Temperatura

1 Capítulo único


Notas iniciais
Olá pessoas õ
E aqui estou eu novamente com outra fic AomineMomoi. Postando essa one-shot enquanto o capítulo 5 de "Unsaid" não sai :3
Bem... Não sei se esta ficou tão boa quanto deveria ser, mas...
AH! Esta fic foi revisada algumas vezes, mas sempre há erros, portanto qualquer coisa é só avisar.
Boa leitura e espero que vocês gostem (;

P.S.: Estou tão orgulhosa dessa capa :3

Sábado de manhã, um dia lindo, céu com poucas nuvens, temperatura agradável, verão. Uma jovem caminhava calma e distraidamente pelas ruas, aparentemente sem destino certo. Olhava de forma distraída para o celular em sua mão. Estava incomodada por seu amigo ainda não ter ligado. Momoi Satsuki mudou de forma decidida o rumo de seus passos e seguia a passos firmes em direção à casa de seu amigo de infância: Aomine Daiki. Logo chegou ao seu destino, um bairro calmo de classe média alta. Dirigiu-se até a casa de paredes brancas e jardim impecável. Tocou o interfone e se identificou imediatamente logo ao ser atendida, entrou calmamente e se dirigiu à porta de entrada da casa. Logo foi recebida por uma linda mulher morena de longos cabelos azuis, com certeza não restavam dúvidas para quem visse, que aquela era a mãe de Daiki. Satsuki sorriu de forma simpática e a mulher lhe sorriu de volta, um sorriso acolhedor e familiar.


– Bem vinda, Satsuki.
– Obrigada! Onde está o Daiki?

– No quarto. – o semblante da mulher mudou de um alegre para um preocupado, o que também preocupou a jovem de cabelos róseos.

– O que houve? Aconteceu alguma coisa? – Perguntou um pouco aflita

– Não se preocupe tanto, minha querida. Ele acordou um pouco indisposto hoje, um mal estar.

Satsuki levantou uma de suas sobrancelhas, pensativa. A mulher deu uma leve risadinha e a puxou para dentro.
— Vá ver, meu bem.

Momoi ficou vermelha quase instantaneamente, o que causou mais uma risada à mulher presente, o que, obviamente, deixou a jovem ainda mais envergonhada. Pediu licença educadamente e subiu as escadas em direção ao quarto do moreno em questão. Parou em frente a porta e deu leves batidas, anunciando sua entrada. Entrou no quarto e encontrou Daiki deitado preguiçosamente na cama enquanto observava alguma coisa no notebook, provavelmente alguma nova edição de alguma daquelas revistas que ele vivia ‘lendo’. Revirou os olhos impacientemente, deixou sua bolsa em cima da escrivaninha e seguiu em direção à cama dele, o olhando diretamente para que ele percebesse. Aomine apenas olhou de lado e fechou o notebook. Ficou olhando-a.

– Indisposição é? – Indagou ela com certo ceticismo na voz.
– Que é? Eu to mesmo indisposto, não to me sentindo legal... – Respondeu ele se ajeitando na cama, meio sentado e meio deitado.


Satsuki lentamente foi chegando mais perto da cama e sentou-se ao lado dele. Olhando-o atentamente, tentando, dessa forma, descobrir o que tinha de errado com o ser mais preguiçoso que conhecia na face da Terra. Nada. Bufou irritada e ele riu. Ah, como ela adorava aquele som. Sorriu despercebidamente, para si, não para ele. E como ele adorava o sorriso dela. Pensava que provavelmente toda vez que encontrava em um jogo importante em uma quadra de basquete via nela a própria Deusa da vitória. Porém, jamais admitiria isso em voz alta. Ficou se sentindo levemente incomodado com a linha de pensamente que travou ali em sua cabeça. Foi puxado para a realidade pelo toque suave das mãos dela, que tocava sua testa delicadamente. Se perdeu novamente. Até que a voz dela irrompeu pelo quarto em um tom preocupado e um pouco alto demais.


– Daiki, você tá ardendo em febre!

– Fala mais baixo, doida. Não grita. Minha cabeça dói. – Ele disse em tom incomodado, se encolhendo pelo grito dela. Uma dor incômoda de cabeça o irritando repentinamente.


