Notas iniciais
Boa leitura!
P.s.: Aviso nas notas finais.
Uma rápida passagem contada por Nádia sobre os primeiros aspectos dos Oito Pilares.
Quando percebi o golpe em que estava, já era muito tarde.
Merda... Se eles não me matarem, Cássio com certeza o fará.
Estou amarrada na parte de trás de uma carroça. Onde estou?
Aquilo são montanhas?!
Estou em Green Valle?! Impossível... Não seria jogada aqui pelo ‘’crime’’ que cometi. Não... Tem algo maior por trás...
–Alto! Quem está aí? – Gritou alguém ao longe.
A carruagem parou.
–Mike Stiff. Cabo da 8ª divisão da Guarda Média de Refuris. Trago prisioneiros da 4ª área.
...4ª Área...?
Voltamos a nos mover. O ar tinha um cheiro estranho... Era como bolor... Estava começando a ficar tonta.
–Quantos são? – Ouvi alguém perguntar.
–37 no total. 31 homens e 6 mulheres.
–Só seis?!
–Não me importa o que você pensa! Eu só quero o...
Não conseguia escutar mais... Estava perdendo os sentidos.
Antes de apagar completamente, ouvi:
–Se você quiser sobreviver por mais de uma noite aqui, sugiro não contrariar o que eles disserem.
Merda... Com certeza serei morta.
Acordei com uma goteira que pingava no meu rosto. Estava em uma cela de pedra com muito musgo cobrindo-a.
Junto a mim, tinha mais duas pessoas na cela, mas apenas uma continuava desacordada. A outra me encarava intensamente.
–Ah. Você acordou. Pensei que tivessem jogado um cadáver como aviso a fim de faze-nos confessar o golpe.
–Hã? – Estava tonta e não conseguia raciocinar.
–Faz alguma ideia de onde está?
–Lembro-me de ter sido presa em Refuris. Depois estava em Green Valle e... – E finalmente sabia onde estava – Estou presa em Oito Pilares.
–Mais exatamente, no Quinto Pilar.
–Mas... Como?! Golpes de fitas-de-ouro não são tão raros...
–Aparentemente, a Guarda Média sabia que não éramos golpistas comuns. Mas isso também não basta para sermos presos na quinta base...
–Um golpe comum que acontece todos os anos não pode ser suficiente para condenar alguém à prisão mais segura de Meriva.
–Agora tente falar isso aos Mestres...
–... Mestres?
–Sim, os comandantes de cada pilar. Eles são os responsáveis por interrogatórios e sentenças.
–Soube que viriam... Amanhã... Ou hoje... Quanto tempo fiquei desacordada? – A garota desacordada encolheu-se no chão.
–Cerca de oito horas.
–E... Quem são vocês? – A menina se encolhia contra as barras da cela.
–Jay. Preso no golpe das fitas em Refuris.
Então, mais calma, ela olhou pra mim.
Não os conhecia. Não poderia falar meu nome real a eles. Quem me garante que ele realmente se chama Jay? E a garota? Pode muito bem ser uma espiã dos guardas ou de uma organização fantasma.
–Sou Jodie. Fui presa no mesmo golpe que ele.
–Ah. Sou Lila. Prenderam-me em Eluna por ajudar um boticário.
–Estranho... – Boticários sempre eram julgados pela Religião, mas não eram presos, já que cuidavam dos camponeses.
–Ah, mas ele mexia com magia também. Acho que foi por isso que fui presa.
–"Acha"?
–Sim... Eluna é bem famosa por seu número elevado de sacerdotes. Magia nunca foi crime por lá.
–Mudando de assunto. Como você sabe quando o Mestre virá nos interrogar? – Jay perguntou.
–Ouvi isso de um guarda quando me arrastaram pra cá.
Enquanto debatíamos sobre possíveis causas de termos sido jogados nas masmorras, ouvi passos pesados vindo em nossa direção.
De repente, um ser ridiculamente alto e magro para em frente nossa cela. Encara-nos por longos minutos antes de falar:
–Parece que os ventos do sul foram de extrema generosidade comigo. – E abriu um sorriso um tanto quanto assustador.
–Quem é você? – Perguntou Lila.
–Quem sou eu? – Qualquer traço de humor que aquele ser poderia ter desapareceu e deu lugar a uma face raivosa – Eu sou o Mestre deste local! Eu controlo o que vive e o que morre aqui, peste! Meu nome... Era isso que você queria saber? Meu nome – e sua raiva deu lugar ao escárnio – não é algo que possa ser pronunciado por mortais. Não pelos mais baixos deles.
Eu prendia minha respiração; estava com medo. Mas de forma alguma poderia demonstrá-lo.
E continuou:
–Merck, ela será a primeira. Espero-a em meia-hora na sala.
–Sim, senhor.
Chamou um dos guardas próximos para acompanha-lo a outro local. E Foi-se.
Olhei para Lila. Estava tão pálida quanto um fantasma. E tremia.
–Ele falava comigo certo? Eu, Lila, serei a primeira a ser... Julgada. Certo?
Nem eu nem Jay emitimos o menor dos sons.
–SEREI A PRIMEIRA, CERTO?! –Ela começara a chorar e gritava.
–Sim... Mas há uma chance bem alta de você voltar. O julgamento serve apenas para decidir de você fica aqui ou vai embora. – Jay disse na tentativa de acalmá-la.
–Como você sabe?
–Já estive aqui antes. Só que fui jogado no primeiro pavimento. Lá apenas me perguntaram o que eu tinha feito. Dois dias depois me liberaram sem a menor explicação.
–Então... Só serei sentenciada?
–Sim.
–Assim é melhor... Sim... Só vão me julgar... Vou ficar presa... Mas só isso... – Lila tentava convencer-se disso, mas sabia que não seria assim.
Alguns minutos depois, um dos guardas puxou Lila para fora da cela e empurrou-a para um corredor. Ela estava calma.
–Vejo vocês depois.
E foi praticamente carregada pelo guarda.
Tinha absoluta certeza que seria a última vez que a veria.
Notas finais
Então... É o seguinte: Não sei o rumo certo que essa história vai tomar, não por falta de ideias para os acontecimentos (na verdade isso tem em excesso), mas formas para o desenrolar dos mesmos.
Provavelmente ficarei um tempo um pouco grande sem postar.
Ah, gostaria de sugestões para a história, porque como disse, estou meio perdida nela.
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