Tears Rose- Hiatus
9 A traição de sangue
Notas iniciais

A traição de sangue.
Tão impura. Tão desejada!
Não se alcança a glória quando as regras são quebradas.
Mas quando o desejo fala mais alto quem é você para ignora-lo?
Uma fraca e ingênua mulher, posta a frente de toda a tentação, como não ceder?
Oh! Por favor, me poupe das explicações. Quando uma mulher vira a traidora de seu sangue a sua única salvação são as chamas.
Pois só elas podem libertar sua alma e conceder o perdão diante de sua regra quebrada.
O quão doce pode ser o beijo de um homem...
E o quão imperdoável pode ser dizer o seu nome?
Magnus... Magnus
Rose acordou sobressaltada, o coração batendo forte em seu peito, sentou-se em sua cama, a escuridão em seu quarto deixava claro que ainda era noite, nem mesmo a lua iluminava o céu. Ela olhou em volta, estava tudo calmo, mas as palavras que a voz feminina dissera em seu sonho ainda ecoavam em sua cabeça, era difícil para ela saber o porquê, mas de certa forma as compreendia, como se já as tivesse ouvido alguma outra vez.
Magnus.
Nunca ouvira aquele nome antes, mas, como podia ele se fazer tão conhecido em sua mente?
Voltou a deitar seu corpo na cama, deixando com que este ficasse relaxado, suspirou e passou as mãos sobre a face, desde que começara sua jornada no hospital infantil a pelo menos uma semana, as coisas estavam puxadas demais, se acostumar com novos rostos, novas regras, era uma tarefa difícil. Mas a coisa que mais a fazia ficar estressada era o fato de que lá as coisas eram reais, as doenças, as dores das pessoas. Não tinha chances de errar e poder estudar novamente para tentar outra vez. Ali suas escolhas e ações iriam interferir nas vidas de pessoas, um palpite errado e uma pessoa poderia perder sua vida.
[...]
Theodora andava de um lado para o outro, os saltos de seus sapatos produziam um barulho estridente ao se chocarem contra o piso de madeira escura de seu aposento, este estava em uma completa penumbra, do modo como que ela apreciava.
Enquanto movia-se pelo cômodo a jovem bruxa tinha os pensamentos em um lugar distante, mais exatamente há alguns anos atrás...
— Theodora, deve haver um bom motivo para estar aqui, sozinha...— a voz do vampiro ressoou pelo espaço amplo onde estavam, era uma antiga igreja.
Haviam candelabros presos ao lado de cada grande janela feita de um vidro escuro e desgastado pelo tempo, o teto que um dia fora belo exibia traços do que costumava ser uma bela pintura nos antigos azulejos de cerâmica. Os ecos dos passos dos dois se expandiam por toda a construção.
— Magnus, é um impuro de sorte, nenhum vampiro nos desafia como você o fez e sai vivo para contar a história, como se sente com seu feito? — de cabeça erguida e voz firme a bruxa anunciou andando lentamente em direção aos velhos bancos de madeira que ficavam de frente a um altar destruído. Logo o homem estava sentado ao seu lado, apenas uma pequena distancia separava seus corpos.
Lá fora uma noite sombria banhava as terras próximas à igreja com sua escuridão, pesadas nuvens cobriam a bela lua no céu, e as arvores tinham suas folhas agitadas por um vento que soprava de todas as direções, a tempestade se aproximava.
O olhar de Magnus penetrava nos belos olhos castanhos de Theodora, ficaram daquele jeito por um tempo, apenas olhando para o altar destruído, uma cruz partida estava caída no chão, ervas daninhas cresciam por entre os destroços.
— Terei minha vingança, Theodora, sabe disso— informou o homem com sua voz grave e atraente, a jovem virou a cabeça lentamente, em seus lábios nascia um sorriso irônico. Ela balançou ligeiramente a cabeça em negação.
— Sabe que isso não acontecera, Magnus, minha mãe é uma mulher forte e inteligente, e sabemos que o poder dela vai além das compreensões de um vampiro, e até mesmo de nós mesmas— alertou ela olhando fundo nos olhos do vampiro.
