Te Esperaré
31 Capítulo 31
Notas iniciais
Violetta's POV.
Caminhávamos pela floresta sem saber para onde ir. Graças ao plano brilhante de León, estávamos perdidos. Maxi olhava para todos os lados com um temor evidente em seus olhos.
Eu bufava em impaciência a cada instante, cansada daquela situação. Não estava com medo, somente frustrada por estar presa em uma floresta, sem saber qual a direção correta para a saída. Poderia estar muito bem no conforto de minha casa, lendo um bom livro ou compondo alguma música.
Já havíamos andado por horas e parecia que não estávamos saindo do lugar. Comecei a achar que estávamos em um círculo vicioso e jamais conseguiríamos sair dali. León andava na frente, tentando encontrar uma brecha ou algo do tipo por meio das árvores.
— To ficando cansado. — disse Maxi, sentando-se nas folhas secas e tombando a cabeça para trás.
— Não é só você. — disse-lhe, me encostando em um tronco de árvore.
— Eu quero sair logo daqui! A qualquer momento pode aparecer uma cobra, ou uma onça...
— Maxi, pelo o amor de Deus! — Ri da cara dele. — Deixa de ser medroso! E não tem onças aqui.
— Como você pode ter certeza?
— Porque eu sei. — Revirei os olhos e olhei para frente, percebendo uma coisa. — ESPERA AÍ, CADÊ O LEÓN?
Maxi se levantou no mesmo instante e percorreu o lugar com os olhos, desesperado. Ah, não. Só faltava nos perdermos!
— LEÓN! LEÓN! LEÓOON! — Ele começou a gritar e se eu não tivesse tão desesperada quanto ele, poderia rir da sua ação.
— Cala a boca, Maxi! Não entra em desespero. — O repreendi.
— Tarde demais! León, cadê você? LEÓOOON!
— Para com isso! — Pus minha mão na sua boca, impedindo-o de falar — Quer que o Matias nos escute?
— A essa altura, estamos longe da casa deles. É impossível nos escutarem.
— Eles podem muito bem ter vindo atrás de nós.
Fui andando cautelosamente, para não tropeçar em nada e não piorar a situação. Olhei para todos os lados e nenhum sinal do León. O perdemos de vista quando paramos um pouco para descansar.
Que droga! Temi que algo acontecesse com ele. Fui andando rapidamente, agora sem a mínima cautela. Precisava encontrá-lo antes que escurecesse. Será que ele se deu conta da nossa ausência?
— Ei, Violetta. Não me deixa sozinho! — Maxi veio correndo até a mim e ficou segurando meus ombros, como que para eu guiá-lo. Rolei os olhos e começamos a andar.
De repente, a floresta parecia mais macabra, mais escura. Não me sentia mais tão segura como me sentia quando estava com León. Não deveria ter saído do lado dele. Agora quem estava apavorada era eu. Cada coisa que poderia aparecer ali. Cobras, aranhas ou até um louco com uma serra elétrica! Ok, talvez isso seja um exagero, mas pode acontecer. Tudo é possível, não é mesmo?
Escutamos um barulho vindo do leste. Um barulho muito estranho e suspeito, seguido de um rosnado. Ah, não! Soltei um gritinho agudo e desesperado.
Maxi enlouqueceu e deu passos nada sutis para trás. Cada vez, a coisa ficava mais próxima de nós e ameaçava aparecer em nosso campo de visão. Quando um estrondo ecoou pela floresta, o desespero tomou conta de mim e pulei nos braços de Maxi, o abraçando com força e fechando os olhos.
Mas então todo o medo desapareceu quando ouvi uma risada debochada. Abri os olhos e vi León andando em nossa direção. Lancei-lhe um olhar irritado.
— Você quase me matou do coração! — Esbravejei.
— E eu também! — Maxi concordou, limpando o suor da testa.
— Ah, para! Deveriam ter visto a cara de vocês! — Ele continuava a rir, aumentando minha irritação. De repente, ficou sério. — Que pouca vergonha é essa?
Olhei-o sem entender, franzindo o cenho. Ele gesticulou para mim e para Maxi e só então entendi que ainda estava em seus braços. Ri sem graça e Maxi me pôs no chão. Mas realmente era engraçado. Se não tivesse tão assustada, até poderia achar essa cena cômica.
León me abraçou no mesmo instante.
— Nunca mais faça isso, ok? Eu poderia ter tido um ataque cardíaco. — Fiz beicinho e ele riu ainda mais.
— Desculpa, é que eu não resisti. Agora, vamos.
