Teen Wolf 《Segunda temporada》
1 O jogo começou
Notas iniciais

P.O.V Cato
Era uma sexta feira e minha mãe estava vindo para a cidade para me visitar, como ela sempre fazia sempre que ela conseguia, já que não tínhamos muito contato por causa do trabalho dela.
Eu estava muito ansioso para ver minha mãe e com isso meu coração desparrava rapidamente, ela é uma das poucas pessoas que me ajudaram quando eu me transformei em lobisomem e sem ela eu já podia estar morto.
Em casa ficamos o dia inteiro arrumando tudo para quando a minha mãe chegasse estivesse perfeito, mesmo ela só vindo de noite por causa do trabalho.
Quando estava quase chegando a hora de ela chegar meu telefone toca e é ela.
-Ligação On -
-Oi mãe -falei.
-Oi filho pode vir me ajudar ? -ela disse.
-O que ouve mãe ? -perguntei.
-Meu carro enguiçou na entrada de Panem Hills -ela disse.
-Tá mãe eu tô indo te buscar, só não sai dai -falei.
-AAAAAAH ! -ouvi minha mãe gritar do outro lado da linha e fez meu corpo inteiro gelar.
-MÃE ! -gritei mas ninguém me respondeu.
-Ligação Off -
Sai correndo do meu quarto e nunca cheguei tão rápido do lado de fora como naquele dia, meu coração estava a mil e a adrenalina corria pelo meu corpo me deixando mais energético que nunca.
-Cato onde você vai ? -perguntou Clove precoupada com meu estado.
-Aconteceu algo com a minha mãe -falei entrando no carro.
-Eu vou com você -ela disse entrando no carro com sua besta.
Então vamos quase voando para a entrada, eu parecia um piloto de fuga andando pelas ruas de Panem Hills e provavelmente eu levei umas vinte multas por excesso de velocidade, e chegando lá vi um corpo do lado do carro da minha mãe, tinha um cheiro de sangue misturado com um cheiro familiar que eu não sabia de onde vinha, mas eu sabia que eu já havia sentido aquele cheiro antes. E assim que eu saí do carro fui correndo para perto da pessoa que estava no chão
Quando chegou vi minha mãe no chão, ela se contorcia de dor, cuspia muito sangue pela boca e tentava estancar o sangue de um ferimento , que provavelmente havia sico causado por uma faca. O ferimento estava localizado no estômago dela e aparentemente era muito profundo.
-Mãe respira -falei tentando acalma-la e ao mesmo tempo sentindo meu corpo todo tremer de medo.
-Vai ficar tudo bem querido -ela disse segurando minha mão e esboçando seu sorriso amável.
Vejo Clove sair do carro e vir correndo aqui, ela estava com uma feição preocupada e irritada ao mesmo tempo. Assim que ela chegou perto de mim e da minha mãe se ajoelhou, botou a cabeça da minha mãe sobre as pernas e começou a analisar o estado em que a minha mãe se encontrava para tentar ajudá-la.
-Cato pressione sua mão sobre o ferimento com força para estancar o sangue e não tire a mão daí até o sangramento parar -ela disse e apenas fiz o que ela mandou.
-O fazemos agora ? -perguntei.
-Ligamos para a ambulância -ela disse.
-Não eu quero ficar aqui -disse minha mãe e ela assentiu.
-Tá senhora Hadley mas se mantenha acordada e conversando comigo -ela disse e minha mãe assentiu.
-Eu não sinto dor -disse minha mãe.
-Tá se mantenha calma e se poupe o máximo possível -ela disse tentando manter a calma.
-Me prometa uma coisa Clove -disse minha mãe.
-Claro ! O que a senhora quiser -ela disse.
-Por favor não me chame de senhora. Me chame de Miranda -disse minha mãe.
-Tá Miranda -ela disse.
-Prometa que vai cuidar do meu filho pra mim -disse minha mãe e eu comecei a chorar.
-Eu prometo -ela disse e vi algumas lágrimas escorrendo pelo rosto dela.
-Não chorem ! Vai ficar tudo bem -disse minha mãe e sinto um coração o parar de bater.
-Mãe -chamei e ela nem se moveu.
-Cato... -disse Clove mas eu a interrompi.
-MÃE FALA COMIGO -gritei mas ela não respondeu.
Com isso comecei a chorar como nunca avia chorado, e não era da minha natureza chorar, mesmo quando as coisas estiverem no limite. E eu ali chorando nem percebi quando Clove ligou para a emergência, eu ficava gritando e mexendo no corpo da minha mãe numa tentativa idiota de traze-la de volta, mas ela se mantinha imóvel que nem uma estátua.
Só sai de perto do corpo da minha mãe quando a ambulância chegou, eu tentei ficar perto do corpo da minha mãe mas me tiraram, pois eu estava dificultado o trabalho dos paramédicos. E enquanto isso Clove não disse nada, ela apenas me abraçou e deixou eu chorar a vontade, ela como se ela entendia o que eu estava passando.