Com sua velocidade vampiresca ele levantou-se e ficou de frente para a bruxa que permaneceu sentada, com força ele pegou em seu queixo e o ergueu, e sua face mudou, seus olhos ficaram negros, finas veias avermelhadas contornavam os mesmos, e suas presas estavam expostas em sua boca.
— Não brinque comigo. Não sabe o que sou capaz de fazer. Prometi a sua mãe que minha vingança será feita, e sabe que não quebro minhas promessas— sussurrando no ouvido dela essas palavras ele a fez arrepiar-se.
Mas, logo ele se afastou de Theodora, uma latejante dor começara a surgir em sua cabeça, como se estivessem lhe perfurando o crânio com diversas facas em brasa. Ele grunhiu de dor, agarrando a cabeça com as duas mãos, mas mesmo assim manteve-se de pé e com os olhos na bruxa a sua frente.
— Nunca subestime uma Dickens, Magnus— advertiu Theodora se erguendo do velho banco de madeira, ela deu alguns passos em direção ao vampiro, que agora parara de sentir a horrível tortura em sua cabeça— Sei que a amava, e a dor de perdê-la o consome, eu conheço essa dor, eu também a perdi, lembre-se disso. Mas sua dor não será diminuída com vingança. Sellene nunca mais voltara.
Theodora foi tirada de seus pensamentos com as batidas insistentes em sua porta, a voz de Dorothy a chamando de maneira impaciente, a jovem bruxa revirou os olhos, e com um aceno leve de seus dedos a porta foi aberta. A irmã estava parada com um olhar bravo no rosto, Dorothy era a mais impaciente das três.
— Perdida nas memorias do passado novamente, irmã? — questionou Dorothy andando pelo quarto, o vestido negro e cumprido esvoaçando com seus movimentos delicados— Nós duas sabemos que não vale a pena... É uma batalha perdida, não podemos mudar o passado...
— Mas sempre podemos planejar o futuro— ela completou a frase da irmã com um sorriso fraco em seus lábios, sentou-se em sua cama coberta por um fino lençol de seda avermelhada— Magnus achava que a única coisa que diminuiria sua dor era a vingança. Acha que nós conseguiremos alcançar nossa glória com a nossa vingança perante a escoria?
— Acho que não há outra maneira, devemos reivindicar o que é nosso por direito— respondeu a irmã sentando-se ao lado de Theodora, as sobrancelhas erguidas, os traços no rosto de Dorothy eram belíssimos, ela conseguira conquistar milhares de corações nos séculos que se passavam, e partira os mesmos de maneira clássica.
Amor não era uma palavra em destaque no vocabulário da bruxa. Já classe era a palavra que ela venerava, estava no topo de sua lista.
— Douce vengeance— com um atraente sotaque francês Theodora disse e viu os lábios da irmã se curvarem em um lindo sorriso carregado de malicia.
[...]
Rose acabara de sair de mais um puxado dia no Hospital Infantil, as coisas estavam correndo bem, se adaptara aos colegas de trabalho, embora diferente deles ela não fosse paga para estar ali, tudo fazia parte do programa que sua Universidade estava empregando, um bom aluno em um hospital como auxiliar de enfermagem, para que assim ele pudesse conhecer como as coisas funcionavam. Rose sabia que estava sendo observada e que todas suas ações e escolhas estavam sendo supervisionadas de perto. Por isso dava o melhor de si todos os dias, mesmo que isso a deixasse completamente cansada ao fim dos mesmos.
A musica que tocava nas ruas de New Orleans era um convite para se divertir, aproveitar a noite que chegara, a lua iluminando o céu sem a interrupção de nuvem alguma era outro fator que a fazia querer ceder, mas, por mais tentador que a oferta fosse a morena tinha que ignorar.
Enquanto andava tinha a horrível sensação de que estava sendo seguida, odiava tal coisa, a terrível necessidade de virar-se para trás em todos os poucos passos que dava a irritava e, quando o fazia nada via a não ser a calçada vazia pela qual passara.
