal de velhinhos mais felizes do mundo, porque a minha felicidade também depende diretamente da sua presença na minha vida – ele me respondeu sorrindo.
Edward me abraçou forte colando completamente nossos corpos, fazendo que eu sentisse a já tão conhecida descarga elétrica passear por nós. Depois de me olhar por um bom com adoração, ele me beijou com tanto amor que quando dei por mim lágrimas deslizavam pelo meu rosto.
– Shissss... Por que você tá chorando Bella? – ele perguntou girando nossos corpos, ficando em cima de mim – Por favor, meu amor! Vamos tentar esquecer o que aconteceu, eu já disse o quanto me sinto mal por tudo, mas eu te amo...
– Eu sei, e posso sentir e exatamente por isso que eu estou chorando. Me emociona a forma que você consegue demonstrar o quanto seu amor por mim é verdadeiro e intenso, é como se ele passasse a algo tão sólido e impenetrável, que eu pudesse tocá-lo. Eu te amo Edward! Nada do que aconteceu tem importância perto do que eu sinto por você. Tudo o que eu quero é criar esse e todos os outros filhos que você me der, vamos simplesmente esquecer o passado e nos concentrar no presente, porque o futuro a gente vai construir juntos.
Edward apenas balançou a cabeça concordando comigo, seus olhos estavam marejados, os deixando ainda mais azuis. Ele deslizou suas mãos por meu corpo, seu toque não tinha tensão e nem urgência de sempre, somente amor, o nosso amor. Sem pressa meu marido tirou minha camisola, deixando beijos pelo meu corpo, depois de se despir, sempre me olhando, ele voltou a se posicionar sob meu corpo, que já estava quente e úmido só esperando pelo seu.
– Você é meu, somente meu! – eu gemia a cada investida sua em mim. Nossas mãos estavam entrelaçadas e nossos olhos presos um no outro, a sentir o orgasmo chegando eu gritei – MEU!
– Seu, eternamente seu – ele me confirmou depois do seu ápice, sabendo que era tudo o que eu queria ouvir.
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Estava sozinha na cama ao acordar, olhei no relógio na mesa de cabeceira e já eram quase 10 horas da manhã, Edward com certeza tinha decido para tomar café, afinal depois de toda a tempestade de ontem nos nem jantamos, meu estomago roscava, clamando por comida.
Fui para o banheiro, tomar um bom banho para despertar. Ele era tão lindo como o resto do apartamento. O pouco que havia visto tinha me impressionado, era tudo tão espaçoso e silencioso que ficava difícil imaginar Edward morando aqui sozinho, devia ser bem solitário. Deixei minhas mãos sobre meu ventre, sorri ao imaginar como uma criança mudaria radicalmente isso, o nosso bebê traria vida aquele apartamento o transformando em um lar.
Não aguentava mais, hoje mesmo eu iria ao médico para confirmar de vez a minha gravidez, afinal de contas não conseguiria fazer com que Renee e Esme mante-se segredo por muito tempo. Ontem antes e entrar no táxi, pedi para que minha mãe não falasse nada por enquanto, ela disse que apesar de estar muito feliz e querer gritar para todo mundo que seria avó em dobro, aquela era uma noticia minha e de Edward, e que só poderíamos partilha-la com o resto da família, mas me pediu que não demorasse tanto, pois ela e minha sogra tinham muito para fazer até a chegada do bebê.
Me arrumei e desci a procura do um marido, ao alto da escada já se podia sentir o cheiro maravilhoso das panquecas, fazendo minha boca salivar. Edward estava na mesa com o jornal aberto, ele estava lindo e tinha uma expressão de felicidade em seu rosto. Assim que me ouviu se levantou e veio na minha direção e me beijou.
– Bom dia! Posso saber onde minha amada esposa pretende ir a essa hora, tão linda, vestida assim? – ele perguntou.
– Claro que pode, mas primeiro me alimente, pois estou morrendo de fome, depois conto tudo o que quiser saber – disse fazendo manha.
– Ah minha Lolita se eu realmente não tivesse sido tão displicente com a sua alimentação ontem, nos subiríamos para o nosso quarto agora, para que o Senhor pudesse alimentar a minha ninfa – gracejou meu marido.
