Teenage Dreams
11 Realmente vamos fazer isso?!
Notas iniciais

Pov’s Elsa
Bem, depois do momento “Hey! We are The Big 8!” cada um foi fazer alguma coisa, que eu não me dei ao trabalho de perguntar o que era! Já são 14:30 da tarde, e eu estou em casa tentando dormir, mas está fazendo muito calor, ou seja, dormir=missão impossível! Eu poderia ler, mas todos os livros que tenho já li! Ok, eu posso ler online, mas dane-se! Eu prefiro livros, aquele cheirinho... Huum! Okay, parei! Então eu me lembro de que a escola fica aberta na parte da tarde e então resolvo ir lá, conhecer a biblioteca. Anna preferiu ficar em casa. Por quê? Sei lá! Ela é a doida que adora verão, deve estar fazendo algo para aproveitá-lo! Se bem que o verão está acabando, mas tá muito quente! Me arrumei e saí de casa. (Look Elsa, aqui!)
Cheguei à biblioteca e comecei a ler um livro qualquer. Depois de uns 30 minutos, meu celular toca: “Mensagem”. Fui ver quem era, e era o Jack.
“Hey!
Onde você está? Tento falar com a Anna, mas acho que ela está dormindo, porque ela não respondeu a mensagem. Enfim, sabe aquela ‘aula‘ que iríamos ter de Literatura? Então, semana que vem não vou poder ir em nenhum dia da semana, porque vão começar os treinos do time de basquete da escola. Essa ‘aula’ pode ser hoje? Tipo, agora?”
Ok, eu não estava fazendo nada mesmo. E respondi para ele, dizendo-o para vir até a biblioteca da escola. Depois de alguns minutos, Jack chegou.
–E aí! –falou ele fazendo um toca aí.
–Oi! –respondi.
–O que a vossa “professora” tem para hoje?
–Professora, você vai ver uma professora quando eu te der com a régua na cara! –falo brincando.
–Sem violência, por favor! –fala ele sarcástico.
–Okay... Então vamos ver um livro. Vem. –Eu o chamo e ele vem logo atrás de mim. –Uma vez na outra escola, a professora de literatura, muito exigente por sinal, pediu para nós lermos um capítulo de um livro... –Falo enquanto procuro o tal livro nas prateleiras da biblioteca e Jack apenas assente com a cabeça. –E o mesmo tinha muitos detalhes... Tipo muitos mesmo! E tínhamos que fazer um resumo... –Continuo falando, sem tirar a atenção do que eu estava fazendo, procurando o livro. –Enfim, como eram muitos detalhes, você não podia por todos eles no resumo, se não, não seria um resumo. –Falo retirando o livro da prateleira. –Apenas eu consegui a média no trabalho. O resto da turma não. –Falo já com o livro em mãos, de frente para o Jack.
–Uii, nerd! –Fala ele “levantando as mãos, como se fosse alguma defesa”, eu arqueio a sobrancelha e sorrio.
–Nerd, não! Apenas inteligente! –Sorrio e ele retribui. –Aqui está! –Falo entregando o livro para ele.
–Okay, senhorita inteligente, vai me explicar antes não é? Tipo... Quais detalhes devo colocar e quais eu não devo colocar. Certo? –ele pergunta.
–Sim! Vamos. –E então fomos sentar novamente na mesa e abro o livro no inicio do capitulo. –Eu lhe explicarei a primeira parte do capítulo e a segunda você tenta. Okay? –pergunto e ele assente com a cabeça. Eu começo a explicar, mais ou menos por uns 10 minutos, mas ele não se pronuncia, e eu estou explicando sem tirar os olhos do livro e então olho para ele de canto de olho, e percebo que ele fica só assentindo com a cabeça. Então olho para ele incrédula, ele está me encarando?! –Jack...?
–Hã? O quê?! –fala ele, saindo do “transe”.
–Em que mundo você estava?
–Hãm... é que... –ele começa a se enrolar todo.
–Por que você estava me encarando como se não houvesse amanhã? –Sim, perguntei na cara de pau!
–Desculpa... É que, você está linda hoje! –ele fala e eu arregalo os olhos e sinto minhas bochechas esquentarem. Ele ri da minha reação. –Você não lida bem com elogios, não é?
–É... Hãm... Sim, acho que sou meio tímida para isso... –Falo e sorrio aquele tipo de sorriso fraco, de quando se esta com vergonha. No meu caso: MUITA vergonha! Então volto minha atenção para o livro, ele não precisa ver que estou virando um tomate!
–Vai se acostumando, então... –ele fala e eu volto a olhar para ele, que pisca o olho e eu apenas sorrio.
–Vamos continuar, então? –eu pergunto.
–Certo! –ele responde. E quando estávamos voltando nossa atenção ao livro...