Brigou consigo mesma quando repetiu a ação pela quinta vez, mas a sensação a estava consumindo.
— Existem mulheres das quais a beleza é chegada a um ponto tão elevado que são capazes de atordoar até o mais forte dos seres. A observando posso dizer que se encaixa em tal quesito— Rose ouviu uma voz masculina dizer, esta vinha acompanhada de um atraente sotaque.
A morena virou-se lentamente desta vez, agora com um ligeiro frio em sua barriga, de fato estava sendo seguida, não era nenhuma peça que sua cabeça estava lhe pregando. O dono de tal voz possuía um olhar profundo, as robes portadoras de uma íris pintada de um belíssimo castanho claro, que em contraste com a luz beiravam para o dourado, e estes a analisavam fixamente.
— O que... me desculpe, mas eu o conheço? — questionou ela tentando esconder o pânico que começava a crescer dentro de seu peito. Estavam em uma rua quase que deserta, e apenas poucos quarteirões separavam Rose de sua aconchegante casa.
— Sabe o que considero lastimável; o fato de que passe um considerável tempo com Elijah e, que consequentemente já tenha tido o prazer de conhecer minha doce irmã, e nenhum dos dois tenha sequer citado o meu nome— disse o homem que agora estava de frente á Rose.
Para encara-lo ela precisava elevar a cabeça um pouco mais do que precisava fazer com Elijah, os cabelos loiros do homem a sua frente deixavam claro que ele puxara a sua irmã Rebekah, a quem Rose— como ele mesmo disse— ,teve o prazer de conhecer há um tempo.
— Mais um Mikaelson, minha nossa, quantos vocês são? — ela indagou cerrando os olhos, nem ao menos pensara, as palavras simplesmente saíram de sua boca.
— Ficaria surpresa se descobrisse, me perdoe pela minha falta de respeito. Sou Niklaus Mikaelson— apresentou-se Klaus entendendo a mão para Rose que prontamente estendeu a sua para cumprimenta-lo, Klaus pegou em sua mão delicadamente e a elevou um pouco ao mesmo tempo em que curvava seu corpo em direção a ela, logo após ele depositou um leve beijo nas costas de sua mão.
— Essa é nova! — exclamou ela deixando com que um sorriso sem graça surgisse em seus braços— Ou velha... Todo Mikaelson é cortês assim?
— Digamos que nossa família levou consigo os bons modos dos séculos que se passaram, e conservamos isso até hoje— ele respondeu sorrindo— Diga-me, Rose— começou ele falando o nome dela de uma maneira diferente, como se quisesse abandonar seu sotaque ao pronuncia-lo— Acredita que todas as pessoas têm segredos?
— É claro, todos nós temos segredos, e por mais que digamos o contrario sabemos que mentimos para nós mesmos— estranhando tal questionamento ela respondeu prontamente o que pensava, cruzando os braços e erguendo as sobrancelhas, curiosa em descobrir onde ele queria chegar com a conversa.
— Exato. Agora vejamos, se houvesse um numero certo de segredos que uma pessoa pudesse guardar, sendo esse consideravelmente grande; nosso caro Elijah já o teria ultrapassado há muito tempo.
Rose refletiu por um momento, era fato que todos tinham segredos guardados e, que ao longo dos anos eles se acumulavam, Niklaus poderia estar exagerando, mas Rose não poderia dizer nada, pois não sabia quase nada da vida de Elijah, por isso não sabia se deveria realmente levar a serio as palavras do loiro á sua frente.
— E você, Niklaus, já ultrapassou o numero consideravelmente grande de segredos que uma pessoa pode guardar para si? — perguntou Rose olhando atentamente nos olhos de Klaus.
Então o vampiro foi levado para um lugar escuro de sua mente, onde ele sabia que existiam centenas de segredos. Segredos dos quais ele jurou nunca revelar a nenhuma alma vivente, eles o atormentavam, e estes eram tão escuros como a mente em que habitavam, mas antes que de sua boca mais alguma palavra pudesse ser pronunciada ele sentiu um aroma no ar que já lhe era familiar.
