Teach Me to Love
1 Capítulo 1
Capítulo Um
Berna — Suíça
Charlie Cullen fitava incrédulo seu advogado e amigo Aro Volturi, seus olhos não conseguiam acreditar no que ele acabará de ouvir. O seu único irmão acabará de falecer juntamente com sua esposa, um trágico acidente de helicóptero tinha posto o fim a longa vida do casal.
— Meu amigo eu sinto muito. – Lamentou Aro, há anos que ele e Charlie se conheciam. Desde o tempo da faculdade Aro e Charlie tinham criado uma amizade forte que permaneceu até os dias de hoje. Aro era mais reservado, com aspecto pálido, de olhos meio acinzentados e cabelos negros como a noite. Já Charlie era mais brincalhão, de sorriso contagiante, seus olhos castanhos transmitiam o homem integro que ele era. – As notícias já saíram em todos os jornais da América. E já me informaram que é questão de horas para anunciarem no jornal daqui.
Charlie respirou fundo, engolindo seco. Durante os anos ele quase não via o seu irmão, além de Carlisle estar bastante ocupado com sua vida na América Charlie tinha sua família na Suíça e seus negócios, sendo assim nos últimos anos o contato dos irmãos tinha sido mais via internet e por telefone. Encostou-se melhor na poltrona fitando uma foto ao seu lado, da sua amada filha Isabella.
— O que eu vou contar a ela? – Indagou Charlie.
— Que tal a verdade? – Sussurrou Aro, fazendo Charlie fita-lo tristemente. Não ele não poderia contar a verdade, não agora...
New York — EUA
— Como assim a parte de Carlisle foi direcionada a outra pessoa?! O único parente de sangue é o seu irmão que é dono da metade da fortuna! Já que tia Esme faleceu julguei que como Katherine é irmã dela, ela pudesse herdar algo! – Gritou Edward confuso.
— Ele fez um testamento anos antes... Modificando algumas coisas, sua mulher e seu irmão deixariam de receber a parte do Sr. Cullen e a senhoria Isabella Cullen seria a única herdeira. Mesmo se a Sra. Cullen tivesse sobrevivido, ela apenas teria alguns bens básicos, mas a herdeira de tudo seria a sobrinha. – Tentou explicar o advogado calmamente. – Tecnicamente Isabella e Charlie são os únicos herdeiros, visto que o Sr. Charlie Cullen é dono da metade da fortuna da família Cullen e Isabella foi nomeada como herdeira da parte de Carlisle, além de Charlie ela é a única família de sangue dele. E como ela é maior de idade já pode assumir tudo o que lhe pertence.
— Mas Carlisle nunca nós disse que Charlie tinha uma filha. Ele nunca se casou... – Indagou Katherine confusa. Por fora ela aparentava tranquila na frente do advogado, mas por dentro estava tremendo de ódio. Todos estes anos bajulando Carlisle e ensinando a Edward a ser o fiel companheiro de seu cunhado tinha sido em vão, Charlie havia tido uma filha que nunca tinha apresentado a família. Uma maldita filha que lhe estragaria todos os planos.
— Bem... Eu não tenho mais informações. – Lamentou o jovem advogado, vendo a expressão de fúria de Edward. – Sei que em breve o Sr. Cullen mais a sua filha regressaram, provavelmente o Sr. Cullen decidirá assumir o cargo do irmão. Afinal ele é o único que poderá assumir agora.
— Já que não tem mais nada de útil a dizer, por ir embora. – Disse Edward ríspido, fazendo o jovem advogado assentir e sair rapidamente do luxuoso escritório.
Edward suspirou fundo sentando-se na poltrona perto de Katherine, seus olhos cor de esmeralda pousaram na madrasta a fitando furiosamente. Quem os visse de longe não diria que pareciam enteado e madrasta, Katherine era extremamente vaidosa e ao lado de seu enteado mais parecia irmã mais velha.
— Não me olhe assim Edward. – Sibilou-a com desdém. – Ninguém sabia da existência desta garota. Aliás me surpreende Charlie ter uma filha, ele nunca se envolveu romanticamente com ninguém...
— Eu não quero saber se ele envolveu-se romanticamente ou não! Eu apenas não esperava que ainda teria que lidar com uma herdeira! Do que me adiantou ter sido um afilhado exemplar, se o filho da puta não se lembrou de mim para dar-me nem um terço das ações da empresa Cullen! A única coisa que herdei foi uma porcaria de uma cobertura...
Katherine suspirou levantando-se andando calmamente em direção a janela, ela era uma mulher elegante, na sua juventude havia sido extremamente elogiada pela sua beleza, mas mesmo com tamanha beleza ela não conseguiu o que mais desejava na vida. Hoje Katherine estava mais madura, mas mesmo assim ainda era visível a beleza de outrora. Seus olhos castanhos brilharam arquitetando mais um dos seus diabólicos planos, passou a mãos pelos seus cabelos cor de mel e suspirou.
— Querido, não se desespere. – Sussurrou-a com uma voz suave. Edward arqueou a sobrancelha confuso. – Lembra que Erick disse-nos que a jovem é maior de idade?
— Sim, e daí? – Perguntou-o sem entender onde ela queria chegar.
— Se ela é maior de idade, logo... Ela pode casar. – Sorriu-a triunfante. – E diversos pretendentes iram aparecer na vida dela... Mas vamos fazer com que ela escolha a ti.
