Te Espero a Ti

11 Capitulo 11


Notas iniciais
:) Obrigada pelos vossos comentários.

Estava completamente diferente a sala de coros, notava-se perfeitamente que tinha sido remodelada pelo menos 3 vezes nos últimos anos. Rachel e Quinn tinham chegado cedo porque Quinn não conseguiu agarrar a morena com o entusiasnmo e a ansiedade que lhe envadia o corpo. A arquitecta sentou-se numa cadeira num dos cantos da sala enquanto Rachel mexia em tudo o que havia nas prateleiras, no novo piano e batia palminhas de felicidade aos prémios alcançados que estavam expostos nas vitrines do outro lado da sala. O sorriso torto de Quinn delatava que ela estava a achar uma graça contida em como a vida e o destino eram imprevisiveis. Não pensou jamais estar de novo naquela sala, naquela situação em especifico e que no prazo de dois meses a vida dela pudesse ter dado outra volta de 180º. Começava a ser comum, e era uma constante que Rachel Berry tivesse alguma coisa a ver com essas mudanças.

O delirio começou quando Kurt entrou eufórico na sala, acompanhado de Tina, e abraçaram Rachel tão efusivamente que nem se deram conta de que Quinn também lá estava.

— Não acredito, não acredito, não acredito! — disse o rapaz aos pulinhos ao mesmo tempo que Rachel e Tina num abraço de grupo. — Quinn não se moveu, só cruzou os braços e abriu um sorriso simpático e amoroso a ao ver a cena. Rachel fez um gesto com a cabeça para os avisar que ela estava ali, e ela foi obrigada a levantar-se quando Tina correu para ela para a abraçar. Kurt caminhou devagar de boca aberta descaradamente na sua direcção.

— Anda cá. — disse ela a rir-se ao ver a expressão dele e puxou-o para um abraço amistoso. Kurt fechou a boca e sorriu contente de a ver.

— O que é que te aconteceu? — disse ele quando se separou do abraço. — Porque é que estás em versão badass de novo? — E antes dela responder, ele olhou para ela de baixo para cima descaradamente e acrescentou. — E sexy! — Tina e Rachel riram-se imediatamente e Quinn fez uma vénia em agradecimento pelo elogio. Rachel limpou uma lágrima de emoção e Quinn reparou revirando os olhos.

— Por favor, não vais chorar com todos, ainda são uns quantos e ...

Mas não teve tempo de continuar quando ouviu uma voz masculina que ela conhecia perfeitamente dizer "Há coisas que não mudam mesmo" e abre uma corrida desesperada para os braços de Puck, que os abre para a receber. Quinn mandou-se literalmente para cima do rapaz, como se estivesse a festejar um golo da selecção nacional na final do mundial, e ele riu-se à gargalhada enquanto a abraçou e lhe deu um beijo sonoro na cara. Ela devolveu-lho, e quando ele ia dar-lhe um piquinho, Rachel conteve a respiração, e a loira meteu a mão entre as duas bocas e empurrou a cabeça de Puck divertida. Ambos se riram da situação e Puck cumprimentou os outros de seguida. Rachel ainda estava a recuperar daquele cumprimento entre ele e Quinn, mas deixou-se abraçar pelo rapaz e devolveu o abraço com carinho.

Não demorou para que todos chegassem e se cumprimentassem uns aos outros. A pessoa que se destacou negativamente foi Mercedes com um grande ar de diva que fez Quinn revirar os olhos duas vezes em 3 segundos, mas foi interessante, porque Santana teve a mesma reacção e instintivamente ambas olharam uma para a outra e sorriram com a familiaridade do momento. Tinham passado 10 anos desde que elas tinham aquela relação próxima de ler o olhar uma da outra e foi bom recordar a sensação.

Quando chega Mr. Shue, trás pela mão um miúdo de 9 anos ruivo que é a cara dele e todos ficam felizes por conhecer o seu filho e de Emma.

A disposição da sala, no entanto, não era muito diferente, por isso todos se sentaram nas cadeiras em frente ao professor, e um a um falaram do seu precurso até ao momento.

— Sou dançarino profissional, e tenho feito tours com as grandes divas do pop nos últimos anos. O último foi com a Lady Gaga. Agora estou de férias e calhou mesmo bem que o reencontro fosse nesta altura. — disse um Mike emocionado de rever todos.

— Eu também faço tours. — diz Puck divertido e Quinn ri-se instantaneamente. — O Exército é a minha vida, tomei-lhe o gosto e agora não quero outra coisa. Tenho uma mulher em cada porto.- e agora já se riem todos e não só Quinn.

