Tempo, todo poderoso

7 Algo provocante - Bônus


Notas iniciais
Esse é um capítulo meio fora do contexto da fic, mas queira dar uma introdução adequada a esses personagens e também colocar um pouco de drama, pra nada ficar chato, e a partir do fim desse cap. a fic vai continuar com seu desfecho parte por parte, criando cenários bem diferentes e ainda sim parecidos com os que a nossa rainha J.K. Rowlling nos mostro na sua obra fantástica.

POV BLÁSIO ZABINI:

4 anos atrás...

— Ouvir dizer que ele não sabe quem é o pai...

— Soube que a mãe dele está casando pela quarta vez...

— Dizem que ela matou os maridos para ficar com o dinheiro da herança...

Eu quase senti vontade de incentivar os fofoqueiros de plantão que me cercavam, dizer que eles podiam fazer melhor do que isso, que os mesmos comentários velhos estavam me cansando.

Há muito tempo boatos como esse circulavam nossa pequena família, mas minha mãe sempre se manteve inabalável quanto a eles, então achei que o mínimo que eu poderia fazer era ser como ela, e não me deixar atingir por qualquer coisa que eu ouvisse a respeito dela ou até mesmo sobre mim, e com o tempo, eu vi que as pessoas só gostavam de fofocar pelos cantos, mas nunca teriam coragem de dizer algo abertamente para mim.

Até que ela apareceu na minha frente, um pequeno anjo loiro com imensos olhos verdes e uma expressão obstinada no rosto de porcelana, e eu, sinceramente, pensei que nunca tinha visto algo mais bonito ou adorável em toda a minha vida.

— Você por acaso não está incomodado? Porque eu com certeza estou!

Ela estava quase pulando sobre a mesa do café da manhã, em um dia que as pessoas estavam particularmente alvoroçadas, com o anuncio do mais novo casamento da minha mãe, com um bruxo que havia feito fortuna no ramo de equipamentos para Quadribol.

— O que você quer dizer com isso?

— Essa gente toda falando de você, da sua mãe! Eu sei que pode ouvir cada palavra, então ainda não sei porque não azarou ninguém até agora.

— Não existe nada que eles digam que eu já não ouvi de outras pessoa que com certeza importavam mais do qualquer um aqui. Eu sou imune a qualquer coisa que digam já faz muito tempo.

Seu rosto caiu como se fosse em câmera lenta, passando da raiva que avermelhava suas bochechas para uma angustia que trouxe lágrimas aos seus olhos, e me deixou instantaneamente incomodado, como se eu tivesse a feito chorar.

— Isso é apenas tão triste que não sei nem mesmo o que dizer, a não ser, que eu sinto muito por você.

— Eu não quero sua pena. O que fez você pensar que eu quero qualquer coisa de você?

Minhas palavras saíram mais rudes do que eu realmente pretendia, e eu me arrependi do meu tom grosseiro na mesma hora.

— Eu não preciso que você queira qualquer coisa de mim para poder oferecer algo de bom grado, principalmente quando alguém está sofrendo como você está.

— Eu não estou sofrendo. Eu disse que não me importo.

— Claro que se importa. Qualquer um se importaria. É da sua família que estão falando, é da sua mãe. Se não liga por você, pelo menos se importe por ela.

— Ela se importa ainda menos do que eu. E me disse para fazer o mesmo.

— Ela apenas acha que não liga, pois aposto que não precisa escutar todos os dias como você escuta.

— E o que exatamente você tem a ver com isso?

— Eu tenho um grande coração, e gosto de ajudar os oprimidos. Minha mãe diz que eu deveria parar de ser boba, mas acho que ela só está com inveja porque não é tão altruísta quanto eu.

Eu sabia que nosso pequeno show tinha atraído uma plateia considerável, mas essa era mais uma das coisas para a qual eu não dava a mínima importância, e pelo visto, a garota loira a minha frente também não parecia nem um pouco incomodada.

— Acho que sua mãe tem razão, mas a palavra não é boba, e sim intrometida.

Sua expressão ultrajada foi consideravelmente fofa.

— E eu acho que você deveria parar de ser um idiota que é rude com alguém que só tentou te ajudar, mas longe de mim querer me intrometer ainda mais na sua ó perfeita vida.

— Isso que eu escuto no seu tom é sarcasmo? Agora está desprezando o meu modo de viver? O que aconteceu com o altruísmo e a gentileza de que você tanto falou?

— Eu resolvi guardar para alguém que realmente mereça.

Então ela virou as costas e se foi, se embrenhando na multidão de alunos, os cabelos dourados balançando as suas costas.

Aquilo atiçou a minha curiosidade, e eu fiz minhas pesquisas sobre a garota loira e atrevida, e descobri finalmente quem ela era.

