Templo das Bacantes Vol. 2

29 Foi o cão que butô pra nois bebê! - Parte 1


Notas iniciais
Olá meus queridos. A capa é uma montagem divertida com uma cachaça artesanal brasileira hahha. créditos a Ju/ rosenrot ;)

Santuário de Athena, Casa de Virgem, 4:00am

Após a discussão que tivera com Shaka, Mu até que tentou ficar mais um tempo na festa de casamento de Saga e Geisty, mas não encontrou mais ânimo.

Sabendo que não acabaria com o divertimento dos amigos, afinal bêbados e empanturrados de comida como estavam agora conversavam sentados à beira da praia, o Santo de Áries usou a desculpa do filho pequeno para convencê-los a voltar para o Santuário, e estando todos de acordo os teleportou para suas respectivas moradias, podendo ele, enfim, também retornar à Virgem para descansar junto de Shaka.

Apesar do que tinha dito na discussão com o virginiano, que iria dormir em Áries com Kiki, Mu estava decidido a deixar de marra e ficar numa boa com Shaka, uma vez que seu lugar era ao lado do marido, mas também porque mesmo brigados aquele loiro implicante era o amor de sua vida.

No entanto, quando Mu enfim regressou ao lar, surgindo através do teleporte já na parte residencial do Sexto Templo, levou um baita susto!

Passava das quatro da madrugada, horário em que, num lugar isolado e inóspito como era o Santuário de Atena o silêncio era de lei, mas naquele Templo, e naquela noite, o extraordinário saltava aos olhos arregalados do lemuriano, que estarrecido levou alguns segundos para processar o que via e também ouvia.

De costas para si no centro da sala e completamente nu, Shaka de Virgem dançava tentando acompanhar a batida frenética de uma canção indiana que tocava em volume altíssimo. Seus movimentos eram descoordenados, lentos, e a julgar pela garrafa que segurava em uma das mãos, a qual estava quase vazia, parecia muito embriagado.

Ainda meio atordoado com aquela cena inusitada, Mu correu até o aparelho de som e desligou a música, preocupado tanto com a barulheira naquela hora da madrugada quanto com o filho, que por milagre ainda dormia profundamente amarrado em seu corpo pelo sling.

Quando se deu conta de que a música havia cessado, o que demorou alguns poucos segundos até que parasse enfim de se remexer, Shaka ergueu a garrafa até a altura dos olhos e olhou o interior através do vidro transparente, como se os dois dedos que restavam da forte bebida no fundo do recipiente fossem a causa do súbito silêncio.

... — resmungou em sua língua natal mesmo, depois em um rápido lampejar de lucides sentiu a presença de Mu ali, então virou-se de frente para ele encontrando os olhos verdes profundos do ariano a olharem surpresos para si — *Ora, ze não é o meu marido!... Não ia zormir na zua caza com o zeu filho, Mu de Áriiis? — disse petulante, agora em grego, erguendo o queixo e empinando o nariz.

Sem perder tempo o ariano caminhou apressado e sisudo até o loiro e lhe tomou a garrada das mãos, completamente indignado com o estado de embriaguez em que ele se encontrava — “Depois eu que sou o ébrio!” — pensou irritado.

— Sim, eu ia dormir em Áries, afinal não foi você que disse que não divide o leito com um bêbado? — Mu respondeu de pronto enquanto olhava sério para o esposo o analisando, então ao constatar seu estado deplorável baixou os olhos para a garrafa e leu o rótulo – “Cura Viado.” –. Era uma das tantas cachaças brasileiras que Aldebaran trazia de sua terra natal para presentear os amigos — Mas, meu lugar é aqui, pois se Áries é a minha casa, esse é o meu lar.

— Poiz vozê fez muito bem em voltar para o zeu lar. — disse Shaka entre soluços.

— E você não fez nada bem em tomar uma garrafa de cachaça inteira sozinho. Pelos deuses! — repreendeu assumindo um semblante irritado — Chega de bebida para você. Ouviu?... Eu vou colocar nosso filho no berço e você me espera aqui. No estado em que está não tem condições de mais nada, além de dormir.

