Sulla escutou atentamente o relato do homem nervoso, que desatou a língua logo que a porta do consultório se fechou, apesar de ter feito um esforço enorme para não fazer um esgar de incredulidade quando Miruku mencionou o detalhe de que o seu raptor voava. Resolveu acreditar no seu paciente de longa data, só porque o conhecia, pois na verdade quem o acompanhava era alguém muito estranho, que fizera demasiadas exigências e tinha um porte imponente, chegando a ser desagradável.

Decidiu prosseguir com o teste e retirar a amostra de sangue para determinar o DNA de Miruku, mas decidiu também avisar a polícia e, enquanto a enfermeira tratava dos procedimentos necessários para obter essa amostra, agarrou no telefone e ligou para as autoridades.

A chegada da força policial aconteceu em poucos minutos e, desde a sala de espera, Vegeta escutou as sirenes no exterior. Pela barulheira que faziam seria um contingente de peso, com vários carros patrulha e muitos homens armados. De braços cruzados, encostado à parede, franziu uma sobrancelha. Percebeu que o riquinho mimado o tinha denunciado, fora a primeira coisa que fizera assim que ficara a sós com o médico e preparou-se, não sem um pouco de fastio.

Desencostou-se da parede quando os policiais irromperam clínica adentro, empunhando armas e vestindo coletes à prova de bala, e o cercaram. Mostrou-lhes uma carranca de assustar qualquer um, mas os policiais não se deixaram intimidar. Erro crasso.

O sargento disse numa voz grossa:

– Você está preso por sequestrar o senhor Miruku, proferir ameaças contra o mesmo e perturbar a clínica do doutor Sulla.

Vegeta rolou os olhos.

– Você tem direito a um advogado. Tem o direito de permanecer calado. Tudo o que disser…

Vegeta interrompeu-o dizendo de forma sinistra:

– Se eu fosse vocês, saíam daqui. Não estou com paciência hoje.

O sargento apertou o punho da arma mais decididamente.

– O senhor vai mesmo resistir? – perguntou.

– Se não me deixarem outra hipótese… Mas acho mesmo que devem ir prender bandidos e me deixar em paz.

Com um simples mover de olhos, o sargento deu uma ordem ao polícia que estava à sua esquerda que avançou um passo segurando um par de algemas. Vegeta respirou fundo, tentando se acalmar. Mas não havia forma de resolver aquela situação a não ser pela força, infelizmente. Quando o polícia das algemas se aproximou, Vegeta socou-o no estômago com um movimento rápido. O homem caiu inanimado.

– Então, quem é o próximo? – perguntou aborrecido.

Um par de agentes evacuava a receção da clínica e outro saía correndo com o rádio transmissor chamando por reforços. O sargento disse num tom autoritário:

– Você só está piorando a sua situação.

– Cale-se, verme! Só estou esperando o riquinho terminar o exame e depois devolvo-o à sua mansão. Você é que vai piorar a sua situação se insistir em querer me prender. – Revirou os olhos e concluiu: – Bando de loucos!!

Olhou para a porta fechada do consultório. Se aquele miserável não saísse rapidamente, iria acontecer uma desgraça. Voltou-se para a força policial e sorriu de canto. Não se iria importar nada de fazer um pequeno aquecimento com aqueles infelizes.

***

Chichi dirigia tranquilamente de regresso a casa e reparou que Goten estava demasiado quieto, seu semblante triste, uma das mãos no rosto, olhando pela janela as árvores que passavam lá em baixo. Ela ergueu a sobrancelha, suspirou fundo e resolveu perguntar:

– Por que está tão quieto, filho? Estava tão animado quando fomos visitar o seu amigo… Aconteceu alguma coisa? – A seguir, colocou o aerocarro no piloto automático, relaxou na cadeira e esperou a resposta.