E foi assim que eu conheci Astória Greengras.

~*~*~*~

Presente...

Aqui, agora, deitado numa cama conjurada bem no meio da sala precisa, com ela esparramada sobre mim, eu sei que não mudaria nada no nosso passado, porque tudo nos trouxe para esse momento.

Como sempre, quando contei a ela sobre minha conversa com Malfoy nos corredores, ela agiu como se já soubesse de cada palavra que Draco havia me dito, como se o mesmo tivesse contado primeiro para ela.

— Ele poderia ter ficado bastante desapontado eu acho; não por estarmos juntos, ou porque ele apoia essa maluquice de casamente, longe disso, mas porque você não confiou nele para contar sobre nós. Ele é seu melhor amigo, no fim das contas.

Por Deus eu poderia ouvi-la falar para sempre.

Isso é o que as pessoas tanto vangloriam como amor? Pois se for, acredito que achei minha cara metade.

— Draco sabe que eu tive meus motivos para não dizer. Assim como eu sei que ele não me conta tudo também.

— Você e ele são complicados. Que melhores amigos guardam segredos um do outro? É estranho e suspeito.

— Você também deve ter coisas que não conta a seus amigos, porque acha que não é da conta deles.

— Eu tenho coisas que não conto aos meus amigos, porque sei que só vai preocupa-los, e que não vão poder me ajudar em nada. E eu não tenho ninguém nem perto de um melhor amigo.

— E o que te faz pensar que eu e Draco somos melhores amigos?

— Qualquer pessoa que não se comporte como um lacaio do Malfoy eu vou considerar seu amigo, e no caso de vocês até compartilharem historinhas, eu já o considero como quase um membro da família de Draco.

— Está sendo exagerada. De novo.

— Apenas admita que eu tenho razão e então poderemos passar para algo mais construtivo.

No fim da frase, sua voz baixou para um tom suave e quente, quase um ronronar, e eu sabia que ela estava planejando mais uma de suas famosas investidas contra mim, onde mais uma vez meu controle seria testado.

— Acho que o nosso assunto está muito construtivo, gostaria de continuar com ele, se não se importa.

— Mesmo se eu lhe disser que tenho uma ideia melhor?

Enquanto falava, ela virou seu rosto e apoiou seu queixo no meu peito, onde antes estava o seu ouvido, diretamente sobre a batida do meu coração, e eu sabia que ela podia sentir como o meu pulso estava acelerando.

Com o passar dos anos, eu percebi que Astória estava muito determinada em cometer um ato de rebeldia suprema, e deixar de ser vista como a bonequinha gentil que nunca saia um centímetro da linha.

E sua mais brilhante ideia de uns tempos para cá, era perder a virgindade.

Como filha de uma tradicional família sangue puro, ela foi criada para seguir costumes antigos, e se preservar para o casamente era um deles, mas algo fez com que ela se decidisse que isso era antiquado e um abuso contra o seu livre arbítrio, então, fez da sua missão de vida me seduzir.

E tenho que dizer que eu adorava ser seduzido.

Mas o meu respeito por ela, e por sua família, sempre me impediram de ir até o fim, e eu pretendia continuar assim, pelo menos até que colocasse uma aliança em seu dedo, e pudesse realmente chama-la de minha, mas até lá, eu me controlaria, não importa o que.

— Pare de pensar Blásio, você vai queimar todos os seus neurônios por nada.

Então, num piscar de olhos, ela estava sentada sobre mim, um joelho de cada lado do meu quadril, e distribuindo beijos molhados pelo meu pescoço, enquanto suas mãos subiam pelo meu peito, direto para o colarinho da minha camisa, seus dedos ávidos em busca de botões para soltar.

Eu sabia bem que deveria parar no momento em que começava, mas eu nunca tinha forças para realmente fazer.

Ela rebolou os quadris e se apertou contra a braguilha da minha calça, seu centro quente bem sobre minha crescente ereção, e eu sabia que ela podia me sentir inchando sob ela.

— Eu adoraria que você mostrasse qualquer tipo de reação sabe, não é legal beijar um cara que não corresponde. Principalmente quando eu sei que uma boa pegada é tudo de bom.

Ela resfolegava no meu ouvido, mordendo o meu lóbulo, e esperando que suas palavras fizessem efeito em mim, acionando o monstro do ciúme, seu mais fiel aliado na batalha contra o meu auto controle.

Tudo o que eu via era vermelho, quando ela me lembrava que eu não fui o único que já tocou o seu corpo, que outros caras fora dessa sala já fizeram isso, e principalmente quando ela insinuava que eles eram melhores nisso do que eu, era como um estopim, para me fazer agir, assim como ela queria.

Pequena manipuladora.