— Zormir? — questionou o cambaleante virginiano — Não! Ainda nem acabei de beber a bebida brasileira. Dá ela aqui. — esticou o braço, mas Mu recuou.

— Não! Você já bebeu demais. — retrucou Mu aos sussurros, que já caminhava apressado para o quarto do bebê, quando de repente se virou e encarou o marido que vinha logo atrás aos tropeços e soluços — Aliás, o que deu em você para beber desse jeito? Ficou doido? E por que está pelado? Por todo o Olimpo, Shaka de Virgem! — voltou a dar as costas ao indiano e seguiu caminho.

— Por que tô pelado? Não é izzo que vozês fazem quando bebem? — disse de forma ríspida enquanto seguia o ariano, vez ou outra esbarrando em algum móvel ou tropeçando nos cantos das pilastras.

— Vocês quem? — disse Mu seguindo pelo corredor.

— Vozês, bêbados. É izzo zim! O álcool entra e a roupa zai!

Mu revirou os olhos e seguiu caminhando.

Quando voltou à Virgem após aquela discussão besta com Mu na praia e depois no salão de festas, Shaka estava tão aborrecido que sabia que seria inútil ir para cama e tentar dormir.

Detestava brigar com o marido, mesmo que muitas vezes se achava na razão, como naquela, porém reconhecia que tinha perdido o controle e passado um pouco dos limites.

Injuriado, até consigo mesmo, tentou meditar, mas saber que Mu dormiria em Áries com Kiki só lhe deixava ainda mais ansioso. Desistiu depois de poucos minutos e foi até a cozinha preparar um chá, no entanto quando entrou na dispensa para escolher a erva viu na última prateleira a fileira de garrafas de cachaças artesanais brasileiras que Aldebaran lhes presenteara, algumas delas ainda eram da época em que se casou com Mu.

Touro tinha esse hábito, o qual julgava ser péssimo, diga-se de passagem, já que não lhe agradava nada ter álcool guardado em casa. Porém, naquela hora, sozinho, chateado, nervoso, e com seu orgulho ferido, tomar alguns tragos de cachaça lhe parecia o melhor a se fazer, afinal, se queria viver como um homem comum precisaria entender e viver as paixões que movem os homens comuns, e todas elas pareciam sempre se tornar mais fáceis de lidar quando acompanhadas por uma garrafa de bebida bem forte. Pelo menos era assim nos filmes e novelas, nos livros e nos romances. O álcool era o condutor das paixões!

Tudo certo na teoria, já na pratica...

— Eu não entendo por que vozês bebem... — resmungou se escorando no berço enquanto Mu tirava Kiki do sling —... É zério, marido...

— Shii... Quer falar baixo, praga! Vai acordar o bebê. — Mu lhe direcionou um olhar repreendedor, depois curvou-se para ajeitar Kiki no colchão.

— Pobre do meu anjinho, tem dois paiz bêbados! Que cruel destino! — debruçou-se também na intenção de dar um beijo no filho, mas Mu o segurou pelos ombros o puxando de volta. Shaka estava tão embriagado que mal controlava seus movimentos, e era bem capaz de virar para dentro do berço e cair em cima do bebê.

— O único bêbado aqui é você, praga loira. — disse Mu um tanto irritado, pois havia retornado ao lar na intenção de fazer as pazes com o indiano, mas com ele naquele estado seria impossível — Vem, vamos para o nosso quarto que por hoje você já me aprontou tudo o que podia e o que não podia.

— Péralá, Mu de Áriiis! Vozê fica de ezfrega-ezfrega com dois homens zeminus e é o Shaka que apronta? — inclinou-se para frente e meteu a mão nos cabelos ainda meio úmidos do ariano, trazendo uma mexa para perto de seu rosto — Eztá cheirando mar e ezta cheio de areia.

Mu franziu a testa e segurou o companheiro pelo braço.

