Te Espero a Ti

1 Capítulo 1


Notas iniciais
Olá!
Bom, quem me acompanha nas histórias anteriores, sabe o que vou dizer aqui. De todas as maneiras vou fazê-lo.
Sou portuguesa, e como tal a minha escrita é na minha vertente linguistica do Português, pelo que é possível que existam expressões diferentes do que estão habituados.
A minha linha de ideologia deste tipo de histórias é maioritariamente o romance, pelo que é o que posso prometer à partida.
A história anterior, que estou a terminar de postar, era uma AU, mas esta é direccionada aos personagens reais da série. É uma espécie de continuação daquilo que foi apresentado ao público no Glee, cortando os últimos segundos em que a Rachel aparece grávida do Jesse.
A Rachel aqui não fica com o Jesse, seguramente! :)
Tinha muita vontade de escrever com a temática "friends with benefits" e parece que foi desta.
A quem me está a acompanhar no "Desenhando Futuros", e que agradeço de coração, tenho a dizer que afinal de facto consegui passar o capitulo 6, pelo que o prometido é devido e aqui vai um novo entretenimento.

Nota: os capítulos não são grandes, e esta história é metade do tamanho da anterior.

Obrigada a todos os que derem uma oportunidade a esta, e aos que não derem também.
Beijo*

É muito chato quando tens um sonho e o realizas, principalmente se é o sonho pelo que lutaste toda a vida, aquele no qual depositaste todas as tuas esperanças e objectivos. É só um sonho. E o resto?

Rachel tinha concretizado o seu sonho. Há 10 anos que tinha acabado o ensino médio e há 7 que era protagonista isolada de uma peça na Broadway. Ganhou dois Tonys e a sua vida tinha-se tornado uma rotina sem sentido. Quando realizas o teu maior sonho, nenhum mais pequeno te espicaça a ambição, e ela estava farta de fazer o mesmo. Ensaio, peça, casa, ensaio, peça, casa, etc... Às vezes era convidada para sessões fotográficas de marcas conhecidas, e outras para entrevistas em revistas de moda. Era o caso desta vez.

Saiu da Vogue cansada de tanta muda de roupa e parou no starbucks da esquina para pedir um café para levar, mas nunca pensou que aquela decisão lhe mudasse a vida radicalmente.

Estava na fila para pedir quando uma mulher loira que está a ser atendida se vira para sair e ela percebe quem é. Quinn bate o olho em Rachel e fica imediatamente sem reacção a olhar para ela. 10 anos. 10 anos sem sentir aquele brilhante e gigante pousado nela. Rachel quis reagir, mas antes teve de engolir a saliva que lhe nasceu na boca ao ver uma Quinn completamente diferente da que ela se lembrava. Esta vestia uma calças pretas justas, uma t-shirt branca larga com decote em V e um casaco de cabedal preto. Tinha uns óculos estilo rayban pendurados no decote e um cabelo loiro curto e despenteado como quando o pintou de rosa na sua altura punk. Rachel não tinha visto nada tão sexy nos últimos tempos e a sua reacção foi rir-se entusiasmada e abraçá-la.

— Quinn! Eu nem acredito. — disse ela enquanto abria os braços na direcção da loira e a agarrava. Quinn revirou os olhos com o pensamento que teve ao sentir o perfume de Rachel e sorriu devolvendo o abraço.

Já sentadas numa das mesas do café, Rachel tenta saber tudo o que pode em primeiro impacto.

— Conta-me tudo, não fazia ideia que estavas em Nova Iorque.

— Passaram 10 anos Rachel. — disse Quinn envergonhada mas ao mesmo tempo descontraída.

— Sim, de facto nota-se imenso.

— Estás a chamar-me velha? — Rachel riu-se.

— Não, pelo contrário, estou a dizer que estás diferente, que os anos te assentaram muito bem.

— A ti também.