– Sente-se, coma enquanto me diz o que pretende fazer hoje, mas já aviso que nossas mães, Alice e Rose já ligaram nos intimando para um jantar com toda a família — ele disse enquanto me servia um copo de suco de laranja. Meu atencioso marido tinha me levado até a mesa que estava repleta de tudo que eu pudesse imaginar, menos café, desde comecei a enjoar o cheiro Edward simplesmente tinha abolido a bebida, mesmo sendo uma das suas prediletas.
– Por mim tudo bem, estou morrendo de saudades do resto do pessoal, até porque depois da consulta nos estaremos livres – eu disse, à medida que me deliciava com o maravilhoso café da manhã, já ia perguntar a Edward quem tinha preparador quando ouvi ele se engasgar.
– O quê? Que consulta? Você está se sentindo mal? – ele perguntava sem ao menos parar para respirar.
– Edward, calma eu estou bem só acho que já está na hora da gente procurar um médico para confirmarmos se realmente estou grávida.
– Claro que você está grávida, eu e o Senhor Cullen aqui não brincamos em serviço. Nosso bebê já está ai, mas você tem razão nós precisamos procurar uma MÉDICA para lhe acompanhar – ele disse enfatizando o gênero, meu possessivo marido já estava alerta – Tome seu café com calma para podermos sair.
– Claro, mas me diga quem é o responsável por esse banque? Porque você meu amor com certeza não foi, afinal você tem muitas qualidades, mais ser um bom cozinheiro não é uma delas – depois de fingir uma carinha linda de magoado pelo meu maldoso comentário, ele me respondeu.
– Sue, ela está comigo há algum tempo, mas a conheço desde sempre, pois ela trabalhava na casa dos meus pais e quando sai de lá a trouxe comigo. Emmett bem que tentou convence-la a ir trabalhar na sua casa, mas ela me ama muito para me deixar.
– Isso é verdade, apesar de que esteja pensando sua proposta, afinal ele não seria capaz de me abandonar aqui tanto tempo sem notícias, fiquei sabem por Esme que você tinha se casado. Emmett teria mais consideração comigo, e ele ainda não desistiu, aquele menino adora meus bolos! – disse uma senhora com jeito de vovô, trazendo uma cesta de pães fresquinhos. Sue parecia ser uma senhora muito carinhosa, uma verdadeira vovozona, aquelas que sabe preparar os mais deliciosos quitutes, que mesmo depois de ter acompanhado todo o crescimento das crianças, não consegue vê-los como adultos.
– Desculpa Sue, tudo aconteceu tão depressa, mesmo sabendo que você não iria ao casamento por ter medo de viajar de avião, eu tinha por obrigação de ligar para você minha querida – disse Edward a abraçando, e jogando todo o seu charme – Mas mesmo assim você me ama mais, e nunca vai me abandonar né?
– Eu deveria, mas não vou. Agora seja educado e me apresente essa linda jovem, ela vai achar que eu e Esme não educamos você direito – disse o repreendendo.
– Certo Sue está é Isabella Cullen minha linda esposa – era claro o tom de orgulho em sua voz por me chamar assim, e meu corpo reagiu ficando quente e úmido, o que sempre acontecia quando ouvia alguém me chamar assim – Minha Bella está aqui é Sue Clearwater, minha vó postiça.
Eu me levantei e fui a sua direção, Sue tinha um olhar cheio de emoção em cima de Edward, com certeza pelas suas palavras tão carinhosa que ele direcionou a ela.
– É uma honra conhecer uma pessoa tão importante na vida do Edward – disse a ela enquanto a abraçava. Ela tinha um cheiro bom de baunilha, e seu abraço era quente e confortável como o de uma vó.
–Eu conheço Edward, desde pequeno e ajudei Esme a educá-lo, assim como aos seus irmãos. Vi ele se tornar um homem de sucesso profissional, mas mesmo assim um homem solitário – ela disse emocionada – Então a honra é toda minha por conhecer a mulher que trouxe o meu menino a vida.
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