— Você não sabe mais o que está falando. Fica quieto que é melhor. — disse nervoso, então ergueu o braço dele e o passou por cima de seus próprios ombros sustentando seu corpo para ajuda-lo a andar — Anda, vamos pro quarto.

— Zei muito bem o que eztou falando. — rebateu o virginiano encarando o outro.

Injuriado, Mu sabia que não adiantaria discutir, que conversar com o loiro naquele estado era inútil, por isso seguiu para o quarto junto dele sem nada mais dizer, guiando Shaka para que não esbarrasse e derrubasse mais nada pelo caminho.

No quarto, com muito custo conduziu o loiro até o banheiro, pois ele sentiu vontade de vomitar, em seguida lhe deu banho, o ajudou a escovar os dentes e finalmente, depois de muito pelejar o enfiou na cama debaixo dos lençóis, nu mesmo, enquanto ouvia uma chuva de maus dizeres ditos em hindi.

Suspirou, cansado e aliviado, quando enfim meteu a cabeça do virginiano no travesseiro.

— Isso... Agora fecha os olhos e durma. Amanhã você vai acordar com uma bela ressaca e, ai sim, nós conversaremos.

— Não! Eu quero converzar agora... — disse Shaka ao levantar o tronco de supetão na intenção de se sentar, mas o movimento abrupto o fez experimentar uma tontura violenta, e com ela veio um enjoo forte. Não viu outra alternativa senão levar as mãos ao rosto e segurar a cabeça com força como se assim pudesse fazer o mundo parar de girar.

— O que foi Shaka? — perguntou Mu preocupado.

— Ah... Buda... desliga izzo.

— Desligar o que, praga?

— A cama... Faz ela parar de rodar. — disse enfiando o rosto entre os joelhos cobertos pelo lençol.

Pacientemente, Mu acercou-se dele na cama, colocou mais um travesseiro sobre o que já havia ali e com cuidado segurou em seus ombros.

— Assim só vai piorar, Shaka. — disse sério, mas o tratando com carinho, pois apesar de irritado sabia que o esposo sofria com os efeitos negativos da bebida — Vem, encosta nos travesseiros e coloca um dos pés no chão, assim vai se sentir menos tonto. — o ajudou a se posicionar com o tronco mais levantado e um dos pés para fora da cama a tocar o chão, o que ajudava a diminuir as náuseas e a tontura.

O lemuriano ainda ficou ali por mais alguns minutos, sentado na beirada da cama ao lado do loiro até que a tontura passasse e ele enfim ficasse quieto, e acreditando que Shaka logo dormiria, afinal havia bebido muito para alguém que não era acostumado com álcool, Mu se retirou do quarto.

O lemuriano tinha até cogitado deitar-se ao lado dele para esperar que o sono viesse, mas ainda estava chateado demais com o esposo. Sendo assim, deixou o quarto e optou por comer alguma coisa e ver um pouco de televisão para esfriar a cabeça. Estava cansado, teleportar muitas pessoas sempre exigia bastante de si, depois, ter uma DR com um virginiano de ressaca no dia seguinte exigiria o máximo de sua paciência.

Já na cozinha Mu abriu a geladeira e constatou que não havia nada pronto. Para seu desgosto teria que cozinhar.

Culinária nunca foi o forte do Santo de Áries, ainda mais naquela hora da madrugada e na altura dos acontecimentos, portanto pegou os primeiros ingredientes que viu ao seu alcance, um ovo, um pedaço de queijo Feta e alguns tabletes de chocolate meio amargo que pegou de uma barra já aberta a qual encontrou na porta da geladeira. No início ainda tentou descobrir o que poderia sair daquela combinação esdrúxula, iria fritar o ovo e talvez comê-lo com pão e o queijo, mas irritado como estava no fim acabou juntando tudo em uma panela, salpicou orégano e fez uma “omelete de foda-se”, como batizou a receita.

