Notas iniciais
Saindo mais um capítulo quentinho do microondas! Aproveitem a leitura e não se esqueçam de COMENTAR PELO AMOR DE DEUS! xoxo Apenas £orena (Amo vocês ♥ )

Já está morto.

Capítulo 4

—Lolla?- O pai chamou a filha. Loren procurava a bola incessantemente e a encontrou em uma clareira, bem ao lado de um grande toco de árvore. -Loren?-

A pequena garota ouviu a voz do pai, mas nada desviou seu olhar do grande toco de árvore no meio de uma iluminada clareira. Parecia agradável. Em cima do toco haviam algumas flores e era tão grande que caberia a garota lá umas sete vezes. A pequena sorriu com a ideia de deitar e sentir o cheiro das flores agradáveis que lá repousavam. Caminhou totalmente atraída pela ideia de brincar na superfície florida.

—Loren!!! Loren! Não!- O pai gritou correndo imediatamente ao encontro da pequena Lolla. -Não pode brincar aqui, entendeu? Nunca.- O Sr. Korehskov sacudiu a menina. Loren nunca vira o pai daquele jeito. Ele parecia completamente alterado. Desesperado. -Loren, você nunca mais...Nunca mais vai chegar perto dess árvore, entendeu?-

—Desculpa, pai. Eu só...-

—Entendeu?- Repetiu duro enquanto sacudia a menina novamente.

—Entendi.- Respondeu baixo. A menina olhou para o céu e viu o azul pingar no chão. Logo as árvores foram derretendo e as cores formando poças no chão. Assim o sonho se dissipou e acabou.

Acordei meio grogue, me levantei determinada a não deixar o maluco do Kinney atrapalhar a minha vida. Fui ao banheiro para a minha higiene matinal e depois passei uns 15 minutos para escolher a minha roupa para a escola.

Primeiro: Porque eu não posso usar qualquer peça hoje, já que meu pescoço está marcado. Portanto, escolhi uma camisa de gola alta sem mangas e um short não muito curto. Meu chapéu e óculos escuros também estavam ali. Passei um pouco de protetor labial de morango e rímel. Desci as escadas e dei de cara com o piso cheio de terra. Kinney provavelmente virou a noite fazendo sei lá o que e sujou toda a casa.

Eu que não vou limpar isso.

Eu estava determinada a pedir um táxi, mas quando abri a porta de casa Stiles estava a minha espera. Sorri involuntariamente e dei um baixo bom dia.

Entramos no Jeep e Stiles começou a dirigir.

—Ei, Loren, qual é a da camisa de gola alta? O dia está quente.- Perguntou

—É que eu estava...hum... trabalhando no jardim ontem e levei uma queimadura de urtiga.- Menti. E menti mal pra cacete.

—No pescoço?- Perguntou desconfiado.

—É! Pfff...- Soltei uma risada nervosa. -Sabe como eu sou desastrada!-

—No pescoço?- Repetiu a pergunta incrédulo e parou o carro abruptamente no acostamento.

—Stiles, vamos nos atrasar!- Falei e ele apenas me encarou.

—E o seu tutor está de volta à Beacon?-

—O que diabos isso tem a ver? Vamos logo para a escola!-

—Loren, baixa gola da camisa.-

—O que? Não! Foi só uma queimadura de urtiga!-

—Ah é? Então me mostra!-

—Não! Não vei querer ver isso tá vermelho, inchado, isso tá nojento. Não vou...-

—Loren, mostra o pescoço!-

—Não!- Protestei

Stiles tentou afastar a gola da minha camisa e afastei sua mão, mas ele não desistiu. Começamos uma briga pelo meu pescoço, literalmente. Stiles parecia determinado a descobrir o que eu escondia ali, mas ele jamais poderia saber sobre o que o Kinney fez. Ninguém poderia saber.

—Stiles...sai! Sai de cima de mim!- Gritei, porque a essa altura, Stiles estava encima de mim amarrotando a minha roupa e tentando puxar a gola da minha camisa. -Stiles, é sério!-

Mas ele me ignorou e depois de tanto tentar, assim que eu me distrai com o barulho da buzina de um caminhão que passou ao nosso lado, ele viu oportunidade e puxou a gola, revelando a marca vermelha quase roxa que Kinney havia me deixado. Afastei rapidamente sua mão. Minha respiração estava acelerada depois de tanto lutar para esconder aquilo. Stiles também estava cansado. Encostei minha cabeça no encosto do banco do carro e fechei os olhos.