O menino disse choroso, olhando devagar para a mãe:

– Não tinha bebês no ninho da cegonha, só uns ovos que se parecem com os ovos de dinossauro. Lá não tinha uma irmãzinha para mim! – Desatou num berreiro, esfregou os olhos com as mãos tentando secar as lagrimas.

Chichi arrepiou-se e disse esganiçada:

– Mas não foi divertido brincar com o Trunks?

Hai. Mas onde vou arranjar uma irmãzinha igual à que o Trunks tem? Fomos até à sala gravitacional, mas começámos a lutar e a brincar… Então, o Trunks lembrou-se do computador, ligou-o, mas era muito lento e não conseguimos descobrir como nascem os bebês pois você e a senhora Bulma nos chamaram.

Chichi arregalou os olhos.

– Vocês… foram pesquisar num computador como nascem os bebês?

Hai! – respondeu o menino limpando o rosto, fungando. – Mas não conseguimos fazer a pesquisa, porque o computador era muito lento.

– Ainda bem… – suspirou ela, com as bochechas rosadas.

– O que foi, ‘kaasan?

– Nada, meu querido. – Voltou-se para os comandos e murmurou: – Nada mesmo!

Sentiu a cadeira abanar levemente, Goten tocava nas costas do assento.

‘Kaasan, isso significa que não posso ter uma irmãzinha como o Trunks?

– Vai ser difícil, querido… Se não estava no ninho das cegonhas.

– Não. Só lá estava um ovo redondo e grande.

Não queria explicar ao filho a mecânica de como nasciam os bebês, julgou que Goten era demasiado novo para que se pusesse com essas explicações que não seriam totalmente compreendidas por uma criança de quatro anos. Mas o silêncio dele indicou que continuava triste e tentou consolá-lo.

– Não fique assim, Goten. Você tem o Gohan como irmão e pode ver muitos bebês dinossauros nascendo.

– Hum-hum…

Chichi ficou alerta. Agora Goten não estava simplesmente triste, estava a pensar e sempre que se punha enrolado nos seus próprios pensamentos, surgiam ideias que poderiam levar a novas complicações. Não quis dizer nada, até que ouviu:

– Mas as cegonhas trazem os bebês, não é mesmo?

– Ah… sim – respondeu Chichi.

– Então… Aquele ninho da cegonha da casa do Trunks pode já ter tido um bebê que era a Panty, não é?

Ela gostou da lógica e acenou afirmativamente.

Hai.

E Goten terminou com:

– Hum-hum…

Chichi não quis insistir. Também se pôs a pensar por si própria. Iria avisar Bulma, assim que pudesse, para vigiar Trunks de perto e ver se ele andava a fazer pesquisas esquisitas em computadores. Era importante vigiar duas crianças curiosas com ideias estranhas.

***

Vegeta escutou o ruído de aviões, de helicópteros e de tanques se aproximando, incluindo estridentes sirenes que serviam de aviso, indicando que o povo não se deveria aproximar do local onde acontecia algo perigoso. Pois, o perigo era ele. Olhou para os pés, para o monte de corpos dos polícias que ele tinha derrubado e deixado inconscientes. Tanto alarido haveria também de chamar a atenção dos jornalistas e a televisão já devia ter feito a sua entrada em cena. Onde farejavam escândalo e notícias de última hora, lá estavam aqueles vampiros que se intitulavam agentes de informação.

Respirou fundo.

E toda aquela confusão por causa de um maldito cesto com uma cria humana dentro!

Ia arrombar a porta do consultório quando entrou um soldado na receção deserta da clínica.

– Quieto!

Vegeta bateu com a mão na testa.

***

Com a garotinha no colo, Bulma agarrou no controlo remoto da televisão para ter algum tipo de distração. Estava aborrecida e a mãe nunca mais chegava do shopping. Também começava a ficar curiosa com o que traria a Senhora Briefs da sua incursão pelas lojas de roupa de criança, deveria trazer um fornecimento digno de um guarda-roupa real. Bulma espreitou a garotinha que roía um brinquedo de borracha que pertencera a Trunks. Se fosse filha de um príncipe, precisava de roupas de pequena princesa, não era assim?