A cara daquela iguaria não era das melhores, o cheiro menos ainda, mas ele não era um homem de se abater por esses meros detalhes, visto que em Jamiel havia aprendido a se virar com o que tinha, inclusive já comera coisas bem mais “peculiares”, por assim dizer.

Minutos depois o lemuriano se encontrava na sala de estar com a TV a cabo ligada no canal de esportes onde passava uma luta de boxe, a qual capturou imediatamente a atenção do ariano que era amante declarado das artes marciais e dos esportes de combate. Retirou os sapatos, a camisa que havia usado no casamento e procurou relaxar descansando as pernas sobre um pufe.

O esforço de teleportar tantas pessoas já cobrava seu preço. Tinha gasto muita energia e precisava repor, mas ainda não havia tido coragem de provar a gororoba que ele mesmo fizera, até que, tomando coragem, entre o intervalo dos rounds da luta, Mu deu a primeira garfada em sua iguaria exótica, e quase de imediato seu rosto se contorceu todo em uma expressão de nojo. Sentiu ânsia de vômito ao perceber o sabor do chocolate misturado ao do queijo e o ovo. Uma combinação catastrófica.

— Eca! Isso tá uma bosta. — ralhou consigo mesmo, depois riu de sua situação.

Ainda assim não desistiu. Respirou fundo, engoliu de uma vez aquele bolo indigesto e pegou mais uma garfada do seu incrível omelete de foda-se.

Aquela definitivamente não estava sendo uma noite fácil para os moradores adultos do Sexto Templo, já que Kiki dormia o sono justo e pesado dos anjinhos e não acordaria tão cedo.

No quarto do casal de cavaleiros, Shaka novamente havia se sentado no colchão e metido o rosto entre os joelhos.

— Eu nunca maiz vou beber... — resmungou, e sua voz saiu completamente abafada pelo tecido do lençol — Tá me ouvindo, gênio que mora no álcool? Nunca maiz... Álcool é para mentecáptos... — esticou o braço e tateou o outro lado da cama. O encontrando vazio levantou a cabeça e constatou que estava sozinho — Marido?... Mu?

Sem pensar duas vezes se levantou da cama e foi procurar o ariano pela casa, o encontrando na sala em frente à TV ligada. Caminhou até lá e se colocou na frente da tela, pelejando para se manter firme no lugar mesmo que tivesse a sensação de que andava sobre uma jangada à deriva.

— Izzo não está zerto, Mu! — disse apontando o dedo indicador para o ariano que mastigava à duras penas um bocado da omelete.

— Ah, não! Bem no último Round! — disse o lemuriano depois de engolir aquele bolo indigesto fazendo uma careta — Shaka o que você veio fazer aqui? Já deveria estar dormindo.

— Por que está aqui? Ze vozê veio para casa vai ficar comigo, nem que zeja para não olhar na minha cara, mas vozê vai ocupar o seu lugar no nozzo leito... — deu uma cambaleada para o lado e se apoiou na estante —... Eu zó, veja bem... marido... eu zó bebi porque vozê disse que ia dormir na zua casa... Agora vozê vem aquiii e não dorme comigo?

Mu franziu a testa fazendo as pintinhas se unirem. Tentando ser discreto correu rapidamente os olhos pelo corpo nu do indiano detendo-se em uma região que lhe exercia uma atração peculiar, o caminho de pelinhos pubianos loiríssimos que desciam de seu umbigo até rodearem o pênis. Sentiu um pulsar no baixo ventre, mas não cederia àquela tentação hindu embriagada, pois ao mesmo tempo em que sentia ganas em atirar-se de boca em cima dele também desejava convictamente encher sua cara de tapas.

— Sai da frente da TV e volte para o quarto, Shaka. Não vou falar com você nesse estado. — disse o lemuriano entortando o corpo para o lado para desviar a mirada para a tela da televisão.

— Vai falar comigo zim! Por que está aqui e não no nozzo leito?