— As noites em New Orleans são sempre regadas a mistérios, mas às vezes nos deparamos com doces surpresas não é mesmo— a voz feminina não soava nem um pouco delicada como era de costume, mas a ironia era uma coisa que prevalecia. Dorothy e sua irmã estavam lado a lado, não muito distantes de Klaus e Rose, os olhos castanhos das bruxas analisavam os dois a sua frente.
Assim que os olhos de Rose se focaram nas duas mulheres logo o rosto de uma delas clareou em sua mente, ela lembrava-se de tal mulher, não conseguiria esquecer o modo dela de olhar, a cabeça erguida e a pose ereta, Rose sentia-se intimidada por aquela bela moça, mas era de uma maneira diferente, havia algo de sombrio nela.
— Eu a conheço— sussurrou Rose para si mesma, dando dois passos para trás, como ainda estava com seus braços cruzados sobre o corpo ela intensificou o aperto, sentido ser impossível de desviar o olhar para aquela que causara tal ação.
Klaus pode ouvir as palavras de Rose, e então, peça por peça, as coisas foram se montando em sua cabeça, as Dickens de fato estavam atrás da morena, pois ele nunca as vira daquele jeito, espreitando pelas ruas, escondidas como sombras.
— La belle Rose— o sotaque francês de Theodora a deixava atraente, Klaus ergueu uma de suas sobrancelhas ao olhar para a bruxa, seu vestido escuro agarrava-se em seu corpo suavemente, deixando suas curvas femininas a mostra— Prazer, sou Theodora.
Rose olhou para Klaus enquanto lentamente se aproximava do mesmo, não podia confiar em ninguém ali, mas acreditava nas palavras do loiro sobre o parentesco com Elijah, apenas o pensamento de ficar sozinha com aquelas duas mulheres a deixa arrepiada.
— Ainda não conheceu os perigos de se estar na presença de um Mikaelson não é mesmo— Dorothy disse sorrindo, sua boca estava pintada por um batom vermelho escuro, o que só contribuía com sua aparência sinistra, Rose sentia que tudo naquela mulher a fazia temer por algo ruim.
— E qual seria o real perigo de se estar na presenta de dois Mikaelson, Dorothy? — a voz que se sucedeu foi acolhida por Rose de bom grado, ela virou-se e pode observar Elijah parado com sua pose de sempre, decidido e forte. Em seus olhos ela podia ver certa ira, e seu olhar estava sendo direcionado as duas mulheres.
Ele andou lentamente em direção a ela, sem desviar o olhar de seu irmão e das duas Dickens, passou seu braço ao redor da cintura de Rose, puxando-a para perto dele de modo protetor. Ela o olhou e sentiu-se segura agora na presença dele.
— Mas que bela reunião...— começou Theodora sorrindo— E como no passado, tudo gira em torno da rosa, não é mesmo.
— Senhoras, por mais que eu aprecie nossos encontros devo dizer que eu e a senhorita Campbell precisamos nos retirar— informou Elijah com a voz firme e com certo toque de ironia, ainda com seu braço envolto na cintura da morena ele a guiou para que o seguisse.
— Ainda nos encontraremos novamente, Elizabeth, lembre-se, pois não ira demorar em acontecer— logo depois que tais palavras foram ditas por Dorothy os olhares de Elijah, que estava se retirando, e de Klaus que permanecia parado, se encontraram em uma fração de segundos, surpresa era o que seus olhos expressavam.
— Elizabeth? — indagou Elijah parando olhando para Rose e logo depois para a bruxa que agora sorria, como se estivesse satisfeita. Klaus fizera o mesmo que o irmão, seus olhos analisavam Rose.