Eu subi minhas mãos dos meus lados, onde eu as mantive travadas desde o começo do seu ataque, e apertei suas coxas, subindo ainda mais, até a sua bunda redonda e macia.

Deus eu sempre adorei que o uniforme das meninas fosse uma saia, era o melhor acesso possível.

Eu seria hipócrita e mentiroso se não dissesse que aproveitei bastante essa vantagem estratégica nos últimos anos, e que ela tinha me servido muito bem em situações onde as coisas tinham que ser digamos... rápidas.

Mas com a minha nova empreitada horada, isso era um inferno de um problema.

O suave gemido que ela soltou no meu ouvido bombeou o sengue diretamente para o meu pau, e me fez sentir como se minha calça fosse dois números menor do que o ideal.

Com uma última mordida no meu pescoço, Astória se mudou para a minha boca, e me beijou como se estivesse faminta, e eu fosse o melhor do banquetes.

E eu apenas a beijei de volta, incapaz de recusar nada que viesse dela.

Minhas mãos apertaram com mais força a carne macia sobre elas, e em resposta ela se arqueou e apertou contra mim, se esfregando como uma maldita gata.

Quando eu senti que minha camisa já estava quase toda aberta, trabalho de seus dedos rápidos e leves, eu rolei e a levei junto, assumindo a posição no topo, mas suas pernas nunca me soltaram, pelo contrário, se agarraram ainda mais a mim, e seus tornozelos se trancaram bem acima da minha bunda, me puxando para baixo, contra ela.

Quando finalmente nos separamos do beijo voraz, eu olhei para o seu rosto, que agora estava vermelho, olhos verdes brilhantes de malicia e escuros de desejo, respiração ofegante e lábios inchados e vermelhos.

Ela era a imagem do pecado, um que eu queria muito cometer.

Suas mãos passearam pelo meu peito descoberto, e empurraram a camisa pelos meus ombros, então circularam o meu pescoço e me puxaram de volta para baixo, para outro beijo de tirar o folego.

Por pura instinto eu levei meus dedos para a frente da sua calcinha, sentindo a umidade no tecido quando eu toquei o seu sexo, que parecia em chamas de tão quente.

Aquilo, como sempre, foi um soco na cara, e me fez congelar no ligar na mesma hora.

Eu sempre deixava as coisas esquentarem um pouco quando ela estava decidida a ter um momento de pura sedução, com medo de que ela se sentisse rejeitada caso eu cortasse as coisas de forma muito abrupta, mas nós sempre estávamos em locais com risco demais de ser pegos para que me desligasse o suficiente para deixar as coisas irem longe demais, mas aqui, nessa sala escondida, eu tinha me esquecido por um momento que essa era a garota que eu jurei respeitar, a todo custo.

— Qual o problema? Por que você parou Blásio?

O som estrangulado na sua voz foi tudo o que eu precisei para reunir minha força de vontade e me afastar para fora da cama, ajeitando minha camisa e tentando acalmar o meu corpo, que tinha ideias muito diferentes de parar.

Quando eu olhei para a cama de novo, ela ainda estava esparrama onde eu a deixei, bagunçada e amarrotada, os olhos cheio de lagrimas não derramadas.

— Por que você sempre para? Eu não sou boa o suficiente para você? Não sou gostosa o suficiente? Você tem que me dizer por que!

— Nós dois sabemos que esse não é o motivo Astória.

— Sabemos? Sabemos mesmo?! Tudo o que eu sei é que sempre que as coisas estão começando a ficar boas você sempre quer parar! Depois as garotas é que são as temperamentais difíceis!

— É isso mesmo que você quer? Que eu a foda em um projeto de quarto nos corredores da escola?

— Você fez isso tantas e tantas vezes Blásio! Eu sei, eu tenho ouvidos e as pessoas falam, principalmente as garotas, elas são todas elogios para você, então por que tem que ser diferente comigo?

— Por que achei que você quisesse ser mais do que uma vadia fácil que eu comi pelos corredores e armários de vassouras dessa escola, mas acho que você não liga muito para isso não é?

Eu quis me socar no momento em que disse aquelas palavras, mas elas já estavam lá para me assombrar no momento em que me dei conta do que elas pareciam.

Raiva pura se derramou pelas feições de Astória, e ela se levantou de um salto, arrumando as roupas e se pondo a caminho da porta, sem me lançar um segundo olhar, e eu apenas fiquei ali, vendo ela partir, incapaz de me desculpar pelas coisas que eu disse.

E eu sabia, de alguma forma, no momento em que fiquei sozinho naquela imensa sala vazia, que aquilo era só o começo.

Notas finais
Hey pessoal, estão gostando? sugestões? qualquer crítica? estou aberta a todas as opiniões que tiverem, então por favor, é só dizer.