Respirando fundo, e com a paciência no limite, Mu encarou o marido e disse muito sério:

— Você mesmo disse, Shaka de Virgem, que não iria se deitar comigo porque eu sou um bêbado, e que eu não me divertiria com você tão cedo? Lembra?

Shaka respondeu com um balançar de cabeça que indicava uma resposta afirmativa.

— Pois não entendo agora essa sua exigência. — o lemuriano encarava o marido com uma pontada de mágoa na voz — Tanto falou de mim que fez pior. Eu fiquei levemente alterado pelo álcool, mas você está tão embriagado que está caindo!... Foi você quem me dispensou do nosso leito e instaurou uma greve de sexo entre nós... Eu vim para cá porque aqui é a minha casa, onde mora meu marido e meu filho, disposto a me reconciliar com você, mas no lugar do meu esposo me deparei com uma praga loira alcoolizada! — novamente correu os olhos pelo belo corpo do companheiro sentindo um calor súbito brotar em seu peito e entre as pernas, então os fechou rapidamente e soltou um longo suspiro — Pelos deuses Shaka, ao menos coloque uma cueca.

Depois de processar tudo que Mu havia dito, o que levou alguns longos segundos nos quais ficaram ambos em silêncio, Shaka andou cambaleante até o sofá e se sentou do lado do lemuriano cruzando uma das pernas para se posicionar de frente para ele. Queria olhá-lo nos olhos.

— Prezta atenzão no que Shaka vai falar pro Mu... — disse, ainda que meio embolado, e então fez uma pausa olhando com uma expressão confusa para o prato que o ariano tinha nas mãos — Que raio de comida feia! O que é izzo?

— Era isso que tinha para me falar? — Mu disse revirando os olhos, depois colocou o prato sobre a mesinha de centro — É omelete de foda-se, Shaka de Virgem, foda-se o que tem nele, entendeu? Não tinha nada pronto e eu fiz essa porcaria aí.

— Deve tá horrível! — disse arregalando os olhos azuis ao olhar para a gororoba no prato.

— Tá um merda. — Mu teve que concordar acenando a cabeça, depois cruzou os braços e encarou o companheiro — Mas, não é para discutir o meu talento culinário que estamos aqui, não é? Vai, peladão, foco. O que você queria me falar?

Shaka piscou os olhos algumas vezes voltando a se concentrar e tornou a encarar Mu.

— O que eu quero te falar, Mu, é que não azianta você me pedir para brincar, fazer baderna com zeus amigos, ou rolar na areia da praia de forma impudica, porque eu não zou azim.

— Mas isso eu sei.

— Não, espera, Shaka não acabou.

— Hum.

— Também não azianta eu exigir que fique careta em todaz az feztas ao meu lado, porque aí é você que não é azzim... — inclinando-se para frente encostou a testa no ombro de Mu —... Nós zomos parecidos, mazz tão diferentes... Mu... — levantou novamente a cabeça e mais uma vez olhou profundamente nos olhos do ariano — E foi ezza diferença que Shaka não zoube entender e rezpeitar quando brigou com o Mu lá na praia... Me dezculpa.

— Hmm... — Mu resmungou, mas descruzou os braços em sinal de trégua — Você sabe que não consigo ficar muito tempo bravo com você, mesmo que hoje tenha extrapolado.

— Tem maiz... Vozê não percebe porque vozê é uma criatura pura, zem malícia, uma alma livre de qualquer perverzidade, mas o resto não é azzim, Mu. Não é mezmo!... De longe lá na praia eu vi quando aquele Baiacu Beijoqueiro estava apalpando vozê de forma dizzimulada e libidinosa. — disse o loiro, que agora também passeava os olhos pelo torso nu do ariano, os fixando em seus mamilos por longos segundos.

— O Dido?

— Sim.

— Pelos deuses, ele só estava brincando comigo e com o Deba, Shaka! A única pessoa que apalpou alguém de forma libidinosa naquela praia fui eu quando te agarrei. — o ariano deixou escapar um meio sorriso, depois encostou as costas no sofá e finalmente baixou a guarda puxando o marido para um abraço.

