Notas iniciais
O capítulo realmente poderia ter sido maior, mas eu estava meio sem tempo =S
Qualquer erro por favor me avisem.

Boa leitura!

É interessante o fato de que em todo sonho, é como se eu fosse para outro lugar... Não como se estivesse realmente sonhando, mas parte de mim, realmente estava lá.

Observei o entorno do quarto onde eu me encontrava. Ah, me lembrei, agora moro com minha tia.
Nunca entendi isso... Se uma pessoa sai da nobreza pelo simples fato de preferir a plebe (nunca gostei do nome desprezível que dão a pessoas tão maravilhosas) não seria decisão dos filhos optarem, caso tenham essa ilustre escolha, como querem viver?

Segundo ''leis'' deste estranho reino, mulheres que se tornam viúvas e não possuem herdeiros ‘’adotam’’ sobrinhos como seus enteados e continuam com eles até mesmo depois de ser novamente casada; o que era algo estranhamente difícil, mas não tão difícil para pessoas mais influentes.

E cá estou eu.

Com minha adorada tia que ainda sofre pela falta de seu marido, mas acima de tudo, em como recuperar o nome de nossa família que vem sendo manchado por pessoas nas quais eu me recuso a citar o nome de tão terríveis que são; não pelo fato de serem pessoas de má índole, mas esconder essa índole em uma máscara que chamo de ‘’influência social’’.

Minhas estrelas... Tenho de comprar um diário. Se continuar assim, me mandam á uma feiticeira por acharem que sou louca por falar sozinha.

BAM... BAM... BAM...

O relógio da Catedral marcava 15 horas.

15 horas?! Céus! Meu encontro com Nádia!

Apresei-me em colocar trajes não tão chamativos para ir encontrá-la. Passei rapidamente pelo corredor direito da casa, onde ficava a maioria dos quartos e desci apressadamente as enormes escadas que ligavam os corredores direito e esquerdo ao saguão.

–Vai aonde com tal pressa, Elisa? – pregunta minha tia que se dirigia para seu ‘’escritório’’

–Esqueci-me de meu encontro com Nádia.

–Você andas muito esquecida ultimamente... Será amor?

–Não comece novamente com isso tia...

–Tudo bem. Ah, me faça um pequeno favor, quando estiver voltando, passe na Florenza e verifique se meu pedido já está completo.

–Com toda certeza tia. Dê-me sua licença, pois estou realmente atrasada agora.

Naquele momento, Elisabeth não se importou quando as pessoas a viram sair da imensa casa da família Fullmer, que, segundo boatos, tinha sido erguida há mais de dois séculos. Mas naquele momento, ninguém realmente se importou com sua saída, afinal, não usava trajes considerados nobres, o que fazia com que a confundissem com uma serviçal da casa.

E era essa a intenção dela.

Aquela era uma tarde amena, anunciava o fim do verão (que fora estranhamente longo) e a chegada do outono.

Elisabeth apressada foi ao encontro de sua melhor amiga, Nádia, que a esperava na Praça da Crença, a praça que marcava o centro da cidade de Refuris.

A praça estava esplêndida. Com a chegada do outono, as dezenas de árvores baixas e arbustos estavam em belos tons de cobre e dourado, caindo por todos os lados.

Encontrei Nádia sentada em uma das árvores mais afastadas, com suas roupas costumeiras: Vestido pálido e sem muito volume, bem simples na verdade, geralmente em variações de verde, o que combinava com sua pele acobreada e seus cachos curtos.

Ao me ver, se levantou com a ajuda de sua criada que mais parecia sua irmã (ainda acho que elas realmente têm alguma relação sanguínea).

Cumprimentei-a formalmente, mas ela cortou-me dizendo:

–Lisa! Você não vai acreditar! –Disse em um entusiasmo que chegou a me dar medo

–O que aconteceu?- Respondi com um pouco menos de emoção.

– Adivinha quem conseguiu as fitas de ouro?

Minha reação foi um misto de excitação e receio. Aquilo era praticamente a melhor notícia que iria receber no mês.

Nenhum de nós era de uma família realmente nobre, como aquelas de história onde a riqueza da família era passada por dezenas de gerações. Mas nossas famílias se estabeleceram de uma maneira um pouco peculiar... Mas isso não vem ao caso. Bem, se Nádia (ou algum deles) conseguiu fitas de ouro, quer dizer que alguém realmente nos notou. E isso era bom. Ou melhor, era ótimo.


Notas finais
E então? Como ficou?
Escreva sua opinião! =D

O próximo capítulo será maior. Ou quase isso...
Até porque terei mais tempo para escrever