Afastou o pensamento, decidida. Não queria mais matutar naquela ideia.

Ligou a televisão e surgiu no ecrã a indicação de uma notícia de última hora. A imagem era trémula porque estava a ser captada pela câmara a bordo de um helicóptero e mostrava uma famosa clínica médica de West City. Junto ao edifício via-se um impressionante contingente militar, composto por tanques e por soldados fortemente armados.

A jornalista falava:

– “… As informações ainda são escassas e vão chegando devagar à nossa redação. O senhor Miruku foi sequestrado por um homem desconhecido que o retirou de sua mansão, deixando o guarda-costas muito ferido, com várias fraturas. Veio para esta clínica que vemos na imagem para que o senhor Miruku faça um exame de DNA”.

A imagem passou para uma entrevista a uma mulher anafada que corroborou o relato da jornalista. Era obviamente uma cena gravada previamente. A mulher anafada suava e gesticulava nervosa, explicando que um homem baixinho, com o cabelo negro espetado, tinha chegado à clínica e tinha ameaçado toda a gente, exigindo o tal exame de DNA. Mencionou depois um doutor Sulla, mas tinha um discurso incoerente devido ao medo que sentia.

A jornalista voltou a comentar, com as imagens em direto novamente, desta feita com uma filmagem que mostrava o assalto do exército à clínica. Curiosamente, não se escutava um único disparo.

– “O sequestrador está deixando vários soldados desacordados, que tentam inutilmente retirá-lo do interior da clínica. Antes, já a polícia tentou o mesmo, sem qualquer sucesso. Segundo as nossas informações, existe um amontoado de agentes policiais neutralizados junto à porta do gabinete do doutor Sulla. Continuamos sem perceber quais as verdadeiras intenções do sequestrador. Talvez a exigência de um simples exame de DNA tenha sido um estratagema para um golpe maior…”

– Mas que diabos o Vegeta está fazendo? Ficou louco?! – exclamou Bulma reconhecendo-o pela descrição feita pela mulher anafada. Era ele o sequestrador. – Melhor eu ir lá antes que ele arrume mais confusão.

Ainda viajou por outros canais, mas todos apresentavam aquela mesma notícia de última hora, com vários títulos e outros destaques. Desligou o televisor, pegou à pressa numa sacola com roupinhas e algumas fraldas, desceu as escadas, sempre com a garotinha no colo. Ativou uma cápsula e de uma fumaça branca apareceu um aerocarro. Colocou a pequenina no banco traseiro e partiu em direção à clinica.

***

Chichi chegou a casa com o pequeno Goten adormecido nos braços. O rapazinho entreabriu um olho e perguntou:

– Já chegámos, ´kaasan?

Hai.A viagem foi muito longa?

Ele saltou-lhe dos braços, respondendo:

– Um pouco…

A porta abriu-se e saíram o rei Cutelo com Son Gohan.

– Filha!

Goten pulos nos braços do avô, sorridente.

Ojiisan!

Rei Cutelo abraçou o neto, rindo-se. Gostava muito daquele pequeno.

– Gohan se portou bem, otousan?

– Claro que sim. Que problemas poderia ele dar, se levou o tempo todo estudando no quarto?

Gohan coçou o alto da cabeça com um dedo, encabulado. Perguntou à mãe:

– Conseguiu resolver os problemas da Bulma?

– Bom... Quanto à menina, ela parece uma garotinha normal, mas não consegui muito convencer a Bulma de que ela não é uma saiyajin.

– E você Goten? Se divertiu muito? – Agachou-se, apoiou as mãos nos joelhos, para olhar o miúdo nos olhos e sorriu-lhe – Achou uma irmãzinha para nós?

