Teia de aranha

1 Capítulo 1 - Capítulo Único.


Notas iniciais
Olá! Como vocês estão? Espero que bem. Bom, eu já escrevi uma fanfic desse anime que tanto amo, ma!s é uma longfic e é sobre o casal KuroKise. Como acabei de assistir a partida entre o time do Hanamiya contra Seirin, eu acabei shippando o Kuro com o Hana. Espero que gostem. Comentários são sempre bem vindo assim como recomendações.Desculpem qualquer erro que possa ter na fic. Boa Leitura!

Kuroko estava terminando de se vestir para ir embora com seus amigos para comemorar a vitória de Seirin contra Kirisaki Daiichi, um time que joga da maneira mais suja possível. O jogador estava sozinho, seus companheiros de time estavam reunidos do lado de fora do ginásio.

A porta se abriu devagar, relevando a silhueta de um homem pálido, cabelos negros que caiam sobre o queixo, seus olhos eram de um tom de castanho opaco, e suas vestes eram verdes como o do time que acabara de ser derrotado por Seirin.

– Não deveria ficar sozinho em um vestiário, nunca se sabe o que pode acontecer. – A voz ecoou por todo o ambiente.

Kuroko não se deu ao trabalho de virar-se para encarar a pessoa, pois ele já sabia quem era apenas ouvindo sua voz. – O que quer aqui, Makoto Hanamiya? – Perguntou o jogador em um tom inexpressivo como sempre..

Hanamiya trancou a porta e caminhou em direção do pequeno garoto â sua frente. – Ainda está bravo com o que aconteceu na quadra? – O mais velho deu uma risada sádica.

– Eu não estou bravo. – Deu de ombros, pegando sua bolsa e colocando-a sobre o ombro. – Você joga bem, mas deveria jogar de forma honesta. – Kuroko se virou, finalmente encarando a face cínica do seu rival.

– Não existe jogo limpo. – Concluiu o moreno, se recostando em um dos armários.

– Existe sim! — O azulado cerrou os pulsos prestes a avançar no mais alto, mas não o fez. – Seirin joga todas as partidas de forma limpa, então não venha me dizer que não existe honestidade no basket, pois existe e você sabe disso. – Seu tom era calmo, mas seus olhos transbordavam diversos sentimentos.

Satisfeito em ver o menor estava começando a ficar irritado, Makoto alarga ainda mais o seu sorriso. Ele parecia apreciar ver o pequeno jogador irritado. – Eu só sei jogar com força bruta. – Suspirou, cansado de ouvir as idiotices que aquele garoto irritante à sua frente dizia. – Não vou mudar, pois não tenho motivos para isso. – Concluiu.

– Por qual razão você é assim? – Questionou o mais novo, fitando o rival com indignação.

No começo, Hanamiya não havia entendido a pergunta de Kuroko, mas depois de refazer a pergunta para si mesmo, o jogador desleal entendeu a pergunta feita pelo menor.

– Eu sou assim, porque eu devo ser assim, esse é o meu modo de jogar e nada me fará parar. – Respondeu de forma seca.

Tetsuya lamentou pela resposta do jogador incrível à sua frente. Contudo, ele não poderia fazer nada para mudar a visão errada que o moreno tinha sobre o basquete. – Espero que um dia perceba que sua maneira de pensar é errada, assim poderá se tornar um jogador melhor do que é hoje. – Após dizer isso, ele passa pelo mais velho, rumo ao encontro de seus amigos, mas antes que pudesse se afastar por completo do homem-aranha, ele puxa Kuroko de volta para si, prensando-o no armário.

– Que gracinha você é... – Murmurou maliciosamente sobre o ouvido do azulado.

– O que pensa que está fazendo, maldito? – Questionou de forma irritada.

– Desde que meus olhos perceberam a sua presença na quadra, não consigo parar de pensar o quão bonitinho e delicado você é. – Comentou o moreno, seu tom era zombeteiro.

O ex-jogador da geração dos milagres estava em sério perigo, pois a impulsividade de Hanamiya o tornava uma ameaça ambulante.

– Me solta! – Gritou. – Me solta!

O mais velho tapou a boca do pequeno com sua mão, impedindo-o de continuar gritando. – Não faça isso Kuro-chan, eu só quero te conhecer melhor. – Seu sorriso de cobra se alargava mais e mais. – Vamos brincar, caso não goste da nossa brincadeira, eu te solto e você poderá ir embora, okay?

Kuroko chamava por seus amigos mentalmente, mas eles nunca iriam ouvi-lo. Infelizmente, o jogador prodígio não tinha como se defender com suas habilidades. – Ar... – Murmurei entre os dedos de seu agressor.

