Te Quero Aqui
6 Você?
Notas iniciais
Pedro Lanza narrando.
Eu, o Thomas e o Pedro fomos numa festa que eu nem sabia o nome, já era meio tarde, o Pedro foi busca água pra gente porque tava um calor do inferno. Ele chegou à mesa perguntando da Isabelle, mas quem queria saber dela? Aquela menina me deixou aqui, nem me deu um simples “tchau” e agora ele vem pergunta dela?
- Sei, o que tem a ver falar dessa puta agora?
— Nossa não sabia que a puta tinha quase realizado seu sonho.
Nem deu tempo de termina à frase, ela apareceu na minha frente. Ela estava linda, com metade do cabelo raspado, de vestido, enfim, ela estava MARAVILHOSA.
- Isabelle? Nossa meu Deus, como você tá linda!!
- Desculpa meu bem, mas eu não quero ficar com nenhuma pessoa que me faz mudar de país e depois dizer que eu sou uma puta!
Ela saiu de lá correndo e percebi que também estava chorando.
- Véi, você vai ficar ai parado ou ir atrás dela?
Fui atrás dela, sai gritando seu nome, mas ela não respondia. Também, fui um burro, por que eu falei isso Deus?
- PERAI ISA, EU QUERO ME EXPLICAR!
- NÃO QUERO EXPLICAÇÕES! ME DEIXA EM PAZ!
- ISABELLE, NÃO!
Eu vi um carro aproximando da Isa em alta velocidade e na hora que ela foi atravessar a rua, o carro a atropelou. Ela voou longe e caiu no chão com se fosse de pano. Peguei meu celular, chamei uma ambulância e o cara que estava dirigindo o carro pediu desculpas e disse que não tinha visto ela. O cheiro de álcool que saia de sua boca era muito forte e logo pensei “Tava bêbado o desgraçado e ainda queria dirigir?”. Tirei a Isa do meio da rua, sentei na calçada e coloquei-a no meu colo, ela estava bem machucada. De repente, ela começa a falar:
- Pedro? Me ajuda... Tá doendo bastante aqui – ela apontou pra cabeça – e aqui nas costas.
- Calma, a ambulância deve tá chegando. – dei um sorriso torto e ela apagou. Na mesma hora a ambulância chegou.
- Posso ir junto? – perguntei pra uma das enfermeiras.
- Claro! – senti que a enfermeira estava dando em cima de mim, ela não parava de me olhar e teve uma hora que ela deu uma piscadinha.
...
Já fazia 2 horas que eu estava no hospital e ninguém me dava uma noticia, ninguém fala nada e a única coisa que falaram era pra eu esperar que iam dar noticias.
A mãe da Isa estava quase tendo um ataque e o Pedro não para de andar. Até que apareceu a tal enfermeira que estava dando em cima de mm.
- Parentes de Isabelle Salvatore?
- Aqui! – a mãe da Isa levantou a mão – Como minha filha está?
- Olha agora ela está na um pouco melhor, ela foi lançada á alguns metros de distancia, por isso nós tivemos que fazer uma pequena cirurgia no braço esquerdo. Talvez ela tenha alta amanhã! Vocês podem visitar ela e alguém pode ficar de acompanhante.
- Eu posso ficar de acompanhante, já que fui eu que provoquei tudo isso. – falei levantando da cadeira.
- Ok, espere aqui. Os demais venham comigo.
Esperei por um tempo, quando entrei no quarto ela estava olhando pros machucados na perna.
- Oi! Como você tá?
- Depois de você me chamar de puta na cara dura, me fazer quase morrer, eu até que to bem. Só o braço que dói um pouquinho, mas vai melhorar.
- Eu queria me desculpar, eu sou um burro, eu não devia ter dito aquilo. Me desculpa?
- Tá, mas só dessa vez, ainda tá brava contigo! Mas e ai, como anda as coisas?
- Ah, eu acabei de larga da minha namorada. Ele me traiu com um menino na minha frente e depois disse que foi o menino que beijou ela e blá, blá, blá.
- Vamos dar as mãos? Meu ex-namorado também me traiu, mas foi pior, foi com a “minha melhor amiga”.
Ficamos conversando por um bom tempo.
...
Isabelle narrando.
Eram 02h00min e eu já estava em casa. Tudo estava bem, meu braço tinha parado de doer e o Pedro se desculpou. A gente tinha conversado a noite inteira, ele me disse como era a vida de famoso, disse que tinha lado bom e ruim e eu falei como era a minha vida no Canadá, como foi que eu perdi o bebê e contei pra ele que tinha feito aula de violão e guitarra.
- Hey Isa, você tem um violão aqui?
- Eu tenho o meu novo e um velho que é do meu pai.
- Ah, eu quero tocar um pouco e quero ouvir você cantar.
- O que? Eu cantar? Minha voz é horrível e eu só sei músicas de uma banda ai e as minhas... – merda, não devia ter falado que escrevo músicas.
- Você escreve?
- Eu tento, até que sai umas músicas boas, mas são poucas!
- Canta uma então!
- Ah não Pedro, eu não to bem pra cantar.
- Tá bem sim, canta a que você mais gosta.
- Tudo bem!
“Faz sorrir, faz chorar
Te ter aqui, é bipolar
Só não sei o que fazer
Quando te vejo a estremecer
Te quero aqui, me faz sorrir
Eu quero sentir, um sentimento bom
E quero saber, como é sorrir
Ao amanhecer”
- Nossa Isa, você canta bem!
- Canto nada!
Meu celular tocou, olhei no visor do mesmo:
“Desconhecido”
Que legal esse povo, ama ligar desconhecido, mesmo assim atendi.
Ligação ON
- Alô?
- Só tenho um aviso, fique longe do Pedro, se não vai sofrer!
- Quem é?
Ligação OFF
- Quem era? – o Pedro disse se arrumando no sofá.
- Não sei, disse que era pra ficar longe de você.
- Voz de mulher?
- Sim, voz fina, bem estranha. Ah não...
- Ah não digo eu...
- Será que é a Giovanna? – dissemos juntos, um ficou olhando pra cara do outro.
Notas finais
Quero reviews, se não sem cáp. novo u_u
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