— É de facto a profissão perfeita para ti. — diz Santana com sarcasmo.

— Eu tambem tive saudades tuas Satán. — responde o rapaz com carinho e Santana revisa os olhos em desespero.

— Bom, a minha vida mudou muito. Agora tenho uma loja de desporto em LA, e aprendi a surfar. Adoro a minha vida. — disse Sam simpático.

— Claro que adoras... — sussurra Santana baixinho com um sorriso maldoso. Rachel olha para ela em interrogação e ela faz-lhe um gesto com a cabeça em direcção a Kurt. Rachel abre a boca surpreendida mas não diz nada.

— Vocês sabem que o meu sonho sempre foi ser productor/realizador. — disse Artie emocionado. — Consegui há uns anos um lugar numa productora independente e estou a adorar. — todos lhe dão os parabéns e ficam felizes por ele, menos Santana que não reage.

— Toda a gente sabe o que foi feito de mim, toda a gente conhece o meu sucesso, não vou mandar-vos à cara que sou uma diva internacional. — cuspiu Mercedes com ar superior. Santana olhou de novo para Quinn mas agora com cara de quem queria bater em Mercedes e Quinn fez uma careta com a intenção de lhe dizer para ignorar. Desta vez Rachel percebeu aquela troca de olhares e sorriu com carinho.

— Eu sou professora em workshops de teatro pelo país, em várias escolas. — disse Tina com um sorriso amoroso e simpático. Todos, sem excepção, ficaram felizes por ela.

— Eu também ando na estrada, normalmente canto em bares em algumas cidades do país. — acrescenta Blaine recebendo ao mesmo feedback que Tina.

— Alguns já sabem, mas tenho uma loja de roupa e estou a abrir uma fábrica de criações desenhadas por mim. Vivo em LA, mas passo imenso tempo em Milão. — Kurt usou o seu semblante de desinteresse que o caracterizava, e capturou sorrisos a todos os colegas.

— Eu sou feliz! — disse Britt com naturalidade. — Vocês viram-me casar com o amor da minha vida, e sou muito feliz. Temos uma filha linda, que ficou em LA porque tem escola. Ela chama-me mãe a mim, que sou a mais inteligente da relação. À San ela trata por mami. Nos tempos livres ensino-a a dançar, embora ela ainda não saiba andar bem. Mas a maioria do tempo faço equações matemáticas sobre como era o mundo se as pessoas soubessem que os unicórnios existem. — Rachel e Quinn sorriem com carinho e Santana com orgulho.

— O que ela quer dizer é que é professora de matemática avançada em UCLA. — À excepção de Kurt, Rachel, Quinn e Sam, todos ficaram boquiabertos com a informação.

— Eu também tive essa reacção quando soube. — disse Sam baixinho.

— Vamos despachar isto. — disse Santana igual a si própria. — Sou advogada. Não há mais nada a acrescentar. — Mas acabou por acrescentar. — Sou a melhor, talvez isto seja importante referir.- Quinn percebeu que Rachel queria ser a última e decidiu falar primeiro.

— Não tenho muito a dizer. Sou arquitecta e o trabalho ocupa grande parte do meu tempo.- disse com calma e ponderação.

— E ficaste assim sexy quando deixaste o Puck? — perguntou Kurt descaramente. Quinn riu-se muito com o comentário e Puck sorriu torto.

— Não tens ideia do quão sexy ela chegou a tornar-se. — respondeu Puck. Quinn voltou a rir-se, mas desta vez Rachel, Santana e Britt também o fizeram.

— Estou bastante curioso. — diz Kurt sem esperar resposta.

— Falto eu portanto... — disse Rachel com um sorriso calmo. — Protagonizo uma peça na Broadway, ganhei dois Tonys, mas essencialmente estou muito feliz de vos reencontrar a todos. — e se havia alguma dúvida sobre o facto de Rachel Berry não estar feliz com a sua rotina, caiu por terra naquele momento. Quinn percebeu imediatamente que todo aquele entusiasmo de Rachel, era para voltar a sentir aquelas pessoas próximas e não para se vangloriar com as suas conquistas. Não foi só Quinn quem se surpreendeu, todos esperaram que ela continuasse mas ela não o fez.

A conversa continuou e todos estavam tão entusiasmados que combinaram reviver outro momento do passado. Foram todos jantar ao Breadsticks que continuava aberto na cidade.