— Queres que eu me case com ela? – Riu-se Edward incrédulo com o plano da madrasta. – Mas como eu vou fazê-la apaixonar-se por mim? Eu nem a conheço!
— Oras meu rapaz, não se subestime. – Disse-a aproximando-se do enteado. – Você é um lindo homem, e eu sei que várias mulheres caem aos seus pés. Porque acha que seria difícil seduzir esta jovem herdeira? – Sorriu-a maliciosamente. – Pense na vida que terias casando-se com ela, já que não podemos simplesmente eliminá-la junte o útil com o agradável. Um casamento seria a solução para todos os nossos problemas.
— E se ela for difícil? Eu não quero uma mulher problema na minha vida. – Replicou Edward sem gostar muito da idéia da madrasta.
— Eu não estou pedindo para ser fiel a ela – Disse-a incrédula. – Só que se case com ela, tenha filhos com ela... Enfim forre sua cama com muitos e muitos dólares. Porque quem casar com esta garota será o rei de todo o império. E se esta for à única forma de teres o que mereces, porque não? – Perguntou-a maliciosa. – Precisas fazer com que ela confie em ti e lhe deixe a frente de todos os negócios da família Cullen.
— Eu irei pensar. – Respondeu-o analisando a proposta da madrasta. Realmente não seria uma má ideia casar-se com a herdeira, esta seria a única solução dele ser presidente da empresa que deveria pertencer a ele. – E mesmo se eu aceitar será uma jornada longa. Afinal você mesmo já havia me dito que Charlie nunca a suportou, provavelmente deve jogar o que sente de você em mim...
— Eu sei... É complicado, mas não vamos perder as esperanças. Ela é uma jovem, tu és um belo homem, tenho certeza que conseguiremos ao menos a confiança dela para governares aquela empresa. – Disse-a maliciosamente.
Edward suspirou não gostando muito dos planos da madrasta, bajular os padrinhos era uma coisa agora casar-se com uma totalmente estranha para poder ser o presidente das empresas Cullen, era bem diferente.
Berna – Suíça
A jovem de cabelos castanhos fitava o homem a sua frente silenciosamente. Seus olhos cor de chocolate escorriam uma tímida lágrima pelo seu delicado rosto, mordeu timidamente os lábios avermelhados e engoliu seco.
— Porque nunca me contaste nada pappa? – Perguntou-a confusa. Charlie aproximou-se da sua filha sentando-se ao seu lado. Ambos estavam no jardim da enorme mansão Cullen, no lugar preferido dos dois. Sentado numa escada que dava pra ver um pequeno lago sendo iluminado pela bela lua cheia. – Tinha vergonha de mim?
— Eu? Ter vergonha de ti minha prinzessin? Óbvio que não.
— Então porque eu nunca conheci a sua vida em Nova Iorque? – Murmurou-a arqueando a sobrancelha sem compreender as atitudes do seu pai de escondê-la da família. – Porque só agora o senhor está falando isso para mim?
— Você sabe que a nossa família é conhecida na América, certo? – Ela assentiu silenciosamente – E eu nunca gostava muito da exposição que tínhamos lá, então eu mudei-me para a Suíça a procura de um pouco de privacidade. E depois que nasceste eu não queria que crescesse com a pressão de ser uma Cullen como eu cresci, aqui é raro as pessoas associarem o nosso sobrenome com o sobrenome Cullen da América. Então eu fui mantendo-te escondida da mídia, não por vergonha e sim pra lhe proteger, lhe dar uma vida normal sem seres obrigada a seguir um padrão rígido que eu fui obrigado.
— E porque meu tio deixou a sua parte da herança para mim? Eu nunca o conheci.
Charlie deu um pequeno sorriso.
— Conheceste sim, você ainda era pequena. Não se lembra daquele homem loiro que vinha nos visitar às vezes? Ele lhe deu uma boneca que não a largava por nada.
Isabella buscou na memória lembranças da sua infância, recordando-se claramente do dia em que ganhou a boneca a qual seu pai falará. Ela conseguia lembrar-se agora como Carlisle era lindo, e que a fitava de uma forma carinhosa tal como seu pai. Puxando ainda mais forte as suas memórias conseguia lembrar-se no dia que ficará gravemente doente tendo sido submetida a uma arriscada cirurgia e quem segurou a sua mão a acalmando enquanto seu pai tinha sido obrigado a assinar uns documentos autorizando a cirurgia havia sido seu tio Carlisle. Mas depois com o passar dos anos ele quase não os visitava mais, e tinha se esquecido completamente da existência dele.
— Eu sinto muito pela sua perda pappa. – Sussurrou-a abraçando o seu pai. – Agora me diga, quão drasticamente a nossa vida mudará?
Charlie deu um pequeno sorriso e beijou a testa da sua menina.
— Não muito pequena, apenas que todos estarão curiosos para conhecer a minha misteriosa filha que por coincidência é uma linda mulher, ou seja, terei muito trabalho em espantar muitos marmanjos.
Isabella riu, fazendo uma pequena careta. Ela bem conhecia seu pai, sabia o quão ele poderia ser super-protetor consigo. Mas a jovem nunca se importou com isso, amava o seu pai incondicionalmente, e se eles teriam de mudar-se para uma vida mais agitada ela não temeria. Afinal o seu pai estaria ao seu lado protegendo-a.
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