— Não sei como ela sabe, quer dizer, eu não saio falando meu nome do meio para todos, mas enfim, é uma tradição de família, as mulheres recebem Elizabeth como seu nome do meio— Rose começou a explicar, seus olhos vagando por cada rosto a sua volta e parando no de Elijah—, isso começou com minha bisavó, minha mãe se chamava Rosalie Elizabeth Campbell...
— Sua avó Rosette Elizabeth e sua bisavó Morwenna Elizabeth Campbell, e foi assim antes dela, atravessando os séculos, um fato curioso— Theodora, que interrompera Rose, falou com veemência, a voz suando como uma bela e melancólica melodia.
— Como pode saber sobre isso? É impossível— espantou-se Rose, pôs umas de suas mãos sobre o braço de Elijah e o apertou, tentando manter sua expressão natural.
— Sei de muitas coisas, Rose, sei mais sobre sua família do que você própria, acredite em mim. O passado esconde muitas coisas, e eu... — antes que Theodora pudesse continuar Elijah entrelaçou a mão de Rose na sua e a puxou para a direção oposta.
— Não precisamos ouvir suas mentiras. A noite esta bela demais para estragarmos ela com suas teorias sobre o passado— a voz do Original apresentava traços de impaciência e raiva, Rose nunca o vira daquele jeito, enquanto andavam apressadamente ela olhou para trás e apenas viu os olhos de Klaus ainda a observando de modo estranho.
...
Durante todo o caminho Elijah manteve-se calado, o que para a morena estava sendo um incomodo, ainda tentava compreender o que ocorrera há alguns minutos atrás. Nunca antes falara sobre a tradição de sua família para alguém em New Orleans, era impossível que aquela mulher completamente desconhecida soube-se.
Rosette, sua avó, lhe falara tão pouco sobre o passado de sua família. E este pouco que Rose sabia ela tinha contado para Alyssa, somente.
As mulheres de sua família sempre foram belas e respeitadas através dos séculos. As poucas fotos que sua avó ainda tinha mostravam sua bisavó, Morwenna, os cabelos castanhos caindo em uma cascata de fios enrolados sobre o lindo vestido de época, em sua face o olhar se superioridade prevalecia.
— Elijah? — ela chamou baixo, com receio de que ele estivesse irritado ou algo parecido, ele pareceu despertar de um transe— Como aquela mulher poderia saber sobre minha família?
— Rose, não deve se preocupar com nenhuma delas, apenas evite-as— a garota se irritou, ele desviara de sua pergunta. Estavam agora em frente à casa de Rose, as luzes acessas mostravam que Alyssa ainda estava acordada— Agora deve entrar e descansar.
— Não pense que eu vou simplesmente esquecer isso, e aproposito, seu irmão é uma pessoa muito estranha, ficar seguindo as pessoas pelas ruas a noite não é um jeito muito bom de causa uma boa primeira impressão— disse ela enquanto vasculhava em sua bolsa a procura da chave de sua casa.
Elijah pegou delicadamente no queixo de Rose e o ergueu, fazendo-a olhar em seus olhos, logo depois desceu suas mãos sobre o corpo dela e envolveu-as em sua cintura, puxando seu corpo para perto.
Beija-la era como viajar para um lugar diferente de tudo. A ternura e o desejo tomavam conta de todo seu ser quando seus lábios selavam-se aos dela, o calor que o corpo dela transmitia o deixava maluco.
Despediram-se e o Original a observou enquanto adentrava em sua casa. Ele sabia que as coisas não ficariam melhores.
Os acontecimentos daquela noite rondariam a mente de Elijah por um bom tempo. Klaus seguindo Rose e as Dickens sabendo os detalhes da vida dela diziam que as coisas estavam começando a desandar.
— E, como quase sempre acontece, eu tinha a razão. As bruxinhas estão de olho na garota— a voz de Niklaus fez com que Elijah desviasse sua atenção da casa de Rose, o homem virou-se para o irmão que possuía um olhar de vitória nos lábios.
— Não tocaram nela, seja lá o que for que almejam eu impedirei— concluiu ele com certeza do que falava, se as Dickens queriam algo de Rose teriam que lhe dar com um dos originais.
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