— Está vendo como vozê não tem malícia, Mu... O que vozê tem zim é um corpão malhado e gostoso... Ombros fortes... — deslizou a mão no torço nu do ariano dando um apertão no peitoral, depois se achegou ainda mais perto e esfregou o nariz na curva de seu pescoço, sentindo o cheiro de maresia na pele do lemuriano —... Uma bunda deliziosa... — sussurrou.

— Ei! Não pode rolar na areia, mas pode ficar desnudo e se esfregando todo em mim, seu monge sem vergonha. — Mu fingiu reclamar, mas já respondia à investida do outro o abraçando forte contra o peito.

— Shaka casou, então Shaka pode. — ele respondeu afagando docemente os cabelos lavanda ainda meio úmidos que caiam pelos ombros do lemuriano — Mas não na frente dos outros, porque ele tem vergonha.

— Ele quem? — Mu provocou, engolindo o riso.

— O Shaka, oras! — proferiu o indiano, e em seguida desgrudou-se do amado para endireitar a postura e assim poder manter a mirada fixa a seu rosto —Zabe Mu, não importa o quando vozê negue, afinal eu zei que o Baiacu é zeu amigo, zei que vai dizer que é implicância minha, mas vozê tem que entender que vozê é um homem lindo, Mu, desejável, instigante, e que Afrodite é gay e zafado, e bulinou vozê zim. — enquanto falava Shaka se esfregava mais e mais no lemuriano, até que já estava sentado com o traseiro no sofá e as duas pernas jogadas por cima das pernas do ariano.

— Ele não fez isso, ele só... — Mu interrompeu a fala quando sentiu a mão forte do indiano deslizar em uma carícia vertiginosa por seu abdome até se enfiar atrevida dentro de sua calça e arranhar seu pênis por cima da cueca, arrancando-lhe um suspiro prolongado — Hmmm... Ele só estava... brincando. — tentava fortemente resistir àquela tentação loira que o provocava.

— Mezmo que ele não tenha feito izzo com más intenzões, eu não gostei. — disse Virgem com voz sussurrada e embriagada, enquanto investia cada vez mais em seus ataques ao lemuriano — Mas é que...

— É o quê? — murmurou o Santo de Áries de olhos fechados, sentindo o pênis crescer e o calor em seu baixo ventre aumentar em uma proporção assombrosa.

— Mas é que... Shaka tem ziúmes. — confessou o virginiano enquanto beijava a têmpora do amado sentindo o gosto da pele salgada e apertava com força contra seus dedos a ereção dele que já se punha vigorosa.

— Ciúmes! Mas que bobagem, Sha. — Mu exclamou surpreso.

— Zim. Não era para Shaka sentir izzo. A confiança que ele tem no Mu é tão sólida quanto a zerteza da existência do Karma! Admitir izzo é até um desrespeito... Um desrespeito com vozê, que eu amo tanto... Mas, eu zinto, Mu. Shaka zente um ziúme doido quando alguém toca o Mu... Zó o Shaka pode tocar o Mu... azzim.

Dito isso, puxou o tecido da cueca para baixo, e enquanto beijava e lambia a linha do maxilar de Mu agora o masturbava com exímia destreza em movimentos lentos variados, ora apertando forte todo o pênis, ora tocando a ponta com extrema delicadeza.

— Com toda a certeza do mundo! Humm... Só você pode me tocar assim, seu safado. — disse Mu apertando os olhos e mordendo os lábios, tomado por um estremecimento súbito que chegava a lhe enfraquecer os membros — Ninguém me tocou assim na praia, Sha, eu jamais permitiria... Aaahh... — deixou escapar um gemido e correu a mão pela coxa nua do loiro, apertando a carne macia com força considerável — Você disse que somos diferentes... Eu já acho que somos iguais. Eu bebo e perco a vergonha, e você... hmmm... Você pelo jeito perde bem mais do que isso.