— Obrigada. — disse ela com um sorriso brilhante. — Se queres que seja honesta, a minha vida é um aborrecimento.

— Como assim?! 2 Tonys e um clássico na Broadway... não era o que querias?

— Sim. Estás informada. — sorri ela, e Quinn instintivamente agarra na mão dela e sorri.

— Tu és a estrela que querias ser. — Rachel sente os braços tremer e um formigueiro esquisito a percorrer-lhe o corpo. Quinn larga-a ao perceber que é demasiado para quem não tinha esse tipo de atitudes.

— Conta-me de ti por favor. O que fazes em Nova Iorque? Há quanto tempo cá estás? O último que soube de ti foi quando me enviaste aquele e-mail a dizer que estavas bem e com o Puck. Quero saber tudo. — Quinn sentiu-se desconfortável mas decidiu contar com calma.

— Então, vamos lá ver por onde começo... — suspirou e começou devagar. — Estava a estudar artes do espectáculo como bem sabes, no último ano de faculdade decidi que não queria ser adulta ainda, e inscrevi-me em arquitectura. Foi sem querer, mas descobri a minha verdadeira vocação. Concluí o curso com excelência há 4 anos e convidaram-me logo para vir trabalhar para um empresa de construção de bairros de luxo em NY. Aceitei e aqui estou.

— Estás cá há 4 anos? — perguntou Rachel um bocadinho ofendida.

— Sim. Estou a viver em NY há 4 anos. — Quinn não sabe que informação lhe dar mais.

— E mais?

— E é isso. Basicamente a minha vida é casa trabalho, trabalho casa, e saio à noite quase todos os dias para me distrair e beber um copo num bar de umas amigas. É isto. Não tem grande ciência. Mas conta-me de ti... Como é ser estrela da Broadway?

— É o que eu esperava, nem mais nem menos. Mas tu estás mais informada da minha vida que eu da tua.

— E tens ido a Lima? — pergunta Quinn por curiosidade.

— Vou ver os meus pais uma vez por ano, mas normalmente são eles que me vêm visitar a mim. Mantenho contacto com o Kurt a Santana e a Britt.

— Estão bem eles? — pergunta Quinn genuinamente interessada.

— Sim, vivem todos em LA, também costumo ir no verão ter com eles uns dias, e eles sempre que podem vêm cá às compras. O Kurt não muda.

— O que faz ele lá?

— Tem uma loja de alta costura, e tem imenso sucesso. A Britt é professora de matemática em UCLA e a Santana é advogada. Adoptaram uma menina há dois anos, a Gina. É linda Quinn, tem uma maturidade fora do normal. — Quinn sorri surpresa mas feliz.

— Que bom saber Rachel. Fico mesmo feliz. Eu não tenho contacto com ninguém dessa época, só com o Puck de vez enquanto. Trocamos e-mails, para saber se ele está vivo.

— Continua no exército?

— Ui, esse não larga aquilo nunca mais, diz que as fardas excitam as mulheres e que assim não se cansa porque tem uma em cada porto. É o Puck de sempre, o que todos conhecemos.

— Mas ele gostava de ti, eu sei que sim.- diz a morena confusa e curiosa.

— Sim, e ele foi o homem da minha vida. — disse Quinn a rir-se e Rachel percebeu que não havia nada mal resolvido ali.

Estiveram mais um bocadinho à conversa e perceberam que tinham de ir cada uma à sua vida, mas antes trocaram os números de telefone e combinaram jantar no dia a seguir.

Rachel não imaginou reencontrar Quinn, muito menos uma Quinn completamente nova e desconhecida para ela. A energia daquela mulher despertou em Rachel um brilho que tinha morrido há já alguns anos.

Notas finais
É muito pequenino, mas é a introdução da coisa.
Teorias? Porque não quis adicionar mais nada aqui exactamente com a intenção de perceber se alguém tem ideia da linha que levará esta história à primeira vista.

Beijo e obrigada!