Te Esperaré

2 Capítulo 2


Notas iniciais
Eu não sou muito boa em enrolar, então geralmente vou direto ao ponto. Peço desculpas se tudo tá acontecendo rápido demais.

León's POV.

Eu não posso mais ignorar essa situação. Violetta sofre e eu sei que a culpa é toda minha. O meu orgulho e ego ainda são fortes demais para ceder aos seus pedidos. No fim das contas, também acabo me magoando.

Agora, ela está abraçada com Maxi no canto da sala. Ele fala alguma coisa para ela, talvez um consolo. Posso ver em seus olhos que está triste demais com tudo aquilo e o que eu mais quero nesse momento era ir até lá, abraçá-la. Dizer que a amo e que tudo o que eu quero é estar ao lado dela.

Por outro lado, existe Tomás. Ele não está presente fisicamente, mas posso sentir sua presença por todo o Studio. Violetta não é capaz de esquecê-lo de um dia para o outro, embora já tenham se passado três meses desde sua ida à Espanha. Preciso ter a certeza de que todo o sentimentos dela por eles estavam se extirpando.

Eu deveria estar me sentindo feliz e esperançoso. Já que aquele idiota não está mais aqui, minhas chances com Violetta nunca foram tão grandes. Porém, um sentimento de culpa me invade toda vez que me aproximo dela. Culpa por saber que algum lugar em seu coração ainda o ama, culpa por ter pressionado-a tanto a ficar comigo no passado. Culpa porque o estopim para meu relacionamento com aquela garota fora o fato de que eu queria irritar um entregador que minha ex estava afim.

Saio rápido dali, não podendo mais olhar para aquela cena.

Entro na sala de música, e começo a tocar em meu teclado Voy por ti. Não é boa ideia, pois me lembra de Violetta. Mas afinal, o que não me lembra ela?

— Não pode fugir para sempre dos seus sentimentos, você sabe, né?. — Broduey fala, repentinamente à minha frente. Quase morro de susto.

— Não sei do que está falando. — Tento me esquivar e abandono o teclado.

— Cara, você é meu amigo, e não me engana. Sei o que tá acontecendo. Todo o Studio já sabe. Por que você é tão masoquista? Vai atrás dela e diz o que sente.

— Não posso. — Suspiro frustado. — Não posso.

— Claro que pode. A Vilu está mal, você está mal.

— Ela ainda está confusa. — insisto.

— Não, não está! León, quando cheguei aqui, já pude notar de cara que aquela garota queria estar com você. Vocês namoravam na época, lembra? Ainda tinha todo aquele drama com o Tomás, mas Violetta tinha, e ainda tem, certeza de que quer ficar com você. Se ela ainda tem algum sentimento, está quase se apagando. Cara, não deixe de ser feliz por causa de uma paranoia sem sentido.

Penso no assunto por um minuto. Talvez eu esteja sendo um otário e fugindo dos meus sentimentos. Não posso viver no passado para sempre. Eu não posso perdê-la.

Merda. Eu o amo. Estou sendo ridículo.

— Bom, talvez você tenha razão... mas... eu não sei.

Broduey joga as mãos para o alto, exasperado.

— Cara, vai atrás dela. Acaba de uma vez com isso, porque ninguém aguenta mais.

Pondero a questão mais um pouco. Bom, eu não tenho nada a perder. Não mais do que já perdi. Não custa nada tentar.

— É, acho tem razão. Vou fazer isso...

— É isso aí! — comemorou, aliviado. Eu devo mesmo estar dando nos nervos.

— Mas, não hoje, não agora. — completo.

— Por quê? — perguntou indignado.

— Preciso pensar no que vou fazer. Não posso simplesmente ir lá e desmentir tudo o que eu disse.

— Seja o que for, não demore muito. Você sabe bem que não é só você que gosta da Violetta nesse Studio. Ela tá em um momento delicado, e alguém pode passar na sua frente. — Broduey alerta.

— E alguma vez já permiti isso? — Sorri.

E então, finalmente estou satisfeito por tomar uma decisão.

Violetta's POV.

Eu olhava para a comida em meu prato com um certo desanimo. Já fazia algum tempo que eu não tinha vontade de fazer nada, e isso incluía comer.

Meu pai falava qualquer coisa, mas eu não escutava. Pensava a cada instante em todos os momentos com León, e o que eu perdi por causa do Tomás. Deus, eu estava insuportável.

— VIOLETTA! RESPONDA!

A grito de meu pai sobressaltou e eu dei um pulo da cadeira.

— O que foi? O que foi? — perguntei, desorientada.

— O que tá acontecendo, minha filha? Já te fiz a mesma pergunta e você não parece nem me escutar. — Suas veias saltavam de tanta irritação. — Há muito tempo você está desanimada, mal come. Pensei que ficaria feliz depois que permiti que você frequente. Mas você está só ficou pior!

— Não é nada, pai. Eu vou pro meu quarto.

Subi rapidamente e logo me deitei em minha cama. Lágrimas desciam pelo meu rosto.

Ainda não podia lidar com o fato de fora uma completa idiota e agora estava sem o garoto que eu amava de verdade.

Notas finais
Acho que ficou meio curto, mas não consegui escrever mais que isso. Deem suas opiniões e sugestões! Os comentários de vocês importam muito pra mim.