—x-

No breadsticks Rachel senta-se de um lado da mesa e Quinn do outro, ao lado de Artie e Sam que a estavam a questionar imenso sobre o facto de ter seguido arquitectura. Rachel reparou na conversa, porque estava com receio que Quinn se sentisse desconfrotável, mas depois depositou a sua atenção em responder às perguntas de Puck e Tina.

Mas quando tudo parecia estar bem, Mercedes decidiu voltar a dar o ar de sua graça e reiterar a pessoa que é agora.

— Eu não me arrependo de nada, porque hoje comem todos na minha mão. Cada um tem aquilo que merece. — diz ela em resposta a Blaine que disse que estava arrependido de ter perdido um ano a viver numa cidade só quando podia viajar e levar a vida que leva hoje. — Além disso, cada macaco no seu galho, e o meu é superior ao que todos achavam. Não temos de ser protagonistas no ensino médio para triunfar, e eu sou a prova disso.

— Desculpa que descorde de ti. — disse Quinn sem poder conter o pensamento. Mercedes olhou para ela para a ouvir. — Não me refiro a protagonistas, porque somos todos das nossas vidas, e sim ao facto de que tu aches que o teu galho é superior ao de alguém daqui.

— Achas mesmo que és a pessoa ideal para falar de mania da superioridade? — perguntou Mercedes com um riso sarcástico que despertou uma furia contida em Santana. A latina levantou-se com a mão na cintura, mas Quinn levantou a mão indicando que ela se calasse porque aquela pergunta ia ser merecedora de resposta.

— Não acho Mercedes, tenho a certeza. Porque fui assim um dia e hoje tenho de viver com isso. Eu sou mesmo a pessoa certa para te dizer que não és superior a ninguém aqui, e muito menos mais importante. — Mas Quinn disse-o com tanta calma que Mercedes se enervou por isso.

— Tu desprezavas e agredias aqueles que achavas inferiores a ti.

— Já chega desta conversa, não? — disse Rachel numa tentativa de acabar com o assunto, e Mercedes viu a oportunidade perfeita para diminuir a morena.

— Porque a lider do glee diz?! Chega quando eu quiser. Lá porque todos acham que estás mudada por fazer um papelito na Broadway... — mas não pôde continuar porque Santana saltou instintivamente para defender Rachel.

— Cala-te diva de meia tigela. Se tu achas que porque tens um cd à venda és alguma coisa de jeito ao lado da Rachel, eu vou deixar-te nessa ilusão, mas vai-te meter com os anões dos teus seguranças antes que eu tenha de os usar como armas de arremeço. — disse a latina furiosa.

— A Mercedes tem anões? — pergunta Britt a Santana.

— Tem. Sabe-se lá para que é que eles lhe servem... nem quero saber. — responde Santana para o ar.

— Eu não te chamei para a conversa... — diz Mercedes na defensiva mas ainda autoritária.

— Tu não precisas de me chamar para lado nenhum, só não toques nos meus amigos, que eu arranco-te o cabelo para lhes encher as almofadas. — Quinn riu-se instintivamente, e isso despertou outro ataque em Mercedes.

— Não sei do que te ris...

— De pena Mercedes. — respondeu Quinn sentando-se na cadeira com o intuíto de a ignorar.

— Achas que porque tens essa cara bonita todos te querem?!

— Não estou a perceber que rumo é que queres dar a esta conversa, não estavamos a falar da tua mania da superioridade? Porque na escola eu ainda tenho desculpa porque era uma miúda mal resolvida, agora tu és uma mulher, já devias ter noção do ridículo. — acrescenta Quinn com calma.

— Agora chama-se ser mal resolvido. O que tu fazias era maldade, e desculpavas-te com o teu egocentrismo.

— Esta conversa já cheira mal desde o incio. — diz Puck agora ele com mau tom. — Acabou! — mas foi ignorado com sucesso.

— É curioso que tu, e logo tu que foste quem esteve do meu lado, tenhas a distinta lata de dizer isso nesse tom. — acrescenta Quinn com calma.

— Eu era uma ingénua nessa altura, hoje conheço bem o ser humano. Tu só querias a atenção do Finn e do Puck. Foi por isso que fizeste aquele show todo do bebé e dos pais que te expulsaram de casa.

— Se mencionas a minha filha, eu arranco-te a cabeça. — e Mercedes calou-se de repente, porque aquela frase não veio de Quinn. — Resume-te à tua insignificância antes que eu me esqueça que és uma mulher e te corte o piu pelo pescoço. — a força das palavras de Puck foi tão intensa que Quinn se levantou e pegou na mão dele para o tirar dali com um sorriso amoroso que o acalmou.

Notas finais
Faltam 2! Beijoo