Mu então cedeu à tentação e à provocação de Shaka, esquecendo até mesmo de que estava bravo com ele. Com um único movimento o segurou pela cintura e o puxou para seu colo, colocando-o sentado em suas coxas com as pernas em paralelo, assim podia colar seu peito ao dele e lhe roubar um beijo.

Shaka abandonou o pênis do ariano para levar ambas as mãos até sua nuca e arranhar a pele, aprofundando o beijo ao mesmo tempo em que rebolava em seu colo, deixando Mu com ainda mais desejo de toma-lo.

— Se estava com ciúme, porque brigou comigo e fugiu de mim depois que nos beijamos na praia? — sussurrou quando afastou os lábios para beijar o pescoço do indiano, e depois, olhando nos olhos dele lhe fez uma carícia no rosto deixando os dedos deslizarem pelos fios loiros da franja — Somos adultos, casados, e todos sabem que nos amamos... Queria ter rolado com você naquela praia e te coberto de beijos.

— Não fugi de vozê, fugi de mim. — disse Shaka beijando suavemente a testa do lemuriano entre os pontinhos — Não zei lidar direito ainda com muita coiza que zinto aqui dentro de mim, uma delas é ezze ziúmes incômodo e outra é... o desejo forte e constante de fazer amor com vozê toda hora.... Depois, Mu... Shaka é um monge, nasceu para zer o próximo Buda e não para rolar na areia junto com homens mundanos de cueca... Ele até rola, mas sozinho com o Mu, e zem ninguém olhando. — remexeu-se no colo do outro o provocando.

— Humm... Eu vou cobrar isso, heim. — Áries sorriu safado.

— E Mu... Shaka não acha que vozê é um alcoólatra.

— Ah é? Então por que vive falando isso? — o ariano perguntou enquanto esfregava o nariz na curva do pescoço de Virgem, aspirando profundamente o cheiro natural da pele dele, que mesmo alterado pelo odor do álcool em seu organismo ainda mantinha um perfume acentuado, misto de sândalo e canela, que lhe tirava dos eixos.

— Porque quando vozê bebe tira a camisa, danza as danzas mundanas indecentes, fica pelado... e o Shaka é ziumento. — esticou o pescoço para aproveitar mais daqueles afagos tão gostosos.

— Mas quando diz isso me magoa, Luz da minha vida. Eu só estava alegre. Tudo bem, levemente alterado, mas longe de estar bêbado de cair. Jamais iria beber de perder a linha estando junto de você e do nosso filho. Sei das minhas responsabilidades.

— Me desculpe... Zó não gosto quando fica bêbado e fala bobagem.

— Só que não sou eu que estou pelado e bêbado agora, né? A propósito... Não acha que está me provocando demais para alguém que disse que faria greve de sexo? — provocou Mu, que já descia ambas as mãos às nádegas macias e pequenas do amado as apalpando com pegadas vigorosas.

— Shaka não conzegue fazer greve de zexo... nem de Mu. — sussurrou arfante antes de atacar a boca do ariano e novamente descer a mão até seu pênis voltando a masturba-lo.

— Pois saiba que eu só agarrei você daquele jeito na praia pelo desaforo de me ter dito que não faria amor comigo. — falou com voz rouca de tesão ao mesmo tempo em que beijava os ombros do marido sentindo sua pele se arrepiar facilmente.

— Eu não vivo zem vozê, Mu... Nem um dia zequer... Shaka ze deita com o Mu quando e onde ele quiser... aqui... na areia... no Taj Mahal, no estúdio da novela... — murmurou mordendo os lábios do outro e intensificando a masturbação.

— Aaah... Eu também não vivo sem você, Shaka. — suspirou fechando os olhos para sentir mais a fundo as carícias que o marido lhe fazia, adorando ser “atacado” daquele jeito — Você me deixa louco... de todas as formas, sua praga loira... Como um monge pode ser tão assanhado assim como você? — sorriu correndo os dedos para o interior das nádegas do indiano enquanto levantava o quadril.

Virgem sorriu de volta sentindo seu coração palpitar forte e acelerado dentro do peito.

