Tempestades de um espinho que ansiava virar flor
5 Uma dose de realidade quimérica, por gentileza.
Outra madrugada assim, sem mim.Consumo veneno, cárcere com tons de jasmim. Navegam por mim, desatinadas reflexões incertas...Atraídas pela (in)certeza de que serão somente assim.Oh, o que daria para poder escolherO oásis tangível da minha alucinada cela.Porque tudo que posso lograr prever,é nada mais que ficção projetada em uma tela.Me embebido com gotas do teu sangue,manchado em uma das pinturas do teu ser.Clamo pelo mais autêntico dos clones,que me levará até mais perto de você.Lapido em mais uma sessão de realidade virtualA nossa cena, refinada por meu amargo caos vitalPolida pelo natural instinto usual, sublime execução.
Liberando a conta-gotas, os vestígios de nossa comunhão.Quem dera o efeito de tal desejo não requisitadoAlongasse os instantes entre o êxtase e o frenesiSó pra testar por mais quantos segundos te terei aqui comigo outra vez, antes do enésimo fim... Só mais outra madrugada assim, sem mim. Custo a me reconhecer, posto que tu és fonte de inigualável delírio,nunca tido além de estar em mim.Permanecerás aqui.
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