Tentação
35 Reflexão e bagunças.
Notas iniciais
Fico pensando em como seria a vida se nós não errássemos, seria uma vida chata e monótona.
Minha história gira em torno de tragédias, lutas, brigas e perdões. E não posso negar que em alguns momentos me deu vontade de desistir, jogar tudo para o alto e viver como se nada mais importasse, mas quando isso acontecia eu lembrava dos meus pais.
Eles morreram quando eu era pequena e desde então tive que aprender a lidar com todos os meus problemas sozinha, tive que aprender que sou forte o suficiente para levantar quando tudo estiver desmoronando e parecer sem solução. Não tive escolha, fui obrigada a encarar a vida e sofrer as consequencias das minhas atitudes.
Sempre tive a minha tia ao meu lado, mas ela já era uma senhora de idade e fez o que pôde para cuidar de mim, mas mesmo assim tive que aprender a lutar por mim mesma para sobreviver e conseguir as coisas que ela não poderia me dar.
Hoje vejo jovens desperdiçando suas vida com drogas e coisas do tipo, mal sabem eles que uma familia e amor são as unicas coisas que valem a pena na vida e o resto são apenas coisas que somos obrigados a deixar para trás.
Tenho poucas lembranças dos meus pais,mas um momento que vou lembrar para o resto da minha vida foi quando eu estava sentada em um parquinho com o meu pai e ele disse para que eu nunca perder as esperanças, por mais que as coisas fossem complicadas. Porque o mundo é cheio de pessoas egoistas e sempre existiria alguem que seria o meu porto seguro,aquela pessoa que seria a razão para eu voltar para casa. E hoje eu vejo essa razão.. O nome dela é Regina Mills e ela é a pessoa por quem eu vou lutar até o fim.
Erros acontecem, pessoas morrem, nascem, crescem e amam. E temos que aprender a lidar com os erros dos outros, porque geralmente a decepção vem das pessoas que nós mais amamos, e não de quem não gostamos, porque não esperamos nada que venha daquela pessoa.
Mas o erro na verdade é sempre nosso, nós que criamos expectativas sobre o outro quando na verdade, somos nós que temos que lutar para que aconteça. Parece clichê, mas você só consegue amar alguem quando ama a si próprio. Primeiro você tem que ser feliz consigo mesma, e quando isso acontece ter uma outra pessoa ao seu lado se torna uma escolha e não uma necessidade. O unico responsavel pela sua felicidade é você mesmo..
– Emma,você ouviu o que eu falei? — Regina sentou ao meu lado e quebrando meu momento de reflexão.
– Desculpa,meu amor.. Eu estava pensando em algumas coisas. — Olhei para a minha morena e seus olhos estavam marejados.
– Meu divórcio saiu!! Eu sou sua, Emma Swan. Só sua! — Regina disse e deixou com que as lágrimas saissem.
Ficamos abraçadas por alguns minutos em silêncio, aquela era a deixa oficial que nós precisavamos para ficar em paz.
Nada mais conseguiria nos impedir de viver nosso romance. Perdão sim, ele é o melhor remédio para que duas pessoas convivam tranquilamente e assim sejam felizes, se sintam mais leves e fiquem bem consigo mesmas.
– Isso é ótimo,Regina!! Agora eu posso ter certeza que você será uma Swan!! — Gargalhei e dei um beijo em sua testa.
– E você será uma Mills! — Regina disse sorrindo e aquele sorriso com certeza era a única coisa que eu precisava para viver.
– Sim!! Ficarei honrada em mudar o meu nome para Emma Swan Mills!! -Sorri e pisquei para ela.
– Amor,vamos!! Estamos atrasadas!! — Regina disse olhando para o celular. — Aurora já deve estar no aeroporto, e Henry deve estar surtando porque não passamos para pegar ele. — Disse gargalhando e já levantando.
– Zelena vai chegar e bagunçar toda a casa.. — Eu disse fazendo careta.
– Para de ser chata,Emma! — A morena me deu um tapa no braço. — Você que disse para eles que seria o dia da bagunça. — Revirou os olhos.
Fomos até o aeroporto para pegarmos a Aurora, ela passaria alguns dias na casa que morava e decidiria se iria ficar definitivo.
– Emma,que saudade!! — Aurora pulou no meu pescoço e deu um beijo em minha bochecha.
– Senti saudades também, pequena!! — Sorri e olhei para Regina.
– Regina, é bom ver você!! — Aurora disse toda animada e abraçou minha noiva deixando a mesma sem graça.
– É bom ver você também, Aurora!! — Disse e abaixou a cabeça porque sabia que estava vermelha.
Fomos até aonde Regina morava para pegar o Henry e Daniel abriu a porta.
– Olá, ele já está descendo.. — Disse enquanto esperávamos na sala. — Emma,quero que saiba que está tudo bem.
– Eu só quero fazê-la feliz.. — Sorri para ele e ele não entendeu.
– Ah, Henry não falou com vocês ainda.. — Disse pensativo. — Vocês vão ter uma surpresa. — Sussurrou e sorriu.
Ficamos ansiosas, mas esperariamos o menino nos contar. Henry sempre foi um menino maravilhoso e foi aceitando nossa relação aos poucos até porque foi bem complicada.
– Mamãe!! Emma!! — Ele desceu as escadas correndo e nos abraçou.
– Você não contou para elas, né? — Olhou sério para o pai e o mesmo caiu na gargalhada balançando a cabeça negativamente.
Entramos no carro e parecia que estava tendo uma festa enquanto eu dirigia. Aurora e Henry falavam de video game o tempo todo, ela contava sobre como foi morar fora do país e coisas do tipo.
Chegamos na minha casa e Zelena chegou quase ao mesmo tempo. Estava toda feliz porque conseguiu ficar noiva do Robin. Sim, o dono da balada, lembra?
Killian não tinha encontrado com a Regina depois que descobriu todas aquelas coisas, mas pedi para que ele viesse, até porque bagunça é sobrenome dele.
– Killian, quanto tempo!! — Minha morena abriu a porta sorrindo.
– É.. Desculpa.. — Ele gaguejou.
– Tudo bem, depois vamos conversar sobre isso. Entre e vá bagunçar com todo mundo! — Sorriu e abriu espaço para que ele entrasse.
Era o primeiro contato do Henry com os meus amigos, que na verdade eram a minha familia. A familia que eu escolhi e que amo acima de qualquer coisa.
Ouvimos a porta bater e estranhamos porque não estavamos esperando mais ninguem. Abracei Regina por trás e fomos abrir a porta.
– Oi! Eu sei que eu não sou a pessoa que vocês querem no momento,mas o Killian me disse que iriam fazer o dia da bagunça e eu quero participar. — Belle disse com os olhos marejados.
Sorrimos e abrimos espaço para que ela entrasse. Afinal, como eu já disse, essa é uma história sobre perdão.
– Eu quero falar com vocês! — Henry nos para um canto.
– Aconteceu alguma coisa, filho? — Minha morena arqueou uma das sobrancelhas.
– Eu quero morar aqui com vocês! Eu aceito o pedido de vocês!! — Henry disse nos abraçando.
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