—Isso não parece queimadura de urtiga.- O ouvi falar. Ri baixo e balancei a cabeça. Stiles se aproximou e baixou a gola, dessa vez sem que eu protestasse ou tentasse agredi-lo. Ele tocou levemente a área vermelha e olhou até onde ia a mancha. A mão de Kinney é bem grande. Ele procurou meu rosto e desviei o olhar sem conseguir encará-lo.

—Dói?- Stiles perguntou pressionando de leve.

—Uhum.- Balancei a cabeça com uma incrível e esquisita vontade de chorar. Droga! Eu não quero chorar!

—É a primeira vez que ele faz isso?- Perguntou encostando no banco e encarando a pista claramente chateado.

—É. Stiles, esquece isso, vamos embora! Por favor, vamos embora.- Pedi.

—Tem que denunciar esse cara, Loren. Ele é mau e abusivo!-

—Ah, claro! E o poder judiciário de Beacon tá super ligando pra isso.- Respondi.

—Loren, pelo amor de Deus! Você conhece muita gente! Conhece meu pai! Ele é o sheriff. E aquele seu advogado esquisito? Hum? Sabe que eles colocariam a mão no fogo por você.-

—John já está em processo. Enquanto seu pai...olha, Kinney é um lascado, mas ele conhece muita gente. Ele pode tentar alguma coisa. Não conta. Por favor, não conta pro seu pai. Não conta pra ninguém.-

—E Derek? E se contarmos à ele? Ele pode parar o Kinney, sabe disso. Não gosto dele, mas...-

—Mas nada. Não vamos contar pro Derek. Ele já é enxerido o suficiente, não quero ele fuçando a minha vida mais do que ele já faz. Já imaginou o caos se ele soubesse uma coisa dessas? Não, ele não liga pra mim, mas adora uma confusão. Agora vamos para a escola.- Falei e fechei a cara.

— --

Chegamos na escola sem nos atrasarmos. Stiles estava silencioso e irritado e passou o resto do dia assim. Fora ele, apenas o treinador Bobby perguntou sobre a camisa de gola alta durante um treino que tivemos. O dia passou se arrastando e quando a aula acabou eu perguntei a Boyd se ele abriria a pista de gelo pra mim se eu pagasse uma grana a ele. Ele riu e disse que abriria de qualquer jeito se eu pedisse, mas aceitaria o dinheiro.

—Pra quê mesmo você quer uma pista de gelo?- Perguntou

—Pra cair, é claro!- Respondi e rimos enquanto caminhávamos até o local.

—Não sabe patinar no gelo?- Perguntou.

—Não sei patinar nem em concreto, quanto mais no gelo. Não, eu até sei patinar no gelo, mas eu sou um desastre. Já quebrei o nariz uma vez. Eu estava em uma pista em New York e desviei de uma criança que veio na minha direção. Aí eu caí, quebrei o nariz e demorei uns 15 minutos pra me recuperar, mas o garoto ficou bem.-

Depois de um tempo chegamos à pista. Coloquei os patins e entrei na área me segurando nas bordas. Boyd riu e saiu pra fazer qualquer coisa. Peguei meu celular e iniciei uma playlist qualquer. Felizmente a playlist que eu iniciei era Pink Floyd e não Damien Rice. O lugar era vazio e "Mother" soou alto pelo galpão.

Comecei a tentar a patinar. Antes de sair da escola eu havia trocado de roupa, portanto não estava com o short, estava de vestido e cachecol, é claro. A marca ainda estava lá.

Depois de um tempo peguei velocidade e comecei a aproveitar a canção. Estar sozinha ali era bom. Eu senti a privacidade de não estar na presença de alguém e a liberdade pra cair quantas vezes eu quisesse.

Caí bem no meio da pista e lá fiquei deitada. Estava bem gelado e logo logo as minhas roupas estariam molhadas, mas estava tão confortável que fiquei uns minutos no chão olhando para o teto.

—Cansou, Koreshkov?- Boyd brincou.

—Eu pareço cansada?-

—Sim!-

—Bom, eu estou mesmo.- Falei rindo e me levantando. Voltei a patinar e Boyd entrou na pista com uma máquina para colocar o gelo no lugar.

—Sabe, Boyd, você se considera uma pessoa curiosa?- Perguntei rodopiando.

