Alegava estar sem sono, quando, na verdade, ele estava à espera de sua chegada. Contava os minutos no relógio de modo aflito, inventava desculpas por ele em sua cabeça, quando às vezes se atrasava alguns minutinhos – os quais pareciam durar dias. Procurava o que fazer enquanto aquela maldita hora não chegava. Tentava fazer de tudo para evitar pensar nele. Em vão, obviamente. Pode-se dizer que ele já estava em um estágio incurável de loucura por causa dele. E essa é aquela loucura tanto falada em filmes água-com-açúcar e livros de donas de casa.

Quando ouvia a campainha soar, seu coração disparava de tal forma que ele tinha medo de qualquer dia ter um ataque. Mas então, quando ele abria a porta e deparava com o garoto segurando uma rosa entre os lábios, ele sabia que todos os minutos de espera tinham valido a pena.

Agora se equilibrava nessa saudade.