— Mu gosta, não gosta? — ciciou, com pretenciosa provocação.

— Sim! Mu adora! Shaka sabe certinho do que o Mu gosta!... Hmm... Como você consegue fazer isso só com a mão? Pelos deuses! — puxou o ar aflito para dentro do peito — Aaah... Vai com calma ou vamos acabar antes de começar.

— Eu te amo Mu... Vozê é meu, zó meu! Faça amor comigo.

Áries não era mais capaz de conter o ímpeto de mergulhar de vez naquele corpo que se oferecia descaradamente para si. Os toques e estímulos da mão habilidosa de Shaka em seu pênis lhe causavam um frisson delicioso e só o fazia ansiar por mais prazer. Por isso, levou uma das mãos aos cabelos loiros do virginiano os agarrando fortemente pela nuca e com um puxão trouxe sua cabeça junto a seu rosto para tomar-lhe a boca agora com um beijo selvagem, que foi retribuído de imediato com igual fervor.

Poucas foram às vezes em que discutiram de forma tão acalorada como naquela noite, mas agora o ariano começava a entender porque tanto era dito que o sexo de reconciliação era o melhor sexo.

— Seu oferecido! — Mu sussurrou ofegante, mergulhando ainda mais os dedos nas carnes macias daquelas nádegas, queimando de vontade de sentir mais — Eu também te amo... Muito, Shaka.

— Sou oferezido zim... — Virgem respondeu com um rebolado insinuante — Shaka faz amor com Mu aonde ele quiser, zó não briga mais com Shaka.

— Em qualquer lugar seu monge safado?

— Em qualquer lugar!... Hmm... Até no telhado do Touro onde beijou o Mu pela primeira vez... Onde vozê quiser.

Tão excitado que parecia fora de si, no colo de Mu Shaka simulava os movimentos do ato sexual num vai e vem alucinante com os quadris, enquanto esfregava seu próprio pênis ao de Mu, o qual ainda estimulava com perícia absurda mandando o que restava do juízo do lemuriano para longe.

— Aaaaah... Sha-Shaka, não faz isso. — Mu deixou escapar um gemido profundo de seus lábios — Não me provoca desse jeito ou eu cometo uma loucura e mando nós dois para lá agora mesmo. — Áries ameaçou, com a voz rouca e entrecortada, enquanto agora corria as mãos de volta para as coxas do marido riscando a pele com os dedos e a vendo se arrepiar de imediato, louco de tesão. Não podia acreditar em como a bebida o tinha deixado tão assanhado.

— Não conzigo me conter, Mu... — sussurrou o indiano, e apoiando-se nos joelhos ergueu ligeiramente a pélvis, projetou o quadril para frente e conduziu o pênis do ariano até suas nádegas. Agora com a ereção firme de Mu a roçar-lhe o meio das nádegas simulava, da maneira mais sem vergonha que encontrou, movimentos de uma cavalgada, porém sem permitir a penetração —... Vozê me deixa louco... Hummm...

Com mais essa provocação Mu chegou ao seu limite.

Seu corpo todo estremecia numa ânsia desmedida pelo corpo do outro, num desejo tão desesperado quanto urgente e quase irracional.

Cumprindo a ameaça, a testa do lemuriano franziu por alguns instantes, quase deixando as pintinhas unidas, e no instante seguinte, no tempo de um piscar de olhos, ambos tinham sido teleportados na mesma posição em que estavam no sofá para o telhado da Segunda Casa Zodiacal, a de Touro.

***

Coisa boa não vai dar ein? hahahha Sinto cheiro de lemon no próximo cap ;)

Tumblr da Ju

Grupo " fics trio ternura" no face — capa do capítulo e muitos extras ;)

Grupo Mushakismo para imagens, fics e mais sobre o casal

Notas finais
Pela praga loira peladona o Mu não esperava.... ô omi que da trabalho hahahah O que dizer do Shaka peladão e bêbado no telhado de touro?