Te Esperaré

8 Capítulo 8


Notas iniciais
Antes de começar o capítulo, quero deixar bem claro que eu shippo Leonetta completamente. Algumas pessoas no twitter e no meu ask.fm vieram me perguntar se eu era contra esse casal porque interpretaram mal a minha resposta ao último comentário que a PaulaLongbottom fez. Quando eu disse que esperava que Violetta terminasse com o León na segunda temporada, falei no sentido de ficar com ele, e não terminar o namoro. Só pra esclarecer mesmo. Espero que gostem :) Xx

— Anda León. Me responde!

Com certeza ela estava pensando besteira. Maldita Ludmila. Ela iria me pagar caro, muito caro por isso.

— Sim, ela foi. Mas não é nada do que você está pensando.

— Eu não estou pensando em nada, León. Só quero saber o porquê de você não ter me dito nada.

— Não lhe disse nada porque não tem o que dizer! Ela foi lá em casa pra me convencer a voltar com ela, mas eu disse não e a expulsei.

Via-se que Violetta estava completamente nervosa. Que tipo de ameaça Ludmila poderia trazer?

— Mas você poderia muito bem ter me avisado. Não custava nada.

Ela estava certa. Eu poderia ter avisado a ela, eu deveria ter avisado. Mas não o fiz, talvez querendo evitar esse tipo de reação. Só que esqueci o mínimo detalhe. Ludmila. Com certeza ela faria uma cena dessas para Violetta ficar com raiva de mim.

Eu estava pronto pra me desculpar e esclarecer tudo, mas Gregório abriu a porta do salão de dança e ordenou que todos entrassem.

Eu até poderia desobedecê-lo por alguns minutos, mas ele estava mais estressado que de costume. E também, Violetta tratou de entrar rapidamente, sem nem olhar para mim.

Senti um ódio profundo de Ludmila naquele momento. Entrei na sala de má vontade.

Gregório tentava nos ensinar alguma coreografia, mas eu nem prestei atenção. Fiquei olhando para Violetta, mas esta mesma evitava o meu olhar. Deveria mesmo ter ficado com raiva.

— León, por qual motivo, razão ou circunstância você não está prestando atenção na minha aula? — Gregório me fuzilava com os olhos.

— Nada. — falei indiferente, sem dar muita atenção à pergunta dele.

— Siga meu dedo. — Ele pôs seu dedo a minha frente, e confesso que me esforcei muito para segui-lo, pois eu já estava a ponto de xingá-lo sem dar importância às consequências. Mas sabia que isso me traria muitos problemas. — Siga, siga, siga! — Ele apontou para a saída. — Se não vai prestar atenção, se retire.

Saí sem dar mais cerimônias. Ele já estava me dando nos nervos.

Decidi ir pra sala de música e tocar um pouco. Eu não tinha muito para fazer já que não estava na aula de dança.

Comecei a tocar no teclado uma melodia que não tocava há tempos. Talvez não tanto tempo assim, mas para mim, parecia bastante tempo.

— Estava te procurando. — Violetta entrou na sala de repente. — Essa é a música que estou pensando?

Parei de tocar no mesmo instante.

— Você não devia estar na aula do Gregório? — perguntei.

— Saí assim que ele te expulsou. — afirmou, com um sorriso tímido.

— Achei que estivesse raiva de mim.

— E estava, mas me dei conta de que não tem sentido. Você não me contou, pois queria evitar exatamente aquela minha reação. Me desculpa por ter brigado com você. — Ela pegou minhas mãos. — Mas, por favor, da próxima vez me avise.

— Pode deixar. Foi um erro meu não ter dito nada. — Sorri.

— Continua a tocar. Sinto falta dessa música.

Continuei a tocar a melodia. Logo ela estava cantando. A acompanhei de imediato.

Pero hay cosas que si sé,
Ven aquí y te mostraré.
En tu ojos puedo ver....
Lo puedes lograr, (lo puedes lograr...)
Prueba imaginar.

Podemos pintar, colores al alma,
Podemos gritar iee eê
Podemos volar, sin tener alas...
Ser la letra en mi canción...

No es el destino,
Ni la suerte que vino por mi.
Lo imaginamos...
Y la magia te trajo hasta aquí...

Podemos pintar, colores al alma,
Podemos gritar iee eê
Podemos volar, si tener alas...
Ser la letra en mi canción...
Podemos pintar, colores al alma,
Podemos gritar iee eê
Podemos volar, si tener alas...
Ser la letra en mi canción...
Y tallarme en tu voz.

Ao fim da música, pus meu braço em volta de seus ombros. Ela música me trazia muitas, muitas lembranças.

— Lembra quando nós dois tivemos o mesmo sonho? — perguntou ela, com os olhos distantes. — Sonhamos com essa música. — Ela voltou à realidade e olhou nos meus olhos com aquela doçura apaixonante.

— Como não me lembrar? — perguntei retoricamente. — Foi algo incrível. Ter o mesmo sonho que você.

— Somos tão ligados que essas coisas acontecem. — Ela riu e deu um beijo no meu rosto.

Ficamos tocando e cantando por mais um tempo. Porém, Violetta teve que ensaiar com as meninas pra algum exercício do Gregório. Permaneci na sala de música. Eu até poderia ir atrás do André ou do Maxi, mas estava com preguiça.

Eu estava em uma tranquilidade mórbida. Tentava aprender algumas músicas, e arranjar inspiração para escrever outras. Mas é claro, como sempre acontece, sempre tem que vir alguém para me interromper.

Logo a figura loira, a última pessoa que eu queria ver naquele momento, entrou na sala. Ela não poderia me deixar em paz ao menos um segundo?

— Violetta ficou com muita raiva de você? — perguntou.

Rolei os olhos. Como se ela se preocupasse.

— Não. — Dei um seco e irônico pra ela.

— É. Talvez isso não tenha funcionado. Quem sabe você fique com raiva dela.

— Não vou ficar com raiva dela, não tenho motivos.

— Veremos. Você não sabe o que lhe espera. — Ela riu e saiu da sala.

Maldita. Por que ela não podia me deixar em paz e feliz com a Violetta? Se ela mesma não era feliz, que culpa eu tinha?

Ela disse que eu ficaria com raiva de Violetta. Isso era um pouco suspeito. Ela estava armando uma, com toda a certeza.

Notas finais
Não ficou tão grande como eu esperava, como sempre. Prometo que o próximo vai ser grande.
Eu estou criando uma nova fanfic, que também é sobre Violetta. Ela será um pouco diferente dessa, e se chamará "Princípios". Fiquem ligados, e quando eu a postar, por favor leiam e me digam o que vocês acham. Vai ser bem legal.
PS: Não vou parar de postar aqui. Vou postar nas duas fanfics :)