Tempo
1 Capítulo 1 - Novo mundo, mesmas pessoas?
Notas iniciais
Uma garota, de olhos castanhos, óculos, parda e cabelos até a altura dos ombros estava atordoada, percebera que estava do lado de fora da casa, e passando os olhos em volta vira seu carro, era a única coisa que reconhecera depois que a luz branca sumiu, esse que estava quase caindo do penhasco. Aos poucos ela começava a recobrar a consciência e analisar a situação.
— Meu carro!!! – Exclamou correndo em direção ao carro. Porém, tentar salva-lo já era meio inútil, porque ele ia caindo lentamente. – Puta que... – Tropeça e cai no chão.
Segundos depois se ouve uma explosão. E mais alguns segundos se vê quatro pessoas subindo o penhasco.
— Cara, não sabia que a Yume dirigia tão mau. – Sua pele branca e cabelos curtos e pretos escondem sua idade quando ele fala.
— Ela não costuma dirigir mal, Bulzeb. Mas hoje... – Ed, o mais alto de todos, com cabelos longos em um tom verde azulado e olhos castanhos, começa a pensar – Pera! A gente não devia estar tentando tirar ela do carro?
— Caralho! Yume! – Daitetsu, aparenta ser o mais velho, olhos mel, se preparava para descer – Rápido me ajud...
— O que vocês estão fazendo aqui? – A moça diz com os braços cruzados esperando uma resposta.
— O que você está fazendo aqui? – Os quatro respondem assustados. Ainda não tinham percebido que a amiga estava ali o tempo todo.
— Não me respondam com a mesma pergunta. Aff...
— Ok... Mas você não devia estar dirigindo o carro? – Começa a pensar de novo – Já sei! Você sabia que estávamos no carro e resolveu nos matar?
— Ed... – Suspira. – Você acha mesmo que iria sacrificar meu carro para matar vocês? Por favor, né? – Disse impaciente, se aproximando do penhasco – E por que raios vocês estavam no meu carro? – Para um pouco – Tenho que ligar para o seguro. Será que eles cobrem isso? – A garota pegou o celular já discando o número.
— Acho que se foi um acidente podem até cobrir... – Daitetsu começa a observar o local com atenção. Não havia estrada em volta da onde estavam só uma grama meio amarelada, como se estivesse morta. Ao longe, via o que parecia ser um castelo. E se olhasse para traz via uma montanha, ou o resto, pois já estavam nela. – Onde a gente está Yume?
— Eu não faço ideia. Por que essa droga não funciona? – A garota tocava na tela do celular com uma certa raiva.
— Calma, Yume. – Diz Haru, o mais baixo de todos, ainda com rosto juvenil, cabelos curtos e castanhos médios. – Isso não vai adiantar... – Ele tentava descobrir a localização deles no celular — Nossa localização é Brasil, São Paulo... Ribeirão Preto...?
— Acho que seu GPS está bugado. Deixa eu ver no meu – Ed olhava fixamente para tela do seu celular. – Ribeirão Preto? Não acho que a gente tenha chegado até aqui em três horas... No mínimo demoraria oito horas.
— Vocês não deveriam ter achado estranho quando o Haru disse que estávamos em São Paulo? Essa hora era para gente estar passando por Londrina ainda. – O loiro diz.
— Eu não ia passar por Londrina. O plano era seguir pelo litoral até Santos. E se você olhar direito no mapa se eu fosse pelo interior ia demorar umas dez horas para chegarmos aqui. – Yume sentava observando o local – Aqui não parece Ribeirão Preto...
— Aqui não parece nenhum lugar conhecido. – Daitetsu senta ou lado da garota – Onde será que estamos?
— Não sei, mas... — Ed suspira – Temos companhia. – Chama a atenção de todos que olham na direção de umas pessoas com armaduras e espadas em cima de cavalos. – Acho que devia ter trazido minha espada.
— Oi... A gente está meio perdido... – Haru se aproximava cautelosamente dos estranhos. – Poderiam nos ajudar?
— Revistem-nos! – O cara que parecia ser o líder deles diz. – Depois os prendam.
— Hey! Como assim nos prender? – Bulzeb desviava das pessoas que tentavam prendê-lo.
