Teen Titans - Caminhos Traçados
1 O Reencontro
Notas iniciais
Depois de sair da casa do Bruce, decidi que agiria por conta própria, afinal, eu tinha 17 anos, era mestre em combate, quase um prodígio na área da ciência, bilionária...e tinha super poderes. Tinha tudo sob controle, na palma da mão.
Se espera que eu vá dizer que tudo saiu do controle do nada, pode esperar sentado, porque não foi o que aconteceu. Na verdade, não aconteceu nada de primeiro momento. Era mais coisa da minha cabeça mesmo.
Desde cedo fui criada pelo Bruce, desde que meu pai morreu pra ser mais especifica. Por mais que eu amasse o Bruce mais do que a mim mesma, tinha algo que não me deixava obedecer ele. Eu sempre queria ser do contra, por algum motivo que eu não faço ideia, afinal, ele só queria meu bem. Aos 15 anos foi quando eu comecei a "me drogar". Sabe aquele período da sua adolescência que te bate uma bad e você começa a agir feito um retardado para tentar esquecer o momento? Foi exatamente o que eu fiz. Viver na mansão Wayne me proporcionou um longo contato com whisky importado, cervejas artesanais e charutos (acredite, eu adorava). Por mais que o Bruce praticamente não bebesse, lá tinha tudo isso de sobra e eu, na flor da minha adolescência, nos momentos de recaída emocional, dava longas goladas e fumadas nessas coisas.
Resumidamente, eu não conseguia mais enfrentar esses momentos sem essas coisas, porque eu consegui me convencer de que precisava delas para isso. Por mais que eu fosse uma super heroína, e blá blá blá, eu me comportava mais como anti-heroína do que qualquer outra coisa.
Voltando ao início da história, decidi aos 17 anos sair da casa do Bruce e tocar a vida como heroína solo. Me mudei para uma cidade não muito longe de Gotham, perto de uma costa. Nenhum problema até aí, passei bons dias num ótimo apartamento lá. Em certo momento decidi sair da minha zona de conforto de ficar trancada em casa e fui descobrir a cidade. Não demorou muito para eu encontrar problemas, mas nada com o que eu já não era acostumada. Resumo: uns bichos esquisitos perseguindo uma menina, aparentemente humana, mas de pele levemente laranja (essa característica não me era estranha), que voava para todo o lado e explodia coisas.
Em dado momento me dei conta que suas mãos estavam atadas, e logo parti para a briga para ajudá-la, afinal, era uma briga desleal: uns 20 "monstros/alienígenas",contra uma única menina, com mãos atadas. Por mais forte que ela fosse, era complicada a situação. Nessa época, eu dominava meus poderes, mas não tinha plena noção de todos os existentes dentro de mim. Logo, levantei voo, e parti com toda a minha força para um daqueles bichos que batia nela. Logo, percebi que seria mais difícil do que eu imaginava, foram surgindo cada vez mais. Quando pensei que estava cercada, uma força negra, de arrepiar surgiu do chão e arrastou o monstro para, não sei, o inferno (?). O que tinha acabado de acontecer???
De repente, abriu-se um buraco no chão, e de lá saiu uma menina, vestida numa capa roxa meio escura, pele muito pálida. Parecia viver, de fato num submundo. Ela me fitou, e de primeira, abriu um sorriso meio melancólico na minha direção. Nesse momento, acho que por uma transmissão de pensamentos, eu compreendi que ela dizia para trabalharmos em conjunto. Pouco a pouco, fomos acabando com os inimigos, mas cada vez mais, parecia que, a cada um que nós eliminávamos, surgiam mais uns 2. A situação começou a ficar cada vez mais complicada.
Nunca vi algo tão sequencial. Todas as vezes que pensei estar perdida, alguém intervia. Nesse momento, surgiram mais 3, 3 rapazes. Um era verde, meio esquisito, podia se transformar em qualquer animal já imaginado; o outro, era ENORME, metade robô, armas de potencial quântico; o terceiro, era um jovem, de cabelos negros, traços finos, de uniforme... e vocês pensam agora, o que me chamou mais atenção? Não foi nenhum dos 4 anteriores, foi o último, o rapaz...era ele...era o Robin! Ou melhor, o Dick, mas essa parte só eu precisava saber. Eu não pude acreditar, depois de tantos anos.
Eu sabia que era ele, até mesmo pelo uniforme do Robin, mas por um instante, fiquei tão feliz, na esperança dele ficar tão feliz quanto eu. Adivinha? Ele não me reconheceu. Admito, fui ingênua em pensar que ele iria me reconhecer após tantos anos só porque eu o reconheci. Mas também, ele não mudou nada, somente ficou mais bonito. E eu? Em modo de combate mudava drasticamente de aparência. Meus cabelos, que são longos e loiros com uma mecha rosa no fundo, tornavam-se brancos e curtos. Meus olhos, que são azuis, tornavam-se negros como a noite, não somente a íris, mas todo o globo ocular. Foi uma mutação que ocorreu após a explosão, que com o tempo, eu aprendi a controlar para usar somente em combate, assim, seria até melhor para preservar a minha identidade, já que ser filha do Bruce Wayne já não era muito discreto. Mas ser filha do Bruce Wayne e ser a Donzela de Ferro ao mesmo tempo, era menos ainda.
Após uma longa batalha que deve ter durado umas 2h (onde francamente eu não parei de olhar para o Dick), finalmente, paz. Fomos finalmente nos conhecer, os 6. Quando eu penso que minha moral não pode estar mais baixa, Robin solta a menina de pele laranja, que faz o que? Lasca-lhe um beijo na boca. Meu queixo caiu. Eu não sei descrever o que senti na hora. Raiva? Inveja? Ciúme?
Até ver que que ela começou a falar nossa língua. Aí minha ficha caiu. Ela era uma tamariana, raça alienígena vinda do planeta Tamaran. Um dos poderes dessa raça é aprender qualquer língua através do contato labial. Claro que, não saiu da minha cabeça que ela aproveitou o momento para beijar logo o bonitinho do grupo, mas era minimamente justificável.
Ao passo que todos se apresentaram, em ordem de aparição: Estelar, princesa tamariana fugitiva; Ravena, filha de Trigon, rei do inferno; Mutano, um mutante verde que teve sua equipe dizimada; Cyborg, metade humano, metade robô que lutava contra o sistema; e Robin, o exército de um homem só. No primeiro momento, Robin se negou a querer trabalhar em equipe, até perceber que se tratava de uma situação que exigia isso. Mesmo com todos os meus esforços, ele não me reconheceu e nessa altura do jogo, eu deixei isso pra lá e foquei em montar uma equipe com eles.
Em mais ou menos um mês, conseguimos nos posicionar para combater os problemas da cidade, nos mudamos para uma torre em forma de T que eu e o Cyborg, que também era ligado à tecnologia de ponta construímos o mais rápido que pudemos. Nós eramos, a partir daquele dia, não só um time de heróis, mas uma família. Nós éramos os Jovens Titãs.
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