Olhou para a rosada ali presente, que se encontrava com uma expressão preocupada.

– Já tomou algum remédio? – Ela perguntou

– Minha mãe ficou de trazer o maldito remédio, mas até agora nada.


Logo ao terminar de falar ouviram batidas delicadas na porta e a mãe de Daiki entrou por ela trazendo consigo um copo de água e um comprimido de tamanho considerável.


– Satsuki, querida, será que você pode dar esse remédio a ele? Preciso sair rápido.

– Claro que sim. – Sorriu.

– Faça companhia a ele, qualquer coisa me ligue. Cuide bem do meu filho pra mim. – Deu uma piscadela para a jovem e se retirou rapidamente, da mesma forma que chegou.

Satsuki corou. Se recuperou logo e voltou para a cama e se sentou ali novamente.


– Anda Daiki, tome logo esse remédio.

– Mas...

– Agora!


Daiki encolheu-se levemente e olhou pra ela quase que com uma expressão infantil no rosto. Olhou para o remédio com desgosto. Pegou o comprimido da mão dela e o copo com água. Levou o comprimido à boca e o engoliu com o auxílio da água, tudo sob o atento olhar de Momoi. Fez careta ao sentir um gosto amargo do remédio. Momoi deu uma leve risada e pegou o copo vazio da mão dele. Ela se levantou da cama e se dirigia até a porta, abrindo-a.


– Vai onde?

– Na cozinha. Já volto.


Ele acenou com a cabeça e se recostou na cama novamente, abrindo o notebook mais uma vez. Se distraiu, e aos poucos foi pegando no sono, preguiçosamente fechou o notebook outra vez e colocou-o em cima da mesinha de cabeceira. Momoi retornou ao quarto em passos leves, sorriu ao entrar e encontrar Aomine dormindo calmamente. Trouxe consigo um medidor de temperatura corporal, colocou-o em cima da mesinha e delicadamente, sentou na cama ao lado do corpo dele, colocou uma mão suavemente na testa dele, constatou que o remédio começava a surtir algum efeito, pois notou que a temperatura começou a baixar. Sorriu levemente, fazendo um leve carinho nele, passando os dedos por entre os fios azuis do cabelo dele, tão macio.

A jovem assustou-se com o toque em suas mãos, estava tão distraída e perdida em seus pensamentos que não notou o despertar do moreno, que agora olhava para ela atentamente, mas de forma suave. Sentiu-se envergonhada e tornou-se consciente do rubor em sua face. Aomine abriu os olhos totalmente, não desviando o olhar, e sentou-se na cama. Momoi se surpreendeu ao perceber que não se sentia desconfortável pela situação, não desviou o olhar em momento sequer. Até ele quebrar o silêncio.


– E você e o Tetsu?

– Porque perguntar isso agora, Daiki? – Indagou um pouco irritada pela pergunta feita, ainda se sentia incomodada quando o assunto era Tetsuya.


Perdeu-se em pensamentos sobre o passado. Perdeu-se em uma época onde corria desesperadamente atrás do antigo companheiro, desesperadamente. Nunca foi correspondida. Mas nunca o amou de verdade. Kuroko era apenas um refúgio alternativo, uma distração, uma forma de esconder sentimentos confusos, uma forma de se esconder. Não daria certo, nunca daria certo. O que ninguém sabia era que ela sempre soube disso.


– Satsuki...


Ouviu a voz de Daiki. Perto. Perto demais. Despertou de seus devaneios tolos e tornou-se ciente da perigosa aproximação entre os dois ali presentes. Daiki a olhava com um brilho intenso nos olhos, como se lesse suas vontades, seus pensamentos, suas incertezas. Sentiu um tremor interno e uma chama se acender dentro de si. Aomine se aproximou ainda mais da jovem, olhando diretamente nos olhos de forma intensa e sugestiva. Momoi fixou os olhos na boca do moreno, perigosamente perto demais. Passou a língua nos lábios de forma distraída. Até que sentiu seus lábios serem tocados pela língua do moreno. Arrepiou-se. Daiki cobriu a boca dela com a própria boca e sentiu Satsuki se render aos poucos. Sorriu meio de lado. Viu-a fechar os olhos e fez o mesmo. Intensificou o toque de sua boca na dela, sentindo-a se render. Levou a mão direita até a nuca dela e acariciou levemente de forma a tranqüilizá-la e passar segurança. Momoi subiu a mão pelo pescoço dele até chegar ao seu rosto, tocando e fazendo carinho levemente. Daiki segurou a nuca dela com firmeza e passou a língua por entre os lábios dela, em um pedido mudo de passagem, que foi concedida imediatamente.

