Telekinetic Whore

1 Come Fork Out With Us


Notas iniciais
Dependendo do meu humor, eu posso continuar isso aqui. É um esboço de um esboço, um rascunho bem malfeito. Não escrevo há um tempo, é uma espécie de treinamento para algo que quero fazer me breve, que ainda não sei o que é.

"Faça de novo." Mandou o homem, com a voz calma. Sua atenção estava voltada para o menino à sua frente, que se encontrava sentado em uma cadeira de plástico em frente à uma mesa de cores neutras, combinando com o resto da sala.

O homem limpou as mãos em seu jaleco enquanto olhava em volta, desviando o olhar para as paredes que via todos os dias, suspirando. "Faça de novo, Adam"

"Não sei se consigo." Adam, o menino, respondeu. Levantou-se, arredando a cadeira e produzindo um alto ruído que percorreu a sala, e dirigiu-se a um bebedoro em um canto. Pegou um copo d'água e bebeu vagarosamente, olhando para o chão. Na mesa, o doutor esperava pacientemente, com as mãos à sua frente, os dedos cruzados e olhando pacificamente para Adam.
"Você consegue. Temos tentado todos os dias nas últimas semanas. Você fez um grande progresso."
"Não sei se quero." Adam respondeu, ainda mirando o chão, com medo da resposta que obteria.
Acontece que dr. Kaftam era um homem extremamente controlado, capaz de manter-se calmo em várias circunstâncias, inclusive quando o governo estava fazendo-o treinar certas crianças teimosas em aceitar sua atual realidade e possibilidades.
"Não sei se você entende, mas você, infelizmente, Adam, não está em posição de escolha." Respondeu. "Primeiro, porque adultos sabem o que é melhor para as crianças." Ele fez uma pausa. "E, veja, você está na instituição do Projeto Pandora, trancado. Não há muito para onde ir, mas se você não repetir isto melhor até o fim do dia, quem sabe para onde você pode ir...? Nossa sede tem muitos lugares, e quem sabe arranjemos novos alojamentos para você..."
Adam era uma criança, e até certo ponto ingênua, mas sabia o que se escondia por trás das palavras de Kaftam.
"E além disso, a sua mãe... se você fizer melhor, quem sabe façamos alguns esforços para achá-la."

Uma dor fisgou o peito de Adam. Sua mãe. Kaftam jogava sujo.

Desde que saíra de casa, não a via. As informações que tinha, por mais corrompidas que pudessem estar, diziam que ela estava desaparecida desde que Adam foi embora. Ele vira isso nos jornais que chegavam e no noticiário local que tinham direito de assistir todos os dias ao fim da tarde. O Projeto Pandora era financiado e coordenado por agentes dogoverno, e se mexesse suas peças, certamente achariam sua mãe antes de um grupo de policiais locais.
"Farão mesmo?" Perguntou, inseguro.
"Farei tudo que estiver ao meu alcance." Dr. Kaftam afirmou. Quem sabia se ele estava falando a verdade? A Adam, tudo o que restava era ter fé.
O garoto, então, voltou em passos apressados para a sua cadeira. Parou por alguns segundos, já sentado, suspirando e olhando pela janela ao seu lado. Seus olhos e sua mente viajaram pelo céu cinzento que cobria o dia e, quando atingiu algum estado de tranquilidade em meio à tudo que estava acontecendo, voltou-se para o garfo à sua frente.
Com a testa franzida, contraindo o rosto em uma meia careta, concentrou-se no garfo.

Segundos passaram, ele engoliu em seco. Os segundos passaram, ele pensou em sua mãe. O garfo se mexeu. Ele pensou em tudo que fora forçado a fazer desde que chegara ao Projeto Pandora, o garfo levantou da mesa. Ele pensou em como era manipulado e em o que podia estar acontecendo lá fora, o garfo girou. Ele pensou em sua impotência e, em seu próprio eixo, o garfo girava incontrolavelmente. Ele então pensou em sua infância e na inocência, e em como isso tinha acabado no momento em que fora tirado de sua mãe. O garfo parou de girar e voou contra a parede do outro lado da sala, passando de raspão junto à orelha do dr. Kaftam.
Adam se levantou.
"Ache minha mãe." Disse, saindo da sala e indo em direção à seu dormitório.

Kaftam permaneceu sentado, pensando no garfo que passara agora raspando por sua têmpora. Engoliu em seco, pensou no que o menino fez e o que o ativara. Sua mão foi imediatamente ao telefone em seu bolso.

Então, por um momento, parou e pensou:para que estou sendo pago? O que estou fazendo realmente vale todo esse dinheiro? Esse dinheiro todo justifica fazer isso?

Então pensou em sua própria família. Uma vez dentro, nunca se podia sair do Projeto Pandora ou de qualquer outro programa que o governo tivesse que fosse tão secreto quanto este.

Ele retirou o aparelho do bolso e discou o número que discava tantas vezes por dia.

"Allen?" Falou e esperou a resposta. "Sim, sim. Acabamos a sessão agora. É, um progresso e tanto, eu conto depois o que ele fez, mas tenho um pedido agora. Você fez o que com a mãe do garoto? Ótimo. É. Traga-a para cá."

Notas finais
Opiniões são muito importantes, seus cuzões.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!