—Hum...Talvez.-

—Sabe nos filmes de terror, quando tem uma loira peituda protagonista, aí ela escuta um barulho e pergunta "Quem é?" ?-

—Sei.- Respondeu rindo.

—Aí ela vai até o porão escuro e fica tipo "Tem alguém aí?", gritando isso várias vezes, será que ela acha que o psicopata que está com uma faca pra matar ela vai responder "Sim, quer alguma coisa?". Sabe eu sempre achei essas personagens bem idiotas, mas ultimamente eu tenho entendido a curiosidade delas.-

—O quê? Como assim?- Perguntou.

—Digamos que, hipoteticamente eu more numa casa com uma pessoa hipotética, e hipoteticamente essa pessoa seja hipoteticamente abusiva comigo e hipoteticamente eu invada o quarto dessa pessoa, para que eu hipoteticamente possa me vingar dessa pessoa que hipoteticamente me machucou e no quarto hipotético dessa pessoa tenha meu nome hipotético escrito na parede? Hipoteticamente, claro.-

—Bom, você falou a palavra "hipoteticamente" tantas vezes que eu fiquei confuso, mas eu acho que hipoteticamente essa pessoa é perigosa.-

—E se eu, hipoteticamente, fosse investigar essa pessoa hipotética, seria hipoteticamente perigoso?- Perguntei parando de patinar e saindo da pista.

—Bem, aí depende de quão hipoteticamente essa pessoa hipotética é perigosa.

—Ahhh...Entedi. Obrigada.- Respondi.

—Loren, você está em alguma encrenca?- Perguntou.

—Não! Claro que não. Falávamos de uma situação hipotética, lembra?-

—Uhum...- Respondeu.

Eu estava no banco calçando meus saltos.

—Boyd!- Ouvi a voz de Scott. Eu estava no canto, então ele não me viu. -Não pode se juntar ao bando do Derek.-

Opa! Bando de quem?

—Isso não é problema seu.- Boyd respondeu.

—Ele não te falou tudo, falou?- Insistiu. -Por exemplo, ele contou sobre os caçadores? Hum? Há dezenas deles pela cidade e estão caçando a matilha, acha mesmo que isso é legal?-

—Eu só não quero passar a hora do almoço sozinho, Scott. Agora vá embora. Isso não depende de você.-

—Olha, não precisa disso! Quer amigos? Eu posso fazer melhor que o Derek. Ele contou sobre o descontrole na lua cheia?- Perai, gente, o que é que tá rolando? — Não acredite nele, Derek tem seus próprios objetivos. Ele não quer uma matilha. Derek não tem amigos.

—Boyd está ciente, Scott.- Ouvi a voz de Derek. Ele entrou no ringue de gelo acompanhado por Erica e Isaac Lahey!

Como aquilo estava ficando interessante, eu lembrei que tinha pipoca na bolsa e imediatamente puxei a mochila, tirando de dentro um pacote de pipoca de microondas que eu havia feito no horário do almoço. Comecei a comer nervosamente enquanto eles conversavam.

—O que você está fazendo é errado.-

—É errado?- Derek refutou. -Erica, como tem sido sua vida desde a mordida?- Perguntou.

—Em uma palavra? Transformadora.- Respondeu.

—Isaac?-

—Pra mim tem sido ótimo.- De fato, se Isaac já era lindo como humano, agora ele está incrivelmente lindo. Ele se tornou uma pessoa ousada e sexy.

Me movi silenciosamente até uma máquina de refrigerante que havia ao lado da bancada. Inseri uma nota de 2 dólares e pedi uma coca-cola. Voltei à bancada e já peguei Scott brigando com Erica e Isaac. Os dois apanharam feio. Justo, já que Scott está nisso a mais tempo.

—Sabe, Boyd, ele tem razão. Eu não ligo pra vocês. Tudo o que me importa é o poder.- Falou. Derek começou a avançar lentamente na direção de Scott e a se transformar.

Scott tentou lutar contr ele, mas ele era muito forte. Até porquê, ele é o alfa. Depois de derrotar Scott e dar um discurso ao estilo "Eu sou fodão", Derek voltou a si.

Comecei aplaudir dramaticamente fazendo um enorme barulho ecoar pelo lugar. Eu me senti o Coringa do Heath Ledger.