–Srta. Arendelle! Sr. Frost! –A professora Regina (das 7 artes), chega praticamente correndo e gritando, e nos matando de susto! –Desculpe! Não queria assustar! –ela sorri amarelo. –Interrompo?
–Não! –Eu ligeiramente respondo.
–Okay! Bem, como vocês sabem, amanhã será o baile. –ela fala e nós apenas assentimos com a cabeça. –Quero saber se vocês dois... –ela aponta para mim e para o Jack. –Não podem organizar um dueto. Podem?
–Podemos?! –eu e o Jack falamos, lê-se “BERRAMOS” em uníssono, olhando um para o outro, assustados.
–Claro! Suas vozes são lindas! Então podem, certo?! –a professora pergunta/afirma com muito entusiasmo.
–Tudo bem! –eu respondo e o Jack me olha com uma cara de “Que porra você acabou de dizer?!”.
–Okay! Nos vemos amanhã! –a professora fala e sai quase saltitando de alegria.
–O que você acabou de fazer?! –fala Jack, apavorado.
–Ah, qual é! Você não viu a empolgação dela?
–E você não viu minha cara de medo, terror, horror, angústia, horror... –ele ia continuar falando, mas o interrompi.
–Você já disse horror! –eu digo, calmamente.
–Foda-se! Você tá ficando maluca?!
–Então vai lá você falar que não vamos cantar então, poxa! –berrei e ele me olhou com aqueles olhos azuis gelo arregalados.
–Tudo bem... –falou ele, já calmo. Também depois dos meus ataques qualquer um fica calmo!... E com medo! –Mas se vamos fazer isso mesmo, vamos para o auditório, afinal é amanhã!
–Certo! –falei e fechei o livro. –Pode guardar meu celular na sua mochila, enquanto eu guardo o livro? –eu pergunto, levantado da cadeira.
–Claro! –ele pega meu celular que está em cima da mesa e coloca na mochila, e eu vou guardar o livro.
–_-_-_-_-_-
Chegando ao auditório, nos dirigimos ao palco. Jack larga sua mochila em um canto.
–Que música? –ele pergunta, sentando no banco da bateria e pegando as baquetas.
–Ah sei lá! Não pode ser algo lento, tem que ser um pouco agitado, afinal é baile de boas vindas! –eu respondo, pegando o microfone.
–Que tal... –Jack fala e começa a tocar na bateria o ritmo de Macarena.
–Dale a tu cuerpo alegria Macarena
Que tu cuerpo es pa' darle alegria y cosas buenas
Dale a tu cuerpo alegria, Macarena... –Eu começo a cantar, entrando na brincadeira.
–Heeeey Macarena! –Dessa vez Jack se juntou a mim. Depois disso começamos a rir que nem doidos.
–Agitada assim? –Pergunta Jack, se recuperando dos risos e largando as baquetas, indo pegar outro microfone.
–Tipo isso... –Falei, me recuperando do ataque de risos que dei. –Não sabia que tocava bateria... Você toca bem!
–Obrigado! –Ele agradece sorrindo. –Aliás, depois do Flynn, eu sou o melhor baterista dessa escola!
–Há, só vendo! –Eu falo, o desfiando e ele sorri de lado. Então ele ia pegar o microfone mas volta, e começa a tocar bateria, e eu fico de boca aberta, ele toca pra caramba!
–Então?? –Ele fala, fazendo uma cara de tipo “Há, um ponto para Jack Frost!”
–Você precisa me dar umas aulinhas! –Eu falo sorrindo, e ele também ri.
–Okaay, mudando de assunto... Vamos fazer com playback né? –Ele pergunta.
–Sim! –eu respondo. –Acho que tenho uma ideia. Vê se você conhece... –Então, me viro para a plateia inexistente, deixando Jack um pouco para trás e começo a cantar... – “Lately, I've been, I've been losing sleep... Dreaming about the things that we could be...” –Cantei lentamente, então de canto de olho vejo que Jack fica do meu lado, com o microfone em mãos.
–“But baby, I've been, I've been praying hard...” –Jack, cantou lentamente, então ficamos de frente um para o outro.
–“Sitting, no more counting dollars... We'll be counting stars...” –Nós cantamos lentamente em uníssono.
–“Yeah we’ll be counting stars...” –Jack cantou lentamente e parou dando aquele sorriso de canto.
–Pelo seu sorriso no final, concluí que essa será a música. Estou certa? –eu pergunto.
–Certíssima! Vamos ensaiar logo então?! –ela pergunta/afirma.
–Bora! –Confirmo e nós ficamos ensaiando a música, até que a diretora Gothel passa aqui no auditório, mandando nós guardarmos as coisas porque a escola vai fechar. E nós fazemos isso.