Momoi soltou um gemido ao sentir a língua de Daiki em contato com a sua. O som do gemido dela despertou algo dentro dele há muito tempo guardado. Desceu a mão direita até a cintura dela, apertando de leve. Puxou o corpo dela contra o dele. Momoi percebendo as intenções dele, por si mesma inclinou o corpo e sentou-se no colo dele, de forma que cada perna ficasse de um lado do corpo dele, o que fez com que seu vestido subisse com o ato, deixando as coxas alvas expostas ao moreno. Aomine segurava firmemente a cintura de Momoi, como se temesse que ela fugisse dali de forma repentina. Intensificou o beijo, de forma que suas línguas se tocavam e provocavam de forma sensual. Momoi pressionava seu corpo cada vez mais contra o dele, buscando contato e segurança daquele corpo que tanto a excitava e instigava. Aomine deu uma leve mordida no lábio inferior dela, fazendo com ela gemesse mais uma vez. Ele desceu as duas mãos para o quadril dela, e segurou-a com mais firmeza contra o corpo dele. Momoi estremeceu.
O beijo foi cessando lentamente. Momoi colocou uma mão no ombro dele e a outra no pescoço do mesmo. Quando o beijo foi definitivamente encerrado, ele abriu os olhos e ficou observando a face corada da jovem em seu colo, sorriu malicioso, ela permaneceu com os olhos fechados, memorizando cada sensação, cada toque, cada reação. Daiki de forma maldosa ainda com as mãos no quadril dela, pressionou o corpo dela contra o seu. Momoi suspirou de prazer, o que fez Aomine fechar os olhos para se conter. Suspirou.


– Daiki... – Ela chamou pelo nome dele de forma manhosa, que se não fosse tão espontânea, ele diria que foi proposital.

– Hum? – Subiu as mãos pela lateral do corpo dela até depositá-las na cintura de Momoi, abraçando o corpo dela de modo que os corpos se encontravam perfeitamente juntos. O coração de Momoi batia freneticamente contra o peito, tinha certeza que ele podia sentir.

– Sua febre... Tem que medir a temperatura mais uma vez... – Disse a rosada passando as mãos pelos braços dele lentamente.
– Foda-se a febre!

– Mas Daiki... – Momoi levou a boca até o pescoço dele, depositando beijos suaves ali. Aomine quase pulou com o ato repentino dela.

– Satsuki... – Chamou ele com a voz levemente afetada, em um tom de aviso.

– Hum? – Ela continuava na tarefa de beijar o pescoço dele de forma distraída.

Ele fez qualquer som com a boca e levou a mão até a nuca dela, afastando a cabeça dela do pescoço dele. Olhou-a nos olhos.

– Melhor pararmos por aqui.

Ela corou e desviou o olhar. Ele sorriu e deu um beijo na bochecha dela.

– Daiki...

– Hum?

– Me abraça?

Ele surpreendeu-se com o pedido, mas imediatamente envolveu o corpo dela com os braços, protetoramente. Satsuki sorriu e se acomodou ali. Ali era o seu verdadeiro refúgio. Ali era o seu lugar. Era nele que estava sua verdade. Era nele que depositava o seu amor e dedicação. Era dele toda a sua atenção. Agora tudo estava bem. Tudo estava em seu lugar certo. Porque ali, com aquele gesto, sem palavras, foi dito tudo que ambos sempre queriam saber. Porque o sentimento não precisava ser dito para existir. Apenas precisava ser sentido e aproveitado. Não era preciso o uso de palavras para saberem e terem a plena certeza de que se amavam verdadeiramente, de que sempre se amaram.


Notas finais
E então, gostaram? Amaram? Odiaram? Detestaram?
Deixem reviews, por favor *-*

E até a próxima (;
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!