Só me acalmei meia hora que a ambulância tinha ido embora, e o caminho até o hospital eu fui no banco do passageiro com a cabeça encostada na janela e em total estado de choque , eu nunca pensei que veria minha mãe em um saco preto, era como se fosse um pesadelo mas nele eu não posso acordar e encontrar a minha mãe.
-Cato seja forte! Não vai ser fácil mas saiba eu vou estar aqui para o que você precisar -ela disse segurando minha mão e dando um sorriso amigável.
Então saímos do carro e entramos no hospital, eu tive que assinar um monte de papelada e eles ficavam me fazendo várias perguntas sobre o ocorrido, eu tentava me manter controlado.
Eu fiquei uma hora lá e a coisa que mais me doeu foi quando falaram que eu tinha que preparar o velório e foi naquele momento que a ficha realmente caiu, eu havia perdido a minha âncora e a única pessoa que me aceitaria do jeito que eu sou. Mas uma coisa me acalmou, Clove falou que ficaria responsável pelo velório e tudo mais.
Eu admirava Clove, pelo fato de ela ter passado por tanta coisas ruins durante a sua vida, que se fosse comigo eu não conseguiria, e ainda por cima andar de cabeça erguida como se nada tivesse acontecido.
Assim que tudo acaba Clove me leva de volta para casa e eu vou direto para meu quarto, não queria falar com ninguém ou ouvir que elas sentiam muito com a minha perda. E assim que eu chego no meu quarto me tranco e me sento na frente da porta e deixo as lágrimas escorrem pelo meu rosto sem medo. Eu me sentia fraco mas eu não conseguia evitar
P.O.V Clove
Assim que Cato foi para seu quarto conto para os meus amigos o que havia acontecendo e eles ficaram arrasados com a notícia e até tentaram falar com o Cato mas ele não se manifestava, então achamos melhor deixar ele sozinho para não acabar irritando ou magoando ele mais.
Depois de ficar um tempo com os meus amigos decido voltar para casa sozinha e assim que chego em casa, vejo que ela está muito silenciosa e vejo um rastro de pegadas masculinas molhadas de lama, e as pegadas iam até a cozinha, então comecei a segui-las, com o coração na mão por ter medo do que podia acontecer.
Aquela ida até a cozinha pareceu uma eternidade e a cada passo vinha uma possibilidade diferente na minha mente, me fazendo ficar mais nervosa do que eu já estava antes.
Quando cheguei na cozinha vejo um casaco sujo de sangue e terra na copa, com um par de luvas também sujas, e lá também estava o meu pai com uma faca ensanguentada em mão, limpando-a, me fazendo entrar em choque. Ele não podia ter feito aquilo.
-Pai o que você fez ? -perguntei em choque com o que tinha visto.
-Vinguei sua mãe -ele disse limpando a faca como se fosse a coisa mais normal do mundo.
-Pai você não matou a Miranda Hadley -falei tentando me convencer de que ele não tinha feito aquilo.
-Sim eu a matei -ele disse seco deixando a fala já limpa sobre a pia.
-Esse não é você! ELA ERA UMA HUMANA E INOCENTE -falei com raiva.
-SUA MÃE TAMBÉM E ELE A MATOU -gritou meu pai.
-Como você sabe? -perguntei.
-Tinha marcas de sapatos masculinos -ele disse.
-Porque aqui em Panem Hills chove e quem buscou o corpo da mamãe foi dois homens. Você está paranoico e está achando que todos mataram a mamãe mas ela se suicidou -falei.
-NÃO! Ela foi morta -ele disse e eu engoli a seco.
-Pai ela se suicidou e foi só isso, pare de criar tempestade em copo d'água -menti, ele não podia saber naquele momento a verdade.
-Eu sei que foi alguém do bando do seu amigo e agora é guerra de caça e caçador -ele disse.
-Então saiba que eu não estou do seu lado -falei e sai da casa sem dar explicações para ele.
Eu não acreditava que ele tinha feito aquilo com a mãe do Cato, era contra o regulamento dos caçadores e para piorar começou uma guerra. Ele estava fora de si e ele não ia parar até cumprir o que ele queria, mas ele não teria as filhas dele ao lado dele.
Assim que saí da minha casa peguei meu carro, fui correndo para casa dos meus amigos e quando cheguei eles me olharam assustados, como se não entendesse o porquê de eu ter voltado a essa hora e naquele estado.
—Foi o meu pai que matou a mãe do Cato -falei e ouvi alguns barulhos de coisas se quebrando no andar de cima, e eu sabia quem tinha feito aqueles barulhos.
-O QUE ? -ele me perguntaram chocados.
-Ele matou ela e só fica pior -falei me sentando no sofá.
-O que ouve ? -perguntou Peeta.
-Ele disse que a guerra começou -falei.
Naquele momento todos se olharam e ficaram em silêncio, seria um derramamento de sangue tremendo se eles conseguissem, meu pai não iria parar, mas nós tínhamos o coringa ao nosso favor. Que era o fato de terem duas caçadoras da família do lado rival, e como eles fazem tudo pela família só atacariam quando nenhum deles estivesse perto dos inimigos.
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