—Wow...Bravo! Nossa!- Me levantei do banco de onde estava sentada. -Puxa, Derek. Ser o alfa está tornando você um cara de vários talentos. Já pensou em tentar o America's got talent? Essa performance foi uau! Sinceramente, eu estava bem entediada no começo, aquela história de "Vamos ser amiguinhos, não fale com ele." Isso foi muito recalque. Desculpa, Scott. Mas quando vocês começaram a brigar, nossa! Foi fantástico. Agora, me respondam, é assim que as damas pretendem sobreviver aos caçadores? Não, gênio, porque nesse sentido eu tô do lado do Derek. Scott, acha mesmo que vai durar até o próximo jogo de Lacrosse namorando a neta velho doido? A família dela tá te caçando e você é um ômega. Seu alfa morreu carbonizado: Confere. Derek convidou você para o bando dele, você negou: Confere. De boa, ninguém é obrigado à suportar o Hale, ele é meio narcisista as vezes, e um pouco halterofilista, aqui pra nós, mas querido, estamos no meio de uma guerra. Eu fosse tu eu parava de frescura. Bem, meu recado está dado. Obrigado pelo show. Adorei.- Falei caminhei até Boyd. -Toma aqui, rapaz.- Falei o entregando 300 dólares. -Ps: Não seja babaca como esses dois. Entra no bando, depois você sai. Cuidado com os caçadores.- Comecei a caminhar até a saída. -Isaac, meu filho, levanta daí. A era do freezer já acabou.- Concluí, peguei minha mochila e saí. Durante todo o meu discurso os dois lobos me encararam boquiabertos.

Caminhei um longo caminho até a minha casa. Abri a porta, que rangeu levemente e encarei minha sala, que estava um caos. Havia dessa vez muita terra pelo chão.

—Sinceramente, você é um porco!- Gritei. Não vi Kinney em lugar algum, mas sentia sua presença, apesar que não o ver ou o ouvir.

—Meio estranho, não é?- Ouvi uma voz. Aquela voz. Não sei a quem pertence essa voz, mas com certeza eu conheço essa pessoa. Eu não o via. Mas o sentia e escutava, diferente de Kinney, que apenas deixara sua presença pela casa.

"Meio estranho eu estar ouvindo a voz de um ser invisível."

—Qual é, Loren? Vai ficar aqui e esperar alguma coisa acontecer? Já viu filme de terror o suficiente pra saber o que acontece quando a mocinha decide fuçar as coisas do psicopata.-

"Droga. Droga! Eu estou ficando maluca!"

Bufei e adentrei mais a casa. Haviam pegadas de terra por toda a casa. Pegadas humanas, claro. O idiota do Kinney, obviamente.

Ignorei a dica que "A voz" havia me dado e segui em direção ao quarto de Kinney.

—Loren Koreshkov, você tem vigor!- A voz soou.

—Peter Hale.- Minha voz saiu em um fio. A voz era de Peter Hale.

Por isso me era familiar. Por isso eu a conhecia.

Flashback On.

—Ah, mil perdões! Não costumo receber visitas de ex-catatônicos psicopatas, muito menos os que também são lobisomens alfas assassinos. Em que posso ajudar?- Fuzilei-o e ele riu.

—Nossa! Estou impressionado. Meus instintos não estavam enganados, você tem vigor!-

Flashback Off.

Minha respiração acelerou loucamente, como um carro a 120/h. Só que eram os meus pulmões.

—Peter Hale.- repeti.

Me desesperei imediatamente. Olhei para os lados e a minha cabeça estava rodando. Aquilo era demais pra mim. Corri o mais rápido que pude pra fora da casa. Girei meu corpo várias vezes, procurando ao meu redor.

Parei em um determinado momento olhando em direção à minha casa e vi que grama do jardim as pegadas não tinham o formato de pés humanos.

—Ele é um esquisitão, né?- A voz de Peter soou ao meu lado. Virei minha cabeça e o vi. Peter estava lá. Sarcástico, alto, bonitão...inteirinho!

—Você está morto.- Falei.

—Loren, alguém já te avisou que você tem sérios problemas para focar? Presta atenção, o assunto aqui não sou eu, muito menos o seu deficit de atenção, o assunto é o seu tutor esquisitão e olha...- Ele riu — Ao que parece ele não é só um esquisitão.-

—Tá morto. Morto. Mortinho da Silva. Eu sei disso porque eu vi.- Falei nevorsamente pra mim, ignorando a presença do ex-alfa.