— Para onde? — Maxi perguntou enquanto ajeitava o boné.
— Não vamos conseguir sair daqui essa noite. Vamos ter que arranjar um abrigo seguro para dormir.
— Na floresta? NEM LOUCA! — exclamei.
— Violetta, não temos outra escolha. Podemos fazer uma fogueira e tudo ficará bem.
Eu estava relutante em relação a isso, mas por fim, acabei cedendo. Maxi foi atrás dos gravetos enquanto eu e León fomos procurar um lugar adequado.
Ficamos perto de um lago. Era bem fresco e agradável, um lugar tranquilo para se dormir. Arrastamos alguns troncos para lá e logo Maxi voltou com os gravetos. Acendemos a fogueira ao anoitecer.
— Razoável, dá pra aguentar. — comentei, quando estávamos sentados no tronco.
— Está ótimo! — Maxi concordou. — Mas amanhã vamos embora, não é?
— Vamos tentar. — León respondeu. — Não faço a mínima ideia de onde estamos, e é perigoso sair andando por aí sem ter noção de tempo ou espaço.
— Deveria ter pensando nisso antes de nos levar para uma floresta! — debochei, cruzando os braços.
— Eu entrei em desespero, ok?
— Mesmo assim, não foi a melhor ideia.
Ele deu de ombros e cutucou a fogueira com um graveto. O ambiente estava bem sereno e silencioso. Por mais que estivéssemos em uma floresta correndo todos os tipos de riscos, me sentia bem ali...
Não era como a barulheira que tinha lá em casa ou no Studio. Sentia-me confortável ali. Recostei a cabeça no ombro de León e fiquei fitando a fogueira com um sorriso nos lábios. Ele afagou minhas costas de leve e encostou a cabeça na minha.
Maxi se deitou nas folhas secas e virou-se de costas para nós, provavelmente estava pronto para dormir.
— Vilu? — León me chamou.
— Sim?
— Me desculpa por ter nos metido nessa... Quero dizer, a floresta e tudo mais.
— Tá tudo bem. Eu até estou gostando de estar aqui, sabe?
— GOSTANDO? — Quase gritou, olhando para mim com uma expressão confusa.
— É, é bem sereno e calmo...
— É, até que você tem razão... Ao menos dessa vez eu acertei.
— Não, não. — discordei e ele me olhou um pouco triste. Dei uma risada e tratei de completar. — Você sempre acerta. — Dei ênfase no "sempre".
Ele passou os braços por cima de meus ombros e aproximou seu rosto do meu. Enlacei minhas mãos em seu pescoço e o espaço que ainda restava entre nós desapareceu.
Foi um beijo calmo e tranquilo, exatamente como aquela floresta. Nem me lembrava do que acontecera mais cedo. Quando estava com ele, tudo desaparecia. Só o enxergava e nada mais. Ele tirou o braço de meus ombros e pôs as mãos em minha cintura, aprofundando ainda mais o beijo. Estava tudo perfeito, até que escutamos um pigarro alto.
Abri os olhos, frustrado e olhei na direção de Maxi, que nos observava com a sobrancelha arqueada.
— Podem parar de se agarrar? — pediu. — Eu quero dormir.
— Então dorme! — exclamei. — Não sei por que o nosso beijo te impede.
— Impede sim! Então parem. A não ser que você queira me beijar, Violetta. Aí tudo bem. — Ele colocou um sorriso safado no rosto.
Ergui as sobrancelhas para ele. Que idiota. Mas eu sabia que era só brincadeira, Maxi era meu melhor amigo.
— Como é a história? — León questionou, fuzilando-o com os olhos.
— Só estou brincando, cara! — Ele riu.
— Hm, é bom mesmo. Até porque você namora com a Naty. — falou, me abraçando em forma de proteção e seguindo a risada do amigo. — Agora vai dormir.
— Tá bom, tá bom.
Maxi se virou novamente e dormiu em questão de minutos. Soltei uma risadinha condescendente, me sentindo lisonjeada pelo ataque de ciúmes do meu namorado.
Ele me deu mais um beijo de leve e se deitou nas folhas, me puxando com ele. Recostei a cabeça em seu peito e ele me abraçou. Em questão de segundos, afundei-me na inconsciência e tive o melhor sono que poderia ter.
Notas finais
E por favor, vão no ask.fm: http://ask.fm/TeEsperareGR mandem o que quiserem. Perguntas, elogios, xingamentos... TUDO!
E se tiverem um tumblr - sobre Violetta - me sigam: http://all-you-need-is-violetta.tumblr.com
Sigo todos de volta :)
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