— Tornem isso mais fácil, ok? – O líder desce do cavalo e vai em direção a Yume. – Yan, você está bem? – Diz tirando o capacete.
— Han? – Ela ficou observando a criatura a sua frente. – Uma mulher...?
Sim, o líder na verdade era a líder, uma mulher alta com quase dois metros, seus cabelos eram negros da altura dos ombros, sua pele branca, e seus olhos vermelhos.
— Você está bem? – Se abaixa na frente de Yume olhando-a com preocupação e passando a sua mão direta no rosto da menor.
— Quem é você? – Tinha certeza que já tinha visto olhos, mas onde? Não conseguia se lembrar. – Onde estamos?
— Yan... Sou eu a Bella. Pera... Eles te drogaram? – Aponta e olha para os garotos acorrentados com nojo e raiva por alguns segundos, voltando logo em seguida seus olhos vermelhos para os castanhos confusos – Vem! Vou te levar para casa. – Sem ao menos esperar uma resposta Bella pega a garota no colo e a coloca em cima do cavalo subindo logo em seguida. – Vamos homens! – Dando a ordem e saindo em disparada com o cavalo.
—-------------------------------------------------x------------------------------------------------------
Eles estavam próximos da estrutura que dava para ver do penhasco e iam se aproximando cada vez mais. Yume estava perdida em pensamentos e não conseguiu dizer que não era o tal Yan que a mais alta pensava. Quando chegaram ao portão, a mais baixa se deu conta do que estava acontecendo, era preciso libertar seus amigos, mas não estava com sua espada e o único que tinha poder estava preso. Conseguiu pensar rápido e teve uma ideia, uma que poderia dar muito certo ou muito errado.
— Bella... Eu... – Encarou a mulher enquanto tentava juntar toda coragem possível para tentar soltá-los.
— O que houve? – Bella pergunta com um tom de preocupação. – Eles fizeram algo com você?
— Eles não me fizeram nada... Mas você fez...
— Eu? O que? O que eu fiz? Te machuquei quando te peguei no colo?
—Não... É só que... – Aproximava lentamente seu rosto do de Bella. – Eu gosto de você. – E lhe dá um beijo no rosto. A mais alta fica sem reação. – Desculpa por isso, mas tenho que ir. – Pega a espada que estava embainhada na cintura da outra, depois a empurra e a mulher cai. Sai galopando em direção aos seus amigos e quebra as correntes que os prendiam com a espada. – Vão! Vou segurar eles por um tempo!
— Eles vão te matar, Yume! – Ed grita ao ver a amiga se afastar.
— Não se você me salvar primeiro, Ed-chan.
— Prometo que vou voltar por você, Yume-sama. – Ed sorri e as sombras o engolem junto com os outros.
— Mas que porra foi essa? Yan! Você deixou eles escaparem. Qual o seu problema garoto? – Bella vinha furiosa em direção a Yume.
— Primeiro, acho que você ainda não percebeu, mas eu uma garota, ok? E quem seria esse tal de Yan? – Disse descendo do cavalo. – E tente se acalmar, ou vai ficar cheia de rugas.
— Como assim? Garota? Você nem tem peitos!
— Como não? – Toca nos próprios peitos – E o que é isso? Enchimento por acaso? Você é quem parece bem mais homem que eu.
— Já chega! Prendam-no. – Dá sinal para pegarem a garota.
— É “na”. Sou uma garota. – Dois caras de armadura pegam a mais baixa pelos braços e saem arrastando ela. – Esperem aí, isso não é jeito de tratar uma dama! – Fica xingando e fazendo escândalo até sumir pelo portão.
—-------------------------------------------------x------------------------------------------------------
Uma sombra aparece perto dos restos do carro, jogando três pessoas para fora dela. Ed sai logo em seguida se dirigindo até os escombros.
— Vamos ver se isso funciona. – Pega uma barra de metal.
— O que você vai fazer? – Haru levanta e observa o maior com atenção.
— Ele vai invocar a Shadow Blade. – Daitetsu responde cruzando as pernas ao se ajeitar no chão. – Tem como você invocar alguma arma para mim também?