– Me diverti, sim – respondeu animado, devolvendo o sorriso. – Ainda não achei a irmãzinha, no ninho das cegonhas só tinha ovos muito grandes. Mas já tenho uma ideia.

– Que ideia?

– Primeiro, vou contar ao Trunks.

Chichi ficou apreensiva. Despediu-se do pai, o rei Cutelo despediu-se dos netos e ela entrou com os filhos em casa, dirigindo-se à cozinha para preparar o jantar. Quando Gohan subiu para o quarto para retomar os estudos, Goten foi saltitante até ao telefone. Depois de chamar algumas vezes, o garotinho, filho de Bulma, atendeu.

Mochi mochi.

– Trunks-kun! Sou eu, Son Goten.

– O que queres? Acabaste de sair da minha casa.

– Sabes o ninho das cegonhas?

– O que é que tem?

– Está lá um ovo… Tens de ir ver o que vai sair desse ovo!

– Vai sair um pássaro, Goten-kun.

– Não, não! Vai sair… A minha irmãzinha.

O silêncio do outro lado da linha indicava que Trunks ficara intrigado.

Honto, Goten-kun?

Hai. Tens de pedir ao teu avô que vigie o ninho.

– Hum… Se calhar… Ah, já entendi! Ele vigia o ninho e quando sair a tua irmãzinha, pedimos para que seja entregue na porta da tua casa num cesto, como a Panty.

– Isso mesmo! Arigato, Trunks-kun.

– Ora… Sou teu amigo.

– Mas tem de vir para a minha casa! Vê lá se a entregam noutra casa qualquer. Ela é minha, ouviste?

Hai, Goten-kun.

– Depois, a gente se fala. Tchau.

– Tchau.

Assim eles se despediram e Goten desligou o telefone.

Chichi, desde a cozinha, descascando uma batata, sorria.

***

Bulma chegou à clínica rapidamente, não ficava muito longe da Capsule Corporation. Nos arredores viu vários carros de polícia, camiões e jipes do exército, os tanques de assalto mais adiante. Com a garotinha ao colo, depois de encapsular o aerocarro, furibunda com o que estava ali armado e tudo por causa de um saiyajin teimoso, tentou aproximar-se da entrada, mas foi barrada por um polícia de ombros quadrados, grande como um armário.

– Senhorita, a área foi evacuada e não é permitido a presença de civis no perímetro. Poderá ser perigoso, pois estamos tratando de um sequestro.

Ela respirou fundo, ajeitou a garotinha no colo.

– Eu conheço o sequestrador. Se me deixar entrar na clínica, talvez poderei ajudá-los a terminar esta… situação.

O polícia olhou para o que ela carregava nos braços e negou enfaticamente.

– Nem pense, senhorita. Você está acompanhada de um bebê e seria uma loucura deixá-la entrar.

– O sequestrador… Ele é o meu companheiro… Quero dizer, o meu ex-companheiro.

O polícia voltou a negar.

– Não, senhorita. Por favor, dê meia volta e regresse. Está a atrapalhar a operação.

Irritada, Bulma agarrou o polícia pela farda e deu-lhe um puxão.

– Escuta aqui! Eu sou Bulma Briefs! Ou você arranja forma de eu entrar ali, ou farei com que seja despedido. Você e a cambada inteira de idiotas que comanda esta operação. Não pouparei nenhum! Compreendido?

O polícia, apesar de grande, não era grande coisa, disse que sim e enviou uma mensagem pelo rádio transmissor. Ouviu-se uma voz metálica indignada em resposta. O polícia insistiu e depois fez um sinal a Bulma de que poderia passar.

A Panty estava serena, sem se mostrar assustada com aquela confusão toda. Bulma alcançou o general que orientava as tropas e as operações, um homem de cabelo grisalho e de rosto austero, sem o olho esquerdo que tapava com uma pala azul, da cor do uniforme. Explicou-lhe que assim que passasse pela barreira de proteção, não se responsabilizaria pelo que pudesse acontecer, a ela e à criança. Se entrasse, seria por sua conta e risco.