–Jack! –Eu chamo ele, quase gritando, sem me virar para o mesmo, porque eu estou de um lado do palco colocando os microfones na caixa e ele está do outro lado guardando os fios e cabos.
–Oi?!
–Me dá meu celular! –falo ainda de costas para ele.
–Aham... –ele fala, parece que nem está prestando atenção no que eu digo. Então me viro e me deparo com a seguinte cena: Jack Frost mexendo no meu celular! –Jack! Me dá isso! –vou correndo na direção dele e arranco o telefone de suas mãos, enquanto ele só ri. –Como descobriu a senha?! –eu pergunto, horrorizada.
–Fácil! A dica era: “Olaf.” E pelo que você me falou ele gosta de coisas quentes, então coloquei como senha: “Gosto de abraços quentinhos”!
–Verdade... Tava muito óbvio... –falo, concordando com ele. Como fui idiota! Senha fácil! –Mas você não tinha o direito! –Falei, agora voltando a ficar brava. –O que você estava fazendo?
–Vendo suas fotos! –ele disse e eu corei imediatamente. –Que eram muito boas por sinal... Claro! Você vai ser modelo! –Ele disse com tamanha tranquilidade.
–Idiota! –Eu xingo ele. –Você não perde por esperar! Vou dar um jeito de pegar seu celular e vou ficar fuçando em tudo!
–Nem to aí! –ele fala tranquilo e sorrindo. –Minha senha não é fácil e não tem dica! –ele fala e pisca o olho, e eu finjo estar brava. Em fim, saímos da escola nesse silêncio constrangedor.
–Vamos pegar um milk-shake? –ele pergunta.
–Não dá. A princípio, eu ia somente à biblioteca e não trouxe dinheiro. –eu respondi.
–Eu pago para você. E não precisar me pagar depois. –Jack fala.
–Mas... –eu tento protestar... Só “tento” mesmo.
–Promete?! –ele fala/afirma, interrompendo o meu “protesto”.
–Tudo bem! –falo, e me dou por vencida.
Sentamos nas cadeiras que tinha do lado de fora da sorveteria.
–E então El’s... –Jack fala.
–El’s? –eu pergunto, sério que eu já tenho apelido?!
–Não gostou?
–Não! Quer dizer... sim! Digo, digo... –eu me atrapalho toda, e me lembro da Anna. Jack apenas ri. –Tudo bem, é legal. É que esse é o meu primeiro apelido... –falo, meio envergonhada.
–Sério?! –ele pergunta incrédulo.
–Ah, qual é! Seu nome é grande tipo “JACKSON” e o meu é SÓ Elsa... Então não tem apelido, mas aí conheci um retardado que está na minha frente... –eu falo e ele ri. –Que conseguiu diminuir meu nome ainda mais!
–Admita, é o retardado mais lindo que você já viu! –Jack falou, com um sorriso.
–Convencido! –Falei, entrando na brincadeira e sorrindo. –E aí, preparado para o baile amanhã?
–Eu já nasci preparado, El’s! –Ele disse e nós rimos. –E você? –Ele perguntou, dando um gole em seu milk-shake.
–Sim... –eu falo, sem importância... –AH MEU DEUS! –eu falo, lê-se “BERRO” e levanto da mesa rapidamente.
–O que houve?! –Jack fala, também se levantando da mesa e claramente apavorado.
–Combinei com a mamãe que iríamos hoje à tarde comprar os vestidos! –Exclamei, apavorada. Como pude esquecer?!
–Ah! –Jack suspira aliviado. –Pensei que fosse alguma coisa pior!
–Tem coisa pior do que esquecer algum compromisso com a sua mãe?!
–Tem! Tipo... Se esse milk-shake dos deuses caísse no chão... –Ele disse pensativo, o que me fez rir.
–Okay... Agora tenho que ir! –Eu digo e por instinto dou um beijo na bochecha de Jack. –Até mais! Tchau! –E saio apressadamente. Okay... O que foi isso?!
Pov’s Jack
Quando ela me deu aquele beijo na minha bochecha, sei lá, foi como se tivessem borboletas em meu estômago. Por que isso aconteceu comigo? Não sei! Sou um garoto que não se afeta por um simples “beijo na bochecha”, mas vindo da El’s... Sei lá, é diferente! É como se ela fosse uma garota diferente... “Claro que ela é diferente, ela tem poderes!”, eu pensei, mas não era esse tipo de diferente. Ela provocava diferentes reações em mim. É como seu eu fosse um moleque idiota perto dela, como se eu fosse uma manteiga derretida. “Ah, claro. Um picolé como você vai derreter...!”, parte do meu cérebro disse e acredite, tive vontade de esganá-lo por isso!
Por fim, voltei para casa. E adivinhe o que eu fiz? Exatamente! Fiquei dormindo! Vida animada é para poucos...
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