— Só consigo invocar o que está nesse mundo. Então não sei se vai dar certo. Apesar de que meus poderes funcionam aqui. – Fecha os olhos para se concentrar e fica em silencio. Uns segundos depois uma parte da barra some. – Isso daqui deve servir para vocês. – Joga três espadas no chão.
— Essa daqui é minha. – O mais velho pega a espada de tamanho médio e mais larga que as outras.
— Fico com essa. – Bulzeb pega a mais comprida sua lamina não era tão larga nem tão fina.
— Acho que essa é minha então. – Haru pega que sobrou, parecida com um florete. – Consegui alguma coisa Ed?
— Yep! – Sorri e a barra de metal que estava em sua mão some e dois segundos depois aparece sua arma. – Eu não sei em que tempo estamos, mas com certeza estamos na Terra.
— Salvamos a Yuu-san ou descobrimos onde estamos? – Haru brincava com a espada.
— Bater primeiro perguntar depois. Até porque eles que sequestram a Yume-sama. – Verifica se estava tudo bem com sua Shadow Blade.
— Sinto que a Yume pode esperar – Os três olham sem entender para o Bulzeb – O que? Ela deve estar ficando com a mulher alta.
— Nisso eu tenho que concordar, mas acho que é melhor nos reunir com ela. Temos que descobrir que lugar é esse e como vamos voltar para casa. – Os garotos concordaram com o Ed – Vamos! – Eles são cobertos por uma sombra e somem.
—-------------------------------------------------x------------------------------------------------------
Já no castelo, Bella e seus soldados entram no castelo escoltando seu prisioneiro.
—- Convoque imediatamente uma reunião do conselho. Diz Bella apontando para o guarda mais próximo. – E você – olha de Yume para seus soldados e de volta para Yume com um sorriso nos labios. – Vamos leva-lo para a masmorra.
— É “leva- LA”!!! – diz Yume enquanto um dos soldados a arrastava.
—-------------------------------------------------x------------------------------------------------------
Cinco pessoas estavam reunidas em uma sala. Cada uma sentada em uma cadeira e uma cadeira vazia.
— Por que foi solicitada essa reunião? – Um cara que devia ter 1,70m, cabelos curtos castanhos e olhos da mesma cor, se levantou já impaciente.
— Calma. Para a Bella marcar essa reunião deve ser importante. – Uma mulher que aparenta ter 30 anos fala, seus olhos eram verdes e media 1,65m. – Senta aí vai Nanse.
— Calma!? Como posso ficar calma, Helena? Ela está demorando demais. – Andava em direção a porta. – Tenho mais o que fazer. – A porta se abre e bate na cara do homem. – Mas que p....
— Olha a boca! – A mulher alta diz entrando na sala. – Sente-se. – O mais baixo se senta. – Bom, como já estão todos aqui. – Se aproxima da mesa e passa os olhos pelas pessoas. – O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO AQUI? EU MESMA TE TRANQUEI NAQUELA CELA!! – Aponta para um garoto, cabelos pretos, pele morena, olhos castanhos e óculos.
— Me chamaram... – Diz assustado.
— Você deveria estar na masmorra. Quem te tirou de lá?
— Bella, calma, o que está havendo? O Yan faz parte desse comitê. – Uma mulher de cabelos azuis, branca e olhos mel, tenta acalmar a outra.
— Ele libertou meus prisioneiros, Dali.
— Como? – Yan estava perdido.
— Guardas! – Dois homens entram na sala — Levem-no para a masmorra e não o tirem de lá até minha ordem. – Ordena – E me digam quem o tirou de lá?
— Ele ainda estava lá, senhora. – Um deles fala. – Eu o olhei dois minutos atrás.
— Se olhou, o que ele está fazendo aqui?
— Desculpe-me, mas tenho certeza que ele estava na cela.
— Então, vamos lá agora e ver se ele está lá.
Todos saem da sala e se dirigem com passos agitados, até a masmorra.
— Olá Bella. Já está com saudades? – Yume fala com um sorriso sarcástico.
— Como você...? – Alterna entre os olhos entre a garota presa e o garoto que estava sendo segurados pelos guardas. – Quem diabos é você?
Fale com o autor