– Não se preocupe comigo – respondeu-lhe Bulma segura. – O sequestrador não me fará mal algum.

– Ele já deixou bastantes homens inconscientes e feridos.

– E é precisamente por isso que eu estou aqui, senhor general, para impedir que existam mais homens inconscientes e feridos.

O general fez um sinal, indicando que ela iria passar. Bulma ajeitou uma madeixa de cabelo atrás da orelha, caminhou lentamente até à porta. Um pelotão de soldados fortemente armados recuava, tinham sido ordens do general. A mulher iria tentar negociar com o sequestrador.

Quando alcançou a receção do segundo piso, Vegeta acabava de socar um soldado largando-o no chão. Ele gritou-lhe enraivecido:

– O que é que fazes aqui?!

Aquele berro fez a garotinha desatar a chorar.

– Olha o que fizeste, Vegeta!

– O que eu fiz? O que fazes aqui com essa maldita cria?

Bulma ficou vermelha de raiva.

– Não a trates dessa forma! Ela não é… um animal para que a apelides de cria. Ela é um bebê, uma menininha abandonada!

Vegeta cruzou os braços, espetando o queixo.

– O que é isso? Agora estás preocupada com ela? Pensava que a desprezavas por julgares que era minha filha!

A afirmação foi como uma bofetada. Bulma apertou os lábios.

– Ela… é só um bebê, Vegeta.

Ele não lhe respondeu. Ela tentou acalmar a garotinha, embalando-a, mas Panty continuava a chorar. Olhou em volta vendo os corpos amontoados pelo sítio. Polícias, soldados, as armas ao lado, atirados de qualquer maneira, como se fossem bonecos.

– O que foi que fizeste…?

– Queres saber se os matei? Não estão mortos, apenas desmaiados. Não merecem o meu esforço, esses patéticos exemplares de defensores da raça humana.

– O que estás aqui a fazer?

– Assuntos meus. E tu, Bulma, o que fazes aqui?

– Vim atrás de ti, para impedir-te que cometas alguma loucura.

Ele mostrou-lhe um sorriso irónico. Panty chorava ainda.

– Foste tu que começaste esta loucura. Não eu!

– Não estou aqui para discutir contigo! – berrou-lhe.

– Não parece! – berrou-lhe ele de volta.

– Quero que pares e quero que… – interrompeu-se. Aconchegou a Panty nos braços que choramingava inquieta. – Shss, pequenina. Vamos, não chores. Por favor, não chores.

Vegeta mostrou-lhe uma fotografia rasgada.

– Fui atrás deste idiota – explicou-lhe relutante. – Estava no cesto da cria humana, poderá estar relacionado com ela. Quis que viesse fazer um exame de DNA… Para provar-te que sempre te falei a verdade.

Bulma engoliu o orgulho e completou a frase.

– Quero que voltes comigo. Pode ser? Causaste uma grande confusão, está a passar em todos os canais de televisão. Não precisamos deste tipo de publicidade.

– Estúpidos humanos! Não fui eu que os provoquei – resmungou alto, guardando a fotografia.

Ela perguntou:

– E onde está o homem da fotografia? É esse o senhor Miruku que dizem que sequestraste?

– Esse é o nome do miserável – confessou ele entredentes.

Nisto, a porta do consultório abriu uma nesga. Bulma gritou com o susto e saltou para as costas de Vegeta à procura de proteção. Panty, que já se tinha acalmado, recomeçou o berreiro.

A porta abriu-se mais e apareceu um médico, uma enfermeira e o homem da fotografia, escondido atrás dos dois, lívido como a farinha. Viu os polícias e os soldados desacordados e começou a roer as unhas.

Notas finais
Próximo capítulo: A mulher misteriosa.