—Tem razão, Loren. Eu estou morto.- O ouvi falar. Virei-me novamente para encara-lo e dessa vez não encontrei Peter tão completo. Seu rosto estava queimado e em decomposição. O pescoço o qual Derek havia rasgado dois meses atrás estava com o sangue coagulado algumas lavas de varejeira se remexiam preguiçosamente na abertura. Nesse momento eu pirei de vez e comecei a andar pra trás. Meu estômago estava embrulhado e o cheiro doce da decomposição me dava dor de cabeça.

—Isso não é real...- Sussurrei. Peter começou a caminhar em minha direção.

—Não?- Falou e sua mão quente carbonizada fechou-se em meu punho. Eu o senti. Aquilo pareci bem real pra mim.

—Loren!- Ouvi Stiles gritar meu nome. Logo depois fui empurrada. Não entendi muit coisa. Em um momento eu estava apavorada com Peter e no outro estava nos braços de Stiles, na calçada. Percebi que um carro seguia pela rua.

Não sei o que aconteceu muito bem, mas acho que Stiles acabou de me salvar de um atropelamento.

—Loren?- Ouvi sua voz de longe. Meus olhos estavam direcionados para o meio da rua, não pelo lance do carro e tal, e sim por Peter Hale. Meus olhos vagaram durante minutos a procura do morto-vivo-The Walking Dead-Renascido do inferno-sei lá.

—Loren? Loren está me ouvindo?- Senti a mão de Stiles no meu rosto.

—Hum?- Emiti o resmungo sem entender muita coisa.

—Nossa, você está gelada.- Falou me arrastando pra casa dele.

—Eu...-

—Sim?-

—Eu...Você viu aquilo? Você viu ele?- Gaguejei.

—Claro. Dirige muito mal, né? Deveria estar bêbado. Mas também, né? Loren você estava fazendo o que no meio da rua?-

—Eu...Não! Você não o viu? Não viu? Ele estava bem ali!-

—Ele quem, Loren?-

—Peter Hale.- Falei desesperada. Stiles parecia não entender do que eu falava.

—Peter Hale está morto, Loren. Morto e enterrado. Já faz um tempo, lembra?- Tentou me explicar.

—Stiles. Eu juro por Deus. Ele estava bem ali. Ele...-

—Loren, você não parece muito bem. Vem, vamos entrar.- Falou me puxando pra dentro da casa.

—Eu estou bem. Estou bem! Sério!- Falei tentando me desvencilhar de Stiles.

—Não tá não. Ei, olha só. Você está suando frio.-

—Stiles! Pára! Eu estou bem. E eu tenho certeza de que eu vi Peter Hale!-

—Olha, Loren. Foi machucada. Me pediu pra não contar à ninguém, nem fazer nada. Eu segui. Fiz o que você pediu e fiquei calado o dia inteiro. Mas você viu o que acabou de acontecer? Você poderia ter morrido se eu não estivesse na rua, e agora está dizendo que viu Peter Hale, que morreu à quase dois meses. Você não anda muito bem e isso é perceptível. Vai dormir aqui hoje.-

—Tá doido é? Não posso passar a noite na casa de um garoto! O que as pessoas vão pensar de mim?-

Stiles fez uma cara de tédio e bufou incrédulo. -Isso não tem nada a ver.-

—É verdade. Mas, e daí? Eu tô muito bem!- Falei.

—Ah, meu Deus! Aquele é o seu tutor com uma prostituta?- Stiles me mostrou pela janela. Kinney estava acompanhado de uma mulher vulgar usando um batom vermelho da estação passada.

—Uhh...Imagina os ruídos que eles vão fazer essa noite...-

—Ai, Stiles! Cala a boca! Que nojo! Tudo bem, eu passo a noite aqui hoje.-

—Beleza.-

—Mas eu vou logo avisando. Eu ronco muito.-

—Fichinha.-

—Muito, Stiles. Muito mesmo. Eu tenho apneia.-

—Eu não ligo. É melhor ouvir você roncar a noite toda do que ver você machucada no dia seguinte.- Stiles falou e então eu me toquei. Ele não queria que eu voltasse pra casa por causa do Kinney.

—Stiles, não precisa...-

—Tem alergia à algodão?-

—Hum...Não.-

—Que bom! Vai poder ficar com o edredom. A noite vai ser bem fria.-

—Mas e seu pai?-

—Não vai ver maldade.-

—Ok.-

Notas finais
Tá aí ♥