Ao perceber que o garoto estava quase sem ar, Hanamiya tirou sua mão da boca dele, permitindo que o azulado voltasse a respirar. – Não grite, pois voltarei a tapar a sua boca e não me importo se você morrer por falta de ar.

Kuroko virou o rosto para o lado, não querendo ver o rosto de satisfação estampada no semblante do mais velho. – Idiota. – Murmurou para si mesmo.

– Olhe para mim! – Ordenou. – Quero que aproveite esse momento junto comigo. – Sua mão pousou nos cabelos azuis do garoto prodígio, acariciando as madeixas macias e cheirosas que ele possuía. – Quero tê-lo só para mim. – Murmurou, descendo suas mãos até o rosto do menor. – Não me rejeite. – Pediu, aproximando seu rosto perto do rosto do menor, fitando-o por um longo tempo.

Azuis nos nos cinzentos, cinzentos nos azuis. Ambos se fitavam com intensidade em busca de respostas nos olhos um do outro. Aquele poderia ser considerado o pior momento na vida de Kuroko, mas de uma forma muito estranha, o garoto das sombras não via mais aquilo como um momento ruim, mas sim o momento oportuno para entender o seu rival.

– Me beija. – Pediu Hanamiya, fitando os olhos do prodígio com luxúria.

– Então me diga: Por qual motivo você não acredita em um jogo limpo? — Perguntou, mantendo seus olhos atentos em qualquer movimento suspeito que o homem à sua frente ousasse tentar fazer.

O moreno suspirou derrotado, não querendo tocar nesse assunto, mas se esse era o preço de um beijo do jogador fantasma, o que ele poderia fazer? – Nunca acreditei em jogos limpos. Para falar a verdade, sempre acreditei e ainda acredito que em qualquer esporte é assim. – Seu tom era calmo, diferente da maioria das vezes em que ele fala com qualquer pessoa.

– Você não está errado, mas existem pessoas que lutam para manter a honestidade no mundo dos esportes. – Explicou o jovem azulado, dando um sorriso pela primeira vez desde que saiu da geração dos milagres.

Sem reação perante a resposta de Kuroko, Hnamiya solta menino, afastando-se rapidamente do mesmo. A mente do jogador agressivo estava confusa, pois nunca imaginou que pudesse existir alguém que acreditava na honestidade nos esportes como o Testsuya Kuroko acreditava.

Colocando sua mão direita sobre sua testa, o mais velho da uma risada. – Você realmente acredita nisso?

Com determinação em seus olhos, Kuroko responde de forma segura. – Sim, eu acredito. – Um novo sorriso se formou entre seus lábios. – E também acredito que você pode se tornar um jogador honesto, com técnicas incríveis para mostrar para o mundo. – Concluiu.

As palavras de Kuroko tiveram um forte efeito sobre Makoto Hanamiya, isso estava mais do que visível para o pequeno e teimoso jogador. Mas como o mais velho era orgulhoso demais, ele jamais iria dizer algo do qual pudesse dar a entender que o mais novo o perturbou com suas palavras.

– Não diga tolices, Tetsuya Kuroko. — O semblante do jogador desonesto estava sério. – Eu jamais vou mudar meu estilo de jogo. – Após dizer isso, ele da às costas para o menor e caminha em direção a porta de saída, mas o garoto prodígio puxa o mais velho de volta para perto de si.

– Esqueceu o seu beijo! – Disse o azulado, aproximando seu rosto do rosto do moreno, selando seus lábios nos dele.

O beijo começou calmo, devagar e morno. As línguas de ambos exploravam cada pedacinho da boca um do outro. A cada segundo que o beijo se intensificava, Hanamiya e Kuroko se entregavam mais e mais á aquele momento. Suas línguas se entrelaçavam de forma sublime e sensual. Aquele era o primeiro beijo dos dois, o mais logico é que deveria ser com garotas que eles gostassem, mas para eles não existia garota que pudesse dar um beijo tão quente e cheio de intensidade como ambos davam.

Aquele momento era mágico para cada um deles, pois era um momento de entrega e descoberta. Kuroko entregou seu primeiro beijo para seu rival, e Hanamiya descobriu que talvez, só talvez, o jogador fantasma tivesse razão sobre haver honestidade no mundo dos esportes.

O ar foi se esvaindo, era terrível terem que se separar, mas caso não fizessem isso eles morreriam por falta de oxigênio. O moreno se separou do azulado, seus olhos fitavam o menor atentamente. – Nos veremos novamente? – Perguntou em um tom ofegante.

– Quem sabe... – Respondeu o garoto prodígio, pegando sua bolsa que havia caído durante o beijo e saindo do vestiário.

Notas finais
Olá, novamente! Espero que tenham gostado. Por favor, sei que isso é chato, mas poderiam dizer o que acharam da fanfic? Eu ficaria eternamente grata.Mereço elogios? criticas? pedradas? Beijinhos.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!